Durante esse capítulo, eu irei tentar colocar nas próximas linhas e páginas tudo o que li no diário, vou me concentrar nos pontos principais, que são as transas, as traições, não vai ser fácil, tenho certeza que irá doer muito e que será um grande desafio, mas é uma coisa que preciso fazer, estar escrevendo esse relato é uma forma de desabafo, o terapeuta me explicou que isso iria externalizar a dor, tirar de dentro do peito mas acredito que consiga transmitir tudo.
Vamos lá...
Eu tinha uma leve desconfiança do que poderia encontrar, estava com medo, muito medo, tinha certeza que o que iria encontrar ali iria mudar tudo o que eu achava que tinha sido meu casamento.
Nas primeiras páginas, não encontrei nenhuma surpresa, ela contou sobre sua adolescência, de quando nos conhecemos, do início do namoro, ela narrava que a surpresa de como se sentiu perto de mim, que se sentiu absolutamente encantada e apaixonada, desde a noite que nos conhecemos.
Contou do início do namoro, da nossa primeira vez, do medo que sentia de se entregar, que já tinha tido oportunidade de ter transado, mas não tinha tido segurança, mas comigo o sentimento era diferente, ela tinha certeza que era muito amor, sentiu um pouco de medo, mas que tinha sido muito melhor do que imaginava, que se sentia a mulher mais feliz do mundo, mas logo chegou à descoberta da gravidez, o desespero inicial, do medo da reação dos pais, das irmãs e do irmão, se sentiu acolhida pelas irmãs, a mãe nem um pouco, o pai foi compreensivo, contou sobre a surpresa de como a defendi do irmão.
Ela escreveu sobre todos nossos desafios, de como juntos lutamos para um futuro melhor para nossa família que estava começando.
Mas as surpresas começaram quando ela contou sobre a faculdade, ali naqueles pequenos parágrafos, ela já demonstrava a curiosidade pelo diferente, por experimentar outro ou outros homens
Em algumas linhas ela contou sobre o curso, do grande desafio que foi estudar grávida e após o nascimento de nossa filha, a dificuldade de conciliar o trabalho, a vida de mãe, dona de casa e estudante.
Mas ali nas primeiras linhas começou a mostrar um pouco sobre seu “caráter duvidoso” e as leves mudanças na forma de ver a vida de casada.
Ela não me traiu na faculdade, não por falta de oportunidades e até um pouco de vontade de experimentar algo novo e diferente, contou sobre as poucas festas que foi com as amigas e que algumas queriam que ela ficasse com algum garoto, contou que infelizmente sentiu vontade, mas ao mesmo tempo sabia que aquilo era muito errado, que me amava muito e não prosseguiu com os planos das amigas, falava que tinha sido o certo a se fazer, afinal me amava muito e com isso se afastou das meninas.
Estava tudo indo bem na sua história, mas!!!!
Sempre tem um mas na vida da gente.
Tudo começou a mudar com a primeira viagem dela para Palmas, quando ela foi com a mãe para ajudar com os gêmeos de minha cunhadaMarcela:
Quando cheguei em Palmas junto com minha mãe para ajudar minha irmã com os gêmeos, fiquei levemente assustada com o padrão de vida dela e de seus cunhados, eu sabia que tinham dinheiro, mas não tinha ideia de como viviam.
A casa da minha irmã era maravilhosa, um grande sobrado, com piscina, um quintal grande com um jardim muito lindo. Eu fiquei meio perdida, minha irmã e seu marido eram muito simples no trato do dia a dia, mas gostavam de conforto e aproveitavam bem o que o dinheiro poderia proporcionar a eles.
O deslumbramento que eu sentia, aumentou ainda mais quando conheci os cunhados e sobrinhos da minha irmã.
A menina era muito legal, super extrovertida e muito linda, mas o menino, era mais lindo ainda, super simpático, ele tinha na época 19 ou 20 anos, mas não aparentava a idade que tinha, era alto, corpo definido devido a academia, que dizia que frequentava pelo menos três vezes por semana.
Ele exalava confiança, a sua presença era notada naturalmente, ele sem fazer nada atraia toda a atenção do ambiente para ele.
Ele mexeu comigo de uma forma que não sei explicar, só dele conversar comigo, eu me sentia muito excitada, nunca tinha sentido aquilo por nenhum homem, nem mesmo pelo meu marido, parecia que se ele estalasse os dedos eu iria para cama com ele no mesmo momento.
Fiquei poucos dias, e não aconteceu nada demais, ele e sua irmã me levaram para passear e conhecer alguns pontos turísticos da cidade, nesses passeios aconteceram leves toques de mãos, cada vez que ele encostava em mim parecia que eu levava um choque.
Ele foi muito respeitoso comigo, não me cantou, somente se insinuou um pouco, ficou bem evidente que nós dois nos sentimos muito atraídos um pelo outro.
Nessa viagem eu percebi que não iria conseguir ser fiel ao meu marido por muito tempo, infelizmente sabia que a qualquer momento e de certa forma, com o homem certo eu iria me entregar, eu sentia muita curiosidade e vontade de transar com outro homem, me arrependia muito de ter me guardado por tanto tempo, poderia ter transado antes de ter conhecido o André minhas amigas contavam sobre muitas aventuras, sobre transar sem compromisso e sem amor, transar somente pelo tesão e nada mais, mas a educação castradora que recebi me deixava com muito medo de no futuro não ser aceita por um namorado sério.
Eu tinha vontade de experimentar isso, e nessa viagem para Palmas eu percebi que seria possível isso acontecer, na minha cidade não iria conseguir, mas ali bem longe de casa eu achava que teria como acontecer, mas a proximidade da minha mãe me desencorajou, com ela ali seria impossível.
Voltei para casa frustrada, ficava a todo momento imaginando como poderia ter sido, o tesão que eu sentia em imaginar estar transando com aquele garoto lindoAndré.
Quando li essa parte do relato, comecei a ficar em choque, lendo o seu diário eu percebi que a mulher que vivi junto por trinta anos, não era a mesma pelas minhas costas.
Eu não a recrimino por sentir vontade de experimentar outro cara, ter uma transa diferente, mas para fazer isso ela deveria ter tido a decência de ser verdadeira comigo e terminar a nossa relação e assim poderia se aventurar à vontade.
Eu tive outras mulheres antes dela, não foram muitas, mas tive. Só que a partir do momento do início do nosso namoro eu não me relacionei com mais ninguém, não sou santo, senti vontade, tive algumas oportunidades e fantasiei mais de uma vez transar com outra mulher, mas respeitei o nosso acordo, as nossas promessas e principalmente o nosso casamento. Ela por outro lado respeitou por alguns anos, mas depois se perdeu pelo caminho.
Em sua maneira torta de enxergar as coisas, pelo fato de depois das traições, ela ficou muitos anos se fazer nada, ela mesmo fala que tinha sossegado, isso a redimia de seus erros, afinal estava conseguindo se controlar ou se contentar somente com o marido, aquele que ela jurou respeitar e ser fiel.
Então pessoal, vamos entrar em um terreno muito difícil, a partir de agora vamos começar com a parte pesada e muito dolorida.
Nas próximas linhas vamos ver o quanto uma pessoa pode ser dissimulada, fazer tantas coisas erradas pelas costas do marido, e de noite se deitar ao lado dele com a consciência limpa, levando a vida como se não tivesse feito nada de errado.
Conforme eu lia o “resumo” dos acontecimentos, ficava me martirizando, ficava imaginando a cena, algumas coisas ela não dava detalhes, mas na minha dor eu criava todo o roteiro como se fosse ela contando tudo nos mínimos detalhesMARCELA:
Na volta de Palmas, ainda no avião eu ficava viajando em meus pensamentos, ficava imaginando o que poderia ter rolado com o Cadú, entendia que não teria como ter rolado alguma coisa, mas a vontade era grande.
Quando cheguei em Londrina e encontrei meu esposo e meus filhos, me arrependi muito de tudo o que tinha pensado em fazer.
Durante vários meses não aconteceu nada, vivia exclusivamente para meus filhos e meu marido.
Só que a vida acontece coisas inexplicáveis. O marido da Jaqueline infelizmente faleceu, ela veio embora, ficou junto com a nossa família, foram dias muito difíceis, um período complicado e doloroso demais.
Com a decisão de ficar morando definitivamente em Londrina, ela precisou voltar para Palmas para acertar muitas coisas em relação a mudança, eu fui junto para ajudar com as crianças, eu tirei férias e fui acompanhar e ajudar, ficamos hospedadas na casa dos cunhados da minha irmã, ficando ali meu contato com o Cadu seria inevitável, quando soube que iríamos ficar lá, tive certeza que não iria conseguir resistir e iria fazer cagada, e foi isso que aconteceu.
Nossa atração era muito grande, tentávamos não dar na cara mas era difícil, nos seguramos muito, durante alguns dias não rolou nada, somente conversas e algumas insinuações de ambos os lados, os dois tinham medo de dar o primeiro passo.
Mas em uma sexta feira o Cadu a irmã e seu namorado dela iriam em um aniversário, seria em uma balada famosa, me chamaram para ir junto com eles, dizendo que o aniversariante era muito amigos deles e não haveria problema eu acompanhar eles, a Betinha fazia questão de dizer que seria muito legal eu ir junto e com isso eu poderia me distrair um pouco, de início eu recusei o convite, mesmo estando com muita vontade de ir, comentei com minha irmã e ela disse que não tinha problema nenhum eu ir, que ela dava conta das crianças.
Então fomos, o lugar era muito bonito, ficamos em um camarote reservado para o aniversariante, tinha muita gente bonita, eu estava meio deslocada, não conhecia nenhum dos amigos deles, mas todos me trataram super bem, e aos poucos fui me enturmando, eu não estava bebendo nada alcoólico, mas conforme as horas foram passando e acabei tomando um drinque, me soltei um pouco mais e fui com as meninas na pista dançar, dançamos algumas músicas e quando voltamos para o camarote, alguém tinha pedido champanhe e tomei duas taças, estava bem geladinha e refrescante, um tempo depois descemos outra vez e o namorado da Betinha e o Cadu foram junto.
Dançamos algumas músicas, voltamos ao camarote e tomei mais duas ou três taças, eu já estava ficando de pilequinho, não bêbada, mas estava bem solta, já conversava bastante e interagia com os novos amigos.
Em um determinado momento fui ao banheiro junto com uma menina da turma deles, quando estava voltando, no caminho encontrei o Cadu, ele também estava bem alegre devido as bebidas e em um impulso me puxou para a pista e ficamos dançando somente nós dois, sem nenhum tipo de intimidade, só ficamos perto um do outro, ele não chegou tão perto e muito menos tentou alguma coisa, só quando subimos novamente ele me segurou pela mão.
Não sei ao certo quanto tempo depois descemos novamente, os quatro, a Betinha estava dançando abraçada com o namorado e o Cadu bem ao meu lado, em uma música um pouco mais lenta ele me puxou e começamos a dançar abraçados, mas com uma certa distância, mas eu já meio tonta e desinibida acabei me soltando um pouco, devagar ele foi me puxando cada vez mais, não demorou eu estava com minha cabeça encostada em seu peito, ele acariciava meus cabelos e sem eu me dar conta me deu um beijo, fiquei meio estática, mas logo em seguida me soltei e rolou o segundo beijo.
Eu fiquei um pouco receosa com a reação da Betinha, mas ela não falou nada, até acho que não viu nada ou se viu não deu importância.
Na hora de ir embora que já tinha bebido algumas taças de champanhe, estava soltinha e com um fogo enorme, tinha certeza que iria rolar naquela noite, meu tesão era enorme e o dele também.
No caminho ele parou o carro em uma rua bem escura nos fundos do condomínio que morava, nenhum dos dois precisou falar nada, sabíamos o que iria acontecer, começamos a nos beijar freneticamente, fomos para o banco de trás do carro, sentei em seu colo, não houveram muitas carícias, e nenhuma preliminar, o tesão era muito grande, eu estava de vestido leve, ele abaixou um pouco as calças, puxou minha calcinha pro lado e eu fui sentando em seu pau, eu não tinha o visto ainda, mas senti uma diferença em relação ao do meu marido, o do Cadu era pouco maior, mas era bem mais grosso, eu estava bem molhada e mesmo assim foi um pouco difícil de entrar, fui bem devagar, e quando senti ele todo dentro comecei a rebolar devagar, o tesão de estar sentindo um outro pau dentro da minha bucetinha foi indescritível, eu quase gozei só de sentir ele me abrindo toda.
O tesão era tanto que em pouco tempo eu subia e descia em seu colo com maior velocidade, não parávamos de nos beijar e em poucos minutos eu gozei, gemi alto e gozei muito forte, sentia que estava escorrendo, molhei seu colo, eu fiquei molinha, mas ele não me deu moleza, com as mãos em meu quadril e depois em minha bunda, ficou me puxando pra cima e pra baixo, foi aumentando a velocidade, nossos corpos estalavam com o impacto, eu iria gozar mais uma vez, comecei a gemer alto novamente, estava quase gritando, não conseguia me conter, sentia as unhas dele cravadas em minha pele.
Gozamos os dois juntos, ele urrando enquanto me enxia com sua porra, ficamos ofegantes por um curto espaço de tempo, eu desci de seu colo e me deitei no banco traseiro, tirei minha calcinha e me limpei um pouco com ela, estava tudo melado, meu gozo misturado com a porra dele, foi uma lambança.
Ele ficou me acariciando, não falávamos nada, não precisava.
Poucos minutos ele se deitou em cima de mim e começou a me beijar, foi se encaixando no meio das minhas pernas, ele ainda estava com o pau duro, foi colocando tudo dentro novamente, e metendo devagar, mas a posição estava um pouco desconfortável, e em um momento de loucura, ele saiu de cima abriu a porta, desceu do carro, me puxou para a ponta do banco e me deixou de quatro, começou a meter, fiquei toda empinada para ele que metia cadenciado, saboreando minha buceta com seu pau, aos pouco foi aumentando a velocidade, eu sentia seu pau me rasgando, mas o tesão era imensurável.
Ele demorou um pouco mais para gozar dessa vez, enquanto eu gozei pelo menos mais duas vezes, sentir seu pau inchando dentro de mim e o seu leite batendo no fundo da minha buceta foi uma coisa que nunca em minha vida vou esquecer, passe o tempo que passar aquela transa ficou gravada em meu corpo, por causa do tesão e principalmente pelo erro que cometi naquela noite.
Fomos embora sem trocar nenhuma palavra, a dor na consciência veio muito mais rápido do que eu imaginava, chegamos em silêncio fui tomar um banho para tentar tirar a sujeira do corpo e da alma, me sentia suja por ter traído meu marido, mas de certa forma não me arrependia.
Nunca pude falar abertamente para meu marido, mas aquela transa foi uma das melhores de toda minha vida, tiveram outras muito boas com outros homens e com meu marido mas por ter sido a primeira fora do casamento ficou marcada para sempre.
Nos dias seguintes tentei ao máximo não encontrar com ele, mas na segunda feira foi inevitável ficarmos sozinhos, e rolou novamente, dessa vez no seu quarto, dessa vez foi diferente, mais confortável, foi gostoso, mas a primeira dentro do carro ficou marcada para sempre.
Eu sabia que estava fazendo tudo errado, mas não conseguia raciocinar direito, naquele momento as únicas coisas que eu pensava era que iria aproveitar aqueles dias e continuar com aquela aventura proibida, porém muito excitante, eu falava para mim mesma que depois que voltasse para casa nunca mais iria fazer novamente.
A volta para casa foi extremamente tensa, a minha irmã não olhava em minha cara, ela tinha acabado comigo, tive que escutar tudo e ficar calada, não conseguia argumentar, não tinha defesa e nem justificativa para tudo o que aconteceu, ela iria contar tudo para o André, tive que implorar para que não contar nada, prometi que nunca mais iria fazer nada igual, que foi um momento de fraqueza, apelei para meus filhos, dizendo que se ela contasse eu iria perder minha família, por fim ela acabou concordando, dizendo que já bastava ela criar os filhos sozinha sem marido, que iria fazer para preservar as crianças.
Quando chegamos foi difícil olhar nos olhos do meu marido, inventei um mal estar e ganhei alguns dias, mas infelizmente na noite que transamos, foi inevitável a comparação, com meu marido era bem diferente, era com amor, com bastante tesão, mas de certa forma era mais “calmo”, de forma alguma era ruim, somente diferente.
A rotina da minha vida já tinha voltado completamente, que era trabalho, casa, filhos e marido, praticamente nem me lembrava de tudo que aconteceu em Palmas, tentei de todas as formas apagar tudo da memória, eu tinha certeza que nunca mais iria trair novamente.
Mas minha vida logo iria começar a mudar novamente, no início não foi por causa de traição da minha parte, o André meteu os pés pelas mãos em um negócio arriscado, ele dizia que estava cansado de ser empregado, que gostaria de tentar abrir um negócio próprio, eu fui contra desde o início, mas ele sempre foi muito teimoso, quando colocava uma coisa na cabeça, não escutava ninguém, mesmo que fosse mostrado o tudo que poderia dar errado, ele raramente aceitava.
Ele e mais um amigo resolveram abrir uma loja de peças para motos, o irmão desse amigo era mecânico, o investimento era relativamente alto, muito fora das nossas possibilidades, mas não teve jeito, ele acabou fazendo, o pior é que ele fez empréstimos no banco, a loja durou menos de um ano, o roteiro era anunciado, deu tudo errado, além de perder o dinheiro que tínhamos guardado, ele fez dois empréstimos sem em saber, fez tudo escondido, deu nosso carro como garantia e um outro de capital de giro já com a loja aberta não sei como conseguiu, mas com o fechamento da loja, as dívidas ficaram muito vivas, perdemos o carro e o outro empréstimo ficou correndo juros por bastante tempo, iria se tornar impagável.
Ele me traiu, traiu minha confiança, fiquei muito mal, acho que se ele tivesse me traído com outra mulher eu não ficaria tão mal quanto fiquei.
Muitas pessoas podem dizer que trair, transando e se envolvendo com outra pessoa é uma coisa e que traição financeira e de palavra é outra, mas não é não, ele me traiu e traiu nossos filhos, ele me enganou, fez tudo pelas minhas costas, só não perdemos nosso apartamento porque estava financiado no nome dos dois, ele mentiu descaradamente, daí tentava se justificar dizendo que errou tentando acertar, acertar o que?
Durante todo o tempo que ele ficou desempregado tivemos muitas brigas, xinguei muito, fiquei muito dias sem nem olhar na sua cara, eu que tive que segurar as pontas sozinha, passamos por uma situação muito difícil, não passamos fome, mas tivemos muitas dificuldades, nos privamos de muitas coisas para ter comida na mesa foi difícil de manter a casa, tinha mês que não tínhamos dinheiro para comprar roupas para as crianças, na geladeira somente o essencial, me doía o coração quando as crianças pediam um doce ou uma comida diferente e não tínhamos dinheiro para comprar, eles não faziam manha mas não conseguiam entender.
Muitas vezes meus pais e meus sogros ajudavam com algumas coisas, dando “presentes” para as crianças, eu ficava morrendo de vergonha de estar naquela situação.
Em alguns momentos pensei seriamente em me separar, cheguei a conversar com meus pais, eles me aconselharam bastante, dizendo que iriam me apoiar em qualquer decisão mas que gostariam que eu tentasse mais um pouco, mas quem me fez repensar na situação foi minha irmã.
Um dia ela me chamou para conversarmos, exigiu que eu não deveria me separar, que André apesar de estar muito errado, estava tentando de todas as formas se acertar, que eu sabia muito bem o que eu tinha feito lá atrás, que naquela episódio que implorei para ela não contar nada, e que agora eu deveria me esforçar para as coisas se acertarem, por fim ela disse que iria tentar ajudar de alguma forma, mas caso eu desistisse do meu casamento ela nunca mais iria olhar na minha cara.
Foi uma conversa dura, ela se sentia em dívida com ele, por ele ter ajudado muito quando ela precisou e o principal, ela se sentia responsável por eu ter me envolvido com seu sobrinho, isso ela nunca iria esquecer, por fim ela o ajudou a pagar a dívida com o banco, e combinaram que quando ele voltasse a trabalhar ele pagaria um valor por mês.
Tudo isso aconteceu em um intervalo de mais ou menos um ano, nesse período, nós dois vivemos quase como colegas de quarto, transamos pouquíssimas vezes, eu estava muito magoada, não me entregava totalmente, ele percebia e por fim mesmo que se esforçando o ato ficava muito mecânico.
Nesse período todo eu não tive vontade e nem cabeça para ir atrás de outro homem, meu foco era outro, era superar todo aquele momento difícil.na verdade a decisão de nunca mais trair ainda estava fresca em minha cabeça, mas não sei explicar o porquê, mas meses após ele voltar a trabalhar e as coisas voltando ao normal, eu relaxei e por fim acabei me envolvendo com outro homem novamente.
Diferente da primeira vez, essa foi muito ruim, foi extremamente decepcionante, em uma festa do meu trabalho acabei transando com um colega, foi uma bosta, no meio do dia a minha amiga com quem eu fui de carona, precisou ir embora, estava no meio da festa, eu ria embora, asmo outra colega ofereceu para irmos mais tarde e com isso fiquei a tarde toda por lá, eu tinha bebido um pouco durante o dia todo, estava bem alegrinha, já tinha dançado com alguns colegas, e um colega que conversava bastante, tínhamos uma proximidade maior, nunca tinha rolado nada, nem insinuações, ele também era casado, mas naquele dia ele estava falando várias coisas, fazendo gracinhas e me cantando descaradamente e eu tonta pela bebida, comecei a incentivar o comportamento dele, dando corda e não reclamei de nada.
Na frente dos nossos colegas não rolou nada, mas ele me ofereceu carona e aceitei, no carro conversamos sobre assuntos diversos, não teve nenhuma insinuação nem minha nem dele, mas sem me consultar e nem convidar, simplesmente ele entrou em um motel que tinha no caminho, escolheu a suíte e o período de tempo, sempre sem olhar para mim, eu não reclamei de nada, eu estava agindo no automático, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo, mas apenas algumas horas depois eu percebi que aquilo tinha sido a pior decisão da minha vida
Foi a pior transa da minha vida, nem merece detalhes, só que foi uma bosta, não tínhamos afinidade nenhuma, a sorte que ele nunca falou nada com ninguém, mas tentou me convencer em sair mais uma vez, tentava justificar que a primeira vez estávamos nervosos, mas que em uma segunda tudo seria diferente, que seria excelente para os dois, mas não aceitei e ele acabou desistindo de qualquer coisa.
Porém, pouco tempo depois eu acabei me envolvendo com o Daniel, um dos melhores amigos do André.
Quando nos conhecemos a muitos anos atrás ele se insinuou para mim, mas quando percebeu que eu e o André estávamos começando a nos entender, ele parou de insinuar, eu o achava um cara bonito, uma beleza normal nada demais, mas a fama que ele tinha deixava muitas meninas curiosas, e eu infelizmente era uma dessas, já tinha escutado algumas conversas e brincadeiras entre os amigos em alguns churrascos ou reuniões, dizendo que ele era bem dotado, eles brincavam dizendo que ele muito acima da média, chegavam a chamá-lo de Danielzinho berinjela.
Ele tinha ficado distante por um tempo, mas acabou se mudando para o mesmo condomínio de apartamentos que eu e o André morávamos, o condomínio era simples com vários blocos, o Daniel morava em um bloco no fundo, não nos encontrávamos com frequência.
Mas uma manhã eu perdi o horário, e coincidiu dele estar saindo e me deu carona, conversamos bastante, tudo sempre no maior respeito, uns quinze dias depois aconteceu novamente e ele acabou me oferecendo carona todos os dias dizia que assim eu iria economizar um pouco, que ele fazia o mesmo caminho todos dias.
De início não aceitei, mas acabei indo alguns dias, não me lembro ao certo, mas acho que pelo terceiro dia, já estávamos mais soltos e ele começou a se insinuar, e antes que percebesse, já falávamos coisas íntimas, não demorou em uma dessas caronas rolou o primeiro beijo, foi rápido mas delicioso.
Logo depois já começaram a rolar beijos mais quentes e algumas carícias, o dia que segurei seu pau por cima da calça fiquei um pouco apreensiva, só pelo volume percebi que era grande, no outro dia ele tirou para fora da calça, quando vi assustei de verdade, era bem comprido e grosso, nunca tinha visto um assim ao vivo, não resisti, primeiro fiquei alisando a batendo uma leve punheta, acabei chupando um pouco, ele acariciava meu corpo, passava as mão pelos seios, bunda e na minha bucetinha, que escorria com o tesão que estava sentindo.
No dia seguinte eu chupei até ele gozar na minha boca, eu engoli o máximo possível, eu gozei junto, ele estava com dois dedos em minha bucetinha, de noite em casa bateu um pouco de arrependimento, mas a vontade e a curiosidade de sentir tudo aquilo eram maiores.
Nesse dia combinamos que precisávamos ir para um motel, os dois morrendo de vontade de transar, combinamos que daríamos um jeito de irmos na parte da tarde, não poderíamos dar bandeira e não levantar suspeitas.
Mas o André descobriu as caronas, deu uma baita confusão, mesmo eu e o Daniel garantindo que não tinha acontecido nada, ele nunca acreditou, ele quase bateu no Daniel, ficou uma situação muito complicada, o André não comentou com quase ninguém, acho que ficou com vergonha, que os amigos iriam chamá-lo de corno, só falou pra Luiz, eu nunca tive certeza, mas o Luiz deve ter ameaçado o Daniel, porque ele pediu transferência e se mudou, ficamos alguns anos sem nos encontrar.
Meu casamento ficou bem abalado, a briga foi muito feia, ele me ofendeu e eu o ofendi também, acabei falando o que não devia, jogando na sua cara que eu fui o homem da casa por um tempão, porque eu que fiquei sustentando a casa por muito tempo, que a causa de tudo tinha sido suas mentiras, que tínhamos ficado naquela situação de muitas privações e quase necessidade, que ele nem trabalho conseguia, isso o feriu mais que um murro ou um chute no saco, acho até se ele descobrisse que eu o tinha traído não ficaria tão mal, quase nos separamos. Depois de vários dias sem nem se olhar na cara acabamos conversando muito, colocamos as cartas na mesa e pelas crianças resolvemos dar mais uma chance para nosso casamento, demorou, mas bem devagar fomos retomando nossa rotina.
Alguns meses após essa briga, foi o aniversário dos filhos da Jaqueline, ela fez uma festa grande, chamou muitos familiares, inclusive os cunhados lá de Palmas, e como a data coincidiu com um feriado prolongado eles confirmaram presença.
Quando fiquei sabendo me deu um frio na espinha, fiquei com medo de como seria meu encontro com os pais do Cadú, além que também estava com muito medo deles comentarem alguma coisa na frente do André.
Minha irmã tinha contratado um buffet, mas nossa família toda ajudamos em alguma coisa da organização, na véspera na arrumação do salão encontrei com a cunhada da minha irmã, achei que ele iria me tratar mal ou com indiferença, mas ela me surpreendeu muito, quando me viu veio me abraçar, dizendo que era um enorme prazer me encontrar novamente, fiquei um pouco desconcertada, tentei agir o mais natural possível.
Mas a grande surpresa ficou para o final, o Cadú chegou no salão junto com seu pai, eu não sabia que ele tinha vindo junto com seus pais, quando nos vimos achei que minhas pernas não iriam aguentar o peso do meu corpo, senti todo meu corpo tremer e arrepiar, as lembranças das nossas transas me deixaram excitada na hora, porque apesar de ter sido muito errado, foram transas deliciosas, ele veio ao meu encontro e como sempre foi muito discreto, só me cumprimentou com um aperto de mão, fiquei muito aliviada.
Mais tarde durante a noite, a minha maior preocupação seria no dia seguinte o encontro do André e o Cadú, eu quase não dormi durante aquela noite, mas para minha sorte o Cadú ficou bem distante de nossa mesa, os dois foram apresentados, mas quase não interagiram, fiquei muito aliviada.
Em um determinado momento da festa quase no final, recebi algumas mensagens de um número desconhecido, disfarcei e abri o celular longe do André, eu tinha praticamente certeza de quem eram as mensagens, sim era o Cadú, falando que gostaria de poder conversar pessoalmente, que estava com saudades, respondi que também estava com saudades, mas que não poderia ir ao seu encontro, que a nossa aventura tinha sido muito boa, ele insistiu bastante, dizendo que no dia seguinte era sábado e eu poderia dar um jeito de ir encontrá-lo na parte da tarde, declinei do convite.
Só que tem coisas que parece que o universo age de formas inexplicáveis, o André recebeu convite do Joãozinho seu amigo, para ir em um churrasco, ele ficaria o dia todo fora, eu não resisti e acabei entrando em contato com o Cadú e no começo da tarde nos encontramos, combinamos na praça de alimentação de um grande shopping.
Eu tentava me enganar, falando para mim mesma que eu seria somente um encontro entre amigos para tomar um chopp, mas no fundo a minha vontade era de irmos direto para um motel e aproveitarmos algumas poucas horas para matar as saudades.
No shopping mal terminamos de tomar o primeiro chopp e com poucas palavras fomos para o motel mais próximo, quando descemos do carro ainda na garagem já começamos a tirar nossas roupas, a urgência era grande e para nós dois foi uma tarde maravilhosa, transamos muito, gozei horrores, ele estava diferente, acho que por estar mais velho, ganhou mais experiência, me fez sentir coisas que não imaginei que ainda poderia sentir, naquela tarde ele conseguiu algo muito difícil que foi comer meu cuzinho, somente o André tinha comido, e foram poucas vezes, mas o Cadú conquistou esse direito, foi delicioso, foi diferente, ele conseguiu me deixar muito relaxada e aproveitamos muito, no final da tarde ele me deixou no shopping peguei meu carro e fui para casa.
Durante aquela noite, eu comecei a me preocupar, a ficar com medo das minhas reações e meus pensamentos, porque das outras vezes, ficava sempre a sensação de desconforto de ter feito algo muito errado, chorava escondido, ficava remoendo por algum tempo, mas dessa vez não aconteceu, a minha traição parecia uma coisa muito banal, me sentia leve, saciada.
Ele ficou uma semana em nossa cidade, e conseguimos sair mais uma vez e a segunda foi ainda melhor que a anterior, me envergonho do vou falar, mas ele me tratou como uma putinha e eu adorei isso, afinal era o que realmente eu tinha me tornado uma puta traidora.
Nos dias seguinte a consciência começou a pesar, teve uma noite que fiquei observando meus filhos brincando na sala e meu marido ali por perto, parecíamos a dita família DORIANA, mas eu sabia que tudo aquilo estava quebrado pelas minhas atitudes, naquela noite não consegui dormir, fiquei remoendo todos os acontecimentos recentes e os mais antigos também, cheguei à conclusão que por mais prazeroso que tudo tinha sido, eu não poderia continuar com aquilo, logo eu iria acabar com meu casamento e com tudo que eu ainda mais prezava que era o amor e o convívio dos meus filhos.
Fiquei sossegada por um bom tempo, acho que por alguns anos, mas infelizmente eu acabei aprontando novamente, e dessa vez quase custou meu casamento de forma definitiva, mesmo sem que marido pudesse imaginar, eu acabei me apaixonando, transei poucas vezes com essa pessoa, mas que foram suficientes para quebrar tudo o que eu acreditava em relação a casamento e família, eu estava disposta a abrir mão de tudo e me aventurar e arriscar tudo por aquele homem, mas o quando falei que estava apaixonada e que tinha a intenção de largar tudo por ele, recebi o grande balde de água fria, ele me colocou no meu lugar, que era a de uma esposa adúltera, uma puta no sentido mais literal da palavra. Depois desse episódio eu nunca mais trai meu marido, fiquei alguns anos sem fazer nada, só carregando a culpa por tudo de errado que tinha feito.
As palavras que escutei, me mostraram no que eu tinha me tornado, uma pessoa mesquinha que só pensava em si mesma, só pensava em seu próprio prazer e em mais nada, não lembrava nem dos meus filhos, eu estava cega, mas o choque das palavras me trouxera de volta a realidadeAndré:
Quando cheguei nessa parte do relato dela, eu me sentia enjoado de uma forma nunca imaginada, meu estômago revirava com cada linha que eu lia, e quando eu cheguei nessa parte do relato, minha visão ficou borrada, não conseguia enxergar mais nada na tela do computador, perdi totalmente o foco de tudo.
Ler que sua esposa, a mulher que viveu com você por trinta anos tinha se apaixonado por outro homem, ficou tão cega que iria largar eu e meus filhos, penar nisso me causava uma dor lacerante, como que uma mãe poderia fazer isso, ela iria destruir os sonhos de duas pessoas inocentes, dois adolescentes que teriam o maior desgosto de suas vidas.
Quando terminei de ler, uma das decisões que tomei, foi de acabar com a “vida” dos traidores, não iria matar nenhum deles, mas que tudo aquilo que fizeram iria ter consequências, eu faria de tudo para causar dor a eles, uma dor maior do que a que eu estava sentindoMarcela:
Não me lembro ao certo quando aconteceu, mas foi um bom tempo depois da visita do Cadú.
O Daniel que tinha se mudado, logo depois de toda a confusão das caronas, mas voltou para nossa cidade, para minha surpresa estava casado, parecia mais “responsável”, mas era tudo fachada.
Na primeira oportunidade que teve, se aproximou de mim e devagar conseguiu o que tanto queria, ele me levou para a cama.
Nós dois tínhamos vivido algo muito intenso, que terminou de uma forma muito abrupta, consequentemente a chance de nos entregar a aquela vontade antiga era muito grande e foi isso que aconteceu.
Combinamos de sair, mais uma vez usei o álibi do shopping, deixei meu carro no estacionamento e fomos para um motel, eu parecia uma adolescente, estava extremamente excitada, sentia minha calcinha molhada.
Diferente do Cadú, o Daniel agiu calmamente, sem ser afobado, ele sabia que eu estava muito ansiosa e tentou ao máximo me deixar relaxada.
Aquela transa foi tão marcante em minha vida que é difícil descrevê-la em detalhes, seria necessário escrever mais de uma dúzia de páginas para descrever o que senti aquela tarde.
Ele me beijou, me chupou e me comeu de uma forma como nunca tinha sido, não consigo traduzir em palavras tudo o que senti, o pouco que consigo dizer foi que naquela tarde, depois de muitos anos de vida eu me tornei uma mulher realizada sexualmente dizendo.
O meu marido foi o primeiro homem, me ensinou muitas coisas, eu sempre senti muito prazer em fazer amor com ele ou mesmo transar ou foder, ele era muito homem, o Cadú tinha sido especial, mas o Daniel, foi simplesmente o melhor de todos.
Eu já tinha visto, segurado e até chupado aquele pau enorme e grosso, mas senti-lo dentro de mim foi uma experiência única em toda minha vida, não era somente o fato de ser grande, era dele saber muito bem como usar tudo aquilo, usar para extrair o maior prazer possível de sua parceira, ela não transava por ele, mas pela mulher que estava ali com ele, conseguia nos fazer sentir única, era carinhoso e mesmo bruto na medida certa.
Uma vez eu li em um texto dizendo que os cafajestes sabem dar prazer a uma mulher, sabem muito bem o que estão fazendo, fazem muito bem feito, nunca imaginei que aquilo seria verdade, mas era.
Ele conseguia me fazer sentir um prazer jamais sentido, ele elevou meu conceito de gozar de uma forma que nunca mais em toda minha vida vou conseguir sentir com outro homem, por mais que ame de todo meu coração o meu marido, ele infelizmente nunca vai conseguir fazer eu sentir o que senti nas vezes que transei com o Daniel.
Mas o que estava sendo um sonho, se tornou um grande pesadelo.
Durante uns três ou quatro meses, transamos pelo menos uma vez na semana, teve outras que foram umas duas, afinal ele estava casado e eu também.
Eu estava completamente apaixonada por ele, mas como eu disse antes, ele era um grande cafajeste, ou talvez eu tenha idealizado uma coisa e ele me trouxe a realidade.
Nas últimas vezes que transamos, eu comecei a falar sobre nossa relação, sem perceber comecei a cobrar por uma exclusividade que nunca teria. Mas na última vez ele se cansou das minhas cobranças e me colocou no meu lugar.
“MARCELA, EU NÃO VOU LARGAR MINHA MULHER PARA FICAR COM VOCÊ, NOSSO CASO ESTÁ LEGAL DESSA FORMA, TRANSAMOS GOSTOSO, VOCÊ É MARAVILHOSA, MAS VOCÊ É UMA MULHER CASADA, É MULHER DO MEU AMIGO. EU NUNCA TE PROMETI NADA ALÉM DE PRAZER, NOSSA RELAÇÃO NÃO TEM FUTURO.
ACHO QUE É MELHOR PARARMOS POR AQUI, VOCÊ PRECISA SE DEDICAR AO SEU CASAMENTO, À SUA FAMÍLIA.
Ele falou muito mais coisas, mas não consigo lembrar de tudo, foi dolorido demais, chorei escondida muitas noites. O André percebeu que algo estava errado, mas conseguiu contornar inventando alguns problemas no trabalho.
Depois de muita reflexão cheguei à conclusão que deveria para com tudo aquilo, por mais que fosse prazeroso, meu marido não merecia tudo aquilo.
E assim eu fiz, me senti tentada muitas outras vezes em transar com outros homens, mas parei com tudo e fiquei cem por cento no meu casamento e minha família, foi a escolha mais correta em se fazer, eu o André e nossos filhos vivemos anos maravilhosos,
Mas a sombra das minhas traições sempre pairou sobre minha vida.
É muito difícil escrever tudo isso, sei que é preciso, para poder exorcizar vários demônios que rodeiam minha cabeça, mas o maior demônio é o medo de quando o André ler tudo isso, sei que ele nunca vai me perdoar, eu iria tentar ir contando tudo em doses homeopáticas, mas não vou conseguir esconder mais nada dele. Ele merece saber toda a verdadeAndré:
E foi assim meus amigos que descobri que fui casado por trinta anos com uma grande traidora, uma mulher mentirosa, que traía sem dó e sem dor nenhuma.
Eu estou aqui escrevendo minha história pra vocês com uma dor imensurável dentro do meu peito, pensei seriamente em acabar com tudo, acabar com todo meu sofrimento, dar fim a tudo, acabar com a vida dela, com a vida do Daniel, mas consegui refletir muito e com ajuda de profissionais, enxergar um pouco de futuro em minha vida.
Consegui enxergar que fazendo tudo aquilo daria a vitória para eles, eu enxerguei que precisava seguir em frente e superar tudo aquilo, precisava mostrar que era muito superior a eles.
Mas um pouco de vingança também pode ajudar um coração despedaçado.
Consegui de uma forma, gravar uma confissão do Daniel, gravei e enviei, para a esposa dele, o áudio e uma parte dos textos da Marcela, mostrei a ela que ele fez aquilo durante seu casamento e o pior continuava a fazer, ela se divorciou dele, tirou tudo dele tudo o que foi possível.
Ele me procurou para tirar satisfações, tentou me agredir, mas consegui levar a melhor e dei alguns murros deliciosos em sua cara.
Quanto a Marcela, sua família ficou sabendo de tudo o que ela aprontou, seus pais e seus irmão se isolaram cortaram o contato, o único apoio ainda que bem leve, ela tinha dos nossos filhos, a família e os amigos a deixaram de lado.
Nessa última semana, assinamos nosso divórcio, foi difícil estar frente a frente com ela, mas vou fazer o possível para que tenha sido a última vez que precisei olhar para o rosto da Marcela, a mulher que mais amei em toda minha vida, a mulher linda, gostosa, amorosa, mas traidora, que acabou com tudo dentro de mim.
Assim que saímos do fórum, senti uma paz interior e uma liberdade estranha, comecei a me sentir leve e livre para poder tocar a vida em frente.
Espero que em futuro próximo eu possa conhecer alguém legal, no momento quero viver o meu “luto”, mas eu não quero viver sozinho, espero ter uma nova companheira para o restante dos meus anos que ainda tenho pela frente.
FIM