O Garoto Rosa – Parte 6: O Sol do Barigui e o Refúgio de renda

Da série Nick
Um conto erótico de Nick
Categoria: Trans
Contém 724 palavras
Data: 29/01/2026 15:57:27

O sábado amanheceu com um céu azul impecável, um daqueles raros presentes que Curitiba oferece sem o aviso prévio de uma frente fria. O ritual de me vestir foi lento, quase meditativo. Comecei pela escolha da peça íntima: uma calcinha rosa de renda, estilo shortinho, que abraçava meu corpo com um conforto provocante. Por cima, o vestido de camponesa floral deslizou como uma carícia; completei o visual com coturnos pretos pesados e a jaquetinha de couro preta cropped. No espelho, o resultado era magnético: o volume natural do meu cabelo rosa emoldurava meu rosto, e minhas mãos, agora com extensões longas e pintadas de um vermelho vivo, brilhavam ao ajustar a alça da minha ecobag de pano cru, que eu levava a tiracolo com um ar de "mocinha" urbana.

O encontro no Barigui às 10h foi imediato. Martina estava radiante de shorts jeans e regata branca, as coxas grossas e a presença dominante chamando a atenção de quem passava. Assim que me aproximei, ela me analisou com um sorriso lento.

- Você realmente levou a sério o visual, não foi, minha Pérola? - ela disse, usando o apelido em referência à minha cidade natal, a voz carregada de uma autoridade suave. Como o sol já esquentava, tirei a jaqueta de couro e a joguei sobre a ecobag na grama.

Passamos a manhã jogados no gramado, conversando sobre tudo. Martina falava sobre suas ambições enquanto passava os dedos pelas minhas unhas longas e vermelhas. Entre uma fruta e outra que tirávamos da ecobag, os beijos eram lentos e carregados. Martina tinha esse jeito: ela não pedia espaço, ela ocupava. Ela segurava meu queixo com uma firmeza que deixava claro quem estava no comando. Por volta do meio-dia, ela se inclinou sobre mim, o hálito quente perto do meu ouvido.

-O pessoal da minha república viajou. Vamos sair desse sol? -

Pegamos um Uber e seguimos juntos até a casa dela. Ao entrar no quarto de Martina, o impacto foi imediato. Diferente da postura agressiva e dominante dela no dia a dia, o quarto era um refúgio de delicadeza. Tudo era mega organizado, com persianas rosas adornadas com babadinhos que filtravam a luz de forma suave. O ambiente exalava detalhes femininos: um ursinho de pelúcia enorme sentado em uma poltrona e, sobre a cômoda, uma coleção de perfumes e pequenos mimos que chamavam a atenção.

Ainda estávamos de pé no centro do quarto quando a temperatura subiu. Martina se ajoelhou à minha frente, começando a desamarrar meus coturnos pretos com as mãos trêmulas. Quando ela viu a francesinha vermelha nos meus pés, combinando com as mãos, ela soltou um riso baixo.

-Você planejou cada detalhe para me enlouquecer, Pérola.

Ela levantou meu vestido floral, revelando a renda rosa da calcinha, e começou a me chupar com um jeito afoito, quase desesperado, perdendo aquela pose de controle que exibia na faculdade. Foi nesse momento que senti uma onda de confiança me atingir. Eu não queria ser apenas o objeto daquela fome; eu queria ditar o ritmo. Com as minhas mãos de unhas vermelhas e longas, segurei os cabelos dela, prendendo-os em um rabo de cavalo improvisado entre meus dedos, e comecei a conduzir a cabeça dela com delicadeza, mas com uma firmeza inquestionável. Eu agora era o maestro daquele prazer.

Depois de um momento de êxtase puro, eu a levantei suavemente entre beijos profundos que saboreavam o gosto um do outro. Com cuidado, a coloquei na cama, de costas para o colchão macio. Meus olhos fixos nos dela, fui retirando a regata branca, revelando um sutiã vermelho de tirar o fôlego. Tirei a peça sem pressa e me fartei naqueles seios fartos, ouvindo os gemidos dela ecoarem pelo quarto rosa enquanto minhas mãos exploravam cada curva.

Fui descendo os beijos pela barriga dela, sentindo a respiração da Martina falhar. Abri as calças dela e, já completamente molhada, vi a calcinha fio dental que completava o conjunto vermelho. Retirei a lingerie com os dentes e comecei a retribuir o prazer, sentindo a entrega total daquela garota que, minutos antes, achava que era a única no comando.

No ápice do momento, parei por um segundo, olhei para o rosto dela — corado e ofegante — e sorri com um brilho de desafio nos olhos.

-O dia está longe de acabar, Martina... Hoje, sim, eu vou fazer você sentir o que é prazer de verdade. -

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Foto de perfil de Sayuri MendesSayuri MendesContos: 62Seguidores: 64Seguindo: 4Mensagem uma pessoa hoje sem genero, estou terminando medicina e resolvi contar a minha vida e como cheguei aqui, me tornei que sou depois de minhas experiencias, um ser simplismente inrrotulavel

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