O BACANAL CINEMATOGRÁFICO DO CINE ESTRELA

Um conto erótico de Rico Belmontã
Categoria: Grupal
Contém 1899 palavras
Data: 29/01/2026 12:38:57

O Cine Estrela era uma relíquia esquecida na periferia da metrópole, um prédio decrépito com uma fachada em ruínas e cartazes desbotados de filmes de sexo explícito dos anos 80. O letreiro piscava “SESSÃO +18 – 22h” em letras tortas, e o cheiro de mofo impregnado no ar misturava-se ao ranço de pipoca. As cortinas vermelhas de veludo da sala principal estavam rasgadas, o carpete puído grudava nos sapatos, e os assentos das poltronas rangiam sob o peso dos poucos frequentadores. Era o tipo de lugar onde ninguém perguntava o motivo de estar ali, e os olhares diziam mais que palavras.

Naquela sexta-feira, a sala estava mais cheia do que o normal. Uns 30 ou 40 corpos ocupavam as fileiras, uma mistura improvável: homens de terno amassado, jovens com jaquetas de couro, mulheres de salto alto e batom borrado, casais curiosos, figuras solitárias de olhos famintos. Havia corpos magros, gordos, tatuados, lisos, velhos e jovens, todos atraídos pelo mesmo magnetismo: o proibido, o cru, o sujo. O filme era um clássico do pornô italiano estrelado por Cicciolina com diálogos ruins e gemidos exagerados, já rodava na tela, mas ninguém prestava muita atenção. O ar estava carregado, elétrico, como se uma tempestade de tesão estivesse prestes a explodir.

No fundo da sala, Jéssica, uma travesti de 28 anos, reinava com sua presença magnética e aparência bem feminina. Cabelos longos tingidos de loiro, batom vermelho-vivo, minissaia de couro preto e um top que mal segurava seus seios siliconados. Ela sabia o poder que tinha, e seus olhos verdes varriam a sala como uma predadora. Sentado à sua frente, Carlos, um homem de 49 anos, barba por fazer e camisa social desabotoada, tamborilava os dedos no braço da poltrona, o olhar fixo na tela, mas a mente em outro lugar. Ele vinha ao Cine Estrela toda semana, sempre sozinho, sempre com a mesma fome no peito.

A cena na tela mostrava uma mulher chupando um cara com uma intensidade teatral, e o som dos gemidos ecoavam abafados pelos alto-falantes antigos. Jéssica se inclinou para frente, os lábios roçando a orelha de Carlos. “Tá gostando do show, meu bem?” sussurrou, a voz rouca e provocadora. Ele engoliu em seco, o pau já duro sob a calça social. Sem esperar resposta, Jéssica deslizou da poltrona e pulou para a fileira da frente se ajoelhando entre as pernas dele, as mãos ágeis já abrindo o zíper. O cinema estava escuro, mas a luz da tela refletia o suficiente para revelar o brilho nos olhos dela.

Ela puxou o cacete pra fora, já inchado e pulsante, e lambeu a glande com a língua quente e úmida, um gemido baixo escapando dos lábios. Carlos agarrou os braços da poltrona, os nós dos dedos brancos, enquanto Jéssica engolia ele inteiro, a boca escorregadia trabalhando com uma precisão lasciva. O som molhado do boquete se misturava aos gemidos do filme, e o cheiro de sexo começava a impregnar o ar. Ela chupava com vontade, a cabeça subindo e descendo, as unhas pintadas cravadas nas coxas dele. “Caralho, sua puta,” Carlos grunhiu baixo, a voz tremendo de tesão.

O ato não passou despercebido. Um cara jovem, uns 25 anos, tatuagens cobrindo os braços e um piercing na língua, sentado na poltrona ao lado do corredor, virou a cabeça. O nome dele era Diego, um motoqueiro que aparecia no cinema de vez em quando, sempre com um ar de quem não levava desaforo pra casa. Ele abriu a calça, o pau já meia-bomba, e se aproximou, sem cerimônia. “Divide aí, gata,” disse, a voz grossa. Jéssica olhou pra ele, um sorriso safado nos lábios, e, sem soltar Carlos, esticou a mão pra pegar o cacete de Diego. Ela alternava entre os dois, chupando um enquanto masturbava o outro, os gemidos dos dois homens enchendo o ar.

Foi o estopim. Uma mulher de uns quarenta e poucos anos, Clara, mechas grisalhas e curvas fartas, sentada duas fileiras à frente, virou-se para trás. O vestido dela estava colado ao corpo, os mamilos marcados sob o tecido fino. “Porra, que delícia,” murmurou, se levantando e caminhando até o trio. Ela se ajoelhou ao lado de Jéssica, beijando o pescoço de Carlos enquanto desabotoava o vestido, deixando os seios pesados à mostra. Diego não perdeu tempo, puxando Clara pra ele e enfiando a mão entre as pernas dela, que já estavam molhadas. “Já tá pingando, sua safada,” ele riu, enfiando dois dedos na buceta dela enquanto ela gemia alto arqueando o corpo para trás.

A sala inteira sentiu a faísca. O tesão se espalhou como fogo em mato seco. Um casal na fileira do meio, Ana e Marcos, ambos na casa dos 30, começaram a se pegar com urgência. Ana, uma morena de corpo atlético, arrancou a camiseta e montou no colo de Marcos levantando os braços da cadeira, roçando a buceta na calça dele enquanto chupavam suas línguas. Marcos, um cara forte com mãos calejadas, agarrou os quadris dela e a puxou com força, o pau já pra fora, pronto pra meter. “Me fode, vai,” Ana sussurrou, e ele obedeceu, enfiando tudo de uma vez na racha, os dois gemendo sem se importar com quem via, enquanto ele sugava os peitos delicados da namorada.

Na entrada da sala, Marta, a bilheteira de 33 anos, óculos tortos e cabelo preso num coque desleixado, assistia tudo do guichê. O tesão bateu forte, e ela trancou a porta de entrada do cinema, abandonando o posto. “Foda-se,” murmurou, entrando na sala e arrancando a blusa. Ela se jogou sobre um grupo de quatro pessoas que já estavam se pegando no corredor: dois homens, uma mulher jovem e um cara mais velho. Marta caiu de boca na buceta da garota, uma loira de 20 anos chamada Letícia, que gritava de prazer enquanto um dos homens, um negão de uns 40 e poucos chamado Robson, metia numa velocidade insana uma piroca de 24cm no cu dela. “Chupa, sua vadia,” Letícia gemia, segurando a cabeça de Marta.

Renato, o projetista, um homem magro de 64 anos com óculos de armação grossa, desceu da cabine de projeção. O filme ainda rodava, os gemidos artificiais da tela parecendo ridículos diante da orgia real. Ele foi puxado por uma garota de uns 20 anos, tatuada e com cabelo rosa, que o chupou com uma voracidade que o deixou meio tonto. “Porra, guria,” ele grunhiu, as mãos trêmulas segurando a cabeça dela. Ao lado, Luana, a vendedora de pipoca, uma mulata linda de 22 anos com corpo esculpido por horas na academia, jogou a bandeja no chão e montou num cara barbudo, um caminhoneiro chamado Josias, que socava nela com força enquanto outra mulher, uma ruiva de uns 35 anos, lambia os mamilos dela.

A orgia virou uma besta viva, pulsante, febril. Mais de 30 pessoas se devoravam numa suruba homérica, sem regras, sem pudor, só tesão puro e sujo. Corpos se misturavam em todas as direções: homens com homens, mulheres com mulheres, grupos de três, quatro, cinco. O chão estava escorregadio de suor, porra e fluidos vaginais, as poltronas rangiam sob o peso de corpos fodendo sem parar. O ar cheirava a putaria, um misto de feromônios, suor e sacanagem.

Jéssica, agora no centro da sala, estava de quatro, com Diego metendo no cu dela enquanto ela chupava as bolas de Carlos, que gemia como se tivesse levado um tiro. Clara, a grisalha, sugava os peitões de Jéssica, as mãos gordas apertando o colhão da travesti. “Tá gostoso, sua puta?” Clara perguntou, mordendo os mamilos. Jéssica só gemia, o corpo tremendo de prazer. Um cara desconhecido, uns 30 e poucos anos, cabelo bagunçado e corpo peludo, se aproximou e enfiou o pau na boca de Clara, que chupou com vontade, os olhos fechados de tesão.

Na fileira da frente, Robson, o negão, agora fodia a boceta de Letícia de ladinho, a perna dela levantada enquanto Marta chupava os mamilos dela. Um outro cara, um magrelo de uns 25 anos, se masturbava assistindo, até que Letícia o puxou e começou a chupá-lo, a boca cheia enquanto gemia com as estocadas de Robson. “Me fode mais, caralho, bota no meu cu de novo, gosto de pica no rabo” ela gritava, o corpo sacudindo a cada metida.

Ana e Marcos, o casal, agora estavam no corredor, com Ana de bruços no chão, Marcos metendo na bunda dela enquanto um estranho, um cara de uns 40 anos com barriga de cerveja, enfiava o pau na boca da guria. Ana engasgava, mas não parava, os olhos brilhando de tesão. “Engole tudo, sua puta,” o cara grunhia, segurando o cabelo dela. Marcos, sem ciúme algum, socava com mais força, o som das coxas batendo ecoando, enquanto via a companheira mamando a rola do coroa.

Luana, a vendedora de pipoca, estava num canto, montada em Josias, o caminhoneiro, enquanto a ruiva, chamada Patrícia, abria a bunda pra lamber o cu dela. Luana gemia alto, os seios balançando enquanto quicava no caralho grosso. “Porra, que delícia,” ela gritava, as unhas cravadas nos ombros de Josias. Patrícia, com a buceta pingando, se masturbava com uma mão enquanto lambia Luana. Sotero, um cara de uns 20 anos com dreads, se aproximou e enfiou o pau no cu de Patrícia, que urrou de prazer, o corpo tremendo com o orgasmo, pedindo pra ele enfiar até as bolas.

Renato, o projetista, agora estava sendo chupado por duas garotas, a de cabelo rosa e uma morena de uns 30 anos com óculos. Ele gemia alto, as pernas tremendo, enquanto as duas se revezavam entre o pau e as bolas, lambendo e chupando como se fosse o último cacete duro do mundo. “Caralho, vocês são umas putas,” ele grunhiu, gozando na boca da morena, que engoliu tudo e beijou a outra, compartilhando o esperma.

A orgia durou mais de uma hora e meia, uma maratona de tesão insano. Corpos se chocavam, unhas cravando nas costas, dentes mordiam ombros. Alguns desmaiavam de exaustão, só pra acordar minutos depois e voltar pra putaria. Um cara gozou na cara de uma mulher, que riu como uma louca e lambeu os lábios. Outro fodia uma garota enquanto chupava o pau de um terceiro. Um grupo de cinco pessoas formou uma corrente, cada um fodendo o outro como uma centopéia sexual, gemendo em uníssono.

O filme na tela acabou, mas ninguém notou. O projetor ficou preso num looping, repetindo a mesma cena pornográfica, os gemidos artificiais ridículos diante da realidade. O cinema era um caldeirão de luxúria, uma orgia selvagem onde todos comiam todos, sem distinção, sem limites. O tesão era tão intenso que parecia que a sala ia implodir.

Quando as luzes finalmente acenderam, o silêncio caiu como uma guilhotina. Corpos suados e despenteados se levantaram, ajustando roupas rasgadas, limpando rostos pegajosos. Ninguém olhava nos olhos. Jéssica ajeitou a saia, o batom borrado, e saiu com um sorriso de quem sabia o que tinha causado. Carlos abotoou a camisa, o rosto vermelho. Marta voltou pro guichê, os óculos salpicados de porra. Luana pegou a bandeja de pipoca, o uniforme amarrotado, o cu ardendo. Renato subiu pra cabine ainda com a porra pingando do pau, o filme ainda rodando.

Eles voltaram pras suas vidas, como se nada tivesse acontecido. Mas o Cine Estrela, agora impregnado de segredos e tesão, nunca mais seria o mesmo. Na noite seguinte, a sala estaria cheia outra vez. Mas ninguém sabia se aquela centelha seria acesa um dia novamente.

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Comentários

Foto de perfil de OsorioHorse

Faltou o meu casal favorito aí... Jéssica e Renato :/

Os nomes foram citados, mas não eram eles :(

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