Dia 23
Outra noite sem dormir. A gente mal chegou ao hotel e o pai do Alisson ligou dizendo que a mãe dele passou mal e tiveram que ir com ela para o hospital. Só que não tem hospital na cidade, então tiveram que levá-la para Camocim, e o Alisson precisou pegar o carro do trabalho para levá-la.
Alisson me mandou notícias por volta da meia-noite, dizendo que ela estava tomando medicamentos. Anderson ficou em casa, foram apenas os pais e o Alisson. A pior parte é que não consegui falar com ele sobre o que o Anderson falou de eu ter ficado com o John. Passei a madrugada com raiva e, ao mesmo tempo, com receio do que Alisson poderia estar pensando sobre isso.
Não estávamos juntos quando aconteceu, mesmo assim estou com medo. Pelo menos, por enquanto, Alisson não tocou no assunto nas mensagens que me mandou durante a madrugada, era só sobre atualizações da mãe dele. Mesmo assim, fiquei preocupado.
Quatro da manhã acordo com Alisson entrando no quarto. Ele está cansado, como estava em um hospital vai direto para o banheiro para tomar banho. Me preparo para recebê-lo na cama. Alisson está morto de cansaço, não falo nada, só o deito na cama para fazer uma massagem nele. Não demora para que pegue no sono. Vou deixá-lo dormindo, sigo para tomar um banho e cumprir meu ritual matinal, depois deito ao lado dele e pego no sono também.
Escuto meu telefone tocando longe, aos poucos vou acordando. Alisson já saiu, porém me deixou um bilhete dizendo que foi ver a mãe e depois trabalhar. Levo meio segundo para entender que meu telefone está tocando. Pego e vejo o nome da minha mãe, atendo ainda meio sonolento.
— Renan, volte para casa agora ou vou aí lhe buscar. — Foram poucas as vezes em que vi minha mãe nesse nível de raiva.
— Mãe, já lhe falei que estou bem.
— Não estou brincando, Renan, quero você em casa agora! — Ela grita no telefone.
— Mãe… — Tento argumentar, porém ela enfatiza que devo voltar e encerra a ligação.
Estou com um mau pressentimento. Ligo para minha irmã mais velha, a Rayane. Se tem alguém que deve saber de algo é ela. Demora um pouco até ela atender, e pela forma como me dá bom dia percebo que ela também está irritada comigo.
— Posso saber por que vocês parecem putas comigo?
— Renan, o Anderson mandou umas coisas no WhatsApp da mãe e ela está puta da vida com você. Já mandou até eu ou a Rayssa ir lhe buscar. — Minha irmã também está irritada.
— O que esse merda foi falar pra mãe? — Agora sou eu quem está perdendo a paciência com ele.
— Me diz você, Renan, tem alguma coisa que você queira contar? — Não gosto do tom que ela usa.
— Rayane, o que está acontecendo? — Estou apreensivo.
— Você arrumou um problema na família do seu amigo e ainda insiste em ficar aí. Ele disse que você ficou com mulher casada e até com viado, Renan. A mãe não te criou pra isso. Você é o quê agora, você é viado, Renan?! — Meu chão se abriu diante das minhas pernas. Rayane sempre foi um porto seguro pra mim, não esperava essa reação dela. — E sua namorada?
— Rayane, eu… eu posso explicar tudo. — Anderson conseguiu me atingir em um ponto que não tenho como ignorar.
— Quando você chegar, espero que seja homem pra resolver essa situação que você arrumou pra nossa mãe.
Assim ela desligou na minha cara. Não sou de chorar, mas meu pior pesadelo veio me assombrar. Não estava preparado ainda para ter essa conversa com minha mãe e meus irmãos. Estou perdido e tudo isso é culpa do Anderson. Por que ele fez isso comigo? Logo comigo, que só tento ajudá-lo.
Estou chorando e não consigo parar. O que vou fazer? Não sei como resolver isso, não sei como vou falar com minha mãe, não sei lidar com ela agora. Nunca tinha visto Rayane me tratar dessa forma. Me vejo em desespero, minha respiração acelera. Anderson não podia ter feito isso, ele não podia. Pego meu celular, enxugo minhas lágrimas e vou em direção à academia.
Assim que chego vejo Anderson malhando como se nada tivesse acontecido. Procuro com os olhos pela Júlia. Aproveito que ele ainda não me viu e vou até onde Júlia está. Assim que ela me vê, me cumprimenta. Afinal, não tinha por que Anderson me queimar para ela. Aproveito a abertura para falar com ela.
— Júlia, quero te fazer uma pergunta. Você pode me acompanhar até lá fora? — Falei bem sério e ela aceitou.
— O que aconteceu, Renan?
— Não sei se você estava sabendo ou se concorda com isso, mas gostaria de pedir para você falar com o Anderson para apagar o vídeo que ele fez da gente. — Falei sem rodeios.
— Que vídeo? — Ela pareceu mesmo não saber. Então, como um bom cidadão, deixei ela a par de tudo. Mostrei as contas tanto do Privacy quanto do Twitter.
— Mas o que é isso? — Ela começou a ficar bem irritada.
— Renan, óbvio que não concordei com isso. Meu Deus, até a Verônica está aqui, e tem outros vídeos meus. Mesmo que não apareça meu rosto, as pessoas sabem que estamos juntos aqui. Meu Deus, que vergonha… como ele pode fazer isso?
— E tem mais: se você ver bem as datas dos vídeos, vai ver que ele ficou com outras pessoas mesmo namorando com você, incluindo o John, o personal trainer dessa academia. — O olhar dela vai de raiva a uma sombria indignação.
— O quê? — Júlia praticamente toma o celular da minha mão e começa a checar o que acabei de dizer.
— Isso é só as prévias. Deus sabe o que pode ter mais na conta do Privacy. — Falei para instigá-la ainda mais.
Júlia nem voltou para a academia. Ela apenas se dirigiu até seu carro. Fiquei meio decepcionado, mas com a raiva que ela está, tenho certeza de que isso não vai sair de graça. Júlia é uma mulher fina, vou esperar para ver o que acontece. Volto para casa, aproveito para bloquear o Anderson e o John. Aproveito também para mandar mensagem para a Mônica, deixando-a a par do que o cunhado dela fez, e ela responde dizendo que está chocada e que nunca imaginou que ele fosse tão baixo quanto o Anderson. Não sei se posso confiar nela, porém é a única amiga aqui que me sobrou e que parece estar do meu lado.
Minha raiva ainda não foi aplacada. Quero ir além, e é o que vou fazer. O irmão do John já sabe que ele é gay, mas pelo jeito não fez nada, então ele não pode me ajudar. Penso em ir até a mãe do John e contar sobre ele, mas não vou fazer isso, não vou ser baixo como ele. Mas, para que ele não saia sem levar a dele, faço questão de contar à Mônica que foi o John quem deu o dinheiro para pagar o aborto. Basicamente, Anderson se prostituiu pelo dinheiro, mas tenho certeza de que John sabia que Anderson precisava da grana e por isso ofereceu.
Mônica fica tão chocada quanto eu fiquei. Agora é esperar que ela conte para o namorado e deixar que o John arque com as consequências do que fez, que ele sofra na mesma moeda o mal que me fez. Estou quase no hotel quando vejo uma ligação no meu celular. Achei estranho, porque Rayssa nunca me liga.
— Renan, você está bem? — Ela não parecia puta comigo como as outras.
— Não, na verdade estou com medo, Ray.
— Poxa, Renan, por que não me contou?
— Nem eu sabia que era assim. — Falei abertamente.
— Mas você deu mesmo em cima do seu amigo?
— Não, não fiz isso, eu juro. Ele está mentindo, mas a parte de que estou com um cara é meio que verdade. — Conto a ela sobre o Alisson e como tudo aconteceu de forma tão natural.
— Mas… sua namorada, irmão?
— Estamos em uma relação aberta e também vou terminar com ela quando voltar.
— É melhor. Mas você tem certeza sobre esse Alisson?
— Sim, estou apaixonado por ele.
— Pois fique aí mais uns dias, dá certo? Deixe que eu vou conversando com as cabeças duras aqui de casa.
Agradeço, desligo a ligação me sentindo um pouco melhor. Alisson chegou perto da hora do almoço. Ele está um pouco melhor, disse que a mãe está bem e que foi só um susto. O clima lá ainda está uma merda e os pais do Anderson não fizeram nada, tipo nada mesmo. Está tudo normal na casa. Estou chocado com isso, não esperava que ele fosse deserdado nem nada disso, mas que nada fosse acontecer.
— Vai ficar tudo bem. — Falei.
— Não dá mais para continuar. Fui olhar uma casa perto do trabalho e até que gostei. Você vai gostar também. Vou resolver o contrato agora à tarde com o dono e pegar a chave. À noite já tiro minhas coisas da casa deles.
Saímos para almoçar fora, depois vou com ele assinar o contrato da casa. Ele pediu duas folgas eleitorais que tinha para resolver isso de vez. A casa é pequena, porém muito bonita. Tem garagem, uma sala com porta para o quarto, tem a cozinha, um banheiro e um quintal com lavanderia. O lugar é bem tranquilo. Alisson pegou mais por ser perto do trabalho e também pelo aluguel num preço bem tranquilo para ele. Resolvi ajudar Alisson a organizar tudo. Ele está louco para mudar logo, então quando pegamos a chave tratei de ver internet para ele. Alisson me deu os documentos dele e utilizei isso enquanto ele agendava o atendimento nos serviços de luz e água para passar as contas para o nome dele.
No fim da tarde, Alisson arrumou um carro de mudança para pegar as coisas dele. Quis ir para ajudá-lo, mas ele disse que era melhor não ir. Ele sabe o quão puto estou com o Anderson por tudo, e isso porque ainda nem contei a ele a última que o irmão aprontou comigo.
Fiquei na casa nova esperando por ele. Não demorou para que ele chegasse. Ajudei a descarregar o carro e a levar as coisas para o quarto, já que é o único compartimento com mobília. Ajudo ele a arrumar tudo e já dá para ver uma leveza nos ombros dele. Resolvi comprar uma pizza para a gente comemorar a casa nova. Não falei nada porque ele não iria me deixar pagar e porque quis fazer surpresa.
— Amor, por que não me falou que queria pizza?
— Queria te fazer uma surpresa, e é só uma pizza, relaxa. Amor, tem uma coisa que tenho que te contar. — Falei para ele tudo o que fiz hoje, desde a conversa com minha mãe até meu acesso de raiva em que contei para as pessoas quem é o irmão dele.
— Falei com a mãe e, ainda assim, ela está passando a mão na cabeça dele, dizendo que ele está sensível, indeciso e deprimido. Ela quer um psicólogo para ele e, pior, quer que eu pague. — Alisson está indignado.
— Não está bravo comigo por ter contado à Júlia?
— Claro que não, amor. E nem é porque ele procurou por isso quando resolveu envolver sua mãe nisso, foi mais pelo fato de que ela precisa saber que tem imagens íntimas dela na internet.
— E se ela processar seu irmão, amor?
— Ele que arque com o que fez. Meus pais podem pagar um bom advogado para ele.
— Tem só mais uma coisa que quero te perguntar. — Falei temeroso.
— O quê? — Ele me beija.
— Não ficou chateado em saber que fiquei com outro cara antes de você?
— Se você quer saber, eu queria ter sido o primeiro, sim. Mas, amor, isso não diminui o que temos. Sem você, jamais teria tido coragem para sair de casa e seguir com minha vida. Provavelmente estaria sendo enganado pelo meu próprio irmão e pela minha noiva, estaria casado com uma pessoa que não amo.
Pulo em cima dele, beijo e abraço ele forte. Alisson é perfeito do jeito dele. Só por essa noite vamos fingir que minha mãe não está puta da vida comigo e que o irmão dele não é um cretino. Depois de comer vamos direto para a cama inaugurar a casa nova. Já tarde da noite, o celular do Alisson toca bem na hora em que estamos namorando na cama. Ele só atende porque é o pai dele.
— Oi, pai. — Ele me olha e responde. — Pai, não tenho nada a ver com isso. Arrume um advogado se quiser, mas por enquanto é só ele obedecer à ordem do delegado.
— O que foi, amor? — Pergunto.
— Júlia pediu uma ordem de restrição contra Anderson ontem e registrou um BO contra ele por causa do vídeo. Ela vai processar ele.
Dia 24
A mãe de Alisson está maluca desde cedo. Já foi atrás de advogado para o Anderson. Ele apagou o vídeo até onde vi, só que agora é tarde: Júlia vai mesmo entrar com processo. A mãe de Anderson está puta com o Alisson porque ele não quer “ajudar” o irmão. Na cabeça dela, a traição foi toda culpa da Carolina, e só dela.
A mãe dele aproveitou a raiva de ter perdido o neto e jogou a culpa de tudo na Carolina, além de dizer que a culpa dos irmãos não estarem se falando é dela. Nem ela nem Anderson sabem que estou namorando sério com o Alisson. Anderson é tão egocêntrico que passei a acreditar que ele realmente acha que estou usando a boa vontade do Alisson pra tentar chegar nele de alguma forma.
Nessa manhã, Alisson ainda de folga do trabalho acordou cedo e fomos tomar café na rua. Depois ele foi ao banco pegar um empréstimo para comprar as coisas de casa. Ele já planejava fazer isso depois que voltasse da lua de mel. Com o dinheiro na mão, vamos para uma loja de móveis e ele compra uma geladeira, um fogão e uma mesa simples de quatro lugares. Por fim, ele comprou algumas coisas pra casa: panelas, pratos e talheres.
Aos poucos, a cozinha foi tomando forma. Demos sorte que, por conhecer o dono da loja, ele conseguiu que entregassem suas coisas no mesmo dia. Em algum lugar da mente dele sei que está preocupado com o irmão, porém Alisson está obstinado a seguir a vida e deixar que a família se resolva sem ele.
— Você já tem uma cozinha e um quarto. — Falei quando entramos em casa.
— É tudo de que preciso por hora.
— Tem certeza de que isso é tudo de que você precisa?
— Tem mais uma coisa. — Ele me puxa, tirando minha blusa, e beija meu pescoço.
Também tiro a camisa dele, beijo seu peito, depois sua boca. Alisson se ajoelha na minha frente, tirando meu calção junto da cueca. Segura meu pau, que já está duro feito pedra, e coloca em sua boca quentinha.
Meu corpo arrepia inteiro quando ele coloca tudo na boca. Alisson suga meu pau com vontade, usa bastante a língua e também chupa meu saco. Ele está cada vez melhor nisso. Suas mãos seguram minha bunda e me puxam pra ir mais fundo dentro da sua boca.
Não consigo resistir por muito tempo. Ele intensifica a mamada quando percebe que meu pau está se contraindo. Alisson toma tudo sem reclamar, se saboreando do meu prazer. Ele avança pra cima de mim, me jogando na cama e beijando minha boca. O desejo dele me envolve em sua luxúria.
— Quero te sentir hoje. — Ele fala.
— Tem certeza?
— Tenho. Quero você, Renan. — Essa frase me deixa louco.
Deito ele na cama de bruços, vou beijando suas costas até chegar na bunda redondinha e durinha dele. Abro suas nádegas e vejo seu anelzinho rosado. Meu tesão é tanto que meu pau já começa a ficar duro de novo. Sou muito feliz dando pra ele e nunca imaginei que ele me deixaria ser ativo um dia. Estou realizando mais um desejo que não sabia que tinha.
— Isso é bom. — Ele fala quando começo a foder o cuzinho virgem dele com minha língua.
Alisson está gemendo e levantando a bunda pra mim. Estou linguando o anel dele com muita gula, com meu rosto em suas nádegas. Ele é gostoso demais. Seu pau está duro e babado. Seus gemidos de prazer me dão carta branca para continuar.
— Eu quero te sentir, estou pronto. — Ele fala.
— Eu te amo, Alisson. — Falei, e lubrifiquei bastante meu pau e o cuzinho dele.
Começamos de ladinho. Como é a primeira vez dele, não quero machucar. Ele é tão apertadinho e quentinho. De início, Alisson geme de dor um pouco, mas vou com calma, espero o tempo dele. Pergunto se ele quer parar e prontamente me diz pra continuar.
— Isso é bom. — Ele fala quando chego no final.
— Estou todo dentro de você.
— Me fode, tira minha virgindade.
Comecei a meter mais forte. Nossos gemidos tomaram conta do lugar. Depois de um tempo ele já está acostumado com a posição, mudamos. Ele vem por cima e, montado em mim, vai quicando no meu pau. Os olhinhos fechados, mordendo os lábios para aguentar a dor. Não tem como não amar esse homem.
Seu pau duro batendo em minha barriga toda vez que ele desce no meu pau. Estou fora de mim, nem sabia que era possível uma pessoa me dar tanto prazer assim.
— Te amo, Renan.
— Também te amo, Alisson.
— Sou seu, agora sou todo inteiro seu. — Ele fala entre gemidos.
— Somos um do outro.
Ele está gostando tanto que pede pra mudar de posição mais uma vez. Agora ficando de quatro pra mim na cama. Estou de joelhos atrás dele, segurando sua cintura com força e socando fundo nele. Agora podemos gemer à vontade, e é isso que fazemos. O cuzinho virgem dele apertando meu pau, é preciso um esforço muito grande pra não gozar logo. Quero que a primeira vez dele seja perfeita e durar o tempo que precisar.
Segurei até onde deu, mas quando ele me olhou com cara de safado por cima do ombro não teve como. Fui fundo e deixei até gozar dentro dele. Estamos pingando de suor. Gozei bastante, mesmo sendo a segunda vez, mas ele ainda estava duro. Não pensei duas vezes: deitei ele na cama e sentei de uma vez no pau dele. Alisson se sentou, me segurando pelo quadril. Passei minhas mãos em seus ombros e ele me comeu beijando minha boca. Alisson está com tanto tesão que não demorou pra encher meu cuzinho com sua porra também.
Ser versátil com Alisson foi uma novidade e tanto. Caímos os dois exaustos na cama. Estou ofegante e o pau dele ainda está meia-bomba. Me virei de lado e beijei a boca dele enquanto minha mão batia uma pra ele. Ficamos assim até o pau dele ficar duro de novo e ele me comer mais uma vez, só que em pé. Apoiei minhas mãos na parede e ele socou sem pena em mim.
Ele foi tomar banho quando terminamos, mas eu precisei de um tempinho. Estava com as pernas bambas. Enquanto ele toma banho, vejo chegar uma mensagem no celular dele. Só vi na tela que era do Anderson, mas não mexi, mesmo estando muito curioso.
— Amor, a água está bem fria. — Ele fala entrando no quarto só de toalha.
— Seu irmão lhe mandou uma mensagem. — Falei.
— O que ele quer? — Alisson perguntou, tirando a toalha e ficando nu na minha frente, se enxugando e pegando uma roupa no guarda-roupa.
— Não sei, é no seu celular.
— Sabe que não tenho nada a esconder de ti, né?
— Sei, mas é mais saudável assim.
— Tudo bem, mas vou salvar sua digital caso você precise usar o celular, tá bom assim?
— Tá. — Respondi feliz por ele confiar em mim.
— Ele quer que eu fale com um amigo meu que é advogado e também está dizendo que você está dando em cima de mim.
— Ele não está tão errado. — Falei, e ele riu.
— Acho que isso já foi longe demais. — Ele fala ligando para o irmão.
— O que você vai fazer?
— O que eu já deveria ter feito há muito tempo.
Espera até Anderson atender.
— Anderson, não vou gastar um centavo com advogado pra você. Eu sei que você tem dinheiro com os vídeos que colocou na internet. Queira Deus que só a Júlia lhe processe.
Anderson está gritando com ele, dá pra ouvir daqui.
— Não tenho nada a ver com isso. Você me traiu, sempre fiz tudo por você, cara, e você comeu minha noiva e pagou pra ela abortar meu filho. Eu só não te quebrei na porrada por causa do nosso pai, mas espero que você saiba que nunca mais na vida vai ser meu irmão. Eu te odeio, cara, e olha que nunca gostei de odiar ninguém. E antes que eu me esqueça, pare de mexer com o Renan. Ele não tem culpa de você ser um amigo merda.
Anderson está chorando e falando mal de mim, pra variar.
— Ele não quer dar em cima de mim, sabe por quê? Porque já estamos juntos. Estou namorando com ele e é melhor deixar a gente em paz ou a Júlia não vai ser a única a procurar os direitos dela.
Ele desliga o telefone.
Alisson precisou de um tempo deitado nos meus braços, fazendo carinho nele, para se recuperar. Sei o quanto foi difícil cortar o Anderson da vida dele. Se não tivesse descoberto toda a verdade, uma hora dessas estaria com a mãe passando pano pro irmão. Mas agora abriu os olhos para ver que tipo de pessoa o irmão se tornou.
Quando ele melhorou, fomos comer pizza e ele me deixou levar a moto na ida e na volta. Estou aprendendo rápido, ele é um bom professor. Em casa tivemos outra rodada de sexo. Ele não foi passivo de novo, mas me chupou com vontade de novo, e assim conseguimos pôr uma pedra em toda a confusão e curtir a casa nova dele.
