- Capítulo 4 -
Correr realmente não era a opção naquele momento, então me virei e disse:
- Oi, você está falando comigo?
- Sim docinho, é com você mesmo. Respondeu Marlla aproximando-se de mim.
- Eu sabia que hoje um rapazinho como você iria aparecer sabe? Minha pomba gira, ela é muito forte sabe? Ela me disse que alguém precisando de minha luz iria aparecer e cá está você. Por que está andando por aqui essas horas? Disse Marlla de uma forma cômica e ao mesmo tempo séria.
- Eu perdi o ônibus para casa e acabei me distraindo e entrando nessa rua por engano. Respondi de forma respeitosa.
Marlla olhava-me de cima a baixo examinando todo meu corpo. Embora eu estivesse nervoso com aquela situação, tentava aparentar calma, não tinha muita experiência com o tipo de pessoas que frequentavam aquela rua, mas sabia que provocar ou ser desrespeitoso era pedir para apanhar.
- E por que esse nervosismo todo? O que está te incomodando? Interrogou-me Marlla enquanto dava um gole em seu copo de menta com groselha.
- Não estou nervoso é impressão sua. Respondi sorrindo, mas era óbvio que Marlla estava me lendo como um livro naquele momento.
- Hum... Está bem então. Cuidado com essa rua e principalmente ficar parando por aqui. Essa rua pertence à Gioconda e diferente de mim que sou muito querida e boa gente, se ela te pega por aqui, vai usar a barra de ferro dela em você. Se precisar de alguma coisa, me procura tá? Sei lá, pode ser qualquer coisa: uma mamada, um dedo no cu, uma macumba, um conselho amoroso. Tô por aqui tá? Me chamo Marlla Condoiselles.
- Ok, muito obrigado. Respondi me virando pra sair.
Enquanto caminhava para retornar para a rua principal rumo a minha casa, fiquei pensando no que havia passado e no possível problema que teria me envolvido caso desse de cara com essa tal “Gioconda”. Marlla embora parecesse estranha era amigável. – Minha pomba gira me disse; falei baixinho rindo do que ela disse. Não que eu fosse contra o pessoal que praticava essas coisas, mas realmente não sabia se acreditava ou não naquilo. Tomado pela curiosidade, resolvi arriscar e dar um salto de fé.
- Marlla, posso te fazer uma pergunta? Disse voltando em direção a Marlla.
- Claro docinho, diga.
- Têm um amigo meu que está passando...
Marlla nervosamente me interrompeu e disse: - Meu anjo, eu sou escorpiana, não tenho paciência pra isso não. Ou você fala a verdade ou sem essa de me alugar falando que é seu amigo. Vem logo, vamos sentar no sofá da Hebe e você me conta. Já que não têm macho nenhum passando agora, posso te dar uma atenção.
Sentamos no sofá da Hebe, que nada mais era do que um tronco de árvore caído que estava encostado no paredão da antiga cervejaria e que assim fora apelidado pelas pessoas que frequentavam aquela rua. Originalmente a pergunta que faria para Marlla era sobre como conquistar alguém que já têm um relacionamento e mostrar que você amava a pessoa, pois eu não havia desistido de mostrar para Paulo que realmente o amava, que não era carência, mas sim amor. Entretanto, mesmo estando ali, com um estranho barbado usando vestido de mulher, sentado num tronco de árvore no meio de uma rua deserta me senti muito acolhido, talvez o fato de não poder falar com ninguém sobre meus sentimentos e estar ali com um estranho que eu não iria ver novamente tivesse me dado confiança e eu acabei falando tudo, absolutamente tudo, desde minha relação com minha mãe, como começou meu envolvimento com meu padrasto, sobre meu trabalho e a faculdade. Marlla escutava tudo atentamente soltando esporadicamente alguns: “Hum, entendi”. Quando terminei de falar, Marlla disse:
- Seu padrasto tem razão. Você é carente. Você está se apegando a ele por ser sua primeira transa, por ser alguém que lhe deu carinho e atenção. Agora que você está trabalhando e fazendo faculdade, você precisa expandir seus horizontes.
- Como assim, expandir meus horizontes? Indaguei.
- Você precisa sentar em outras rolas que não sejam a do seu padrasto. Eu achei o máximo isso tudo, tenho muito fetiche com esse negócio de incesto. Mas a verdade é uma só: “amor de pica fica”, garoto. Você precisa sentar em outras pirocas, tanto pra conhecer outras carnes, como pra ver que seu sentimento por seu padrasto é só carência mesmo. Cola em mim que vai ser sucesso. Você disse que sai ao meio dia do trabalho no sábado neh? Então passa aqui por volta das duas da tarde que vou te levar num lugar que você vai adorar e poder se soltar. Disse Marlla.
- Não é nem um lugar perigoso neh? Perguntei desconfiado.
- Fique tranquilo, eu te protejo. Quem tá com Marlla, tá com Deus. Já te falei que minha pomba gira é bem forte neh? Ela me protege, fica tranquilo. Respondeu Marlla rindo bem alto.
Comecei a rir também e confirmei que apareceria no sábado e foi quando tomei um baita susto.
- Eduardo! Grita um homem numa moto Kawasaki Ninja preta e laranja no início da rua.
Na moto, um homem alto que eu não conseguia identificar, encosta a moto na guia da calçada, desce e vem em nossa direção a passos largos. Naquele momento embora eu quisesse saber quem ele era, eu só conseguia reparar no corpo daquele homem, alto, malhado, a calça jeans apertada realçava suas coxas grossas, a jaqueta preta de zíper estava estufada com seu peitoral e as mangas da jaqueta também estavam bem apertadas no braço musculoso. Após ver tudo isso, instintivamente olhei para o meio de suas pernas e o pacote que havia ali parecia ser suculento e melhorava mais conforme ele caminhava até mim. O contorno do pau daquele homem na calça mexendo conforme ele andava e o sacão dele fizeram uma onda de calor percorrer pelo meu corpo. Marlla que observava tudo aquilo suspirou e disse: - Nossa, ele têm umas pernas alicate, é desses machos que encaixam na gente direitinho e fodem sem dó.
- Dado estão todos te procurando! Você está bem? O que está fazendo aqui? Perguntou o homem.
- Eu perdi o ônibus, acabei errando o caminho e sentei aqui um pouco pra conversar e descansar... Espera, você me chamou do que? Respondi confuso. Apenas uma pessoa me chamaria de Dado, e essa pessoa era o insuportável, mas ele não era tão gostoso assim...
- Te chamei de Dado oras. Respondeu Renato tirando o capacete. Seu cabelo loiro lisinho movendo e se ajustando perfeitamente em sua cabeça como num comercial de shampoo e seus olhos azuis cobalto me fitando me fizeram corar.
- Meu Deus, me molhei toda. Disse Marlla olhando para Renato.
Eu não sabia o que fazer. Como aquele insuportável podia ser tão gostoso, como eu não tinha reparado nele antes, aliás, eu tinha, mesmo sendo insuportável eu o achava bonito, mas a cada vez que ele abria a boca eu queria bater nele, e o que mais importava, por que ele estava ali me procurando.
- Paulo está te procurando, você não foi para casa no horário e como estudamos na mesma faculdade, mas em blocos diferentes ele me ligou e perguntou se eu tinha te visto então sai para te procurar também. Respondeu Renato meio aflito, mas com um sorriso amoroso pra mim.
- Eu perdi o ônibus por causa da chuva. Respondi com vergonha.
- Sim, eu ouvi quando você disse a primeira vez. Mas já são quase três horas da manhã. Respondeu Renato
A conversa com Marlla havia durado mais do que eu imaginava, realmente não tinha visto o tempo passar. Comecei a me desesperar. Paulo deveria estar preocupado e minha mãe iria acabar comigo.
- Vamos, vou te levar pra casa. Disse Renato tirando a rede que segurava outro capacete no banco da moto e me entregando ele.
Eu estava incrédulo com tudo aquilo, realmente não conseguia processar que eu estava há poucos segundos atrás desejando o insuportável do Renato.
- Se você não for com ele, eu vou docinho. Disse Marlla me dando um toque com dois dedos na cintura e me empurrando em direção ao Renato.
Peguei o capacete e no nervosismo nem conseguia colocar, então Renato veio e gentilmente o colocou em mim apertando a fivela. Antes de baixar o visor de proteção do capacete eu observava Renato e o misto de raiva e excitação ficavam cada vez mais fortes dentro de mim. Como esse insuportável pode ser tão gostoso? Essa era a pergunta que ficava martelando em minha cabeça. Os olhos azuis de Renato olhando bem no fundo dos meus olhos fazem meu corpo todo arrepiar, e ele percebendo dá um leve sorriso, tira sua jaqueta e vai colocando em mim. Quando fui fazer sinal para não deixar que ele me colocasse a jaqueta, Renato me olha e diz:
- Você está todo arrepiado, imagino que seja de frio, se não for por isso, está arrepiando por quê? Perguntou Renato enquanto com o dedo indicador tocou nos pelos do meu braço gerando um leve choque estático.
Com o choque que seu toque me deu, puxei meu braço e vesti a jaqueta.
- É pelo frio mesmo, não tinha percebido que havia esfriado. Respondi fechando a cara.
- Hum sei. Disse Renato sorrindo.
- Está rindo do que? Perguntei já irritado.
- Nada não. Vamos embora que já está muito tarde. Respondeu Renato ainda rindo.
Renato com apenas uma levantada de perna subiu na moto e mesmo com a moto encostada na guia da calçada, o banco dela ainda era muito alto para os meus 1.60cm de altura. Renato virou a cabeça em minha direção e disse:
- Você vai ter que se agarrar em mim para subir na moto.
O ódio que subia em mim naquele momento era algo indescritível, ver a cara de satisfação de Renato olhando pra mim e sabendo que por ser baixinho eu teria que me agarrar nele praticamente escalando para subir no banco da moto era algo que me fazia bufar. “Não vou me agarrar nele”. Tentei subir no banco da moto e quanto mais eu tentava erguer minha perna para passar pro outro lado mais a situação ia piorando. Marlla assistia tudo àquilo com a mão direita no pescoço como se estivesse passando os dedos em um colar. Quando quase ia me desequilibrando, Renato levou sua mão esquerda em minha perna que estava no apoio para os pés e disse:
- Agarre-se em mim de uma vez por todas Dado.
Na força do ódio agarrei os ombros de Renato e consegui subir no banco. Renato colocou seu próprio capacete e disse novamente:
- Agarre-se em mim ou vai cair da moto.
- Você quer que eu me agarre em você por qual motivo? Não têm necessidade, eu já estou sentado na moto, pode ir embora. Respondi nervoso.
Renato virou a chave dando uma arrancada na moto de forma proposital, o que me fez instintivamente colocar as duas mãos em sua cintura e segurar.
- Você ao menos sabe dirigir? Perguntei irritado
- Vai se segurar ou não? Retrucou Renato.
Antes que eu pudesse responder, ele colocou seus braços para trás e agarrou minhas mãos puxando elas e me fazendo abraçá-lo.
- Assim está melhor. Disse Renato baixando o visor de seu capacete e saindo com a moto.
Ali na traseira da moto eu estava mais irritado que demônio sendo exorcizado. Era um ódio inexplicável, mas que agora tinha o adicional de eu ter me sentido atraído por aquele insuportável. Ali abraçado em Renato na traseira da moto, comecei a sentir o calor de sua jaqueta e o de seu próprio corpo. “Ele é quentinho e aconchegante como uma caneca de chocolate quente”. Pensei. “Meu Deus, o que é isso que eu estou pensando?”. Minha mente borbulhava e o cheiro do perfume de Renato parecia que estava se espalhando em todo meu corpo. Dirigindo pelas ruas da cidade, Renato fazia manobras entre os poucos carros que estavam circulando naquele horário, mas embora as ruas estivessem bem vazias, ele não acelerava muito, parecia que estávamos num passeio.
- As capivaras saíram do rio. Indicou Renato.
Encostei meu capacete no ombro de Renato e fiquei admirando aquela família de capivaras passeando pela grama que dava para o rio. Ali por um momento me desliguei e me imaginei fazendo esse tipo de passeio com Paulo. Embora ele me levasse para o trabalho e faculdade e eventualmente em alguns locais que eu precisava. Nunca de fato saímos para passear sozinhos. Nossas idas ao motel a cada recompensa que ele me dava não contavam como um passeio em casal. Nesse momento como um fantasma me assombrando minha mente me fez imaginar exatamente o que estava acontecendo ali, em tempo real, eu estava dando um passeio com Renato. Antes que me permitisse sentir algo mais, avistei parado no semáforo o carro de Paulo, reconheci pela placa e pelo adesivo de guitarra no vidro traseiro. Renato que também havia reconhecido foi de encontro ao veículo e parando ao lado de Paulo disse:
- O pacotinho está seguro aqui atrás.
Paulo olhou com uma expressão aliviada, sorriu e disse:
- Eu vou parar ali na frente pra ele descer e termino de levar ele em casa.
- Não precisa, já estou aqui, vou entregar em casa. Respondeu Renato já acelerando a moto.
Minha vontade era pular daquela moto direto para o carro, mas Renato ao mesmo tempo em que tinha passado e estava na frente de Paulo, deu um jeito de ficar para trás em um dos semáforos.
- Você sabe que ninguém fica parado no semáforo à noite neh? Todo mundo passa direto. Perguntei sinicamente
- Sei, mas eu não sou todo mundo. Respondeu Renato dando uma jogada de cabeça para trás e voltando com ela para verificar o semáforo.
Antes de acelerar a moto, Renato coloca suas mãos nas minhas e ajeita elas me forçando a abraçá-lo um pouco mais. O sinal abre e Renato parte. Chegamos em casa e Paulo já havia até mesmo guardado o carro na garagem e estava no portão social esperando.
- Pensei que tivesse se perdido. Disse Paulo
- Não, você que veio muito rápido, quase um piloto. Brincou Renato.
Na hora de descer da moto novamente Renato me ajudou e Paulo vendo toda aquela situação veio ajudar também. Renato desceu da moto e me ajudou a tirar o capacete soltando a fivela, mas antes mesmo que eu pudesse tirar, Paulo entrou na frente e retirou o capacete entregando para Renato.
- Bem, o pacotinho está entregue. Disse Renato apontado pra mim ao mesmo tempo em que dava uma risadinha e uma leve piscadinha com o olho.
- Obrigado. Respondi secamente e entrei para casa sem dar chance de Renato falar algo, pois aparentemente era o que ele iria fazer.
Paulo veio logo atrás de mim, mas antes mesmo que pudesse dizer qualquer coisa, escutei o barulho da moto de Renato saindo pela rua e mais alto que o barulho da moto foram os gritos de minha mãe:
- É por isso que eu havia dito que ele só deveria estudar. Trabalhar e estudar não dá, olha só, já está se sentindo independente e chegando a hora que bem entende em casa. Nem recebeu o primeiro salário e já está se achando dono de si. É um absurdo isso, que irresponsabilidade, está achando que sou palhaça ou sua empregada para ficar te esperando até essa hora em casa? Não sou, isso não vai se repetir. Gritava ela sem ao menos respirar entre cada palavra.
- Você ao menos vai perguntar se ele está bem? Perguntou Paulo com sua voz grossa e num tom um pouco mais alto que minha mãe. Aquela era a primeira vez que o via levantando o tom de sua voz, mesmo já tendo visto os dois brigando antes, aquela era a primeira vez que o via subir seu tom.
- Se chegou em casa e não vejo nenhum braço ou perna enfaixado então está vivo e bem. Respondeu ela raivosamente e continuou:
- Se isso se repetir novamente pode repensar em morar aqui, não quero ninguém morando debaixo do meu teto e dando esse tipo de trabalho.
Ali, parado sem saber o que fazer apenas disse:
- Me perdoe mãe, choveu muito forte e perdi o ônibus, vim caminhando e...
Antes que eu pudesse continuar Paulo interveio novamente e disse:
- Ele veio caminhando, o caminho é longo e ele foi parando para descansar, se você tivesse me deixado buscá-lo quando começou a chover como eu disse, isso não teria acontecido.
Ali encurralada por Paulo, minha mãe fez o que sabe de melhor, dissimular e se fazer de vítima:
- Ai amor, eu achei que iria dar tempo dele pegar o ônibus, jamais imaginei que iria acontecer tudo isso. Tome um banho quente e vá dormir. Disse ela olhando pra mim para encerrar a conversa e sair daquela situação.
Entrei para meu quarto e atrás de mim ainda escutava Paulo reclamando com minha mãe, ela já estava abraçando ele e tentando fazer carícias nele. No quarto comecei a tirar minha roupa e foi quando percebi que eu havia ficado com a jaqueta de Renato. Peguei-a e comecei a sentir o cheiro dele, o que era meio desnecessário, já que seu perfume parecia ter se impregnado em todo meu corpo. Dobrei-a e coloquei na mesa de cabeceira ao lado da cama, para não me esquecer de devolvê-la na hora de ir para o trabalho.
Após tomar um banho rápido me deitei e fiquei ali pensando na conversa com Marlla. Por mais que eu tentasse focar minha mente estava a todo o momento trazendo o passeio de moto com Renato.
- Isso, mais forte...
Escutei minha mãe no quarto ao lado falando para Paulo. Fazia algum tempo que não os ouvia transando. Trabalho e faculdade estavam me deixando bem cansado, pois não estava acostumado com essa rotina toda, então era eu deitar e simplesmente apagar, dormia feito uma pedra e acordava com muito custo ao som do despertador, mas ali naquela noite, minha mãe para se desculpar e não ficar ouvindo reclamações de Paulo, nem esperou e já começou a dar para ele.
Mesmo não querendo ouvir, era impossível, ela gemia alto e falava sacanagens para Paulo sem nenhum pudor. Eu ali imóvel na cama comecei a pensar se algum dia isso seria diferente, em como eu poderia mostrar pra ele que meu amor era verdadeiro. Mesmo com Marlla e Paulo dizendo que isso era carência, eles não sabiam o que havia dentro de mim, eu realmente gostava de Paulo, eu o amava assim como sentia raiva de Renato. Era tudo muito claro em minha mente. No quarto ao lado minha mãe gemia cada vez mais alto, com Paulo estocando sua buceta e ela gemia pedindo para que ele socasse mais e deixasse ela toda arrombada e com a buceta cheia de leite. Eu podia saber o que Paulo fazia apenas pelo barulho e isso começou a me deixar excitado ao lembrar-me de nossas transas. Os tapas estralavam na bunda dela e o barulho do corpo de Paulo batendo contra o dela, o ranger da cama, ela pedindo cada vez mais pelo pau dele e eu ali batendo uma punheta me imaginando sendo possuído por Paulo, minha mente brincava comigo e a cada fechada de olhos eu via Renato, ele me possuindo e eu gemendo loucamente, eu abria meus olhos e conseguia voltar a imaginar que era Paulo... Não aguentei e gozei muito, três jatos voaram bem longe e um deles quase acertou meu olho. Limpei-me com um lenço umedecido e dormi.
Poucas horas depois acordei com o despertador tocando, tomei um banho, me troquei, peguei o casaco de Renato junto com minha mochila e fui para o trabalho de carona com Paulo. No caminho não aguentei e disse:
- Eu escutei vocês transando ontem à noite.
Paulo me olhou e disse:
- Eu imaginei que você não tinha dormido ainda, e mesmo que tivesse dormido com ela gemendo tão alto daquele jeito, qualquer um acordaria também. Ela queria me fazer calar a boca sobre as coisas que disse para você. Respondeu Paulo com um olhar aborrecido.
- Tudo bem. Respondi dando de ombros e virando meu rosto para ver as casas da rua.
Paulo pegou outro caminho e parou numa viela sem movimento. Quando olhei para perguntar o motivo dele parar ali, Paulo já estava abrindo a calça e tirando seu pau para fora e o masturbando, seu pau já estava começando a ganhar vida, eu sem pensar me debrucei nele e comecei a engolir seu pau, sugava ele com muita vontade, a cada engolida que eu dava seu pau crescia mais e ficava cada vez mais grosso, sentia em meu lábios as veias de seu pau pulsando, Paulo forçava minha cabeça para baixo me fazendo engolir seu caralho e me fazia perder o fôlego. Quando percebia que eu estava quase vomitando ele me puxava de volta e antes mesmo que eu pudesse respirar, me socava novamente me fazendo engolir seu pau. Ali mesmo tirei meus tênis e minha calça jeans, Paulo deitou o banco do carro e eu sentei em seu pau e comecei a calvagar como uma puta em sua rola, eu abria minha bunda para sentir cada pedaço de seu pau entrar, eu sentava com muita força no seu pau. Paulo colocou as mãos por debaixo da minha camiseta e ia apertando meus mamilos com seus dedos me fazendo gemer muito. Paulo cheio de tesão me puxa contra si e começa a estocar com toda força o pau em meu cu, ele fodia com tanta força que parecia que ia me partir ao meio, sentia meu cu arder com cada estocada que seu pau dava, e quando eu pensava que ele ia tirar seu pau dentro de mim ele voltava e enfiava cada vez mais fundo, novamente assumi o controle empurrando o peito de Paulo para baixo e voltei a cavalgar em seu pau, sentava tão forte que minha bunda batia em suas coxas fazendo elas estralarem com o atrito, o carro chacoalhava com nosso movimento. Paulo no tesão me deu um tapa na cara e disse:
- Isso, mostra a putinha selvagem que você é. É assim que você deve ser.
Eu não esperava pelo tapa na cara, mas naquele momento aquele tapa me fez realmente me sentir uma puta, e foi assim que fiz. Sentava e rebolava meu rabo naquele pau grande fazendo meu cu subir e descer e quando o pau saia de dentro do meu cu eu procurava ele com meu cu e com a mão enfiava novamente até o talo, enquanto cavalgava coloquei minhas mãos para baixo e comecei a procuras as bolas de Paulo e massagear elas, ele ficando cada vez mais com tesão não aguentou e jorrou porra no meu cu. Quando Paulo foi me masturbar para gozar, um carro passou e me abaixei. Paulo então disse que não dava pra ficarmos mais ali. Vestimos-nos e fomos para o serviço.
Chegando ao serviço, eu precisava muito usar o banheiro, afinal Paulo parecia ter mijado dentro do meu cu, e eu sabia que a qualquer momento todo aquele leite iria escorrer perna abaixo. Chegando no escritório, deixei minha mochila na mesa e ali sentado com a maior cara de pau do mundo o insuportável do Renato, cheguei até ele e disse:
- Aqui está sua jaqueta, esqueci-me de devolver ontem. Obrigado.
Nisso vire-me para ir para o banheiro, pois já sentia o leite de Paulo começando a escorrer. Quase sai correndo e nem deixei que Renato falasse nada. No banheiro, entrei e ao sentar no vaso o leite de Paulo saiu, me limpei, saí do reservado e dei uma passada de água na cara ajeitando meu cabelo.
Ao retornar para o escritório, vi Renato olhando para a jaqueta com um sorriso malicioso. Pensei em ignorar, mas perguntei:
- O que foi, eu rasguei sua jaqueta ou algo assim? Falei já sentando em minha mesa que ficava ao lado da dele.
Renato se levanta e vem em minha direção, coloca a jaqueta na minha mesa e aponta para ela dizendo:
- Isso aqui é porra? Você bateu uma pensando em mim e gozou na minha jaqueta?
Renato estava com um ar de vitorioso, como se tivesse algo pra usar contra mim. Eu sabia que meu santo não tinha batido com o dele desde o princípio e que ele iria fazer algo contra mim e era isso, na madrugada ao gozar meus jatos bateram em sua jaqueta e eu não vi.
Comecei a tremer e gaguejar sem saber o que dizer...
Continua...