Pecando com Johnny (Capítulo 14)

Um conto erótico de ♡♡♡
Categoria: Homossexual
Contém 704 palavras
Data: 24/01/2026 08:57:44
Assuntos: Gay, Homossexual

“Aceitação”

Tiago chegou em casa por volta das 11h50, o corpo ainda formigando do encontro na direção. A casa estava vazia — pais trabalhando até o fim da tarde. Ele jogou a mochila no canto do quarto, trancou a porta e caiu na cama de barriga pra cima, rindo sozinho como um bobo. Uma risada baixa, nervosa, quase incrédula.

“Que drama todo foi esse hoje de manhã?”

Cobriu o rosto com as mãos, rindo mais alto. Chorou na frente do Johnny, ameaçou terminar tudo… e cinco minutos depois estava de joelhos chupando o pau dele até engolir tudo.

“Que palhaçada.”

Ele se sentia ridículo, mas de um jeito bom, leve. Como se tivesse tentado ser sério demais e o corpo simplesmente dissesse: “Não, pera aí, a gente quer é transar gostoso”.

Deitou de lado, abraçando o travesseiro, e refletiu em voz baixa:

— Não adianta ficar triste, Tiago. Você é gay. Você ama homem. Ama homem gostoso, forte, mandão. Ama o pau do Johnny, ama quando ele te chama de “meu garoto”, ama quando ele goza na sua boca. Isso não vai mudar. Chorar não resolve. Drama não resolve. Só perde a chance de ser feliz agora.

Ele pegou o diário debaixo do colchão, abriu numa página nova e escreveu, a letra mais solta que de costume:

“12 de março de 2012. Segunda-feira. Hoje eu quase terminei tudo. Chorei, desabafei, falei que era pecado. Mas aí ele ficou pelado na minha frente e… pronto. Eu abracei ele, acariciei o peito dele, chupei os mamilos, lambi o abdômen todo marcado, chupei o pau e as bolas até ele gozar na minha boca. Engoli tudo. E amei. Não tem como negar mais. Eu sou gay. Eu amo homens. Amo o Johnny. Amo o jeito que ele me fode, me chama de safado, me faz sentir desejado. Não adianta brigar com isso. Eu sou jovem, tenho 18 anos, tenho a vida toda pela frente. Vou viver isso. Vou ser feliz com ele, mesmo que seja escondido por enquanto. A culpa vem, mas o prazer é maior. E eu escolho o prazer. Pelo menos por agora.”

Fechou o diário, guardou e sentiu um peso sair dos ombros. Respirou fundo, sorriu sozinho.

“Chega de drama. Hora de viver.”

Decidiu fazer algo bom pros pais — eles mereciam. Desceu pra cozinha e começou a preparar um jantar especial: frango assado com batatas e cebola caramelizada (receita da mãe dele), arroz soltinho, salada caprichada com tomate, alface, cenoura ralada e molho de limão. Colocou a mesa com toalha boa, pratos alinhados, copos de vidro. Quando os pais chegaram, por volta das 18h15, a casa cheirava a tempero e carinho.

— Meu Deus, que cheiro é esse? — a mãe entrou sorrindo, tirando o casaco.

Tiago apareceu na porta da cozinha, avental improvisado.

— Surpresa! Fiz jantar hoje. Sentem aí.

O pai ergueu as sobrancelhas, feliz.

— Olha só meu filho virando cozinheiro. Tá tudo bem mesmo, filho?

Tiago riu.

— Tudo ótimo, pai. Só quis agradar vocês.

Eles sentaram. Tiago serviu o frango dourado, as batatas crocantes por fora e macias por dentro, o arroz soltinho. Conversaram sobre o dia: o pai contou de um cliente chato no escritório, a mãe falou de uma prima que ligou pedindo conselho. Tiago ria, contava bobagens da escola (sem mencionar Johnny, claro). Eles agradeceram, elogiaram a comida, disseram que ele estava crescendo rápido demais. Tiago sentiu o coração quente.

“Eles me amam. Mesmo sem saber tudo. E eu amo eles.”

Depois do jantar, lavaram a louça juntos, rindo de histórias antigas. Quando os pais subiram pra ver TV, Tiago ficou na cozinha. Decidiu fazer brigadeiro — o doce preferido do Johnny. Derreteu chocolate em pó, leite condensado, manteiga, mexeu até o ponto de enrolar. Fez uma panela cheia, enrolou bolinhas, passou no granulado. Colocou numa tigela bonita, cobriu com filme plástico. Amanhã levaria pra escola, daria pro Johnny na direção. Só de imaginar o sorriso dele, Tiago sentiu borboletas na barriga.

Subiu pro quarto feliz, o corpo leve. Tomou banho rápido, vestiu pijama, deitou na cama. Olhou pro teto e sorriu de novo.

“Eu sou gay. Eu amo o Johnny. E amanhã vou levar brigadeiro pra ele. A vida é boa.”

Ele apagou a luz, ainda sorrindo, o coração cheio de expectativa.

Continua…

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Comentários

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Tá... mas é toda a declaração de amor que johny fez a esposa no jantar que foi um dos motivos da saturação e término, apesar de toda situação e descrição que é necessária,um dia tá no fim... no outro essa declaração do nada... Nádegas a declarar???

Contos estão muito curtos.

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