Olá, meus amigos!
Mudar para Uburici foi, sem dúvida, uma das melhores decisões que tomei nos últimos meses. Amigos novos, vida nova, ambiente novo e trabalho novo. São mudanças assim que fazem um homem refletir sobre o momento certo de virar a chave, deixar o passado para trás e apostar em um novo lugar para viver.
Aqui em Uburici, decidi construir uma vida diferente ao lado da Luana, distante daquelas antigas aventuras a três ou quatro. Uma escolha consciente, madura, feita com o desejo sincero de seguir outro rumo. No entanto, os novos amigos que a vida colocou no meu caminho têm tornado esse propósito um pouco mais desafiador do que eu imaginava.
Mas vamos ao que realmente importa. Vou contar agora como foi o meu primeiro “Baba dos Coroas” com essa nova turma.
O domingo começou com aquele cheiro de grama cortada e ansiedade boa. Futebol sempre foi mais do que bola rolando pra mim; era um ritual de pertencimento. Desde que chegamos à cidade, eu vinha tentando construir esse chão novo — gente nova, rotinas novas, uma versão de mim que não precisasse ficar se explicando o tempo todo.
Luana entendeu isso antes mesmo de eu conseguir colocar em palavras. Ela acordou cedo, animada, andando pela casa com aquele jeito leve que só ela tem quando está feliz de verdade.
Ela preparou os salgados com cuidado, separou tudo em caixas e ainda insistiu em levar Luciana junto para assistir ao jogo. Eu achei bonito aquilo: Luana abrindo espaço para que a amiga se sentisse incluída, quase como se estivesse dizendo à cidade “eu estou aqui de verdade”.
Quando cheguei ao campo, o sol já batia forte. O jogo era amador, mas a vibração era de final de campeonato. Risadas, provocações, crianças correndo, cheiro de cerveja gelada e churrasco improvisado. Lázaro estava lá, claro, espalhando simpatia como quem faz isso desde sempre. Ele me apresentou a mais gente do que eu conseguiria lembrar os nomes. Pela primeira vez desde a mudança, senti que estava começando a fazer parte.
Luana chegou pouco depois, acompanhada de Luciana. Eu reparei nelas de longe. As duas de jeans, simples, mas cheias de presença. Luciana usava um short jeans que deixava à mostra pernas firmes, jovens, douradas pelo sol. Tinha cabelos castanhos claros, lisos, caindo até um pouco abaixo dos ombros, e uma estatura média, corpo desenhado com suavidade: cintura marcada, quadris delicados, seios médios que o tecido abraçava sem esforço. Havia algo nela que me puxou a memória — talvez o jeito de andar, talvez o sorriso fácil — e, sem querer, pensei em Luiza.
Não igual, não igual nunca, mas havia aquela juventude viva, aquela energia que preenche o ambiente sem pedir licença.
Luana estava linda também. Jeans justo, blusa clara, o corpo que eu conhecia em cada curva, agora ainda mais seguro, mais presente. Ela caminhava com confiança, como se aquele chão já fosse dela. Quando nossos olhos se encontraram, ela sorriu daquele jeito que sempre me desmonta.
O jogo foi intenso. Corri mais do que imaginei que conseguiria, senti o corpo responder diferente desde que comecei a frequentar a academia. Mais fôlego, mais força. A cada jogada, os gritos da torcida improvisada ecoavam. Luana vibrava, Luciana ria, a mulher de Lázaro — Helena — observava tudo com um olhar atento, curioso.
Helena, esposa do Lázaro, me chamou atenção logo que a vi. Vestia um vestido fino, tecido leve, que desenhava o corpo dela com elegância quase perigosa. As curvas bem marcadas, o colo discreto, mas impossível de ignorar. O vento brincava com a barra do vestido, e ela parecia confortável com os olhares que recebia. Eu percebi, sem esforço, que Lázaro tinha orgulho da mulher que tinha ao lado.
Luana gostou dela de imediato. Vi as duas conversando, rindo, inclinadas uma para a outra como velhas conhecidas. Em pouco tempo, Luana, Luciana e Helena estavam juntas, cobrando falta, reclamando do juiz, rindo alto. Aquela cena me deu uma sensação estranha e boa: Luana criando laços, encontrando mulheres que a acolhiam sem perguntas demais.
Depois do jogo, veio a festa de aniversário. Uma comemoração simples, mas cheia de calor humano. Mesa comprida, bolo, salgados, música tocando baixo. Eu me sentia suado, exausto, feliz. Fiz novos amigos ali, troquei histórias, ri como não ria há tempos.
Mas antes do final da festa, percebi que Luana não estava bem. O rosto um pouco pálido, o sorriso mais contido. Ela se aproximou de mim, falou baixo que não estava se sentindo muito bem. Luciana prontamente se ofereceu para ir junto. As duas se despediram, e eu fiquei, prometendo que chegaria mais tarde.
Quando tudo acabou, Lázaro se ofereceu para me dar carona. Helena estava com ele. No caminho, eles sugeriram passar na casa deles rapidamente. Helena, animada, disse que tinha feito um bolo e insistiu para que eu entrasse e provasse um pedaço. Eu recusei na hora, rindo, dizendo que estava suado demais, com cheiro forte de futebol.
— Isso não é problema — Lázaro respondeu. — Toma uma ducha lá no quintal. Rapidinho.
Antes que eu pudesse pensar melhor, Helena já tinha concordado, disse que pegaria uma toalha pra mim. Acabei aceitando. Peguei a mochila com a roupa extra e fui até o chuveirão do quintal.
A água fria caiu sobre mim como um alívio imediato. Fiquei só de short de futebol, deixando o cansaço escorrer junto com o suor. Fechei os olhos por um instante, respirando fundo, tentando esvaziar a cabeça.
Ouvi passos. Abri os olhos e vi Helena se aproximando, segurando a toalha. Ela pendurou no varal e, em vez de se afastar imediatamente, ficou ali, a uma certa distância. O olhar dela percorreu meu corpo sem pressa, sem disfarce excessivo. Não era um olhar agressivo. Era curioso, atento, quase contemplativo.
— Luana parece feliz aqui — ela comentou, com a voz baixa. — Dá pra ver que vocês têm uma história forte.
Respondi de forma breve, como sempre fazia quando o assunto se aproximava demais do passado. Falei da mudança, do trabalho, de como estávamos construindo tudo do zero. Evitava detalhes. Sempre evitei.
Enquanto eu ensaboava as costas, o sabonete escapou da minha mão e caiu no chão molhado. Me inclinei instintivamente para pegar, mas Helena se adiantou.
— Deixa que eu pego — disse, agachando-se antes que eu pudesse reagir.
Ela pegou o sabonete e, ao se levantar, passou a mão pelas minhas costas num gesto lento, quase casual demais para ser completamente inocente. Deslizou a palma com suavidade, como quem testa a textura de algo novo. O toque desceu um pouco e seguiu em direção a minha barriga, passou abaixo do umbigo, sem pressa, sem insistência, apenas o suficiente para deixar o ar mais denso entre nós. Depois, ela colocou o sabonete na minha mão.
Nesse exato momento, ouvi a voz de Lázaro ao longe:
— Amor, voltei!
Helena se afastou imediatamente, o rosto sereno, como se nada tivesse acontecido. Meu coração acelerou por um segundo, não de culpa, mas de surpresa. Lázaro apareceu com refrigerante na mão, sorridente, completamente alheio à tensão silenciosa que ainda pairava no ar.
Agradeci, me enxuguei rápido, troquei de roupa e seguimos embora. No caminho para casa, pensei em Luana, em como ela estava se sentindo, em como aquela nova vida nos oferecia encontros inesperados, desafios sutis, tentações silenciosas.
Cheguei em casa já no fim da tarde, quando o sol começava a baixar e a cidade ficava com aquele silêncio morno de interior. Abri a porta devagar e encontrei Luana deitada no sofá, um cobertor fino sobre as pernas, o rosto ainda um pouco cansado, mas iluminado quando me viu entrar.
— Demorou… — ela disse, com um sorriso preguiçoso.
Sentei ao lado dela, passei a mão pelos seus cabelos e beijei sua testa. Ela cheirava a casa, a descanso. Contei do jogo, das risadas, dos novos amigos, da festa simples, do quanto tinha sido bom me sentir parte de algo outra vez. Ela ouviu com atenção, interessada, fazendo comentários pontuais, rindo quando falei das provocações no campo.
Não entrei em detalhes demais. Não falei do chuveirão. Não falei do sabonete. Algumas coisas, eu sabia, precisavam ficar onde aconteceram — pelo menos por enquanto.
Luana se aninhou em mim, encaixando o corpo como se aquele fosse o único lugar possível. Disse que tinha gostado muito de levar os salgados, que Luciana tinha ficado empolgada com o jogo, que Helena parecia ser uma mulher interessante, daquelas que observam mais do que falam. Comentou, quase distraída, que Lázaro olhava muito pra ela quando achava que ninguém estava vendo. Eu ri, fingindo leveza, mas aquela observação ficou ecoando em algum canto da minha cabeça.
Jantamos algo simples. Depois, fomos para o quarto cedo. Luana se aproximou mais do que o habitual, o toque dela carregado de intenção, de saudade concentrada em poucas horas de distância. Não havia pressa, não havia excesso — só aquela troca silenciosa que dizia “estamos aqui, juntos”. Dormimos assim, corpos alinhados, respirações encontradas.
No dia seguinte, a rotina recomeçou com outra cara. No trabalho, o ambiente da construtora parecia menos estranho. Logo pela manhã, Lázaro apareceu na minha sala com aquele sorriso aberto de sempre.
— Rapaz, que bom que você foi ao baba ontem — disse, batendo de leve no meu ombro. — A galera gostou demais de você.
Agradeci, dizendo que tinha sido ótimo, que fazia tempo que eu não jogava assim, tão solto.
— Helena então… — ele continuou, rindo. — Adorou te conhecer. Falou que você é educado, tranquilo, desses que passam confiança. Disse que vocês precisam ir mais lá em casa.
Assenti, com um sorriso contido.
— E sua esposa… — ele completou, agora com um tom quase orgulhoso. — A Luana é uma mulher linda. Elegante. Helena comentou que gostou muito dela também. Disse que ela tem uma energia boa, dessas que iluminam o ambiente.
Agradeci de novo, sentindo aquele elogio como se fosse algo que eu tivesse conquistado também, por tabela.
— Qualquer hora dessas — Lázaro concluiu — vou chamar você e a Luana pra um almoço lá em casa. Coisa simples, mas feita com carinho. Helena gosta dessas coisas.
— Vai ser um prazer — respondi, sincero. — A gente aceita, sim.
Ele se despediu e saiu, me deixando ali, olhando para a tela do computador sem realmente enxergar nada por alguns segundos. Respirei fundo e voltei ao trabalho. Havia prazos, reuniões, entregas. A vida seguia.
À noite, em casa, contei tudo à Luana enquanto ela organizava algumas coisas na cozinha. Falei do encontro com Lázaro, do agradecimento, dos elogios, do convite para o almoço.
— Ele parece gostar muito da gente — ela comentou, apoiando-se na bancada. — E eu gostei da Helena. Ela tem um jeito… interessante.
Concordei, com um aceno leve de cabeça.
— Vai ser bom — completei. — A gente ir, conhecer melhor, fortalecer as amizades.
Luana se aproximou, passou os braços pelo meu pescoço e me beijou devagar, como quem sela um acordo silencioso.
O beijo de Luana na cozinha começou calmo, mas logo mudou de tom. Puxei o corpo dela contra o meu, sentindo o calor através da roupa, e a levei para o quarto com uma pressa que ela correspondeu prontamente. No escuro do quarto, apenas com a luz do corredor invadindo a fresta da porta, ajudei-a a se livrar da blusa enquanto minhas mãos mapeavam cada curva da sua pele. Quando a deitei na cama, peguei na gaveta do criado-mudo um pequeno vibrador de silicone, um "clássico" que a gente gostava de usar para quebrar a rotina. O zumbido baixo do aparelho parecia preencher o silêncio, aumentando a expectativa entre nós.
Comecei explorando o corpo dela com o brinquedo, passando a ponta vibrante pelas coxas e subindo devagar. Quando encostei na sua buceta, senti que ela já estava completamente molhada, o calor emanando dali. Luana soltou um gemido baixo, arqueando as costas enquanto eu alternava o toque do vibrador com a minha língua, focando no seu clitóris. Ela apertava os lençóis, as pernas tremendo levemente enquanto a vibração fazia o trabalho pesado, deixando-a num estado de entrega total que sempre me deixava louco de desejo.
Inovando a dinâmica, pedi que ela ficasse de quatro. Enquanto eu usava o vibrador nela por baixo, levei minha outra mão até o seu cuzinho, massageando a entrada com cuidado e usando um pouco de lubrificante. O contraste entre a vibração lá na frente e o toque firme atrás a fez perder o fôlego. Eu sentia o pulsar dela sob meus dedos, uma sintonia perfeita entre o prazer mecânico e o humano. Ela olhou para trás, os olhos nublados de luxúria, pedindo silenciosamente para que eu parasse de enrolar e metesse logo minha rola.
Guardei o brinquedo por um instante e me posicionei atrás dela. Quando meu pau finalmente entrou na sua buceta, o encaixe foi tão perfeito que soltamos um suspiro uníssono. Comecei um movimento rítmico, forte, sentindo o aperto das paredes dela me abraçando.
Luana segurava o vibrador agora, pressionando-o contra si mesma enquanto eu a possuía por trás, criando uma sobrecarga de sensações que a fazia balbuciar palavras desconexas. O som da nossa pele batendo e a respiração pesada eram a única trilha sonora daquele momento.
No auge, quando senti que ela estava prestes a explodir, mudei o ângulo e foquei em estocadas mais profundas, sentindo a vibração do aparelho refletir até no meu próprio corpo através dela. Quando o orgasmo dela veio, em espasmos fortes que apertaram meu pau intensamente, eu não consegui segurar e gozei fundo, sentindo uma conexão que ia muito além do físico. Ficamos ali, abraçados e suados, enquanto o zumbido do brinquedo finalmente silenciava, deixando apenas o eco daquela intensidade no ar.