30 Dias (Dias 25, 26 e 27)

Da série 30 Dias
Um conto erótico de R. Valentim
Categoria: Gay
Contém 3872 palavras
Data: 26/01/2026 21:48:52
Assuntos: Anal, Gay, Namoro, Oral, Sexo

Dia 25

Acordei e Alisson já havia saído para o trabalho. Na cozinha, o café estava pronto e ele tinha comprado pão. Achei fofo ele ter deixado o café da manhã para mim, ainda mais porque ficamos acordados até tarde ontem à noite. Quanto mais transo com ele, mais o desejo, não sei explicar.

Vou ao computador depois de comer e lavar a louça. Tem um post-it dizendo que mudou a senha e que agora é o dia em que nos conhecemos. Quem vê o Alisson na rua não diz que ele é esse romântico incurável, o cara é só coração. Não entendo como puderam magoar tanto uma pessoa assim.

Coloco uma música no computador e vou dar uma faxina na casa. Como não tem muito tempo que nos mudamos, é mais tirar a poeira que veio da rua. Vejo que o cesto de roupas sujas do Alisson está meio cheio. A mudança não foi planejada, ele estava na sua rotina quando, de repente, tudo mudou.

Mesmo sendo mimado lá em casa, minha mãe e minhas irmãs me ensinaram as tarefas domésticas. Lá em casa, por exemplo, cada um lava sua própria roupa. Não tenho nada para fazer, então resolvi cuidar do meu homem um pouquinho e saí para comprar coisas para fazer um almoço especial.

Não sou nenhum chef de cozinha, mas tenho minhas receitas. Preparo um fricassê de frango com um arroz branco soltinho. Também lavei as roupas dele e as minhas, já estava mesmo precisando de roupas limpas.

Perto da hora do almoço, Alisson entra em casa. Ele usando a roupa do trabalho fica um tesão: calça jeans e uma blusa polo branca. Ele chega falando sobre onde iríamos almoçar, mas sua fala é interrompida ao perceber a casa limpa e cheirosa — vantagens da casa ser pequena —, as roupas limpas estendidas no varal e um cheirinho bom vindo do forno.

— Amor, o que é tudo isso? — ele pergunta com um sorriso largo no rosto.

— Eu cuidando do meu homem. — respondo, dando um beijo nele. — Agora preciso só tomar um banho, não pensei que você fosse chegar mais cedo.

— É que pensei que você pudesse estar com fome e, como aqui é mais perto do trabalho, nem fui de moto, é na outra rua.

— Esqueci desse detalhe.

— Ah, mas posso tomar banho com você, então não foi tão ruim chegar agora.

Alisson tirou a roupa e me acompanhou no banho. O sabor de sua boca na minha e as gotas de água percorrendo meu corpo… Alisson passou o sabonete pelo meu corpo todo e, no meu pau já duro, iniciou uma punheta.

— Alisson…

— Vou te dar a recompensa pelo seu trabalho. O que você quer ganhar?

— Você.

Ele me coloca de costas, com as mãos apoiadas na parede, e encaixa seu pau na minha entrada. Depois de forçar um pouco, entra me preenchendo com seu pau maravilhoso. Ele tem o encaixe certo dentro de mim. Quando a dor cessa de vez, jogo a bunda o mais para trás possível e recebo meu homem dentro de mim.

O som do corpo dele batendo no meu me deixa alucinado de tesão. Ele mete rápido e de forma deliciosa. Quando percebe que vai gozar, tira o pau de dentro de mim e goza na minha bunda. Mas ainda quero mais. Me inclino para trás pedindo mais rola, ele mete mais algumas vezes até amolecer dentro de mim. Terminamos nosso banho e saímos para almoçar.

Alisson insiste em fazer meu prato e em preparar um suco de laranja para nós. Por um momento, sentado à mesa, me dou conta de que nunca imaginei que minhas férias seriam assim, levando uma vida de casado com um macho lindo.

— Amor, tô vendo outra academia pra gente ir. É um pouco mais cara, mas vale mais a pena.

— Meu dinheiro está quase no fim, amor. Não sei se consigo pagar outra academia. — falei.

— Já falei que posso pagar nossas coisas, Renan.

— Eu sei que pode, mas você ainda tem as contas do casamento cancelado e dessa mudança.

— Meu amor, o empréstimo que fiz pra mudança não vai me afetar tanto assim, e o seu nem vai ser o mês todo. Hoje já é dia 25. É que eu quero malhar com meu namorado. — ele fala com uma carinha de cachorro que caiu do caminhão da mudança.

— Tá bom, se isso te faz feliz.

— Faz, e muito. Vou arrumar tudo pra irmos à noite.

— Certo.

— Sua mãe ligou?

— Não, mas ela e minha irmã estão muito putas comigo.

— Quer que eu fale com elas?

— Melhor não, pelo menos por um tempo.

— Você que sabe, mas se precisar estamos juntos nessa.

— Eu sei. E as coisas com sua família?

— Pai falou que a Júlia concordou em fazer um acordo. Ela ficou com medo da cidade inteira ficar sabendo, já tem muita coisa sendo falada.

— Inacreditável como as pessoas são.

— Pois é. O pai vai vender a moto do Anderson e pegar uma grana que ele tem na conta pra pagar a indenização do acordo com a Júlia, mas a ordem de restrição vai continuar.

— Saiu barato pro Anderson, então.

— A pior parte é a mãe, que está com raiva da Júlia por ter ido à polícia. Segundo ela, o Anderson não é um criminoso, porque quem estaria errada é ela por ter procurado um cara mais novo.

— Como sua mãe consegue ser tão cega em relação ao Anderson?

— Não faço ideia, mas meu pai disse que as coisas vão mudar lá em casa e querem que eu volte.

— Você vai? — não consigo esconder meu receio.

— Não. Aqui você cuida de mim, e mesmo que não tivesse você eu já estou bem no meu canto.

— Espero que um dia sua família reflita sobre isso.

— No momento estou mais preocupado com sua mãe.

— Também estou.

Alisson fica comigo durante sua hora de almoço. Ficamos agarradinhos na cama, só namorando. Cada dia que passa sinto que nossa despedida se aproxima e isso dá um friozinho na barriga.

Quando ele voltou para o trabalho, aproveitei para mexer no computador. Depois que a roupa secou, tirei do varal e dobrei para guardar. Alisson mandou um lanche para mim à tarde e trocamos mensagens quando ele teve tempo entre um trabalho e outro. Acho que ele também sente que nosso tempo está acabando.

Sei que não será um fim definitivo, porém vamos demorar para nos vermos de novo. Pouco antes de ele chegar, Rayssa me ligou dizendo que conseguiu convencer minha mãe a esperar até o fim das férias, mas me adiantou que terei uma longa jornada quando chegar em casa.

Minha mãe não é homofóbica — pelo menos eu pensava que não —, mas quando acontece com um filho é diferente de quando acontece com o vizinho. Ela não se importa com os outros, porém comigo a história é outra. Enfim, ganhar alguns dias foi bom, mais tempo antes de ter que voltar para minha dura realidade.

À noite, Alisson chegou cedo. Nos arrumamos e fomos para a academia que ele comentou. Era mais cara, mas os equipamentos eram novos e o lugar mais chique. Fizemos nossa matrícula e Alisson me ajudou no treino. Tenho que admitir que ver Alisson levantando peso me fez criar gosto por academia: um gostoso malhando na sua frente e você podendo olhar à vontade… estou no céu.

No fim do treino já estou convencido de que essa academia é muito melhor que a outra. Alisson está mais animado. Em casa, jantamos o que sobrou do almoço, conversamos e convenci ele a tentar ser mais econômico — esse negócio de comer fora todo dia é complicado.

No final do dia, dá para dizer que tivemos um dia tranquilo. Isso até a madrugada, pelo menos. A mãe do Alisson pegou o Anderson comendo o John no quarto dele e passou mal de novo. Dessa vez desmaiou e tudo. Não sei os detalhes, mas o pai deles ligou desesperado pedindo ajuda e Alisson teve que ir. Afinal, mesmo sendo uma megera, ela ainda é mãe dele.

Nessa altura da situação, não nego a possibilidade de Anderson ter feito de propósito. Agora que perdeu a moto, gravar conteúdo com o John rende grana, mas ele ter escolhido a própria casa para isso só piora as coisas. De madrugada, Mônica me mandou mensagem dizendo que, por causa do escândalo na casa do Anderson, os vizinhos foram atrás de saber o que estava acontecendo e agora a cidade inteira sabe que ele estava comendo o John. A família do John surtou quando soube, e agora ela estava lá tentando segurar o irmão dele no quarto para a merda não ser pior. Sei que, se era atenção que Anderson queria, ele pode dizer que conseguiu.

Dia 26

Alisson chegou de madrugada. Foi como se todo o progresso que fizemos para melhorar seu ânimo tivesse saído em vão. Sua mãe teve um pico de pressão; no hospital, ela tomou remédio na veia e o médico disse que o coração dela precisa de repouso e que esses estresses são perigosos para ela e para a saúde.

Alisson está cansado, dá para ver na cara dele. Levanto e preparo um chá para ele. Quando saio do banho, sentamos na cozinha para ele tomar o chá e me contar o que aconteceu.

— Não sei mais o que passa na cabeça dele, sinceramente. Minha mãe pegou os dois no quarto, pior que ela normalmente não sobe lá.

— Amor, como ela tá?

— Deixei ela na casa dos meus avós, o pai achou melhor, porque aqui os vizinhos e amigos já estão todos comentando, e o dia nem amanheceu ainda.

— E seu pai?

— Tive uma conversa séria com ele. — Alisson toma um gole do chá. — Falei pra ele não me ligar mais pra resolver as merdas do Anderson. A mãe já sabe da gente e ficou o caminho todo dizendo que meu relacionamento com você é só pra tentar matar ela, enquanto o Anderson apronta as merdas dele.

— Não entendo sua mãe.

— Quem é que entende? Ela criou uma realidade e está vivendo em negação. Pra piorar, o pai fala que eu a decepcionei e por isso ela se recusa a aceitar que o Anderson também fez isso.

— Amor, desculpa colocar você nessa situação com sua família.

— Renan, você não tem culpa de nada. Já falei que antes de ficar com você eu estava vivendo no automático, não fazia nada do que queria.

— Queria poder fazer algo por você.

— Amor, cheguei em casa hoje e meu namorado tinha lavado minha roupa e feito almoço pra mim. Se você fizer mais um pouco, eu é que vou começar a achar que não te mereço. — beijo ele.

— Você sempre sabe o que dizer.

— Só falo a verdade. Pois é, falei pro meu pai que não dá mais pra sair correndo e largar tudo toda vez que o Anderson apronta. A mãe tem que ficar lá na casa da vó; se ela sair de lá é porque está procurando confusão. Enquanto não derem um jeito no Anderson, isso vai continuar, e eu tô cansado disso já.

— Vem, vamos pra cama, porque você trabalha amanhã cedo… aliás, daqui a pouco. Tem umas três horas de sono só.

Acordei junto com Alisson. Enquanto ele se arrumava para o trabalho, preparei o café da manhã dele para que não se atrasasse. Ele me deu um selinho e foi trabalhar. Meu namorado é o cara mais lindo e fofo do mundo.

Voltei a dormir depois que ele saiu, porque não tinha tanta coisa para fazer. Hoje já é dia 26; com hoje faltam cinco dias para eu ir embora. Quero ir à praia uma última vez com Alisson, mas não quero que ele gaste ainda mais. Esse mês ele já gastou tanto. Assim que levanto, vou cuidar de preparar o almoço para ele.

Mando mensagem avisando que estou cozinhando para ele não comprar comida. Pela manhã também recebo a visita da Mônica. Falei pra ela que estava na casa do Alisson e ela apareceu para fofocar. Claro que perguntei ao dono da casa antes se ele se importava; Alisson até ficou sentido com a pergunta, disse que a casa é minha tanto quanto dele.

— O que esses dois tinham na cabeça? — falei.

— A namorada do John terminou com ele e tudo. — disse Mônica, já me deixando a par das fofocas.

— Mas eles não tinham uma relação aberta?

— Pois é, só que Anderson e John estão sendo o assunto da cidade, e o povo aqui aumenta que é uma beleza.

— Cara, não consigo entender como o John, que sempre me pareceu ser um cara do bem, se meteu numa dessas.

— Amigo, tu não sabe as verdades que apareceram então.

— Que verdades?

— Depois que a notícia do Anderson comendo o John começou a correr por aí, surgiu uma lista dos héteros da cidade que já transaram com ele, uns por dinheiro e outros só pelo sexo mesmo.

— Como descobriram isso?

— John também tem um canal no Privacy, mas esse é mais secreto. Aí nesse canal tem vídeo com vários “boizinhos” da cidade. Inclusive, na festa em que a gente saiu foi a primeira vez que ele pegou o Anderson.

— Meu Deus…

— Tá passado, amigo. Sei que o John sumiu, o pai dele tá querendo dar uma surra nele e meu namorado… ou melhor, ex-namorado… tá dizendo que vai matar o irmão na porrada.

— Vocês terminaram? — falo surpreso.

— Ah, Renan, John pode ter sido um escroto do caralho, mas não dá pra passar pano pra homofóbico. Deus me livre viver o resto da minha vida com um cara que quer bater no próprio irmão só porque o cara fica com homens.

A parte mais complicada era que Anderson parecia que sairia dessa impune. Mesmo com a fama de comedor de viado, isso não era nada perto do prejuízo que ele causou na minha vida, na vida do irmão e das mulheres com quem ele se relacionou. Isso porque essa história dele respingou até na Júlia só por ela ter sido namorada dele.

Anderson era como uma bomba que, quando ativada, destruiu muitas pessoas. Por onde passou deixou seu rastro de desgraças, algumas merecidas — como foi o caso do John —, mas no meu caso fui um efeito colateral mesmo sem ter culpa, já que ele inventou mentiras ao meu respeito só por eu ter começado a questionar algumas de suas atitudes.

Aproveitei o almoço para colocar meu namorado por dentro das fofocas que descobri. Ele ficou tão chocado quanto eu, ainda mais por conhecer muitos nomes da lista. O assunto do momento na cidade está sendo o exposed dos casos de John; Alisson disse que já ouviu falar até em término de namoro por causa disso.

De repente, Anderson não era mais o foco: era só mais um entre muitos. Isso me fez questionar se o vazamento não foi coisa dele para tirar o dele da reta. O bicho é ardiloso o suficiente para isso.

É revoltante que Anderson consiga sair dessa assim. O pior é que expor ele é o mesmo que expor as minas com quem ele ficou. Mas uma hora, quem sabe, o momento dele pagar pelo que fez pode chegar. John sumiu até das redes sociais, desativou o Instagram e tudo. E pensar que tudo isso poderia ter sido evitado se não fossem as mentiras… Anderson arrumou tantos problemas que o castelo de cartas ruiu em cima dele. Tentou atingir o irmão a qualquer custo, chamar a atenção da família toda para quê? Só para ser pego dentro das próprias mentiras. Agora o pai não fala com ele, a mãe — a única que ainda o defende — está longe, e o irmão, que fez tudo por ele, não quer nem vê-lo pintado de ouro.

À tarde joguei um pouco no computador e aproveitei para tirar uma soneca, pôr meu sono em dia. Sonhei com Alisson, foi tão bom… No sonho caminhávamos na praia, pés descalços e de mãos dadas. Estávamos tão felizes, parecia que nenhum problema era importante o suficiente.

À noite ele chegou do trabalho, tomamos um banho juntos e fomos para a academia. Estou finalmente pegando gosto por malhar. Sei que já disse isso antes, mas é que até pouco tempo eu odiava isso e ainda não me acostumei com o fato de gostar agora. Faço minha série tranquilo. Percebo uma mina dando em cima do Alisson na cara dura, mas ele corta qualquer investida dela. Vamos ter uma relação à distância, vou precisar confiar nele e ele em mim para que isso dê certo, mas bem lá no fundo tenho medo da distância matar o que sentimos um pelo outro.

Depois da academia vamos tomar açaí em outro lugar também. Não queremos correr o risco de encontrar o Anderson. Quero evitar a fadiga e Alisson não quer ver o irmão de forma alguma. Esse outro lugar não é tão bom quanto o que gostamos de ir, porém dá pra comer. Passamos tanto tempo engolidos nessa confusão do Anderson que só agora nos damos conta de que nosso tempo juntos está cada vez menor.

— Você viaja dia 30? — ele pergunta.

— Sim, minha passagem é pra essa data.

— Sabe que vou sentir muita falta sua, né?

— Não mais do que eu.

— Loucura isso… mesmo sendo poucos dias parece que já estou com você há muito mais tempo.

— Também me sinto assim. — falei. — Alisson, queria, claro, se você pudesse, ir à praia antes de ir embora.

— Também estava pensando nisso. Podemos ir no fim de semana, posso até ver se aquele chalé em que ficamos pela primeira vez está disponível.

— Seria perfeito, mas não vai sair muito caro?

— Renan, você já fez muita coisa que eu queria fazer. Agora é minha vez de fazer as coisas que você quer.

Dia 27

Acordamos bem cedo para chegarmos lá antes do almoço. Tomamos café em casa mesmo; antes das sete já estávamos na estrada. Levamos pouca coisa, já que só ficaríamos até domingo depois do almoço. Alisson deixou o pai avisado de que estava saindo da cidade e que só ligasse em caso de vida ou morte, já que seus pais agora tinham o hábito de ligar sempre que acontecia alguma crise.

Passamos no posto apenas para abastecer a moto e seguimos direto para a pousada. Por sorte, ficamos no mesmo chalé da última vez, as memórias ainda frescas em minha mente. Como chegamos antes do almoço, aproveitei para tomar um banho de piscina. Vesti meu calção e Alisson veio atrás de mim. Ele pulou na água comigo. A piscina estava fria, o sol brilhava forte no céu. Tudo parecia perfeito.

— Sabe o que essa piscina me lembra? — ele disse, me puxando para os braços.

— O quê? — perguntei, me fazendo de difícil.

Alisson começou a beijar meu pescoço, nossos corpos colados, pele contra pele. Senti seu pau duro roçar na minha coxa, o meu não estava diferente. Quando percebeu minha excitação, passou a se esfregar em mim com mais força, enquanto me beijava de um jeito tão intenso que me tirava o ar. Prendi-o em um abraço apertado e retribuí o beijo com o mesmo fogo.

— Você é muito gostoso, Renan.

— Você que é.

— Como vou ficar sem você por tanto tempo?

— Nem fui ainda e já estou com saudade — murmurei, beijando seu pescoço.

Subi em seu colo. Ele segurou minhas pernas, me levou até a beira da piscina e voltou a me beijar. Perdi a noção do tempo com a boca dele na minha, desejando que aquele momento nunca acabasse. Ficamos assim até a fome apertar e termos de sair para procurar algo para comer. Alisson sugeriu uma churrascaria perto dali.

Depois do almoço, o sono veio pesado, mas eu não queria perder um minuto sequer. Mesmo assim, ele me carregou até o quarto nos braços, bancando o romântico.

— Estamos casados agora? — brinquei.

— Um dia seremos. Mas você adora dormir depois do almoço, então estou te colocando na cama.

— Não vou dormir no nosso dia de curtir.

— Só um pouco… vou pôr o despertador para não perdermos o dia todo.

Dormimos de conchinha no quarto escuro, com o ar-condicionado soprando frio. Foi um dos melhores cochilos da minha vida. Acordar com os beijos de Alisson foi um presente. Me senti renovado, pronto para mais.

Na praia, passamos protetor um no corpo do outro, escolhemos uma barraca perto do mar e pedimos água de coco e batata frita. Tudo estava perfeito, até o telefone dele tocar.

— O que foi agora, Carolina… — murmurou, irritado.

Ele respondeu e, pela conversa, percebi o quanto aquilo ainda o machucava. Quando desligou, me contou da viagem para a Grécia, da audácia dela em querer ir com o próprio amante usando o dinheiro que era deles.

— Esse passeio é nosso — falei, segurando sua mão. — Vamos pensar só na gente.

Ele sorriu, aliviado, e finalmente bloqueou o número dela.

Ficamos até o sol se pôr, caminhando de mãos dadas, fazendo planos para outubro, para as próximas férias, para um futuro que parecia cada vez mais real. Pela primeira vez, a despedida do dia 30 não me soava como fim, mas como começo.

Voltamos para o chalé quando a noite caiu. E ali, no silêncio do quarto, tudo o que eu queria era ele.

Beijei sua boca devagar e comecei a tirar sua roupa sem pressa, como se cada gesto fosse uma promessa. Alisson não perguntou nada, apenas se deixou conduzir. Logo estava nu diante de mim, o pau rígido, o corpo perfeito como se tivesse sido esculpido.

Beijei sua boca, seu pescoço, seu peito, descendo lentamente até sua barriga… até alcançar seu membro duro. Tomei-o na boca com vontade, sentindo o peso quente sobre minha língua. Ele segurou meu cabelo e passou a me guiar com movimentos lentos, gemendo baixo.

Chupei com calma e malícia, brincando com suas bolas, me lambuzando com seu pré-gozo, provando cada gota como se fosse um vício.

O deitei na cama e subi em pé sobre ela. Tirei minha roupa devagar, provocando. Ele me observava com um sorriso faminto, mãos atrás da cabeça, contemplando o corpo que agora era só dele. Deitei sobre ele e voltei a mamar, oferecendo-me inteiro.

Alisson entendeu o convite.

Desceu a boca até meu cuzinho e me abriu com a língua quente, lenta, deliciosa. Meu corpo inteiro se arrepiou. Eu gemia baixo, perdido no prazer.

Quando não aguentei mais esperar, montei sobre ele. Guiei seu pau até minha entrada e sentei de uma vez. A dor veio rápida, misturada ao prazer. Ele gemeu forte, segurando minha cintura, enquanto eu subia e descia, primeiro devagar, depois cada vez mais intenso.

Mudamos de posição. Deitei de bruços e ele veio por cima, entrando fundo, me tomando inteiro. Meu gemido se perdeu no quarto. Ele segurava minha mão, respirando no meu pescoço, o corpo tremendo de desejo.

Quando gozou dentro de mim, senti seus jatos quentes me preencherem. Meu corpo respondeu sozinho, gozei sem nem me tocar, tomado por uma onda de prazer que me deixou sem forças.

Ficamos deitados em silêncio, suados, respirando devagar. Depois do banho, voltamos para a cama, nos aninhamos um no outro e pedimos lanche. Colocamos um filme qualquer, mas passamos mais tempo nos beijando do que assistindo.

Assim terminou nossa última noite de férias na praia.

Com os celulares desligados.

Só ele e eu.

No nosso quarto.

Nos amando.

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