Na manhã seguinte ao vídeo no motel barato, Paulo chegou à academia com a postura de um conquistador. Ele acreditava que, a essa hora, o casamento de Aline estaria em cinzas. Imaginava que ela nem apareceria para treinar, ou que chegaria chorando, implorando para ele apagar o vídeo.
Mas, às 10h, o perfume de Aline invadiu a recepção. Ela passou pela catraca usando um conjunto de treino branco, justíssimo, que destacava cada curva. Ao passar pela sala envidraçada de Paulo, ela não desviou o olhar. Pelo contrário, deu um sorriso de canto, um olhar de quem guardava um segredo delicioso, e seguiu para a área de musculação.
Paulo ficou paralisado atrás da sua mesa.
— Como ela pode estar tão calma? — murmurou. — Eu mandei o vídeo para o marido dela. Ele deveria ter acabado com ela!
Henrique, em casa, estava em êxtase. O vídeo de Aline de joelhos, limpando tudo com a língua naquele quarto imundo, era a joia da sua coleção. Ele decidiu que precisava "atiçar" Paulo, para que o sócio continuasse a performance de dominação.
Usando um número oculto, Henrique enviou uma mensagem para Paulo:
"Obrigado pelo registro. Ela sempre disse que o dono da academia tinha uma pegada forte. O que mais você planeja ensinar para a minha esposa?"
Paulo leu a mensagem e sentiu um calafrio. Ele esperava ódio, e recebeu um incentivo. Ele começou a desconfiar que Henrique não era um marido comum, mas a sua obsessão pela ruiva era maior que sua lógica. Ele queria ver até onde a submissão de Aline chegaria.
No final do treino, Paulo interceptou Aline no corredor.
— Na minha sala. Agora. — disse ele, tentando retomar a autoridade.
Assim que ela entrou, ele trancou a porta.
— Seu marido é um doente, Aline. Ele me mandou uma mensagem agradecendo pelo vídeo. Que tipo de relação vocês têm?
Aline se aproximou, deslizando as mãos pelo peito de Paulo até chegar ao seu pescoço.
— Ele gosta de ver o que você faz comigo, Paulo... porque ele sabe que você me trata como a cadelinha que eu sou quando estou com você. Ele quer ver o próximo nível. E eu também.
Paulo, possuído por uma mistura de fúria e desejo, a jogou sobre a mesa de avaliação.
— Então ele vai ter o que quer.
Desta vez, Paulo não teve nenhuma delicadeza. Ele posicionou o celular para uma transmissão ao vivo que Henrique assistia do carro, no estacionamento.
Paulo a forçou a ficar de joelhos sobre a mesa, de costas para ele, olhando para o próprio reflexo no vidro da sala que dava para a academia vazia. Ele a possuiu com uma força técnica e bruta, fazendo-a gemer o nome dele repetidamente. Entre uma estocada e outra, ele a obrigava a olhar para a câmera e dizer o quanto estava gostando de trair o marido com o dono da academia.
Aline, totalmente entregue àquela dinâmica de "caça", obedecia a cada comando. Ela lambia os próprios lábios, pedia por mais tapas e se oferecia com uma devoção que deixava Paulo atordoado. No final, ele a deixou ali, marcada e trêmula, enquanto Henrique, do lado de fora, sentia o maior prazer da sua vida ouvindo os gritos de satisfação da esposa.