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Eu, Roque
Sou chamado pelos maridos para transar com suas mulheres gostosas
Tenho 37 anos. Carrego meu peso com firmeza e minha história com discrição. Não sou o tipo de homem que aparece por acaso na vida de alguém. Quando me chamam, já existe uma decisão tomada antes.
Nunca são elas que fazem o primeiro contato.
São eles.
Homens que me olham nos olhos e dizem pouco, mas dizem tudo:
— Quero que você confie em mim como eu confio em você.
Eu entendo na hora. Não é pedido impulsivo. É escolha. Consentida. Calculada. Às vezes até desejada há anos.
Quando encontro uma mulher casada pela primeira vez, eu observo. Sempre observo. O modo como ela cruza as pernas, como sustenta o olhar tempo demais, como finge tranquilidade enquanto o corpo denuncia expectativa.
Helena foi assim.
Ela entrou sabendo quem eu era. Eu sabia quem ela era. O marido já tinha falado comigo antes. Disse que queria vê-la viva de novo. Disse que confiava em mim para isso.
Quando ficamos a sós, não precisei tocar. A tensão fazia o trabalho sozinha. Eu me aproximei devagar, respeitando o espaço que ela dizia não precisar, mas claramente precisava sentir sendo invadido aos poucos.
— Ele sabe que estou aqui, ela sussurrou.
Eu respondi baixo:
— Eu sei.
Esse “eu sei” sempre muda tudo.
O que acontece depois nunca é apressado. Eu conduzo no ritmo da respiração dela. No ritmo da culpa que vira desejo. Do medo que vira entrega. Elas não me procuram para se perder. Me procuram para se encontrar.
E quando acaba, eu nunca fico.
Elas voltam para casa com algo novo no olhar.
E eles percebem.
Alguns me mandam mensagem dias depois. Outros nunca mais falam comigo. Mas todos sabem que aquilo não foi traição. Foi confiança levada ao limite. Um acordo onde ninguém mente.
Eu sou o meio do caminho.
Não o destino.
E talvez seja por isso que me chamam de novo.
Se vc procura algo sim entre em contato comigo no email esperienciaboa@hotmail.com
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