Pecando com Johnny (Capítulo 13)

Um conto erótico de ♡♡♡
Categoria: Homossexual
Contém 973 palavras
Data: 23/01/2026 10:21:58
Assuntos: Gay, Homossexual

“Abismo”

Segunda-feira, 12 de março de 2012. Tiago acordou sem energia nenhuma. O despertador tocou às 6h15, mas ele ficou olhando pro teto, o corpo pesado como chumbo, os olhos inchados da noite de choro. O celular bloqueado, Johnny fora de alcance, mas a saudade e a culpa pesavam mais que tudo. Quis fingir doença, dizer que estava com dor de barriga, faltar à escola. Mas sabia que os pais ficariam preocupados, perguntariam, insistiriam em oração ou médico. Não podia dar mais motivo para desconfiança. Levantou devagar, tomou banho frio pra acordar, vestiu o uniforme e saiu de casa.

No caminho, colocou os fones e deu play em “Big Girls Don’t Cry” da Fergie. A música começou suave, a voz dela falando de despedida, de ser forte mesmo quando dói.

“The smell of your skin lingers on me now…”

Tiago sentiu as lágrimas subindo de novo. Engoliu o choro, respirou fundo, apertou o passo.

“Big girls don’t cry…”

Repetia mentalmente, mas por dentro estava despedaçado.

Chegou na escola às 7:10, o prédio já começando a encher. Foi direto para a sala do 3º ano A, sentou na carteira perto da janela, mochila no chão, cabeça baixa. Não olhou para ninguém. O sinal tocou às 7:30, a primeira aula começou — matemática. Tiago abriu o caderno, mas não escreveu nada. Só desenhava linhas tortas, o coração batendo forte.

Meia hora depois, a secretária apareceu na porta da sala.

— Tiago, o diretor Johnny pediu pra você ir até a direção agora.

A turma virou para olhar. Tiago sentiu o estômago revirar. Levantou devagar, pegou a mochila e saiu sem dizer nada. Caminhou pelo corredor vazio, cada passo mais pesado. Bateu na porta da direção.

— Entra — a voz de Johnny veio grave, seca.

Tiago entrou. Johnny estava de pé atrás da mesa, camisa preta com as mangas dobradas, olhos azuis escuros de raiva. A porta se fechou atrás dele. Johnny trancou.

— Me explica isso — disse Johnny, voz baixa mas firme, mostrando o celular com o áudio de Tiago na tela. — Você me bloqueia depois de um áudio desses? Sem nem conversar?

Tiago baixou os olhos, a voz tremendo.

— Eu… eu não aguento mais, Johnny. A culpa tá me matando. A preletora ontem… ela falou no meu ouvido que Deus sabe o que eu tô fazendo. Eu sinto que tô pecando, que vou pro inferno. Eu te amo, mas isso tá errado.

Johnny deu um passo à frente, a raiva misturada com dor.

— Errado? Você acha que eu não sinto culpa também? Eu sou casado, sou o diretor dessa porra de escola, tenho quase o dobro da sua idade. Mas eu não consigo parar de pensar em você. Todo dia. Toda hora. Você acha que pra mim é fácil fingir que nada aconteceu?

Tiago começou a chorar, as lágrimas escorrendo quentes.

— Mas Deus… a Bíblia diz que é pecado. Meu pai é obreiro, minha mãe… se eles souberem…

Johnny respirou fundo, a voz suavizando um pouco.

— Eu sei. Eu cresci ouvindo a mesma coisa. Mas eu não acredito mais que amor seja pecado. O que eu sinto por você não é só tesão, Tiago. É real. Eu te amo. Eu quero você na minha vida, não só na sala trancada. Eu vou pedir o divórcio outra vez. Quero tentar ser feliz. Com você.

Tiago soluçou, limpando o rosto com a manga do uniforme.

— Eu também te amo… mais do que tudo. Mas eu tenho medo. Medo de Deus, medo dos meus pais, medo de tudo desabar, medo de ir pro inferno.

Johnny deu mais um passo, tirou a camisa devagar, deixando cair no chão. Depois a calça, a cueca. Ficou pelado na frente dele, o corpo atlético iluminado pela luz clara da lâmpada de teto, o pau já semi-duro. Ele se aproximou devagar, sem tocar ainda.

— Olha pra mim, meu garoto. Olha o que você faz comigo. Eu não consigo mais viver sem você. Se isso for pecado… então eu vou pro inferno também. Mas eu prefiro pecar com você do que viver sem sentir nada.

Tiago olhou para o corpo dele — o peitoral definido, as coxas grossas, o pau que ele conhecia tão bem. O desejo subiu como uma onda, misturado com a culpa. Ele engoliu seco, as lágrimas ainda caindo.

— Eu não quero ir pro inferno … — sussurrou, voz quebrada. — Eu não quero. Mas eu não consigo resistir a você. Não consigo.

Johnny sorriu de leve, triste e aliviado ao mesmo tempo. Estendeu a mão.

— Esqueça tudo, meu garoto. Vamos nos amar como merecemos.

Eles se abraçaram forte, Johnny nu e Tiago ainda de uniforme. Tiago levou as mãos ao peitoral de Johnny, acariciando devagar os músculos definidos, sentindo o calor da pele. Desceu os lábios até os mamilos, chupou o direito com fome, sugando, mordiscando de leve, depois o esquerdo, a língua rodando em círculos. Johnny gemeu baixo, as mãos na nuca dele.

Tiago continuou descendo, lambendo o abdômen marcado, traçando cada linha dos músculos com a língua quente. Ajoelhou-se devagar, o pau de Johnny na frente do rosto. Lambeu a base, subiu até a glande, chupou devagar, depois mais fundo. Desceu para as bolas, lambendo e chupando cada uma com devoção, a mão masturbando a base do pau.

Johnny gemeu mais alto, as pernas tremendo.

— Isso… vadia pecadora… chupa gostoso…

Tiago voltou ao pau, engolindo metade, depois mais, a cabeça subindo e descendo ritmada. Johnny segurou o cabelo dele, fodeu a boca devagar, depois mais rápido. O aluno relaxou a garganta, aceitando tudo.

Johnny grunhiu, o corpo tensionando.

— Caralho… vou gozar…

Gozo quente jorrou na boca de Tiago, jato após jato. Engoliu tudo, lambendo a glande até a última gota, os olhos fechados, as lágrimas secando no rosto.

Reconciliaram-se no meio do caos, sabendo que o caminho ainda seria longo e doloroso, mas que nenhum dos dois queria mais desistir.

Continua…

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