Sempre fui uma mulher ativa, mesmo quando jovem, mas minha vida tinha um pé na curiosidade e outro na cautela. Cresci cercada por primas mais velhas, com quem aprendi coisas que as meninas da minha idade nem imaginavam. Elas me abriram portas para o que era proibido, e eu, observadora, fui absorvendo tudo. Na escola, eu era discreta, mas não inocente — aprontava, beijava sem medo, provocava sorrisos e olhares, mas guardava meus limites para alguém em quem eu pudesse confiar. Sexo? Aquilo ainda era um território que eu só exploraria quando sentisse que valia a pena.
Naquela época, namorava um rapaz que parecia tão inocente quanto eu. Nossa relação era mais carinho e amizade colorida do que desejo real. Os beijos que trocava com outros me davam prazer e uma sensação de poder do momento, mas eram só isso — prazer do agora. Nada me conduzia à entrega completa… até que ele apareceu.
Ele, meu futuro marido, era mais velho, intenso, com um jeito que misturava safadeza e controle. Vinha de um relacionamento sofrido, e parecia que carregava essa experiência em cada palavra e gesto. Conversávamos escondidos, trocávamos mensagens provocantes, fotos que nunca havia enviado a ninguém, nem mesmo ao meu ficante fixo. Cada mensagem, cada provocação, cada olhar que eu conseguia roubar dele me deixava curiosa e excitada como nunca antes. Ele sabia exatamente como despertar meu desejo, sem pressa, sem força — só com o conjunto perfeito de provocação, presença e mistério.
Nosso jogo se desenrolava com cuidado. Ele era conhecido na cidade, e eu ainda namorava, então cada encontro precisava de estratégia. Íamos aos poucos, às vezes de dia, quando ele trabalhava, às vezes à noite, em lugares quase desertos. Sete encontros se passaram antes de qualquer entrega. Cada toque, cada beijo roubado, cada mensagem provocante aumentava minha vontade. Um dia, quase aconteceu algo maior, mas uma amiga minha estava junto e o momento teve que ser interrompido. Mesmo assim, a tensão que ele conseguia criar era insuportável: sem sutiã, apenas um beijo, e eu já estava completamente entregue à curiosidade e ao tesão.
Tudo culminou naquele fim de tarde, quando soube que eu iria embora no ano seguinte. Fomos conversar na casa dele, perto do horário de fechamento do trabalho, para não levantar suspeitas. Ele me deu um presente, e quando subi com ele para o quarto, senti a expectativa explodir. Ele trancou a porta, e começou a me beijar de um jeito que só ele sabia — intenso, provocante, diferente de tudo que eu já havia sentido. Meu corpo reagia antes mesmo de minha mente aceitar. Eu estava prestes a cruzar o limite, ainda nervosa, ainda virgem, ainda sem saber exatamente como aquilo mudaria tudo, mas já completamente tomada pela curiosidade e pelo desejo que ele havia plantado em mim.
A porta trancada parecia nos isolar do mundo. O relógio corria, mas ali dentro o tempo obedecia outro ritmo — o do meu corpo reagindo a cada toque dele. Ele me encostou na cama sem pressa demais, mas com fome suficiente pra me deixar sem fôlego. As mãos firmes, seguras, passeando como se já me conhecessem há anos. Eu tremia, não de medo, mas daquela mistura deliciosa de nervosismo e vontade.
Ele não sabia que eu era virgem. E talvez por isso me tocasse com naturalidade, com aquela certeza de quem sabe conduzir. Cada beijo descia um pouco mais, cada suspiro meu o incentivava a continuar. Eu sentia tudo pela primeira vez — o calor, a expectativa, o corpo pedindo mais mesmo sem entender direito o que vinha a seguir.
Quando finalmente aconteceu, foi intenso e apressado, mas incrivelmente bom. O pouco tempo nos deixava mais afoitos, mais entregues. Doeu só o suficiente pra me lembrar que era minha primeira vez, mas o prazer logo tomou conta. Ele me comeu gostoso, do jeito que meu corpo parecia ter esperado por muito tempo, me fazendo esquecer qualquer insegurança. Eu me agarrei nele, sentindo cada movimento, cada respiração pesada, cada gemido contido pra não sermos ouvidos.
Terminamos quase sem fôlego, rindo baixo, tentando recuperar o controle antes que alguém desconfiasse. Me vesti rápido, ainda sentindo o corpo quente, a mente confusa e satisfeita ao mesmo tempo. Saí dali diferente — não só por ter perdido a virgindade, mas porque tinha sido do jeito certo: desejado, intenso, secreto e inesquecível.
E quando ele voltou para o trabalho, tudo parecia normal por fora. Mas dentro de mim, eu sabia: nada mais seria como antes.
