Saíram do elevador e entram no apartamento de Sônia. Menor do que imaginava Linda, mas havia um toque de sofisticação que ela não esperava.
Quadros num estilo pôs moderno, luminárias que deixavam o ambiente mais aconchegante, um pequeno bar num dos lados da sala de visita. Um sofá enorme num tom verde claro, duas poltronas confortáveis em tom bege.
Linda imaginou algumas das cenas mais quentes dos contos de Sônia acontecendo ali, naquele sofá no meio da sala. Quantos caras não foderam Sônia na frente do marido e ela se exibindo e dizendo...
'Amor, olha como é grande. Eu não sei se vou suportar querido. Ele insaciável meu bem.'
Sônia encarou a amiga e perguntou.
"Que cara é essa garota?"
"Imaginei você aqui, com seus 'amigos'."
"Háháhá! Amigos? Pois é, esse sofá viu coisas, e essas paredes então, se pudessem falar."
"Muita sacanagem."
"Muita putaria, e da boa."
Riram juntas, Linda cruzou os braços sentindo frio.
"Peraí que eu ligo o aquecedor, melhora rapidinho."
Enquanto Sônia ligava o aparelho Linda chegou perto dos janelões do apartamento. O sol estava se pondo, as luzes da cidade começavam a acender. A vista era bela, apesar da sensação de estar muito frio lá fora.
"Quer beber o que? Que tal uma vodka?"
"Conhaque! Forte não, nunca bebi."
Sônia estendeu uma pequena taça de cristal e brindaram.
"Saúde!"
Falou Linda, ao que Sônia retrucou com um ar de mistério.
"E a uma noite incrível."
Se namoraram pelo olhar. Linda sentiu o gosto forte do conhaque descendo pela garganta e queimando o estômago. Quase engasgou e tossiu, Sônia riu.
"E onde é o seu quarto?"
"Achei que você não ia perguntar. Vem!"
Segurou a garrafa e a taça com umas das mãos, com a outra puxou Linda na direção de um corredor. De um lado um quarto, de outro um banheiro social e no final apareceu quarto de casal.
A cama era uma King size, nas paredes quadros mais que audaciosos, corpos nus se abraçando e beijando, na penteadeira alguns porta retratos de Sônia: numa praia, num bar, ou então ela beijando uma mulher na boca, outra ela abraçada com um jovem corpulento, que poderia ser seu filho.
"É o Marcelo, esse aqui?"
"Não! Quem dera, esse é Rafael sobrinho de uma grande amiga."
"Sobrinho!"
"Eles sempre são sobrinhos de alguém."
Riram de novo, gargalharam. Sônia encheu outra vez as taças.
"Não me lembro dele nas suas estórias?"
"Nem todas eu contei, ora!"
"E o Marcelo, não tem uma foto do seu marido?"
"Marcelo detesta tirar foto, mas tem essa de uma festa que fomos ano passado."
Sônia pegou um dos últimos porta retratos na penteadeira, quase escondido e mostrou um homem moreno, de olhos brilhantes, um sorriso simpático segurando um copo de whisky ao lado de Sônia que mostrava um ar de quem estava alterada pela bebida.
"Bonitão o seu homem. Pena que não vou conhecê-lo."
Sônia mostrou o que Linda interpretou como um olhar de desprezo, um segundo apenas. Mas disfarçou e exibiu seu melhor sorriso e bebeu o que restava na taça. Linda vez o mesmo, mas sua vista turvou, a cabeça girou.
Sentaram na cama e Linda cruzou as pernas nos calcanhares num estilo elegante. Já Sônia tirou os sapatos e o casaco e sentou de lado deixando à vista as coxas volumosas.
Ambas cada vez mais tontas se namorando. A jovem desafivelou o cinto e finalmente tirou os sapatos. E a coroa safada encheu de novo as taças.
"Assim eu vou desmaiar Sonia."
"Que nada garota, bebe. É bom pra relaxar."
Voltaram a brindar, o olhar de Sônia cada vez mais faiscante enquanto a jovem tentava entender o que ela queria dizer por 'relaxar '. Sua cabeça girava, uma sensação gostosa de quem ia perdendo o controle sobre os pensamentos e o corpo.
"Gostei dessa cor. Ficou bem em você."
As duas examinaram o vestido azulado.
"Brigada! Nem foi muito caro. Foi numa loja lá em Santos."
Sônia atrevida desabotou dois botões do vestido da amiga, e examinou Linda com um olhar profundo, como se pudesse ler seus pensamentos.
"Que foi mulher, no que é você está pensando?"
"Nada! Só lembrando de você...
Sônia limpou o ombro da jovem com a ponta dos dedos.
"...no cinema."
Linda engasgou e tossiu, ficou vermelha.
"Calma, foi uma coisa boa, uma boa lembrança."
"Nem me fale. Nossa! Assim você me constrange."
"Que isso, a gente agora é mais do que amiga, não é?"
Linda tentou sorrir fingindo que aquilo não era nada demais, mas não conseguiu sustentar o olhar. A dona do apartamento lhe fez um carinho no rosto e depois ajeitou uma mecha de cabelos atrás da orelha .
Linda segurou a mão e beijou os dedos de Sônia. O perfume ainda estava lá. O constrangimento foi dando lugar a curiosidade e um sorriso malicioso foi surgindo na face da moça. Os efeitos do conhaque foram deixando Linda mais solta, liberando os seus desejos mais obscenos.
"Posso te fazer uma pergunta indiscreta?"
"Deve."
"Foi aqui que o Hugo... fez o que fez com vocês?"
Sônia olhou a cama e deslizou a mão como se recordasse da cena. Veio um sorriso e a confirmação.
"Me pôs de quatro e montou como se eu fosse uma puta."
A confissão olhando nos olhos deixou Linda excitada. Cruzou as pernas imitando Sônia e exibiu suas coxas bronzeadas nas praias de Santos.
"E depois ele pegou o Marcelo?"
"Fez meu marido gemer como se fosse uma mocinha."
Linda moveu o pescoço sentindo os ossos estralarem. Os seios quentes, os bicos duros. Era devasso demais ouvir aquilo da boca de Sônia. Não era mais apenas um texto escrito, ainda mais na voz sensual da coroa safada.
Foi sua vez de confessar, as palavras brotaram sem ela parar para pensar.
"Eu nunca aceitaria isso de Miguel. Ficar casada com um homem que também curte homens. Não sou tão moderna."
A outra encostou a taça na boca e deixou seus olhos vagarem pela parede.
"É, pode ter seus problemas. Mas é a mesma coisa se uma mulher transa com outra. O marido pode sair perdendo."
"Mas eles gostam, é um fetiche deles ver suas mulheres transando com outras. Eu não conheço nenhuma que aceite ver seu homem aos beijos com outro cara."
"Então eu sou uma exceção."
"Claro que é. Imagina!"
"Kákáká! Você é que não sabe de nada querida. Tem muitas assim, muitas, pode apostar."
"E ele não ligava de você transar com outros? Nunca ficou com ciúmes?"
"Poucas vezes. Marcelo é do tipo que gosta de ver a esposinha fudendo com outro cara. Aquilo deixava o homem de pau duro só de imaginar. Até porque eu não transo com alguém, eu gosto é de fo-der mesmo. É apenas sexo, sem sentimentos. Se me atraiu eu faço o que for com essa pessoa. Na cama vale tudo, mas não passa disso."
"Desbocada!"
"Eu sou, qual o problema? Meus leitores gostam, eles adoram ver uma mulher falando uma boa sacanagem."
"E transando com outras mulheres."
"Ou homens pirocudos, principalmente se forem negros."
"E a Geni, foi aqui?"
Linda bebeu o último gole da taça e Sônia voltou a encher com o conhaque.
"O quarto sim, mas a cama era outra. Depois nós trocamos por essa, mais confortável. Muito melhor para foder a três ou a quatro."
"E essa história de gostar de apanhar?"
"Amo! Me dá o maior tesão. Mas não é apanhar por apanhar. Não me atrai ver alguém toda machucada como já vi. Mas quando eu apaixonou eu preciso me entregar, me sentir uma submissa. Só aumenta o tesão. O prazer de ser dominada, controlada por outra mulher. A perversidade misturada com uma dose de carinho. Meu orgasmo fica muito mais intenso. Amo de paixão."
A frase deixou Linda mais curiosa. Vontade de se tornar a dona daquela mulher indecente, desbocada, uma vadia. Linda se inclinou em direção, ajeitou as mechas do cabelo da amiga e sorriu bebericando sua taça.
Os rostos tão próximos, a pegação começando a ganhar vida.
"Foi isso que a Geni fez com você a primeira vez. Te transformou numa escrava?"
"Quer ser a nova Geni?"
Linda mordeu o beiço encantada. O riso formando na cara, nem precisava dizer nada. Já o sorriso de Sônia era muito mais malicioso. Puxou a barra da sai e mostrou as coxas volumosas, carnudas. As respirações foram ficando mais ofegantes, os olhares mais hipnotizantes.
"E o que ela fez com você?"
"Me pôs de joelhos e disse que ia me ensinar."
"Ensinar o que?"
"O que era ser uma submissa. Ter adestrada por uma verdadeira domme. Nem foi difícil, eu estava apaixonada mesmo e ela, claro, era uma caçadora experiente. Sabia como eu estava."
"Ficou nua, na frente dela?"
"Completamente. Ajoelhada e pronta pra ser ensinada."
"Te tratou como uma cadelinha, foi?"
Riram bêbadas e enamoradas. Linda beliscando o queixo de Sônia e essa sentindo uma comichão na buceta com as pernas ainda mais dobradas.
O olhar cravado, os risos íntimos e cúmplices. Os gestos espelhados. Linda fez sem pensar, se inclinou, deixou cair conhaque na blusa da amiga. E as bocas se encontraram e o beijo molhado grudou as duas bocas. As línguas se amarraram enlouquecidas. Não demorou para chegarem aos gemidos.
Linda sentia os peitinhos inflados, os mamilos apontados, sua vagina pulsava. E seus medos sumiram assustados. O que ela queria era foder a coroa pervertida.
Cruzram os dedos, as bocas ainda coladas e uma baba gosmenta começando a descer pelos beiços. A pingar nos vestidos.
A cabeça de Linda girava, e a sensação de loucura misturada com o tesão do momento deixaram a jovem atrevida. Desabotoou o vestido de Sônia e espremeu a teta farta.
"Aaah! Aaa!"
Enquanto Sônia gemia Linda inclinou e mamou a teta da amiga. Sugou e mordeu, até deixar o bico grosso.
"Aaaii!"
Riu do olhar dolorido de Sônia. Riso de menina travessa, abusada. Deu uns tapas na mama, espremeu e mordeu só o bico duro como uma gulosa tarada.
"Não é o que você gosta? Te machucarem, humilharem. E chamarem de puta?"
"Vadia."
"É o que você é, uma vagaba."
"Quem diria que a Lindinha ia me chamar de vagabunda."
"Mas eu posso, não posso? Você não é minha? Não é o que você escreve. Sua Sônia."
Tocaram os lábios outra vez, morderam os beiços, muito mais Linda que Sônia. A coroa peituda foi se entregando, se tornando passiva. Contida, esperando os açoites, as bolinações agressivas, as humilhações de uma submissa. Foi afastando as pernas, abrindo, expondo seu sexo.
A vagina madura pulsava, suava de tesão. Uma buceta grande, dos pelos crespos aflorando da saia. Linda massageou o centro nervoso da amiga, os delicados dedos girando e esfregando o grelo de Sônia.
"Hmmm! Aaah!"
"Meladinha você."
"Culpa sua."
"Sssh! Só fala quando eu mandar, ouviu?"
E puxou o cabelo com força, levando Sônia a inclinar para trás. Inesperado, nem por isso menos excitante. Era tuso o que a curitibana queria. A mão pequena da santista invadiu a gruta babada, os dedos juntos penetraram os lábios depilados de Sônia.
"Uuuh! Uuu!"
Sônia gemeu sofrida, se beijaram de novo. Um beijo colado, cuspido. O clima entre elas ficando ainda mais tenso. Sônia encontrou o pulso de Linda, sem nem olhar, apenas forçou e ele entrou tudo até fundo da xana babada.
Vieram os movimentos obscenos, os movimentos abrindo e rasgando a gruta de Sônia. Não demorou muito tempo a coroa abusada veio um orgasmo vibrante, um orgasmo que ela não sentia há muito tempo.
Chegou a esguichar os seus sucos, piscou a buceta com a mão de Linda ainda dentro.
"Caralho! Ufa!"
Sônia riu aliviada, mas isso deixou Linda com raiva. Não era assim que ela imaginara se tornar a dona de alguém. Afinal ela era a dona de Sônia.
"Você é minha escrava, eu é que sou dona. Quem disse você podia, não te autorzei?"
Sônia desenhou um sorriso assustado, adorando os modos da namorada. Tomou um tapa na cara que a deixou extasiada, mordendo os beiços.
Veio outro e um berro.
"Você só ri se eu mandar! Anda, de joelhos, na minha frente."
Mais submissa não podia existir. Havia uma coroa bela ajoelhada na frente da doce Linda.
"Tira a roupa. Eu quero você pelada."
"Sim."
Veio outro tapa na face. O rosto de Sônia queimava.
"Sim, o que?"
"Sim senhora."
Novo tapa, na outra face.
"Sim minha senhora Linda. Minha dona, minha domme. Repete."
Sônia repetiu o que ouviu. O coração aos pulos, o ventre pegando fogo.
"Aaaaiii! Machuca."
Linda puxou Sônia pelos cabelos.
"Calada sua vaca! Não passa de uma cadela no cio, mas só vai gozar quando eu mandar, entendeu?"
Linda vestiu do papel de uma Domme. Brava, malvada e torturante. Espancou o rosto de Sônia com os tapas que ela merecia. Nada que machucasse de verdade, apenas deixou marcas nas faces, mas o tesão aflorou pelos poros.
"Você não presta Sônia! Não passa de uma vagabunda."
"Então pune, me bate, por favor. Eu mereço!"
O teatrinho era mais que excitante, ainda mais bêbadas.
"Vem aqui, anda."
Linda deu um meio passo, subiu a barra do vestido azul e mostrou a vulva depilada, a pele rosada, com os lábios formando dois gomos perfeitos e a rachinha no meio. Deu água na boca da coroa sacana.
Sônia salivava, mostrou a língua e um sorriso libidinoso. Tentou fazer um carinho na coxa da sua nova domme. Recebeu um puxão no alto da cabeça e ouviu uma ordem numa voz autoritária.
"Não me toca! Obedece, faz o que eu mando. Anda, põe as mãos nas costas."
Os olhos Linda brilhavam, a maquiagem se desfazendo a deixava com um rosto ainda mais assustador. Nem ela fazia ideia de onde vinha tanta fome de dominar a outra.
Talvez dos textos de Sônia, onde mulheres viris possuiam a escritora gostosa? Humilhavam, abusavam e depois gozavam. Sentiu seu tesão crescer, os pelos do corpo arrepiaram. Linda abriu a bucetinha nova com dois dedos em 'v' e mostrou o interior rosado.
Era a primeira vez que se exibia assim de verdade, antes só mesmo nas suas histórias que o marido nem fazia ideia que ela escrevia.
"Me beija."
Ajoelhada com as mãos cruzadas nas costas, Sônia se inclinou sem deixar de olhar o rosto de Linda. Sentiu o aroma de uma buceta nova, melada, os gomos brilhando, o interior apetitoso. Ergueu a língua e massageou o grelo com a ponta da língua. Provocando tremores, grunhidos. Linda foi fechando os olhos saboreando o momento.
Um contato tão íntimo, a língua uma mulher lhe lambendo os fluidos, os sucos do seu desejo.
"Aaah! Uuuu!"
Agarrou-se aos cabelos de Sônia para não cair. Moveu a cintura lentamente, rebolou na cara da serva. Besuntou o rosto de Sônia com os seus sucos.
Os peitinhos de Linda entumesceram, os bicos apontados por trás do vestido azulado. A boca tesuda recebeu um beijo de língua. Sônia bebia os prazeres de Linda. O sabor adocicado de uma vagina excitada.
Linda crispou a face, os pensamentos voando, as falas indecentes da amiga curitibana. Imaginou quantos machos rasgaram as carnes de Sônia , quantos depositaram a sua semente naquela vagina madura, naquela bunda gostosa.
Sem saber de aqueles pensamentos vinham, só sabia que aquilo lhe deixava no ápice. As pernas enrijeceram, ficou na ponta dos pés um instante.
"Oooh! Eu vou gozar!"
Linda agarrou o seio. O corpo vibrando inteiro. O beijo devasso da serva chupando a vulva.
"Aaannnh! Amor, oooh!"
Esguichou como uma vadia. Banhou a face da escrava.
"Aaah! Ufffaa!"
Começou a rir vendo Sônia de olhos fechados, o rosto molhado, pingando. E ela passando os dedos e bebendo o sucos doces de Linda.
"Gostou?"
"Uma delícia, fazia tempos que eu não bebia."
"Eu não acreditava que você fosse tão indecente. Achei que eram só histórias."
"Você não viu nada, sou muito pior. Ou melhor?"
Linda fez um carinho no rosto da sua serva, os sorrisos de duas amantes.
"Eu tô precisada, Linda. Faz pra mim?"
"Então pede por favor. Eu ainda sou a sua dona. Esqueceu?"
"Nunca vou esquecer. Nunca meu amor. Eu só quero gozar, gozar pra você, com você."
"Então vem que eu quero beber."
O diálogo era pra lá de canastrão, mas era instigante. Era o que elas mais queriam e era só o começo.
