Virei Escravo da Minha Madrasta - Parte 3

Um conto erótico de AuroraMaris
Categoria: Heterossexual
Contém 2043 palavras
Data: 30/01/2026 13:31:37

Os dias seguintes foram um pesadelo de normalidade forçada. Acordar às cinco, cortar grama, fazer compras, limpar. A palavra "senhora" saindo da minha boca como um mantra involuntário. Mas por trás da rotina, minha mente era um turbilhão silencioso.

O olhar dela era o pior. Ou melhor, a ausência de qualquer reação ao que aconteceu. Ela não mencionou a Paloma, o sofá, minha nudez. Nada. Mas às vezes, durante o café da manhã silencioso, eu sentia o peso dos olhos dela sobre mim. Erguia a cabeça e os encontrava. Não eram mais de desprezo. Eram... analíticos. Como se estivesse examinando um fenômeno curioso. Uma vez, os cantos dos lábios dela se curvaram por menos de um segundo. Não era um sorriso. Mas naquele instante, eu jurei que vi um brilho de conhecimento nos olhos claros dela. Parecia que ela sabia o que eu havia feito sozinho no meu quarto, da imagem que havia me feito gozar.

Aquilo me deixou em pânico. Claro que não tinha como ela saber que eu gozei pensando nela. Mas a ideia me acendeu.

A raiva pura começou a se misturar com algo mais doente, mais urgente. A punheta daquela noite não foi um incidente isolado, se tornou um ritual. Todas as noites, trancado no quarto, a imagem que me fazia gozar não era mais de Paloma, ou de qualquer outra mulher genérica. Era sempre a mesma: ela parada na porta, olhando para mim com aquele tédio infinito. A palavra "patético" sussurrada na minha mente.

Com o passar das semanas, a fantasia não bastava. O ato solitário começou a ser uma espécie de encenação sem plateia. A ideia surgiu como um verme, lenta e repugnante. E, uma vez instalada, não saiu mais.

E se ela visse de novo? Não por acidente, como da última vez. Mas de propósito. Eu me exibindo. Eu oferecendo a prova final da minha degradação, do poder que ela tinha. Queria ver aquele olhar de novo. Queria que ela me visse naquele estado e... e o que? Cuspisse em mim? Risse? Ordenasse que eu parasse? Qualquer reação seria melhor do que esse vácuo silencioso.

Comecei devagar. Deixava a porta do quarto um pouco mais aberta do que o normal quando ia me deitar. Depois, entreaberta. Eu me deitava na cama, de luz apagada, e batia punheta olhando para a fresta de luz que vinha do corredor, imaginando que a qualquer segundo sua silhueta apareceria.

Nada acontecia. Apenas o som do meu próprio fôlego ofegante e do silêncio opressivo da mansão. A frustração tornava o desejo mais agudo, a necessidade mais animal.

Até que numa noite, a rotina mudou. Ela recebeu uma encomenda maior mais cedo, caixas de coisas para seu escritório. Pediu (ordenou) que eu as levasse para o andar de cima após o jantar. O trabalho extra deixou minhas costas doloridas e meu humor ainda mais sombrio.

Me deitei exausto, mas o hábito era mais forte. A mão deslizou para dentro da cueca. A porta estava entreaberta, como de costume. Dessa vez, porém, deixei uma fresta maior. O corredor estava iluminado por uma luz baixa.

Foi rápido. A imagem dela veio fácil, potente como sempre. Meus movimentos se aceleraram, a respiração ficou ofegante. Estava quase lá, os olhos fechados, concentrado no rosto de porcelana dela, quando a luz da fresta mudou. Alguém estava bloqueando.

Meus olhos se arregalaram no escuro. A silhueta era inconfundível. Clara. Ela não estava apenas passando. Estava parada, de lado, olhando diretamente para dentro do quarto, para mim na cama. O coração disparou num ritmo caótico, misturando terror, vergonha e uma excitação proibida que explodiu em meus nervos. Minha mão congelou no lugar, mas o corpo já estava à beira do limite.

Ela não se moveu por uma eternidade de segundos. Apenas observou. Então, com uma calma que era um insulto à minha nudez e ao meu ato, ela deu um passo à frente, empurrando suavemente a porta até que ela ficasse aberta o suficiente para enquadrar completamente sua figura.

Seu rosto ficou na penumbra, mas eu podia ver os olhos. Eles percorreram meu corpo, da minha face em choque, passando pelo meu peito ofegante, até onde minha mão estava escondida sob os lençóis. O desprezo estava lá, sim. Mas havia algo mais: uma curiosidade clínica, quase entediada.

Então, ela falou. A voz era baixa, plana, e cortou o ar pesado do quarto como um bisturi.

- Tão previsível.

As palavras me atingiram com a força de um soco no estômago. Um ruído engasgado escapou da minha garganta.

Ela continuou, sem pressa, como se estivesse comentando o tempo.

- Acha que isso é uma rebelião? Que está me provocando? - um pequeno, quase imperceptível, sorriso de desdém tocou seus lábios. - Isso é só mais uma tarefa mal executada. Até nisso você é medíocre. Rápido demais, óbvio demais. Nenhum controle.

Meu rosto ardia. A excitação, agora envenenada pela humilhação das palavras dela, tornava-se uma coisa agonizante e inescapável. Eu estava preso, totalmente exposto, e ela estava me analisando como um espécime defeituoso.

Ela deu mais um passo para dentro do quarto, cruzando o limiar. O cheiro do seu perfume amadeirado invadiu o espaço. Parou a alguns pés da cama.

- Se vai fazer algo, Daniel - ela disse, e pela primeira vez uma nuance de comando direto, quase pedagógico, entrou em sua voz -, faça direito. Ou não faça. Mas não me encha os olhos com essa... exibição patética e descontrolada.

Com um último olhar que varreu meu corpo, ela se virou.

- Amanhã você lava seus lençóis à mão.

E saiu. A porta ficou aberta, a luz do corredor invadindo meu santuário violado. O som dos seus passos se afastando foi a única coisa que ouvi, além do som frenético da minha própria respiração.

O estalo veio então, um espasmo involuntário e brutal que me fez arquejar em silêncio, gozando sob os lençóis, com o peso esmagador do seu julgamento e das suas ordens. Foi a punheta mais suja e derrotada da minha vida.

Algumas noites se passaram. Eu havia me tornado um arquiteto do meu próprio constrangimento. O ritual era meticuloso: banho, quarto impecável, porta aberta na medida exata, luzes baixas. Minha rola ficava dura antes mesmo que eu colocasse a mão. Eu me deitava e começava a punhetar, lento, controlado, os olhos abertos fixos na fresta da porta. A fantasia já não era de imagens, era de espera. Eu estava à espera do julgamento.

Primeiro foi o cheiro que invadiu meu olfato. Não apenas o perfume dela, mas uma nota mais aguda, frutada, alcoólica. Vinho tinto. Depois, o som. Não os passos firmes, mas um andar um pouco mais lento, deliberado. Então, ela apareceu.

Clara estava na porta, mas não como da última vez. O roupão era o mesmo, de seda escura, mas estava levemente aberto. Em uma das mãos, ela segurava uma taça de vinho quase vazia, balançando o líquido rubro suavemente. O rosto dela estava mais relaxado, os olhos um pouco mais pesados, menos afiados. Não era embriaguez. Era uma soltura calculada, um desprendimento perigoso.

Ela se apoiou na moldura da porta, tomou um gole final e observou. Dessa vez, não houve silêncio analítico prolongado. Seus olhos percorreram meu corpo, meu braço em movimento, meu rosto tenso tentando não trair a agonia do controle, minha rola pulsando na mão, no meio da punheta lenta.

Um sorriso pequeno, verdadeiramente divertido, tocou seus lábios. Era um sorriso que não tinha lugar ali, e por isso era cem vezes mais aterrorizante.

- Patético de novo - ela disse, a voz um tom mais baixo, mais pastosa do que o habitual. - Mas pelo menos silencioso. Um progresso mínimo.

Eu não conseguia falar. Não conseguia me mover. Estava concentrado em continuar o ritmo lento da punheta enquanto olhava pra aquela face fria dela.

Clara entrou no quarto. Apenas um passo.

- O que é que você quer, Daniel? - A pergunta foi lançada não como um desafio, mas com uma curiosidade genuína e intoxicada. - Fica aí, todas as noites, se oferecendo nessa... exibição medíocre. Para quê? Você quer que eu fique com nojo? Que eu ria de você? Que eu te dê uma ordem?

Ela inclinou a cabeça, estudando meu rosto que devia estar uma máscara de puro pânico e confusão. Minha mão havia parado completamente. Toda a minha fachada de controle desmoronou.

- Fala - ela ordenou, suave, mas com o aço da autoridade ainda presente por trás da embriaguez. - É a única vez que vou perguntar. O que você quer com isso?

Minha garganta estava fechada, seca. As palavras que fervilhavam eram todas vergonhosas, doentes, inaceitáveis. Quero que você me odeie. Quero que você me use. Quero que você me diga o que fazer. Quero que me despreze. Quero que você me veja.

O que saiu foi um sussurro rouco, quebrado, a confissão mais verdadeira e humilhante da minha vida:

- Eu... não sei, senhora.

Os olhos dela brilharam no escuro, captando a luz do corredor. Ela deixou escapar um som baixo, entre um suspiro e um riso abafado.

- Não sabe - ela repetiu, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo. - Claro que não. Você é um vazio. Sempre foi. Só sabia encher esse vazio com coisas caras e gente barata.

Ela deu mais um passo, até a beirada da cama. O cheiro do vinho e da sua pele era intoxicante. Seu olhar não era mais de tédio. Era de análise cruel.

- Mas vamos ver se eu entendo - ela continuou, a voz um fio sedoso e venenoso. - Você fica aqui, se exibe, se humilha, esperando... o quê? Uma reação? Minha atenção? Meu toque?

Cada palavra era uma agulha de verdade. Eu tremia, incapaz de negar.

- Parece que o playboyzinho tem um fetiche - ela murmurou, quase para si mesma, os olhos percorrendo meu corpo com uma lentidão deliberada. - Um fetiche por ser... pequeno. Insignificante.

Ela fez uma pausa dramática, deixando o peso daquelas palavras me esmagar. Então, se inclinou um pouco mais. O decote do roupão abriu, e eu vi o suave contorno dos seus seios. Não foi um acidente.

- Já que você insiste tanto em se oferecer - ela disse, e a voz agora era clara, cortante, sem vestígio da embriaguez, como se ela tivesse jogado fora a taça para revelar a lâmina que sempre esteve lá -, vou fazer uma sugestão. Uma única vez.

Meu coração parou. O ar saiu dos meus pulmões.

- Pare com essa punheta de adolescente frustrado. É deprimente - ela cuspiu a palavra. - Se o seu desejo real, esse desejo doentio e rasteiro que você mal consegue olhar de frente, é se tornar um brinquedo, um objeto... Se é isso que essa exibição toda significa...

Ela fez uma pausa final, seus olhos perfurando os meus, garantindo que cada sílaba seguinte fosse gravada a fogo na minha alma.

- Então se comporte como um. Espere. Obedeça. E se um dia eu achar que vale o meu tempo, que o meu tédio justifica usar o que você está tão desesperado para dar... talvez eu aceite a oferta. Talvez eu faça de você exatamente o que você parece querer ser: o meu escravo sexual. Algo útil, uma vez na sua vida miserável - ela se endireitou. - Mas entenda: isso não é um convite. A escolha é sua: continuar nesse papel ridículo de mendigo de migalhas de atenção, ou se preparar de verdade para a possibilidade remota de ser usado. Agora, desfaça esse cara de idiota e vá dormir.

Sem esperar resposta, ela se virou e saiu. Dessa vez, fechou a porta com um clique suave.

O silêncio que caiu sobre mim foi total. Eu estava nu, não apenas no corpo, mas na alma. Ela havia nomeado o monstro, jogado a minha vergonha mais profunda na minha cara e, no mesmo fôlego, oferecido um caminho para o inferno que eu mesmo estava cavando.

"Escravo sexual." As palavras ecoavam na escuridão, não como um insulto, mas como uma identidade. Um propósito. O vazio dentro de mim gritou por aquilo. O ódio que eu sentia por ela se transformou, naquele instante, em algo diferente: a matéria prima da minha própria submissão.

(N.A.: Fiquei feliz com os comentários do último capítulo, obrigada por deixarem um feedback! Pretendo que essa série tenha mais umas 2 ou 3 partes apenas, não vai ser longa como as últimas, e já tenho enredos pra outras histórias em mente :D)

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Comentários

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E então,ele vai ter uma chance de transar com a madrasta ? Ou vai ser só o cachorrinho dela?

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