“Olá, meu nome é Andréa, sou professora do ensino médio em uma escola particular de Aracaju. Tenho 37 anos e me descobri lésbica depois de que me separei do meu ex em uma balada que começou deprimente, o nome da garota nem lembro o nome, mas provavalemtente tinha uns 20 anos. Foi no estacionamento da balada, uma desconhecida que nem sabia seu nome. A garota me fez ter mais prazer que em anos de casada, com uma garota 17 anos mais nova que eu, a idade da Marina, minha filha. Nos primeiros dias fiquei muito estranha depois do ocorrido, demorei um pouco a me aceitar, mesmo que tivesse só guardando para mim. “
“Oi, me chamo Victoria, sou muito tímida e xingo pra caralho quando fico nervosa. Isso é de família. Dizem que é coisa de gente nerd — ou não —, mas a verdade é que eu sou bem nerd mesmo. Sempre fui jogadora de RPG e curto muito a cultura oriental, chegando, em várias ocasiões, a me fantasiar de cosplay.
Acho que por isso nunca me interessei por ninguém, até o dia que a professora Andréa entrou na minha sala pela primeira vez. Ela é simplesmente o ser mais belo que já vi pessoalmente. Cabelos castanhos até a altura da cintura, olhos com traços leve orientais, um narizinhos empinado, sua boca, nossa, tudo isso em uma roupa social, terninho e um calça que mostrava seu quadril um pouco largo, o que destacava sua bunda. — Mas o que está acontecendo comigo —, estava sentada na minha cadeira de sempre, por um momento fiquei sem ar. — Eu sou lésbica? Não, eu sempre me considerei assexuada. Puta que pariu, e logo com minha professora novata?”
“Dois meses depois da minha primeira experiência com uma mulher eu ainda me sentia diferente. Cheguei a pensar que poderia ter sido apenas uma experiência isolada, talvez influenciada pela bebida. Até que fui trabalhar em uma nova escola, substituindo um professor de matemática que havia se aposentado.
Minha primeira aula foi com uma turma do ensino médio. Entrar em uma sala nova sempre foi complicado, ainda mais no meio do ano letivo, mas nada.
Quando entrei na sala, os alunos já sabiam que eu era a nova professora. Eles haviam feito uma festa de despedida para o antigo professor, que era muito querido.
— Olá a todos, meu nome é Andrea. Vou ser a nova professora de Matemática.
Um silêncio tomou conta da sala. Olhei em volta, observando cada um dos alunos.
Até que a vi, uma bela jovem, o rosto dela era delicado. Os olhos verdes, a pele clara realçava a leveza de suas feições, enquanto o nariz pequeno e bem definido mantinha o equilíbrio do conjunto. Os lábios, discretos e naturalmente delineados. O cabelo curto emoldurava o rosto, um corpo esguio jovem, com a farda do colégio e tênis surrados, ela poderia ser só mais uma aluna, porém a garota por um instante bugou meu cérebro. Lembrava uma fada, nossos olhos se cruzavam por segundos a mais que deveria. — Que bela jovem — Pensei.
Para quebrar o gelo da aula, resolvi pedir que os alunos se apresentassem um a um, para que eu pudesse conhecê-los melhor. Assim foi feito: alguns eram mais tímidos, outros mais extrovertidos. Até chegar nela...”
“Caralho por que estou tão nervosa. — Não xinga porra! — Pensei.
— Olá, meu nome é Victoria… O pessoal me chamam de Vic.
Enquanto eu falava, eu fazia contato visual com ela constantemente, por um momento pensei que ela olhava diretamente para minha boca, eu estava muito agitada, falar em público fazia isso, e seus olhos em mim não ajudava em nada. E soltei algo que nem fez sentido ao contexto.
— Gosto de fazer Cosplay… — A sala inteira deu gargalhadas. Acho que fiquei vermelha como pimentão.
— Calem a boca Porra!!! — Falei já irritada. Olhei espantada para a professora. —Que foi que fiz? — Pensei.
— Desculpa professora, não foi minha intenção. — Ela deu um leve sorriso para mim, com cara de surpresa.
— Tudo bem Vic, você parece estar nervosa. Eu ficava nervosa com sua idade em falar em público. Mas cuidado com a boca.
— E todos, rir da amiga não é legal, por nenhum motivo. Pode sentar Vic.
Me sentei ainda envergonhada, tinha acabado de falar do meu hobby que só alguns amigos sabiam. Xinguei pra todo mundo ouvir e na frente da professora. Puta merda eu estava a fim da minha professora, estou fodida.
Os alunos continuavam a se apresentar, porém em vários momentos nossos olhares se cruzavam.”
“— Calem a boca Porra!!! — Eu não esperava aquilo, aquela doce menina tinha um vocabulário bem chulo. Mas ouvir um xingamento daquele na boca dela não me espantou só me deixou mais interessada. Ela tinha muito personalidade.
Acalmei os alunos que riam da Vic, e seguimos com as apresentações e aula, o assunto deixado pelo professor foi Progressões aritméticas.
Em vários momentos, nossos olhares se cruzavam por mais tempo do que deveriam. A princípio, pensei que estivesse apenas impressionada com sua beleza e com a forma como falava. Eu sei que meus alunos xingam, mas, sei lá, saindo dela era diferente. Em nenhum momento durante esse dia tinha passado em minha cabeça de eu estar afim dela, até porque era minha aluna.
Quantas as aulas acabaram fui para minha casa, Marina como sempre me perguntavam como foi meu dia. Contei tudo omitindo é claro, meus olhares para Vic.
Durante a hora de dormir que foi estranho, não conseguia dormir direito pensando nela, e quando a conhecia, sonhava com ela. Sonhos eróticos…
Uma névoa branca e clara quase cobria ela, Vic estava linda com um vestido que mais lembrava um baby doll, era transparente que dava para ver as aréolas do seios, que no meu sonho parecia maiores que eram. No meu sonho ela estava com uma minúscula calcinha fio dental. Ela sentou lentamente no meu colo, até então sem falar nada, com movimentos sensuais mexia seu quadril suavemente, minha mão foi em sua fina cintura, mesmo sendo sonho consegui sentir a textura de sua pele branca. Ela chegando bem perto do meu ouvido falou — Me fode caralho! — TRIM! TRIM! TRIM!
O meu despertador soou me tirando do meu sonho melado, e não era só o sonho. Acordei molhada, meu baby doll um shortinho confortável estava totalmente úmido na parte da virilha. Meus seios estavam sensíveis. Fiquei dez minutos olhando para o teto. — Você só deve estar ficando louca Andréa.”
“Quando cheguei em casa jantei com meus pais, minha mente ainda estava na sala de aula de matemática. Eu só conseguia pensar nela, depois do jantar fui para meu quarto, pesquisei seu nome no Insta para ver se encontrava sua conta e nada. Fui no facebook, na verdade nem tinha conta, tive que criar uma. Com um pouco de dificuldade consegui achar indo para o face de sua antiga escola. Porém minha decepção foi que tinha poucas postagem, a única foto mais ousada era ela com um vestido florido com um generoso decote. Um detalhe que me deixou alegre foi seu status de solteira. — Caralho! Eu só posso ser lésbica. — Fiquei um tempo olhando para foto. Imaginei várias vezes me perdendo em sua boca. Fiquei excitada. Durante quatro anos me considerava uma pessoa assexuada, estava ali toda molhada pela minha professora. Coloquei minha mão em minha boceta. — Peste! Tá molhada pra caralho! — Foi então que me masturbei pela primeira vez, o tesão estava a mil. E não precisei de muito, meu celular em minha mão com a sua foto e minha mão dentro da calcinha, fez eu ter meu primeiro orgasmo da vida. Mordi os lábios para não gritar, quando tirei meus dedos eles estavam úmidos, minha respiração ainda ofegante. Fiz esse ritual umas três vezes durante a noite, sempre pensando nela.
Acordei com as batidas na minha porta. — Vic, acorda nove horas! — Minha mãe na porta me chamava para as obrigações de casa. Minha cara estava um trapo, pensei que era só um sonho, até ver minha calcinha que usei durante a noite no cesto de roupa, tinha trocado durante a noite.”
“Minha próxima aula com Vic só seria amanhã, mesmo assim cruzei com ela algumas vezes nos corredores. Nossos olhares falavam tudo, mesmo sem as palavras. Alguns momentos quando olhava para trás ela estava olhando para mim, o flerte ela nítido. Eu geralmente não agia dessa forma principalmente para um aluno meu. Estavam entrando em um jogo muito perigoso que se desse merda, eu seria a mais prejudicada, ainda poderia traumatizar uma jovem. Mas não conseguia evitar. Em um desses momentos, estava indo em direção à minha sala. Os corredores estavam vazios porque os alunos já estavam em suas salas. Nos cruzamos frente a frente no corredor.
— Oi Vic, não era para estar na aula? — Perguntei.
— Sim, é que a diretora me chamou para falar sobre a mentoria. — Percebi que ela ficou vermelha ao falar comigo.
— Tudo bem, vai para sala. — Lembrei do sonho e também devo ter ficado vermelha. Ela foi em direção a sala, nossas mãos se tocaram de leve, sem querer, ou não. Só esse toque me deu uma sensação gostosa lá embaixo. Antes de entrar na sala, ela parou e olhou para mim, aquele olhar de cumplicidade. Ela disse algo inaudível, que não consegui entender, mas parecia um —Eu te amo! — Fiquei estática por alguns segundos.”
“Eu estava agitada, em vários momentos achava que ela estava lendo meus pensamentos, nunca me senti tão exposta. Nunca me senti tão obcecada por alguém. Meio que criei diversas situações para que possamos nos encontrar. Uma dessas situações criada por mim aconteceu em um corredor. Sabia que a próxima turma dela seria a do primeiro ano B. Esperei até ela entrar no corredor, eu queria pelo menos ter um contato com ela.
— Oi Vic, não era para estar na aula? — Perguntou.
— Sim, é que a diretora me chamou para falar sobre a mentoria. — Menti na cara dura.
Seu perfume me deixava entorpecida, minha vontade era beijá-la, mas sabia que era loucura. Ela tão perto de mim, fazia minha mente entrar em parafusos. — Seja o que for não xinga! — Pensei.
— Tudo bem, vai para sala. — Fui em direção a minha sala que meu professor de Português já devia estar lá. Toquei em sua mão de leve, sentindo um choque gostoso. Meu coração quase saiu da boca. Olhei para o lado ela ainda estava lá parado, me esperando entrar na sala.
— Eu te amo! — Sussei. Puta que pariu na mesma hora me arrependi do que falei. Ela vai achar que sou uma tola apaixonada pela professora. Passei o resto das aulas me culpando pelo que falei. Sai sem vê-la novamente. Precisa organizar os meus pensamentos e a presença dela não ajudava em nada “
Continua…