O ar em Medellín cheirava a pólvora e cocaína. Camila Salvatierra deslizava pelo clube clandestino como uma pantera, o vestido preto colado ao corpo como uma segunda pele, os lábios vermelhos brilhando sob a luz fraca. Aos 29 anos, ela era uma máquina de matar — fria, precisa, letal. Seus olhos castanhos varriam o ambiente, calculando cada movimento, cada saída. A Beretta na cinta-liga pressionava sua coxa, um lembrete frio de sua missão: eliminar Dante Ferraz, o demônio de olhos verdes que comandava o cartel com punhos de ferro e um sorriso de canalha.
Ela o viu no canto do bar, segurando um copo de bourbon, o terno cinza impecável contrastando com a aura de selvageria. Dante era alto, ombros largos, cicatrizes visíveis no pescoço que desciam para o peito entreaberto da camisa. Seus olhos a encontraram antes mesmo de ela dar o primeiro passo. Ele sabia. Filho da puta. Aquilo não era uma caçada — era um duelo.
Camila se aproximou, o quadril balançando com precisão ensaiada, o cabelo preto caindo em ondas sobre os ombros. “Você parece perdido,” ela murmurou, a voz um sussurro rouco, inclinando-se para que ele sentisse o calor de sua respiração. Ele riu, baixo, um som que fez o estômago dela revirar — não de medo, mas de algo pior. “Perdido? Não, gata. Eu te vi chegando a um quilômetro.” Ele segurou o pulso dela, os dedos fortes como algemas, puxando-a para mais perto. “Quer brincar um pouco? Então venha.”
Minutos depois, estavam em uma suíte de um dos hotéis de luxo do cartel comprados com dinheiro sujo, a porta mal fechada antes de ele a jogar contra a parede. O impacto tirou o ar dos pulmões dela, mas Camila sorriu, os dentes à mostra como uma loba. “Você é bruto, hein?” Ela provocou, enquanto ele arrancava o vestido, expondo a renda preta da lingerie e a pistola na coxa. “E você é uma vadia perigosa,” ele rosnou, os dentes encontrando o pescoço dela, mordendo com força suficiente para deixar marcas. Ela gemeu, não de dor, mas de prazer, as unhas cravando nas costas dele, rasgando a pele até sentir o sangue quente nos dedos.
Ele a virou de costas, empurrando-a contra a parede, as mãos rasgando a calcinha como se fosse papel. “Abra as pernas, sua puta,” ele ordenou, a voz crua, e ela obedeceu, não por submissão, mas porque queria foder. Queria sentir ele, queria o desafio. Ele a penetrou com força, sem cuspe, cada estocada um golpe que fazia o corpo dela tremer e se chocar contra a parede. Ela se apoiou, as unhas arranhando a tinta, enquanto ele puxava seu cabelo, forçando-a a arquear as costas. “Você gosta assim, não é? De ser fodida como se fosse nada,” ele grunhiu no ouvido dela, e Camila riu, ofegante, virando o rosto para encará-lo. “E você gosta de pensar que tá no controle, seu merda. Cale a boca e foda a minha boceta.”
O sexo era uma guerra. Ela o empurrou, invertendo as posições, montando no pau dele no chão com uma ferocidade que rivalizava com a dele. Suas coxas apertaram os quadris dele, movendo-se com precisão enquanto mordia os mamilos dele, arrancando sangue. Ele agarrou o pescoço dela, apertando até a respiração dela falhar, e ela gozou assim, com os olhos abertos, socando a pica dele inteira na xoxota melada, desafiando-o mesmo enquanto o prazer a despedaçava. Ele gozou logo depois, o corpo tenso, um rosnado baixo escapando enquanto derramava porra em abundância dentro da boceta.
Quando terminaram, estavam ofegantes, suados, o chão manchado de sangue e fluidos. Ele segurou o rosto dela, o polegar traçando os lábios vermelhos. “Você é boa nisso, caralho. Mas não boa o suficiente pra me matar hoje.” Ela sorriu, a mão deslizando para a pistola na coxa, mas ele foi mais rápido, segurando o pulso dela. “Não tão rápido, gata. A noite tá só começando.”
***
Os encontros se tornaram uma droga viciante. Camila sabia que deveria ter puxado o gatilho naquela primeira noite, mas algo em Dante a prendia — a brutalidade, o jeito como ele a olhava como se pudesse devorar sua alma, aqueles olhos de esmeralda. Eles se encontravam em lugares ermos: becos, armazéns, motéis baratos onde o cheiro de foda antiga misturava-se ao de sexo e violência e também excitava. Cada vez era mais intenso, mais doentio.
Em um armazém deserto, sob a luz fraca de uma lâmpada pendente, ele a jogou sobre uma mesa de metal frio, a faca dela brilhando contra a garganta dele. “Corta a minha jugular, sua vadia,” ele desafiou, os olhos verdes brilhando de excitação. Ela cortou, um talho raso no ombro dele, o sangue pingando enquanto ele ria. “Minha vez,” ele disse, pegando a faca e traçando uma linha fina na coxa dela, o corte ardendo enquanto ele lambia o sangue, os olhos fixos nos dela. Ela o puxou para si, beijando-o com fúria, o gosto metálico do sangue misturando-se em suas línguas.
Ele a fodeu ali mesmo, com ela deitada na mesa, as pernas arreganhadas mostrando uma boceta úmida e perfeita, os gemidos ecoando no vazio do armazém. “Você é uma porra de uma deusa da putaria,” ele grunhiu, as mãos apertando os seios dela com força, os polegares esfregando os mamilos até ela arquear o corpo. Ela cravou as unhas nos braços dele, puxando-o mais fundo, querendo sentir cada centímetro da pica enorme dele dentro dela. “E você é um demônio do caralho,” ela cuspiu, mordendo o lábio inferior dele até sangrar. Eles gozaram juntos, os corpos tremendo, o metal da mesa rangendo sob o peso da violência, as pernas bambas.
Mas o cartel não era cego. Corpos de informantes começaram a aparecer em valas, as gargantas cortadas, os olhos arrancados — a assinatura de Dante. Ele estava mandando um recado, não só para os inimigos, mas para ela. “Você acha que tá jogando comigo?” Ele perguntou uma noite, enquanto limpava o sangue de uma faca, os dois nus em uma suíte de um hotel boutique. “Eu sei quem você é, Camila. Sei o que você faz. E sabe o quê mais? Eu te quero mesmo assim.” Ele se inclinou, beijando-a com uma ternura que era quase pior que a violência, porque a confundia.
Ela começou a perceber que ele estava um passo à frente. Cada encontro era uma armadilha, cada toque uma manipulação. Ele a queria dependente, viciada no prazer que só ele podia dar. E o pior? Ela estava caindo, mesmo sabendo que aquilo tinha prazo de validade. Cada vez que gozava com ele, sentia o vazio dentro dela crescer, como se ele estivesse arrancando pedaços de sua alma aos poucos.
***
A mansão nas colinas de Medellín era um ninho de víboras. O cartel se reunia lá, e Camila sabia que era a sua última chance. Dante também sabia. Eles se encontraram no último andar, em um quarto enorme com janelas que davam para o abismo verde da floresta. Ele a esperava sem camisa, o corpo coberto de cicatrizes e hematomas das noites anteriores. “Pronta pra acabar com isso, gata?” ele perguntou, a voz carregada de sarcasmo.
Ela não respondeu. Em vez disso, tirou o vestido, deixando-o cair no chão, a lingerie preta brilhando sob a luz fraca. Ele sorriu, tirando a calça, e eles se atacaram como animais famintos. O sexo foi brutal, desesperado, quase uma briga coreografada. Ele a jogou na cama, rasgando a lingerie com os dentes, enquanto ela cravava as unhas no peito dele. “Arrebenta a minha boceta de pica, seu filho da puta,” ela rosnou, as pernas envolvendo a cintura dele, puxando-o para dentro. Ele obedeceu, cada estocada uma tentativa de destruí-la, de marcá-la com o seu pau para sempre. Ela mordeu o ombro dele, sentindo o gosto de sangue, enquanto ele agarrava o pescoço dela, lhe aplicava tapas violentos na cara, até os olhos dela lacrimejarem.
Eles gozaram juntos, os corpos tremendo, a xoxota e o cu pingando porra, os lençóis manchados de sangue e suor. Mas quando o prazer passou, ela viu a pistola na mão dele, e ele viu o revólver na dela. Eles se encararam, nus, ofegantes, as armas apontadas. “Você já gozou com um homem morto?” ele perguntou, o sorriso torto manchado de sangue.
Ela puxou o gatilho.
O tiro ecoou, e o peito de Dante explodiu em vermelho. Ele caiu, os olhos verdes ainda abertos, fixos nela, um último brilho de desafio antes de apagarem. Camila ficou de pé, o corpo tremendo, não de medo, mas de um orgasmo final que a atravessou como uma lâmina. Ela venceu. Mas enquanto limpava o sangue do seu corpo e vestia as roupas, o vazio dentro dela era maior que nunca.
Ela deixou a mansão depois de matar mais dezesseis homens, os gritos do cartel ecoando ao fundo junto com tiros. A caçada nunca terminava. E, no fundo, ela sabia: Dante tinha deixado uma marca na boceta dela que nenhum tiro poderia apagar.
