Há alguns anos, o Veríssimo criou um personagem, terapeuta, num livro chamado O Analista de Bagé. O analista era um gaúcho raiz, bombachudo, grosso barbaridade, dava consultas de botas e espora e seu divã era um pelego de ovelha onde mandava o paciente deitar. Sua secretária era a Lindaura, se não me engano. O analista desenvolveu uma técnica de terapia em que abusava dos pacientes que o procuravam fazendo-os sofrer dores físicas, rotulando-os de mimoso, mariquinha, filhinho de mamãe, fracote e outros adjetivos pouco agradáveis, sempre que um reclamava de dor: chamava-se a Terapia do Joelhaço. Semelhante ao Massato, japonês das agulhinhas que caminhava nas minhas costas e me chamava de “menininha” a cada gemido meu. A Terapia do Joelhaço ficou famosa por curar muitos doentes que “não estavam doentes, apenas com falta de direcionamento”, dizia o terapeuta, ao final. Um bom joelhaço, bem dado, botava o “doente” nos eixos e o cara se curava só pra não ter que voltar ao consultório ...
- Lindaura, o próximo, gritava o analista para a secretária, do consultório com um couro de vaca suspenso como porta!
Pois a minha terapeuta – Psicóloga e Sexóloga – desenvolveu algo parecido, ao menos comigo ela usou uma técnica semelhante. Foi assim:
Eu estava em terapia com a Sexóloga em função da extração da minha próstata. Junto com ela e o câncer, foi minha libido e minhas ereções, jogando-me num poço de agonia e desprazer. Não vim ao mundo para isso, pensei, tenho que virar esse jogo ... nesse momento fui encaminhado para a Sexóloga Evelise Mascarenhas, alí na Boca Maldita, bem no centro de Curitiba. Estou em tratamento há um ano e os resultados ainda são frágeis. Já apresento ereção embora ainda insuficiente para uma penetração duradoura e satisfatória, para mim e minha parceira, juntos há mais de 40 anos. Já havia manifestado para a Evelise, mais de uma vez, minha intenção de suspender tudo e ir viver uma velhice plantando batatas e cebolas e não me preocupando mais com sexo. Se um dia a libido voltar, naturalmente, que ótimo! Se não voltar, ... vou criar galinhas, cuidar dos cachorros e cortar a grama do sítio e colher laranjas e limões. Mas, acho que a Evelise não aceita um não como resposta e começou a desfilar alternativas para mim: bomba peniana, anel peniano, prótese peniana, injeções na base do pênis ... tudo isso combinado com a prescrição médica do medicamento diário, de 5 mg, e aquele destinado ao ato sexual, de 20 mg.
Usei a bomba por meses, anel em diversas oportunidades, tadala diário há um ano, prótese não fiz porque custa o preço de um rim, e não estou a fim de vender um rim para encher meu pau de silicone sólido. Até o momento, só não tinha experimentado a injeção na base do pênis ... e estava a fim de não experimentar. Foi aí que a Terapeuta resolveu, de surpresa, experimentar em mim sua versão da Terapia do Joelhaço.
No final de 2019, Evelise me ligou para reagendar a última consulta do período, antes de suas férias. Perguntou como eu estava, se eu já havia testado a dosagem de 20 mg do medicamento e, como neguei, ela insistiu para que eu testasse, eu precisava me dedicar, aproveitar todas as oportunidades e não podia desistir, tinha que tentar tudo, arriscar até. Fiquei com uma pulga atrás da orelha: o que estaria tentando me dizer? Porque a insistência com o tadalafila de 20 mg se não pintava clima? Depois, falou que estava com problemas de agenda e iria realocar 2 pacientes para a véspera de sua viagem. Com o consultório em reformas, iria atender em casa, em seu escritório na cobertura. Eu protestei, dizendo que não queria atrapalhar sua rotina com o marido e os filhos e me atender em casa podia ser uma dor de cabeça para ela.
- Não te preocupa; eles viajam no dia anterior para a praia, retrucou ela. Marquei 9 horas para a Sandra e 10 horas para ti; depois que atender vocês, pego meu carro e vou para Bombinhas. Tudo bem?
- OK, respondi, se está bem pra ti está bem pra mim.
No dia marcado, sem nenhuma motivação especial, pus no bolso um comprimido de Tadala 20 e me dirigi ao endereço da terapeuta. 9 e meia tô chegando no endereço da Evelise, perto das Mercês, e me apresento ao porteiro do prédio. Ele orienta minha subida e me passa um bilhete da Evelise dizendo que é para usar a porta de serviço que estará destravada e subir para o terraço do apartamento. Fiz isso. Era um belo apartamento, grande e bem decorado, no décimo sexto andar do edifício. Passei ao lado da sacada e tive uma vista gigantesca da cidade por cima. Subi a escada interna do apartamento e atingi uma nova sala de estar, um espaço de convivência bem equipado, com área de jogos, bar e churrasqueira – o marido da Evelise era gaúcho de Porto Alegre – e uma piscina de 4m no terraço ao lado, com um sofá redondo e um imenso ombrelone colorido. Três portas fechadas davam ideia de ser os consultórios do casal – Rodolfo era Psiquiatra – uma pequena sala de jantar e dois enormes sofás, um redondo com +/- 2 metros e um chaise longue retangular um pouco menor. Fui até o terraço aproveitar a vista da cidade e estava bem distraído quando ouvi a voz da Evelise me chamando. Virei-me e me deparei com ela, linda, de bermudas de academia e blusinha leve com cabelos soltos sobre os ombros, chinelos de dedo, sorrindo e caminhando em minha direção.
- Que belo apartamento, Evelise. Abracei-a e dei-lhe o beijo costumeiro na face. Ao acarinhar suas costas, senti que ela não usava sutiã. Sem saber direito porque, lembrei-me do Tadalafila 20 mg no meu bolso e decidi tomá-lo.
- Que bom que vieste, Carlos, eu não iria satisfeita para as férias se não encerrasse o ano contigo. Me dá dez minutos para completar a sessão on-line e volto para conversar. Fica à vontade, como ficas no consultório.
- Tem água ali no frigobar? Posso beber?
- É claro que podes! E me levou para dentro, pegou um copo no armário, uma garrafinha d’água na geladeira mirim e me entregou. Fica à vontade que já, já estarei contigo.
Tomei o comprimido sem saber o que esperar dessa situação. Na minha visão, apenas estava tomando um remédio sem utilidade, apenas jogando no escuro, sem chances de acertar alvo algum. Mas, fui para o terraço; a temperatura já passava dos 30 graus, o sol começava a queimar. Soltei 3 botões da camisa abrindo-a até quase o umbigo para melhorar a ventilação e, mesmo assim, já suava. Sentei no sofá redondo e me dispus a aguardar o término da sessão da Evelise. Que não demorou; logo, ela saiu do salão e foi ter comigo ao lado da piscina.
- Que tal fazermos nossa sessão de hoje aqui na piscina?
- Acho que seria muito bom, ao ar livre. É uma pena que o sol está escaldante ...
- Tu acha que uma bermuda do Rodolfo te serve? Ele tem mais ou menos tua altura, teu peso ...
- Não, Evelise, não quero abusar da tua hospitalidade ... não consegui continuar porque ela já tinha entrado para buscar a roupa.
Demorou um pouco e voltou ... de biquíni branco! Visão extraordinária das curvas da minha terapeuta, me deixaram basbaque. Acho que meu queixo bateu no chão ... e meu pau deu sinal de vida, principiando uma ereção modesta. Sorrindo, ela me entregou a bermuda e disse para trocar na porta do meio do salão de festas. Já de bermudas e pés no chão, com a camisa toda aberta na frente, sentei de frente para a deusa curadora já pronto para nossa sessão de terapia. E começamos a conversar sobre diversos assuntos, todos os que vinham à mente, menos o que me levara até ela: minha disfunção erétil e falta de libido. E o papo estava gostoso! Até a Evelise estava gostando, sorríamos um para o outro, com frequência ... Evelise era outra pessoa, não era a mesma sisuda e protocolar do consultório e estava abrindo, lentamente, que ela também tinha problemas a resolver com os filhos e ... com o marido!
- O calor está intenso, bebes alguma coisa? Aceita uma cerveja bem gelada?
- Só se for agora! Te importa que eu tire a camisa?
- Não, respondeu, fica à vontade.
Enquanto ela foi buscar a bebida, tirei a camisa.
Voltou com uma bandeja de prata com dois copos e duas long neck Stela Artois bem geladas, garrafas nevando. Essa duas rolaram goelas abaixo em poucos minutos e Evelise buscou mais duas.
- Descobri uma coisa, hoje: gosto mais de ti em casa do que no consultório. Teu sorriso é mais bonito, tua expressão é mais franca, aberta ... nem vou falar da vestimenta! Como lá eu te amo, e já te disse isso, aqui te amo demais!
- Mas não posso atender no consultório de biquíni e bebendo cerveja, né?
- Claro que não, doutora e mestre Evelise Mascarenhas, claro que não. Mas, te prefiro como estás do que do jeito que te conheci, no consultório.
E o papo seguiu, descontraído, e as cervejas iam passando das garrafas para os copos e dos copos para o corpo; as que a Evelise trouxe esvaziaram, novamente. Dessa vez, eu levantei para buscar e vi umas vinte garrafas no freezer, quase congelando; senti que Evelise estava mal intencionada: se ia dirigir para o litoral depois das sessões, a quantidade de cerveja no freezer não era compatível. Mas, vá lá. Peguei duas garrafas e voltei para o sofá. E depois, mais duas e mais duas; estavam gostosas e bem geladas. Evelise estava solta, sua língua destravou e começou a reclamar da vida, da mãe, dos filhos e do marido; tudo a incomodava, naquele momento. Resolvi dar-lhe corda e busquei mais duas cervejas. Ela bebia e reclamava e eu a incentivava a falar mais, a botar pra fora o que a incomodava. Naquele momento, não era possível dizer quem era o terapeuta e quem era o paciente. E, pela primeira vez desde que cheguei lá, às 9:30h, houve reclamação sobre o sexo, e não fui eu quem reclamou ...
- Ele não me satisfaz mais, gritou a mulher, já com as palavras saindo aos borbotões de sua boca, ele chega, tira a roupa e quer meter como se eu fosse uma vadia qualquer! E levantou-se, dando dois passos em direção à piscina, soluçando e virando de costas para mim. Fui até ela e a abracei por trás para transmitir-lhe carinho e encostei em sua bunda ... e o meu membro ... endureceu! E Evelise sentiu a pressão ...
- Carlos ... balbuciou ... o que ...
Virei-a de frente para mim e a mantive sob meus braços. Sequei suas lágrimas e aconcheguei seu rosto em meu peito. Ela me apertava pela cintura, com força, descarregando nesse abraço sua dor e sua mágoa pelo que sofria, pelo tempo de desprazer que estava tendo com o marido. E o meu pau endurecido de um jeito que não ficava há anos! E a deusa de biquíni agarrada às minhas carnes, me apertando contra si, chorando convulsivamente e vociferando contra o marido. Nesse momento já dava pra identificar quem era o terapeuta e quem era a paciente ... sem a menor dúvida, nesse momento nossos papéis estavam invertidos. A mulher foi relaxando aos poucos até retomar o domínio de suas ações. Olhou-me, agradecida pelo apoio e pelos meus ouvidos atentos, depositou um selinho em meus lábios, segurando minhas faces com as duas mãos!
- Carlos, tu és insuperável, tua companhia é terna e amiga, tuas palavras são amorosas e macias e tuas ações tem a capacidade de recuperar meu ânimo e me fazer otimista de novo!
Seu abraço foi forte, completo e demorado, com sua cabeça aninhada em meu peito. Minha paixão por ela aflorou novamente, depois de meses incubada ... e o mais importante: meu membro permaneceu duro! Ela se soltou do abraço e saiu correndo para a sala do terraço gritando que ia buscar mais uma cerveja; acho que ela queria se esconder de mim e de seus desejos inconfessos ... Demorou a voltar, levou um tempo para se recompor e voltou com 2 cervejas geladas ao extremo, quase duras.
- Vamos beber nossa amizade! disse ela, levantando o copo para brindar.
- A nós, respondi, e bati meu copo no dela.
E nosso papo múltiplo continuou, a beberagem também continuou e o estoque de Stelas continuou diminuindo na geladeira. Nossos focos já não estavam mais retilíneos, nossos passos já eram meio trôpegos, os corpos cheios de cerveja e os copos vazios. Fui ao banheiro diminuir um pouco meu peso, derrubando o líquido no sanitário quando ouvi barulho de água da piscina: caiu ou se atirou? Fui verificar, ela tinha caído e estava se debatendo na água. Pulei na piscina, mesmo de bermudas, peguei Evelise pelos braços e a reboquei até a escadaria de metal, com um braço em sua cintura. Paramos na beira da escada, com água no peito, e ela me abraçou novamente, pendurando-se no meu pescoço. Um seio havia saltado fora do biquíni sem alça (“tomara que caia” é politicamente incorreto) e estava prensado contra meu peito ... Ela nem percebeu, ou fez que não ... sussurrava:
- Meu amigo, meu querido, meu amigo, meu amado ... amigo, só tu para estar aqui comigo e me segurar quando eu mais preciso de um ombro macio, de um par de ouvidos amigos, de um braço forte, de uma boa tre ... e calou-se ...
- Precisas de alguma coisa, amor? perguntei, à queima-roupa, sem rodeios.
- Contigo aqui do meu lado, não preciso de mais nada, apenas que fique comigo o tempo que for necessário para que eu seja novamente Evelise Mascarenhas, Psicóloga e Sexóloga! Agora, sou apenas uma mulher carente apoiada nos teus braços firmes ... e me ofereceu os lábios.
O beijo começou lento, terno, macio, e foi tornando-se agressivo, meio afobado pelos desejos de nós dois ... nossas bocas buscaram sabores novos, usurparam sucos uma da outra ... as línguas deliciaram-se dançando em novos espaços antes desconhecidos, lamberam lábios pecaminosos e as mãos ... bem, as mão são um caso à parte. Não pararam de percorrer carne estranha, cantos diferentes, quentes e úmidos ... a mão direita dela foi em direção ao meu pau e deu uma risada de prazer sentindo-o duro como deveria estar, como eu queria que ele estivesse e como ela queria que ele estivesse! Evelise Mascarenhas terapeuta, e ela, apenas mulher, ambas queriam! Daí para a cama, foi um pulo.
Peguei Evelise no colo e a tirei da piscina; peguei uma toalha da cadeira e fui secar seu corpo e cada pedaço que eu secava ganhava um beijo meu, ou uma lambida. Sequei suas costas e soltei o cordão do biquíni, expondo ao sol seus lindos seios: sequei-os e dediquei alguns minutos a mamar naquelas aréolas rosadas. Evelise gemia, arfava forte enquanto eu a lambia. Continuei secando seu corpo e desci para as coxas. Tirei a parte de baixo do biquíni e sequei primeiro sua bunda, redonda, firme, que ganhou muitos beijos; com as duas mãos, abri suas nádegas e minha língua penetrou um pouquinho no buraquinho mais escuro bem no meio da regada, o botão terminal do corpo humano, o grande desejo do homem, o cu da mulher.
A estas alturas, a mulher já estava em ponto de cama, gemia e pedia por mim, quase implorava pelos complementos do sexo. Fui secar a frente de seu corpo e seu púbis ganhou toda a minha atenção: a vagina bem depilada, com um fiozinho de pelos apenas, pingava lubrificante, sua excitação derramava o néctar maravilhoso do amor, delicioso, gostoso, cheiroso ... fabuloso! Lambi e bebi tudo o que pude. Minha língua passeou em roda do clitóris da Evelise que dava um gritinho a cada chupada ou mordiscada que eu dava. Ela estava entregue ao prazer, totalmente, como o diabo gosta: traindo o marido, quebrando a ética profissional com um paciente e mandando tudo o mais pro inferno!
- Eu quero é foder, eu quero é ter prazer, eu quero é gozar, bradava ela aos quatro ventos, do alto do terraço do 16º andar, e ninguém tem nada a ver com isso!
Fui pegar uma toalha para me secar e ela inverteu os papéis; começou a me secar e beijar e lamber as partes secas. Tirou a minha (do marido dela) bermuda, cueca e a toalha foi secar minha bunda enquanto ela vestia meu caralho com sua boca quente. Chupou com gula e evidente prazer, estava se babando no afã do orgasmo; quando eu estava próximo ao clímax, trouxe seu rosto para cima e a beijei com volúpia, com tesão, com amor de transferência*, enquanto meu caralho roçava sua buceta afogada nos humores da lubrificação; a xota pedia uma penetração, meu pau pedia uma penetração, a mulher, minha analista Psicóloga e Sexóloga pedia uma penetração e eu pedia uma penetração, afinal, depois de tanto tempo sem ereção não podia deixar passar essa oportunidade, principalmente junto com a diva que era Evelise.
*transferência: “desejo inconsciente do paciente de o analista desempenhar figuras parentais, podendo despertar tanto sentimentos amorosos quanto hostis” (Wikipedia).
Tomei-a no colo e a levei para o sofá redondo da sala. Deitei-a no sofá e minha boca dedicou-se inteiramente à sua buceta, lambendo e chupando o grelinho rosado que já havia saltado do seu esconderijo. Ela gemia intensamente, com os pensamentos nos braços de Eros pedindo que o Cupido enterrasse sua flecha rombuda nela, no meio de suas pernas. Suspirava e me arranhava as costas, me chamava de cachorro, apertava minha cabeça contra sua vagina como se quisesse que a cabeça de cima a penetrasse, puxava meus cabelos, dava tapas nos meus ombros ... a Sexóloga estava ensandecida, completamente fora de si, os pés tocavam o chão mas a cabeça estava nas nuvens ... e a buceta na minha boca. Começou a estremecer, sacudir-se toda, corcovear no sofá como uma potranca xucra, arqueou o corpo apoiando-se apenas na nuca e nos calcanhares e deu um grito de liberdade, um brado de quebrar algemas, de soltar amarras e liberar seu barco para navegar em outras águas, calmas ou turbulentas, mas com melhores perspectivas de sonhar! Gozou como há muito não gozava! Acabou-se num orgasmo jorrado e espirrado na minha cara, encharcando o forro do sofá ... Não estava satisfeita! Queria mais, e trabalhou para isso. Puxou-me para cima do sofá me derrubando com as costas no estofado e não deu folga para sua xota: sentou em cima do meu caralho e cavalgou como amazona experiente que era, gritando como se estivesse amansando um cavalo selvagem. Deitou o corpo sobre mim com o pau enterrado na buceta e agora mexia apenas as ancas para fazer o cacete sair e forçar sua entrada novamente, num ritmo que começou lento e aumentou aos poucos à medida em que seus sons também aumentavam. Uivava como uma loba no cio à espera do macho alfa e fodia como uma vagabunda de rua, despudorada, uma puta de bordel. E quem a comia era eu, seu paciente e, de agora em diante, seu amante em tempo integral. Ela não vai mais me escapar. Aumentou bastante o ritmo e o uivo virou um sibilo de serpente pronta para o bote e explodiu novamente, gritando; subiu a anca para meu pau sair fora, esguichou litros de mel sobre mim e enterrou o caralho novamente enquanto bradava bandalheiras, impropérios, xingamentos e palavras de baixo calão. Foi diminuindo o ritmo até quase parar.
Enlacei a querida com os dois braços e girei nossos corpos sobre o sofá: fui para cima, sem tirar o pau de dentro dela. Reiniciei a socar fundo na mulher e logo ela começou a vibrar novamente, a gemer baixinho e arfar como se estivesse tendo um ataque cardíaco. Seu corpo recomeçou a se sacudir e eu cravando e enterrando cada vez mais rápido com meu orgasmo chegando. Ela foi mais rápida: gritou, cruzou suas pernas enlaçando minha cintura e se acabou com meu caralho dentro de sua Caverna do Prazer, cravando suas unhas nas minhas costas. Aí não aguentei mais e me derreti dentro dela, naquela Cova Gostosa, na xota da minha Sexóloga, gostosa, querida, amada!
Ficamos deitados, lado a lado, abraçados, com a cabeça dela apoiada no meu peito, recuperando a respiração e curtindo os efeitos de nossa trepada: curta, mas terrivelmente deliciosa! Nossa carne ainda tremia de êxtase, ainda estava arrepiada.
- Anos, Carlos, muitos anos se passaram desde a última vez que gozei como gozei hoje. Soltei minhas restrições todas, hoje! Gozei como toda mulher deve gozar, me acabei como uma devassa deve acabar e me senti uma Lucrécia Bórgia, uma Messalina, feliz como todas as mulheres deveriam se sentir sendo comidas por um homem de verdade. Tu não vais fugir de mim, nunca!
- Eu jamais quis fugir de ti: te amo! Mas, depois desse dia, se me convidares para vir morar aqui, eu venho. Essas breves horas que passamos juntos, lado a lado, frente a frente ou um em cima do outro, não tem preço, o Mastercard não paga! Elas acenderam o estopim do “quero mais”, do “quero tudo de novo”e quero agora, emendou Evelise Mascarenhas, a Psicóloga e Sexóloga, abocanhando meu pau que já estava meia bomba e enfiando-o todo na boca.
A vara respondeu lentamente, mas enfunou as velas e ergueu o Mastro da Bandeira, o Obelisco da Liberdade, a Clava do Prazer Eterno. Dessa vez, vou precisar do gel, estrategicamente deixado sobre a mesinha ao lado do sofá: a diva deitou de bruços! Vou ganhar um cu!
Coloquei-a de quatro e enterrei minha boca em sua vagina para ouvir o primeiro gritinho da mulher; lambi seu clitóris, chupei (ai, ui, ...), enfiei a língua no canal rosado e sorvi as sobras do orgasmo anterior misturadas com meu próprio leite. Subi a boca até o Boco Escuro, o Terminal de Saída do corpo e minha língua fez a festa da deusa, lambendo e espetando a ponta nas pregas do ânus. Evelise já gemia e começava a se masturbar quando passei dois dedos de gel na entrada do reto. O dedo indicador começava a penetração, levando lubrificante para dentro, aos poucos, sem forçar nada; a bunda rebolava e empinava, facilitando a entrada do dedo. Com bastante gel, já entravam dois dedos e, com facilidade, já giravam lá dentro; tava tudo pronto ... Evelise se masturbava com dois dedos e meu caralho estava em riste ...
- Me fode, Carlos, come logo o meu cu, completa o serviço, desgraçado, faz direito o que o veado do meu marido não sabe fazer. Vem logo, seu puto, corno, gostas que eu coma teu cu mas não quer comer o meu? Enterra logo esse caralho, me arromba toda de uma vez, me faz gozar com teu pau na minha bunda, crava logo essa pica, filho da puta ...
Eu estava fazendo tudo devagar para não causar dor na mulher, mas fui exortado a me enterrar de uma vez, e logo, e fui, fui com tudo num supetão:
- AAIII! Dói, infeliz, diabo louco!
- Quer que tire?
- NÃÃÃO!! Enterra mais, come tudo de uma vez, AAHHHH, como é bom levar no cu, aahhh, me fode seu desgraçado que vou gozar de novo, não para, continua fodendo meu rabo, rasga tudo, me arromba, aaahhhh ...
Só se ouvia os impropérios da Psicóloga e o barulhos de nossas carnes se chocando, minhas coxas na sua bunda, nas nádegas durinhas e firmes. Ela começou a vibrar, estremecer o corpo e mergulhou no quarto orgasmo do dia, como se fosse o primeiro, gritando, enlouquecidamente, empinando mais o rabo para o caralho não deixar nada de fora. Os espasmos do seu cu fizeram o resto do trabalho para mim: totalmente enterrado dentro dela, acabei pela terceira vez, agora no rabo, na bunda, no cu da estrela do dia.
Estava completa a sessão de terapia e, acho, eu estava curado! Foi a Terapia ...
Mas a mulher queria mais. Resolveu fazer um café para nós. Perguntou como eu gostava:
- Forte e curto, prefiro, respondi.
- Como eu, disse ela, Ristreto, 9 para cima. E desceu para fazer o café.
Resolvi descer também e, ao me aproximar da escada, ouvi ela conversando ao telefone com o marido, dizendo que iria atrasar a viagem para Bombinhas em 2 dias porque a agenda não fechou e a obra exigia sua presença e compra de materiais. Deixei ela terminar a conversa e desci até a copa onde estava a Nespresso.
- Depois que ganhei essa cafeteira, passei a amar café, sempre igual, mesmo sabor, temperatura e tamanho, disse ela; e, se quiser variar, uma infinidade de alternativas. Alternativas que eu não tinha em relação ao sexo, disse ela, antes de te conhecer.
- E agora, tens alternativa? perguntei, sem deixar a bola cair no chão, na marca do pênalti.
- Continuo sem alternativas, respondeu Evelise. A diferença é que, agora eu tenho a solução que antes não tinha! À propósito, retardei minha viagem em dois dias para ficarmos juntos mais tempo. Gostarias?
- Claro, respondi diretamente, sem pestanejar, mas não ficaremos aqui no teu apartamento, Vamos para minha casa ou para um hotel.
- Porque, perguntou ela, não gostou do apartamento?
- É maravilhoso! Mas seria uma infelicidade geral se teu marido resolve voltar para te ajudar na reforma do consultório e nos pega na cama dele, transando, gemendo e gritando. Se ele tem uma arma, nos mata! Fomos para um hotel, no centro, perto do consultório dela e lá ficamos, internados ... e, já que não tinha nada para fazer, comi ela, fodemos, trepamos, demos uma folga passeando a pé, e fodemos mais um pouco! Ufa! Cansei ...
E ... a Terapia do Joelhaço, onde entra nessa história?
Evelise, aquela deusa de mulher, minha Psicóloga e Sexóloga, a minha terapeuta preferida, criou e usou comigo uma técnica semelhante à do Analista de Bagé, e me curou: a Terapia do Sexo com a Terapeuta!
Agora, vou falar baixinho para ninguém ouvir: mesmo curado, continuei fazendo terapia, sempre no último horário do consultório ou na casa dela, quando o marido viajava ... Aaahh! É muito bom!!!