O Garoto Rosa – Parte 4: O Peso da masculinidade

Da série Nick
Um conto erótico de Nick
Categoria: Trans
Contém 2528 palavras
Data: 26/01/2026 05:39:31

O trajeto até o prédio do Caio foi curto, mas cada passo parecia carregar o peso de uma hora. Caminhávamos de mãos dadas pelas ruas próximas à Federal, e eu sentia a presença dele como uma massa gravitacional. Em certo momento, enquanto esperávamos o sinaleiro fechar, Caio se posicionou atrás de mim e me envolveu em um abraço protetor. Senti o calor do peito dele contra as minhas costas e algo rígido pressionando levemente o meu quadril através do moletom; um arrepio percorreu minha espinha, confirmando que a tensão era mútua. O toque do jeans da jaqueta dele contra o tecido macio do meu conjunto bege era um choque elétrico constante. Eu estava em silêncio, mergulhado em um turbilhão de pensamentos. Por que eu estava indo tão fácil? Eu, que sempre gostei de ser o maestro da sedução, agora me sentia como um instrumento prestes a ser tocado. Eu me perguntava se seria apenas o passivo naquela tarde ou se aquele gigante moreno teria curiosidade de sentir o que eu, o garoto branquinho fofo, poderia oferecer de volta.

O prédio era um daqueles exemplares antigos de Curitiba, com pé-direito alto e escadarias de madeira que rangiam sob nossos pés, mas muito bem conservado. Não havia a bagunça típica de repúblicas de calouros; o ar ali era mais maduro, mais denso. Quando ele girou a chave da porta do apartamento e me deu passagem, o cheiro de café e algo amadeirado me atingiu de imediato. Ele não parou na sala; foi direto para o final do corredor, indicando o quarto dele com um aceno de cabeça.

No segundo antes da porta se fechar atrás de nós, meus olhos escanearam o santuário do Caio. O quarto era consideravelmente maior que a minha suíte na república, banhado por uma luz âmbar que vinha de um abajur de metal sobre uma escrivaninha de madeira pesada, entulhada de cadernos e roteiros. No chão, em vez de uma estrutura de cama comum, havia um colchão grosso, convidativo, coberto por um edredom escuro. As paredes eram a alma do lugar: alguns instrumentos — um baixo e um violão — estavam pendurados como troféus, dividindo espaço com pôsteres emoldurados. Vi a imagem icônica do Exterminador do Futuro e, logo ao lado, um pôster clássico de Over the Top — o "Falcão - O Campeão dos Campeões". Aquele clima de força e testosterona retrô contrastava com a delicadeza do meu moletom bege.

O clique da fechadura ecoou no quarto, e por um milésimo de segundo, o rosto de Martina invadiu minha mente. Lembrei da audácia dela no beco, da força com que ela me prensou e de como aquela loirinha gata tinha me dominado com uma facilidade assustadora. Eu me perguntei, num lampejo de lucidez, o que diabos estava acontecendo comigo. Como é que o pessoal da capital me devorava tão fácil? Eu saí do interior achando que era o dono do jogo, mas a verdade estava ali, batendo no meu peito: aquela era a segunda pessoa da capital em dois dias que me levava para onde queria sem que eu desse um pio de resistência. Na verdade, eu estava adorando ser a presa.

Mas assim que a porta se firmou no batente, a imagem de Martina se dissolveu no ar como fumaça. Ali, naquela luz âmbar, eu só conseguia ver o Caio. Olhei para cima, sentindo o pescoço esticar para alcançar o rosto dele, e a sensação de ser pequeno diante de tamanha força me causou um frio no estômago que não tinha nada de medo, e sim de uma vontade bizarra de ser desfeito por ele. Caio fechou a porta e o clique da fechadura ecoou como um sinal de que o mundo lá fora não tinha mais jurisdição ali. Ele jogou a mochila em um canto e se virou para mim, ocupando o espaço com aquela altura de 1,90 m que me obrigava a inclinar o pescoço.

A tensão elétrica que começou na sala dos alunos agora era um incêndio controlado. Ele deu um passo que me obrigou a recuar até que as minhas pernas tocassem a beirada do colchão grosso no chão. O contraste era total: o meu conjunto de moletom bege, macio e inocente, contra a jaqueta jeans bruta dele.

— Onde foi parar aquele Nick petulante da sala de café? — ele perguntou, a voz saindo tão grave e relaxada que pareceu acariciar minha pele por baixo do tecido.

Eu não respondi apenas com palavras. Sustentei o olhar castanho dele e, ignorando qualquer rastro de hesitação, fui em direção àquela boca hipnotizante para beijá-lo. Eu era o "menininho" dele agora, e o brilho do meu desejo estava estampado na forma como me entregava ao próximo movimento do campeão que estava prestes a me vencer.

Caímos na cama nos beijando, já brigando com as roupas para tirá-las. Eu fui o primeiro a sacar a camisa dele; aquele peito moreno, duro de malhado, surgiu na minha frente como uma parede. Era blocado, cada músculo desenvolvido no volume certo, como uma estátua grega. Logo depois foi a minha vez de perder a proteção do moletom; Caio arrancou a minha camiseta, jogando-a de lado e passando as mãos pelos meus peitinhos retos, delicados e sem músculos. Senti a barba levemente por fazer roçando na minha pele antes da língua dele molhá-los e sua boca sugá-los com força. Soltei um gemido e caí desmontado com ele por cima de mim. Mesmo que eu quisesse, aquela montanha de músculos não me deixaria mais mexer; ele me devorava, e a minha sensibilidade alta estava me deixando doido. O safado sabia exatamente o que estava fazendo.

Enquanto me usava, ele se livrou da calça com uma calma irritante. Quando ficou de joelhos, com a minha perna entre as dele, eu já estava com um tesão absurdo. Vi a boxer preta marcando a rola que já apontava com a cabecinha molhada. Não aguentei: me joguei para cima dele e arranquei aquela cueca como se fosse devorá-lo. Ali estava: uma rola morena de cabeça rosada, com veias pulsantes e cerca de 17 cm. Era um pouco menor que a minha, mas muito mais grossa. Olhei para ele com carinha de sapeca e, sem desviar o olhar, comecei a dar leves beijinhos na cabeça do pênis.

Vi o Caio revirar os olhos quando comecei a engolir. Saboreei cada milímetro daquela cabeça, descendo pela base até alcançar o saco grande e inchado. Resolvi experimentar a "costurinha" dele com a língua e o vi delirar; a visão dele gemendo era deliciosa. Voltei subindo, lambendo tudo, até começar a engolir centímetro por centímetro. Com um pouco de prática, consegui colocar inteiro, sentindo os pentelhos da última raspada dele contra o meu rosto. Olhei para cima e ele parecia hipnotizado pela minha boca. Fiz o vai e vem sob o olhar dele até que ele me puxou pelo cabelo, me jogando de costas na cama enquanto eu buscava o ar.

— Gatinho, se continuar eu vou gozar... vira essa bundinha para mim — ele ordenou.

Eu obedeci na hora. Virei, dei uma leve empinada e senti ele tirar minha calça junto com a tanguinha vermelha que eu tinha escolhido para aquele dia. Logo depois, a língua quente dele me invadiu. Eu estava ali, de bundinha empinada, implorando por mais.

— Me come... quero essa rola dentro de mim, por favor — eu gemia, enquanto ele aumentava a intensidade das linguadas e depois dos dedos, me levando ao delírio.

De repente, ele parou. Olhei por cima do ombro e a visão era perfeita: o Caio estava de pé contra a luz do abajur, a silhueta gigante realçando o pau moreno e latejante que apontava direto para o teto. Ele segurava um frasco de K-Med Hot vermelho enquanto vestia uma camisinha com uma cara de safado que dizia que ele não teria piedade. O contraste do gel quente com a pele sensível me fez dar um solavanco. Ele se posicionou, uma mão firme me prendendo pelo quadril, e começou a empurrar. Senti a cabeça rosada me abrindo, as veias da rola dele raspando nas minhas paredes conforme o corpo grosso entrava centímetro por centímetro. Meus olhos lacrimejaram com a pressão, parecia que eu ia rasgar, mas o preenchimento era tão absoluto que eu só conseguia empinar mais. Ele parou quando chegou ao fundo, o peito malhado colado nas minhas costas, esperando o meu corpo de menininho entender que agora pertencia a ele.

Fiquei ali quietinho por alguns minutos, sentindo cada milímetro das paredes do meu corpo se moldarem àquela rola morena e grossa. O preenchimento era tão absoluto que eu sentia o pulso do coração dele batendo dentro de mim. Devagar, comecei a rebolar, um movimento circular e preguiçoso, sentindo a cabeça dele raspar em pontos que me faziam perder o fôlego. O K-Med Hot começou a agir; o calor no meu rabo não era apenas físico, era um fogo que parecia subir pela coluna e incendiar meu cérebro. Soltei um gemido manhoso, um sinal verde que o Caio não desperdiçou. Ele segurou meu quadril com aquelas mãos de raquete e iniciou um vai e vem potente. O som do quarto agora era o barulho úmido do lubrificante e a minha raba batendo com força contra a cintura dele, um estalo seco que marcava o ritmo daquela dança bruta.

Apertei os dedos no colchão, afundando a cara no travesseiro para abafar os gritos enquanto ele me socava com uma força que fazia o colchão ranger. Senti o choque vindo lá de dentro, uma pressão que subiu até eu explodir. Gozei sem as mãos, jatos brancos sujando o edredom escuro dele enquanto eu uivava, o corpo todo tremendo. Caio não parou; ele acelerou ainda mais durante o meu orgasmo, me usando como um boneco. Senti quando o pau dele inchou, a camisinha chegando ao limite enquanto ele despejava seis, sete jatos quentes e pesados dentro de mim. Ele batia seco, o peito suado colado nas minhas costas, até que o último espasmo o fez desabar por cima do meu corpo de menininho.

Após a primeira gozada, ele tirou o pau devagar, um som de sucção que me deixou arrepiado. Virei para ele, ainda ofegante, e o vi deitado, o suor escorrendo pela testa e brilhando no peito malhado. Tirei a camisinha dele com um nó, mas o tesão não tinha ido embora; apenas tinha mudado de forma.

— Tem mais uma? Vamos precisar — provoquei, olhando fixamente nos olhos castanhos dele.

Ele se esticou para buscar outra no chão, e eu não perdi a chance de admirar aquele corpo de modelo de filme de ação. Quando ele ia vestir a proteção, eu a tirei de sua mão. Abri o pacote e, com um olhar de puro deboche sapeca, vesti a camisinha na rola dele usando apenas a minha boca e língua, sentindo o latejar do pênis dele contra o meu céu da boca. Caio soltou um palavrão baixo, surpreso com a audácia do garoto do interior. Passei mais lubrificante e o empurrei para trás. Agora, o palco era meu.

Fiquei por cima, apontei minha bunda para aquele mastro e fui descendo centímetro por centímetro. Como já estava tudo muito dilatado e quente, ele escorregou para dentro como se aquele lugar sempre tivesse pertencido a ele. Sentei com tudo, sentindo a base dele bater no meu fundo. Comecei a rebolar com autoridade, dominando o ritmo, enquanto via o rosto do Caio se transformar. Ele estava entregue. A voz dele, geralmente tão calma, agora saía em gemidos grossos, quase roucos, toda vez que eu girava o quadril com mais força. Ele me olhava com uma cara de safado, um sorriso de canto que dizia que ele estava amando ser dominado pelo seu "branquinho fofo".

O suor dele começou a se misturar ao meu enquanto eu cavalgava. Senti a mão morena e pesada dele subir e agarrar o meu pênis, contrastando com a minha pele clara e a cabeça rosada que já chorava de tesão. Ele começou a me bater uma punheta rápida, sincronizada com as minhas sentadas. Eu via o peito dele subir e descer, os músculos do abdômen travados. O prazer era tanto que eu já não sabia onde eu começava e onde ele terminava. Gozei pela segunda vez, jatos fortes que sujaram toda a barriga dele, e no meio do meu delírio, ele me virou com uma agilidade absurda.

Fiquei de frango assado, minhas pernas jogadas sobre os ombros dele. O Caio agora era pura força bruta; ele bombava fundo, sem piedade, enquanto voltava a estimular meu pau com uma mão e a outra apertava meu pescoço de leve. O ritmo era frenético. Eu via as veias no pescoço dele saltarem enquanto ele gemia o meu nome entre dentes. O terceiro orgasmo veio como uma explosão nuclear. Senti a rola dele inchar e pulsar dentro de mim, e na primeira descarga do gozo dele, minha visão escureceu. Meus sentidos sumiram por segundos enquanto meu corpo amolecia completamente sob o peso daquela montanha de músculos. Quando voltamos à realidade, estávamos jogados, grudados pelo suor e pelo sêmen, mergulhados no silêncio sagrado de quem acabou de ser devorado e renascer.

Acordei algumas horas depois, com a luz do quarto já tingida pelo laranja melancólico do fim de tarde. O corpo pesava, um cansaço denso e satisfatório que parecia ter transformado meus ossos em chumbo. Olhei para o lado e vi o Caio ainda apagado, a respiração calma, parecendo muito menos intimidador enquanto dormia. Levantei devagar, sentindo cada músculo que ele havia trabalhado, e fui para o banho. A água quente escorrendo pelas minhas costas trazia de volta as sensações da tarde; eu ainda conseguia sentir o preenchimento dele, o calor do K-Med e o peso dos seus braços. Estávamos destruídos, no melhor sentido da palavra.

Saí do banho e comecei a me vestir, colocando o moletom bege que agora parecia carregar o perfume amadeirado do quarto dele. Caio despertou e foi para o chuveiro logo em seguida. Quando ele saiu, ainda nu, secando o cabelo com uma toalha e exibindo toda aquela anatomia imponente que me fez suspirar, não resisti: passei por ele e dei um tapinha estalado naquela bunda morena e firme.

— Me leva até a porta, gigante. Preciso ir antes que eu resolva ficar aqui para sempre — brinquei, vendo-o sorrir com aquele jeito relaxado de sempre.

Ele me acompanhou até a saída, me deu um beijo de despedida que ainda carregava o gosto da tarde e fechou a porta. Enquanto eu descia as escadas do prédio antigo e ganhava a rua, o ar fresco da noite de Curitiba bateu no meu rosto, me trazendo de volta à realidade. Peguei o celular e vi as notificações acumuladas. Martina.

O rosto dela voltou a ocupar meus pensamentos com uma força absurda. Eu tinha amado cada segundo com o Caio, a entrega, o peso, o domínio... mas, estranhamente, o prazer daquela tarde só tinha alimentado um desejo ainda maior de repetir a dose com ela. Eu queria a força do Caio, mas também desejava a urgência elétrica daquela loirinha gata me prensando contra a parede. A capital estava me transformando em um poço sem fundo de desejo, e eu mal podia esperar para ver quem seria o próximo a me levar ao limite.

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Foto de perfil de Sayuri MendesSayuri MendesContos: 60Seguidores: 64Seguindo: 4Mensagem uma pessoa hoje sem genero, estou terminando medicina e resolvi contar a minha vida e como cheguei aqui, me tornei que sou depois de minhas experiencias, um ser simplismente inrrotulavel

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