DEMÔNIO COLORIDO 😈😈 Capítulo 9 (inveja verde💚)

Um conto erótico de Dan
Categoria: Homossexual
Contém 1287 palavras
Data: 29/01/2026 13:01:36
Assuntos: Amor, Gay, Homossexual

Robinson mal dormiu.

Ele ainda sente o impacto do “Dante… meu namorado”.

A raiva ainda queima, mas agora algo pior corrói por dentro.

Inveja.

E ele nem sabe de quê exatamente.

De Daniel?

Do Dante?

Da relação deles?

Do jeito que Dante olha pra Daniel como se o conhecesse profundamente?

Ele não entende.

Só sente.

Mas Daniel e Dante sabem exatamente o que estão fazendo.

No quarto de Daniel, Dante aparece sentado no parapeito da janela, girando uma caneta colorida entre os dedos.

Os cabelos agora estão verde-esmeralda, brilhando como veneno bonito.

— “Um pecado segue o outro, querido.”

Ele sorri.

— “Hoje vamos acender… a inveja.”

Daniel fica meio nervoso.

— “Mas como?”

Dante desliza até ele, segurando o queixo do garoto com a ponta dos dedos.

— “Vamos fazer o Robinson ver… o que ele poderia ter, mas não tem.”

— “Você quer dizer… eu e você?”

Dante pisca, divertido.

— “Não precisa ser verdadeiro. Só convincente.”

O coração de Daniel dá uma pulada que ele finge ignorar.

Dante pega o celular dele e…

levanta o braço, puxando Daniel pra perto:

— “Selfie de casal. Sorri.”

Daniel, vermelho:

— “D-Dante—”

Click.

Dante posta no Insta com a legenda:

“Primeiros dias com meu amor 💚✨”

O corredor explode.

E Robinson… ficou PARADO. Com o maxilar travado, as sobrancelhas franzidas, o peito arfando, os olhos presos em Daniel…

Ele olha para Daniel como se estivesse vendo o impossível. E Dante percebe. Claro que percebe.

Ele se aproxima mais de Daniel e, de propósito, sussurra no ouvido dele — alto o suficiente para Robinson ouvir, baixo o suficiente para parecer íntimo:

— “Você realmente quer atrair o olhar dele… não quer?” - Isso faz Daniel arrepiar-se dos pés á cabeça, seu pau está duro e começa á molhar, a voz rouca e sensual de Dante provocou um efeito imediato no menio

Robinson dá um passo à frente, duro, perigoso.

— “Sai de perto dele.” - A voz dele está baixa, feroz

Dante levanta uma sobrancelha.

— “Interessante… por quê?”

Robinson aperta as mãos em punhos, o rosto fica vermelho.

— “Porque… porque…” - Ele não sabe o que dizer. Não sabe o porquê. Só sente:

Inveja.

Bruta.

Irracional.

Enterrada até os ossos.

Dante sorri com uma satisfação de predador.

— “Pecado número dois…” Ele olha para Daniel com um brilho vitorioso.“…conquistado.”

— "Porquê oras, o diretor pode chegar aqui e ver vocês dois assim e não gostar..." — Robinson finalmente acha uma justificativa.

—"Peraí Robinson, eu e o Dante não estamos fazendo nada demais, só nos abraçamos e tiramos uma foto, só isso"

DIAS DEPOIS...

🩷 DANIEL COMEÇA A FICAR SUFOCADO

Foi rápido demais.

De um dia para o outro, ele virou um fenômeno social. Convites, perguntas, elogios exagerados, pessoas o seguindo pelos corredores…

Tudo parecia um sonho — mas agora era pesado.

Cada movimento dele virava moda. Cada tropeço, uma trend. Cada frase boba ganhava mil interpretações.

Ele não surta. Ele nunca surta.

Mas por dentro…ele começa a sentir um aperto no peito, um incômodo. Um… "não é bem isso que eu queria."

Um dia, Dante senta num balanço pensativo...vinha pensando demais em Daniel nos últimos dias, um dia antes inclusive, ao deixar Daniel na escola, raramente, voltava o seu olhar para acompanhar o menino. Nesse dia, lembra muito bem, voltou e ficou olhando Daniel afastar-se, até dobrar a esquina da via pública, com um sentimento muito forte de amor para o garoto. Estranhou muito essa sua atitude.

Ele não notara, mas Daniel estava bem ali, do seu lado, triste.

-"Como vai indo Dante?" - perguntava Daniel com sua vozinha doce e triste, cabisbaixo...

-"Como você está aqui sozinho?! onde estão os seus fãs gritando?!"

-"Eu tive que fugir deles, eles estavam me deixando louco!! eu queria que eles fossem embora" - diz Daniel levantando do balanço

-"Fossem embora?! mas você é o garoto mais popular da escola, talvez do país...todo mundo quer ser como você..."

-"É...eu já notei...(suspira) quer saber? eu gostava de ser eu mesmo...mas agora que todo mundo é igual a mim, não tem mais nenhuma graça"

nesse momento os fãs de Daniel aparecem e interrompem sua conversa com Dante. E quanto mais a galera o cercava, mais ele sentia falta de… silêncio. De ser só Daniel. E isso, claro, Dante percebe e sente uma estranha vontade que nunca sentiu: a de proteger alguém.

Ele está encostado no armário, observando Daniel tentando escapar da multidão.

Os olhos de Dante deviam estar dourados — cor padrão do charme dele — mas naquela manhã…estavam azul-acinzentado.

Uma cor que ele nunca tinha exibido antes.

Ele não percebe.

Mas Daniel percebe.

— “Seus olhos…”

Daniel murmura enquanto ele e Dante caminham pro lado de fora do prédio.

— “Mudaram.”

Dante franze o cenho.

— “Mudaram… como?”

— “Parecem… tristes.”

Ele ri, mas é um riso curto, falso.

— “Demônios não ficam tristes.”

Mas algo dentro dele se contrai, desconfortável.

E quando Daniel, irritado com a atenção do público, apoia a testa no ombro de Dante…Os olhos dele mudam mais uma vez, agora roxo-escuro.

-O que é isso?-Dante pergunta para si próprio, não gosta de sentir algo que não controla.

E pior:

Daniel percebe tudo.

-"Dante está… estranho"

Na escola Robinson aparece em todo lugar onde Daniel está.

No corredor. Na quadra. Na cantina. No pátio.

Sempre com a desculpa mais ridícula:

— “Eu… precisava te perguntar uma coisa.”

— “Daniel, espera… eu só quero conversar.”

— “Por que você tá evitando?”

Mas não é isso.

A verdade é que Robinson está obcecado.

Ele olha para Daniel como se estivesse tentando achar uma resposta escondida.

E cada vez que Dante aparece do lado de Daniel, Robinson fica rígido, travado, acende de raiva e… medo. E sim — inveja.

Ele tenta competir com Dante sem perceber.

Ele se arruma melhor. Se aproxima mais. Fala mais.

Tenta impressionar Daniel com treinos, músculos, risadas…

Mas Dante só observa, apoiado numa parede, com aquele sorriso irônico de quem já ganhou sem jogar.

Só que algo incomoda Dante:

Quando Robinson olha para Daniel…ele vê algo que Dante não entende, algo que mexe com ele.

E os olhos dele…mudam para um tom verde-escuro...ciúme.

Daniel acha que é só parte do plano, deveria ser só isso. Mas quando Robinson segura seu braço pedindo pra conversar…

ou quando Dante se aproxima demais...ou quando os dois começam a disputar atenção…

Daniel sente algo estranho se acumulando no peito.

Um peso. Uma excitação. Um medo. Uma vontade de correr. E uma vontade de ficar.

E pela primeira vez desde que esse jogo começou, ele se pergunta se está se metendo em algo grande demais.

À noite, no quarto de Daniel, Dante está mais quieto que o normal. Ele se senta na beira da cama do garoto, olhando para as próprias mãos — algo que ele nunca faz. Os olhos dele estão rosa-violáceos. Descontrole emocional.

Daniel percebe e chega mais perto.

— “Você tá bem?”

Dante olha para ele devagar.

— “Não é importante.”

Um sorriso fraco.

— “O importante é… o próximo passo.”

— “O terceiro pecado?”

Daniel pergunta.

Dante confirma com a cabeça.

— “Sim. E Robinson está… vulnerável.”

Ele toca o peito de Dante, bem sobre o coração.

— “Mas você também está.”

Dante engole seco.

Dante continua:

— “Eu posso criar a situação perfeita… mas você é quem vai fazer o Robinson cair nela.”

Daniel sente um arrepio, não sabe se é de medo, ou de expectativa.

Dante então se levanta, abre um portal pequeno de luz colorida no canto do quarto e olha para Daniel por cima do ombro:

— “Você quer seguir… não quer?”

A voz baixa, quase… humana.

Os olhos dele estão agora vermelhos — não de maldade — mas de confusão emocional.

Daniel respira fundo, ele sabe que está se metendo numa espiral sem retorno, mas ele diz:

“Quero.”

E Dante sorri.

Um sorriso que o Daniel vai sentir que esconde algo enorme.

COONTINUA...

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Foto de perfil de DanizinhoDanizinhoContos: 235Seguidores: 139Seguindo: 5Mensagem Autor Paraibano de 29 anos, escrevo na casa dos contos desde 2017, com experiência em contos voltados ao público jovem (embora tenha um público cativo maduro também), não tenho nada contra o maniqueísmo embora nos meus contos eu sempre prefira mostrar personagens humanizados que cometem erros, acertos e possuem defeitos e qualidades, meu maior sucesso foram os contos

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