Deliciosa surpresa em Varsóvia

Um conto erótico de O Bem Amado
Categoria: Heterossexual
Contém 2933 palavras
Data: 28/01/2026 18:28:21

Alguns anos atrás decidi empreender uma viagem ao velho continente com a intenção de visitar o Memorial do Campo de Auschwitz na Polônia e tomei a decisão de fazê-lo a partir da capital, Varsóvia; para isso me programei escolhendo a estação do outono e o mês de outubro realizando a compra de passagens de avião, ida e volta com uma escala em Frankfurt e pouso no Aeroporto Chopin que embora mais onerosas facilitavam o acesso ao centro da capital e também reserva de hotel no "Polonia Palace Hotel", sendo que infelizmente fui obrigado a aceitar um quarto com cama de casal já que era o disponível para o momento. Tentei ainda uma reserva de visita guiada ao complexo Auschwitz-Birkenau, porém não haviam datas disponíveis para o segundo semestre.

Era sábado pela manhã quando aterrizamos no aeroporto passando pela imigração e esteira de bagagens, cuidando de correr para o embarque no trem que me levaria ao centro e após uma viagem de dez minutos e uma caminhada de mais dez estava diante do imponente "Polonia Palace Hotel" cuja arquitetura belíssima nos remetia ao século passado; confirmei minha reserva e subi para o quarto desfazendo as malas e decidindo passear pela região. Tomei um Tram e rumei para a cidade velha onde consegui visitar o Museu POLIN de História dos Judeus Poloneses e também o Castelo Real este graças a ajuda de uma simpática jovem de origem latina.

Antes de retornar ao hotel procurei por uma indicação dessa mesma jovem de um lugar para jantar e logo estava sentado atrás de uma mesa no Manekin onde comi um crepe de salmão com espinafre acompanhado de um capuchino que me satisfez. Já na recepção do hotel assuntei sobre o memorial e um rapaz muito atencioso, depois de confirmar que eu era brasileiro, indicou um pequeno grupo de turistas que tinham visita marcada para o dia seguinte depois se comprometendo a conversar com a guia responsável pelo que agradeci. Fui para o lobby onde me sentei atrás de uma mesa pedindo um latte macchiato para aquecer. Estava no segundo gole da bebida quando uma jovem ruiva de longos cabelos encaracolados, olhos azuis e expressão sorridente, de nome Shayna, se aproximou apresentando-se como a guia do grupo que visitaria o memorial.

Depois de me explicar que essa visita fazia parte do pacote contratado pelos turistas que compunham o grupo amenizou a situação propondo um preço que fora ofertado pelo seu gerente; não me fiz de rogado e fechamos negócio com ela indicando que eu poderia realizar o pagamento na recepção do hotel que já fora previamente avisada e que sairíamos na manhã do dia seguinte. Acertei minhas contas e fui para o quarto a fim de um merecido descanso. E na manhã seguinte, desci ao restaurante para o desejum matinal onde fui recebido por Shayna que sugeriu que eu me juntasse ao grupo da excursão assim que eu me servisse das iguarias dispostas no longo balcão. O grupo em questão era formado por dez pessoas, já me incluindo, a maioria casais exceto por uma solitária presente feminina que Shayna fez questão de me apresentar para que formássemos um casal; nos sentamos na mesma mesa e logo começamos a nos conhecer; ela se chamava Valentina, sessenta e cinco anos, divorciada com uma filha de quase quarenta anos que a incentivou a aproveitar a vida.

Logo de saída notei que Valentina precisava de alguém para conversar, pois ela desfiou toda a sua vida para mim que me pus como um ouvinte atencioso; enquanto ela falava eu a observava percebendo que Valentina era o tipo da mulher comum com poucos atrativos e que por conta disso não despertava a atenção dos homens; estatura mediana, gordinha tipo “chubby”, com peitos pequenos e uma bundinha saliente, com um rosto suave, cabelos platinados, lábios finos, olhos espremidos e um sorriso sincero ela podia passar em qualquer lugar sem atrair atenção para si, porém, inexplicavelmente ela despertou algo em mim que frutificou com vigor. Shayna nos chamou para que fôssemos à estação Warszawa Centralna a fim de embarcarmos no trem que nos levaria à Auschwitz e é claro que eu e Valentina nos sentamos juntos com ela não escondendo a prazer de estar acompanhada.

No meio do trajeto paramos na estação central de Cracóvia, Kraków Główny para troca de composição e de lá rumamos para a última parada onde embarcamos em um micro-ônibus que nos levou ao Memorial; logo na entrada vislumbramos a expressão talhada em ferro que encimava o portão principal e ao lê-la éramos tomados por uma sensação de repulsa. Shayna cuidou dos ingressos e depois nos trouxe equipamentos chamados de “áudio-descritores”, que sua agência providenciara em nosso idioma e assim começamos a visita que durou quase quatro horas. Confesso que é uma experiência que mescla sentimentos como revolta, tristeza profunda, asco e outros que me nego a escrever, mas ao mesmo tempo, ao sairmos de lá nos sentimos mais humanos valorizando tudo que temos ao nosso redor nos dias atuais. Notei que assim que começamos a visita Valentina envolveu meu braço apertando-o com força.

Retornamos a Varsóvia quase no fim do dia que naquela época do ano tem uma curta duração imprimindo a sensação de que já era noite alta; não resisti em convidar Valentina para jantar e ela aceitou pedindo apenas um tempinho para se preparar; subi ao meu quarto, tomei uma ducha, vesti algo menos formal e desci ao restaurante pedindo mesa para dois; Valentina surgiu usando um vestido ousado com comprimento um pouco acima dos joelhos e um decote abissal que revelava sua pele alva não escondendo um certo interesse que era mútuo; saboreamos uma refeição continental regada a um vinho tinto suave com a conversa fluindo em uma direção esperada. Valentina não conteve um risinho esperto quando lhe perguntei sobre sua vida sexual e depois disso ela respondeu quase em um murmúrio que há alguns anos não via um homem pelado diante de si. É claro que eu fui obrigado a conter uma gargalhada passando a explicar que essa ausência não fazia bem à saúde ao que ela aquiesceu.

E houve um momento em que o silêncio pesou entre nós cabendo a mim retomar a conversa com outras intenções; pedimos cafés expressos e foi nesse momento que eu disse a ela que embora não nos conhecêssemos o suficiente senti uma química perguntando se ela gostaria de terminar aquela noite em meu quarto. Valentina não escondeu a hesitação estampada em seu rosto que ficou ruborizado, baixando a cabeça num gesto de encabulamento. “Se você não passar muito dos limites …, eu aceito!”, respondeu ela após um intervalo angustiante comigo acenando com a cabeça, mesmo sem saber que limites seriam esses de sua resposta. Dentro do quarto Valentina não escondeu sua surpresa com a instalação explicando que sua acomodação era acanhada com pouco conforto; nos sentamos na beirada da cama com uma troca de olhares que logo evoluiu para um abraço carinhoso seguido de um beijo que começou esquivo, mas que logo ganhou contornos de uma luxúria represada.

Bem que tentei me controlar, porém não resisti ao ímpeto de meter a mão dentro daquele decote vasculhando até encontrar um mamilo intumescido que passei a manipular operando uma reação inesperada em Valentina que gemia quase sufocada pelos beijos indicando que minha carícia a estimulava ainda mais. Repentinamente, ela afastou o decote exibindo o mamilo durinho pedindo que eu o saboreasse; sem rodeios caí de boca lambendo e chupando aquela linda frutinha ouvindo Valentina gemer enquanto beijava minha orelha; algum tempo depois ela me afastou com gentileza apenas para revelar o outro mamilo dizendo: “esse também precisa da sua boca!”; desfrutei dos mamilos cedendo ao instinto de macho com minha mão descendo até se esgueirar para dentro do vestido descobrindo uma minúscula lingerie que comecei a afastar com a intenção de explorar seu interior.

E foi nesse clima que ela segurou meu braço impedindo que eu continuasse. “Não, querido …, hoje não, por favor …, ainda não estou preparada!”, disse ela com tom amável e um pouco indeciso. Eu mirei seu rosto e sorri aquiescendo com seu pedido, retomando os beijos intercalados com momentos em que eu saciava minha fome de seus mamilos; pouco depois Valentina sussurrou em meu ouvido que precisava se recolher ao quarto a fim de não despertar atenção alheia, o que concordei com ela que se recompôs e nos despedimos na porta do quarto; confesso que fiquei um tanto frustrado, porém tinha consciência de que não podia criar expectativas tão ousadas assim logo no primeiro encontro, como também não tinha certeza de que nos reencontraríamos no dia seguinte.

Quando desci para o desejum matinal notei que o grupo de turistas não estava presente com Shanya vindo ao meu encontro; assim que lhe perguntei sobre o grupo ela me respondeu informando que eles haviam saído para outro passeio programado e eu agradeci pela gentileza. ela então me convidou para um passeio guiado pelas locais com referência à Segunda Guerra Mundial e eu aceitei. E não me arrependi, pois foi uma experiência incrível e vibrante. Mais tarde fui ao Museu Chopin onde pianistas apresentavam obras do autor num pequeno auditório e ao final do espetáculo me voltei para a saída e vi Valentina sentada em dos bancos da última fileira. Imediatamente ela veio até mim e nos abraçamos carinhosamente, sendo que eu a convidei para tomarmos um café o que foi aceito.

Atravessamos a rua até o STOR Cafe, pedimos as bebidas e nos sentamos ao redor de uma mesa próxima da janela; por alguns instantes, Valentina permaneceu emudecida olhando para a xícara de café como se estivesse preparando um discurso. Repentinamente ela começou a falar primeiro pedindo desculpas pelo acontecido na noite anterior e em seguida fazendo uma pergunta inquietante. "Você ainda quer passar uma noite comigo?", perguntou ela com tom quase gaguejante ao que não perdi tempo em responder enfaticamente que sim, sugerindo que fosse em meu quarto, pois lá havia uma cama de casal; Valentina sorriu e eu não fiz rodeios tomando sua mão para que retornássemos ao hotel, sendo que na recepção ela sugeriu que subíssemos em separado e depois ela viria ao meu quarto.

Cheguei no quarto, me despi e tomei uma ducha decidindo permanecer nu até a chegada de Valentina; deixei a porta do quarto entreaberta e fui para a cama me cobrindo; assim que entrou Valentina não escondeu sua surpresa ao me ver deitado a sua espera e depois de um risinho nervoso perguntou se podia tomar uma ducha. "Pode, desde que venha pra direto para a cama e assim nos aquecermos!", respondi com um tom maroto que ela correspondeu com outro risinho. Em poucos minutos Valentina saiu do banheiro exibindo sua nudez com certo recato; olhei para seu corpo cheio de curvas delicadas, alguma celulite (algo que jamais me importou), os seios pequenos que ela insistia em ocultar assim como o ventre me deixavam muito excitado e logo abri as cobertas revelando minha nudez e convidando-a para se deitar ao meu lado.

Assim que ela atendeu ao meu pedido, nos cobrimos e nos abraçamos iniciando uma deliciosa troca de beijos e carícias. No calor do momento senti a mãozinha quente e macia de Valentina cingindo meu membro já enrijecido fazendo-lhe uma massagem; diante daquele gesto não resistindo empurrando as cobertas para que nos víssemos nus; olhei para baixo apreciando a visão dela acariciando meu membro. Ela então sorriu dizendo que fazia tanto tempo que não sabia o que fazer; eu sorri de volta respondendo que ela deixasse fluir. Depois de um tempinho eu a fiz ficar de barriga para cima e me aninhei entre as suas pernas apreciando a bucetinha pequena e depilada pouco antes de cair de boca linguando a danadinha que estava arregaçada graças aos meus dedos hábeis; o primeiro gozo foi celebrado por Valentina com um grito agudo seguindo de suspiros intermináveis o que me estimulou a continuar o que estava fazendo.

Perdemos a conta de quantas vezes ela gozou e em dado momento eu a cobri com meu corpo já esfregando o bruto na entrada da grutinha, sussurrando em seu ouvido que me ajudasse; com um sorriso inquieto ela tornou a cingir o bruto conduzindo-o até a glande abrir caminho; imediatamente fiz um movimento afundando o membro dentro de Valentina que levou suas mãos aos meus ombros dando um forte apertão enquanto retesava os músculos rangendo os dentes para não gritar o que logo se mostrou impossível; permanecemos naquela posição por algum tempo até eu dar início a uma sequência de movimentos pélvicos contundentes que não demoraram a produzir uma onda orgásmica sacudindo o corpo de Valentina que não mais continha seus gritos e gemidos alucinados. Estávamos no auge do êxtase carnal quando eu saquei o bruto tomando a fêmea pela cintura e puxando-a até conseguir deixá-la de quatro sobre a cama tomando posição atrás dela e tornando a pincelar várias vezes a gruta com o membro culminando em uma nova penetração rápida e profunda arrancando novos gritos de minha parceira que afundou o rosto sobre as cobertas empinando o traseiro facilitando ainda mais minhas estocadas que chegavam a fazer seu corpinho chacoalhar em ondas de vai e vem.

Diante de tanto esforço que durou muito além de minhas expectativas segurei Valentina pela cintura intensificando meus movimentos até capitular diante de um orgasmo abundante e fragoroso encharcando a bucetinha com meu néctar viril ao som de mais gritos e gemidos insanos. Valentina acabou por ceder desabando sobre a cama comigo despencando sobre ela impondo que o bruto já amolecido escorresse para fora e o sêmen fosse expelido por contrações involuntárias. Pouco depois estávamos abraçados novamente desfrutando de mais beijos ardentes, sendo que nem mesmo a umidade do lençol fosse capaz de nos incomodar. Sugeri que juntos tomássemos uma ducha ao que ela aquiesceu sem saber das minhas reais intenções; debaixo do chuveiro ensaboei seu corpo dando beliscões nos mamilos e descendo uma das mãos para entre as suas pernas encontrando a greta que passei a esfregar usando a ponta dos dedos. Não precisei de muito esforço para fazê-la usufruir de mais alguns orgasmos antes de terminarmos o banho.

Nos secamos e voltamos para a cama onde ela me surpreendeu ao pousar sua cabeça no meu ventre tomando o bruto já reanimado passando a acarinhá-lo, confidenciando que sempre tivera vontade de fazer uma coisa, mas que jamais lhe fora permitido e antes que eu pudesse perguntar que coisa era essa Valentina apertou o membro pela base lambendo a glande que inchou ainda mais. E as lambidas enfáticas logo evoluíram para um suculento sexo oral onde Valentina revelou sua habilidade com algo que há tanto tempo ela ansiava; por conta disso deixei que ela saciasse sua vontade não evitando soltar gemidos enquanto acariciava seus cabelos proferindo frases estimulantes que a fizeram esmerar-se naquela doce tarefa. Todavia, a certa altura de nossa diversão decidi esquentar um pouco mais o que já ardia naquele quarto, e comecei a puxá-la até que Valentina estivesse sobre mim sem perder o ritmo de sua diversão oral.

Não demorei a ter sua gruta ao alcance de minha boca cuja língua estava ávida por retribuir o que eu recebia naquele exato momento, e assim dei início a linguadas eloquentes por toda a região detendo especial atenção ao clítoris que cuidei com tanto esmero que obtive êxito em proporcionar a Valentina mais uma onda orgásmica renovada; nos quedamos nessa diversão oral perdendo a noção de tempo até o instante que anunciei a aproximação do meu clímax, pensando que talvez ela não desejasse receber a carga em sua boca, porém para minha surpresa Valentina intensificou seu gesto impondo em mim uma reação correspondente com arrepios e espasmos que culminaram em uma ejaculação profusa que ela se esforçou em reter dentro de sua boca, mesmo não obtendo o resultado almejado com parte do sêmen vertendo e lambuzando meu ventre. Exibindo um rostinho feliz ela sorriu para mim e eu pedi para que nos beijássemos possibilitando que eu sentisse meu sabor em sua boquinha.

Perguntei se ela dormiria comigo e depois de um ar de hesitação ela aquiesceu com aceno de cabeça e sorrisos; dormimos agarradinhos, porém quando despertei na manhã seguinte ela não estava ao meu lado; apenas um bilhete pedindo desculpas e a afirmação que fora uma das suas melhores noites nos últimos tempos, o que me deixou regozijante. Não nos vimos ao longo daquele dia até mesmo porque seu grupo tinha excursões agendadas, e ao cair da noite que chegou rápida por conta do outono europeu eu a encontrei no lobby onde nos cumprimentamos com formalidade. Mais tarde eu estava em meu quarto organizando minha mala, pois na noite do dia seguinte eu embarcaria de volta retomando minha vida e compromissos, quando a campainha soou; assim que abri a porta Valentina avançou para dentro me abraçando e pedindo uma última noite ao meu lado; e naquela noite fodemos em várias posições como se não houvesse amanhã com Valentina usufruindo de todo o prazer que ansiava e merecia, até o momento em que a exaustão tomou conta de nossos corpos e de nossas mentes.

Mais uma vez acordei só e me conformei; lembrei que não havíamos trocado números de telefone ou qualquer outra forma de contato e naquela noite me despedi da Varsóvia embarcando no voo que me levaria de volta para casa e trazendo dentro de mim a lembrança da experiência em Auschwitz e os doces e ardentes momentos compartilhados com Valentina na esperança de que também ela os tenha guardado dentro de si. Ainda hoje relembro dos momentos em que estivemos juntos e acabo fazendo uma homenagem manual muito febril.

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