– Estou achando que não vamos mais precisar de ajuda externa. – Falou Camila depois de descansarem por um bom tempo.
– Do que é que você está falando? – Perguntou Bruno sério e erguendo a cabeça para poder ficar olhando de frente para Camila.
– Que você já conseguiu gozar duas vezes. Então achei que não precisamos fazer nada, basta conversar a respeito.
Bruno deu um sorriso amarelo e voltou a apoiar a cabeça no travesseiro e ficou pensativo olhando para o teto espelhado do motel que refletia o corpo de Camila com o vestido na cintura e a calcinha puxada para o lado, do mesmo jeito que estava quando o marido chupou sua buceta. Ele parecia estar pensando sobre o que falar e, quando o fez, falou com voz terna e ao mesmo tempo com aquele tom de quem quer convencer:
– Não sei não, querida. Acho que se eu pensasse que era só uma simulação minha reação n não teria sido assim. Mas se você não quiser, não precisa. Não quero que você faça nada contra a sua vontade.
– Você está falando sério mesmo? Parece até que você quer que eu me entregue a outro homem. Estou estranhando porque você nunca demonstrou que gostava disso. – Falou Camila.
– Nunca demonstrei porque tenho um ciúme muito grande de você.
– Não parece. Nunca vi você bravo por eu conversar com outro homem.
– Nunca viu porque nunca foi preciso. Você nunca deu motivo para isso.
– É. Mas sempre tem uns caras que confundem simpatia com interesse e já vão avançando o sinal.
– Isso é verdade. E você nunca deixou nenhum avançar esse sinal. Nunca foi preciso que eu dissesse ou fizesse alguma coisa. Lembra daquela vez em Marrakesh?
– Ô se lembro. A gente estava na piscina e quando você foi pegar uma bebida o cara chegou na cara dura e perguntou se eu não queria subir com ele para o apartamento.
– Pois é! Esse mesmo. E eu já estava voltando e ouvi o que ele te disse. Só não dei um murro nele porque sua resposta foi mais precisa do que isso. O homem saiu tonto. Lembra do que você falou?
– Lembro. Mas ele mereceu. Já que me confundiu com uma prostituta qualquer, tive que mostrar para ele que, se ele queria uma puta, tinha que pagar o que a puta vale e ele não tinha dinheiro para isso.
– E se ele fosse rico e dissesse que tinha sim. Porque, pelo jeito, ele não era nenhum ricaço.
– Se ele dissesse que tinha dinheiro eu ia falar o qual o meu preço.
– Ah! Quer dizer então que você tem um preço?
– Lógico que tenho. O meu preço para me entregar a um homem é ele me fazer querer. Igual você fez. Você fez com que eu quisesse e eu fiz valer a pena. Não foi? Não valeu a pena?
– Nossa se valeu. Aliás, vale até hoje.
– Então...
O silêncio voltou a reinar entre o casal, mas o cérebro de Bruno estava emparelhando a situação de antes com o que estava acontecendo agora e depois perguntou:
– E você acha que o Paulo está te fazendo querer?
– Por que essa pergunta agora? Lógico que não? Você está doido? Só você me faz querer.
– Mas que você ficou empolgada ficou, não é verdade? Para quem diz que não se interessou por nenhum homem, você ficou muito acesa.
Ao ouvir isso, Camila se sentou na cama e virou o corpo para o lado de Bruno e imitando o que ele fez antes ficou olhando bem dentro dos seus olhos e falou:
– Eu nunca disse que jamais senti interesse por algum homem. Qualquer mulher que diz isso está mentindo. Sempre tem aquele que chama a atenção ou aquele que atrai a mulher com um olhar, um jeito de segurar a mão quando cumprimenta ou até mesmo com um sorriso cativante. Nós somos humanas como os homens e a libido funciona da mesma forma. O que eu quero dizer é que não se trata de sentir tesão por um estranho ou mesmo um conhecido que não é nosso marido ou não, a diferença entre uma mulher honesta e uma que não presta está em como administra essas situações.
– E você administra como?
– Eu arrasto meu maridinho para a cama e dou uma surra de buceta nele. Já teve vezes que eu suguei todas as suas energias e você desmaiou me deixando ainda cheia de tesão e eu, para não sair a procura do homem que me deixou assim tão tesuda, tive que ficar me masturbando. Não é o que sentimos que nos define, mas sim como reagimos a esses sentimentos.
– Por essa eu não esperava. Achava que você jamais se sentiu atraída por nenhum homem depois que me conheceu.
– Desculpe querido. Eu não devia estar falando isso agora. Mas, como disse, somos feitas de carne e ossos assim como os homens. Ou você vai dizer que nunca sentiu tesão por uma mulher.
Essa era uma pergunta que Bruno não podia mentir. Camila era ciumenta e ele já tinha até levado uns beliscões disfarçados quando ele ficava dando muita atenção para uma mulher bonita. Então ele apenas sorriu e depois a convidou para ir embora.
O dia seguinte era um sábado e o casal passou o dia inteiro procurando por móveis na internet no intuito de decorar a casa nova. Não que fossem comprar, era Camila que insistia em consultar para quando fossem às compras ela já tivesse ideia do que procurar.
No domingo, depois do almoço, Camila estava deitada depois do almoço e do nada se lembrou do Paulo e comentou com seu marido:
– O Paulo Renato não mandou mais nenhuma mensagem. Será que ele perdeu o interesse?
– Duvido que ele perca o interesse. O que eu acho que está acontecendo é que ele fica achando que pode estar te incomodando. Acho que ele está esperando por uma iniciativa sua.
– E você acha que eu devo mandar uma mensagem para ele?
– Eu acho que não custa nada. Se não der certo, vida que segue.
Camila se levantou e foi pegar o seu celular e, quando voltou para a sala, já tinha iniciado a troca de mensagens com o Paulo em uma conversa que não durou muito, pois ele foi logo respondendo:
– Desculpe. Mas hoje é o dia que me dedico à minha família. Estou em casa na companhia de esposa, filhos e netos. Se você não se importar, podemos conversar amanhã?
Em vez de responder, Camila atirou o celular no sofá enquanto esbravejava:
– Esse idiota. Quem ele pensa que é para me jogar para escanteio? Ai meu Deus, que ódio!
Bruno pegou o celular e leu o que estava escrito e tentou acalmar sua esposa falando:
– Veja isso pelo lado bom, meu amor. Ele só está mostrando que é um homem que se dedica à família. Isso tem a vantagem de que ele não vai ficar pegando no seu pé e também diz que ele é um homem íntegro.
– Íntegro o cacete. Ele vai ver só o castigo que vou dar pra ele.
– Castigo? O que você está pensando em fazer.
– Não sei ainda. Mas que estou pensando e estou. Ele que me aguarde. – E saiu em direção ao quarto pisando duro e resmungando: – Íntegro! Ele vai ver só aonde eu vou enfiar a integridade dele. Ele não perde por esperar.
Ao entrar no quarto Camila bateu a porta e como Bruno já conhecia a fera, embora poucas vezes ela tivesse saído da casinha, preferiu ficar onde estava e dar um tempo para que ela se acalmasse, pois sabia que se puxasse qualquer assunto com ela, mesmo que não tivesse nenhuma relação com o motivo dela estar furiosa, ela estaria com duas pedras em cada mão. Ligou a TV da sala e ficou assistindo o terceiro capítulo da série Spartacus, do qual se interessava mais nos aspectos históricos do que as cenas de ação ou eróticas, porque se no primeiro tipo havia sangue suficiente para alimentar uma multidão de vampiros por semanas, na segunda as bucetas das mulheres eram tão cabeludas que parecia que elas usavam um tapa sexo enorme e peludo.
Quando finalmente ele foi para o quarto encontrou a esposa dormindo. Vestiu se pijama e se deitou, mas não conseguia dormir, ficando a imaginar que tipo de vingança Camila ia inventar para cima do pobre Paulo e sabia que, pelo jeito dela falar, seria algo a ver com deixá-lo extremamente excitado e depois recuar o deixando com o pau na mão. Só de pensar em como ela agiria e a reação do homem, sentiu um friozinho descer por sua barriga que desceu até o seu pau que vibrou um pouquinho.
Foi algo muito rápido e de baixa intensidade, mas para ele já era um progresso enorme ter aquela reação sem precisar de nenhum estímulo de Camila.
No dia seguinte Camila acordou antes dele e o surpreendeu levando uma bandeja contendo o café da manhã até a cama. Ela estava super carinhosa o que para ele não era novidade, pois isso era comum. O que ele estranhou foi aquele brilho de determinação que ela tinha no olhar e que ele já conhecia muito bem. Isso remeteu seus pensamentos à reação dela durante a noite e ele sorriu enquanto sentia um pouco de compaixão do pobre Paulo. Se havia uma coisa que Bruno sabia era de como Camila sabia ser sedutora e, sendo também vingativa, a junção dessas duas qualidades prenunciava uma situação muito complicada para o pobre homem.
Entretanto, ele foi surpreendido quando ela tocou no assunto o abordando de uma forma bem diferente da que ele esperava. Em vez de falar sobre sua explosão de raiva ou de seu plano de vingança, ela se desculpou:
– Desculpe minha reação de ontem à noite. Eu fui uma tola e ainda te dei a impressão que estou interessada naquele homem. – E antes que ele desfizesse a expressão de surpresa, informou: – Acho melhor a gente desistir dessa loucura. A última coisa que eu quero nesse mundo é te magoar.
Mais uma vez Bruno não disse nada e ficou apenas olhando para a esposa que sustentou o olhar, como era comum ela fazer. Uma das coisas que mais impressionou a ele quando conheceu Camila era a mania que ela tinha de conversar com as pessoas sempre olhando nos olhos delas e precisou de meses para que ele se desse conta que aquela forma tinha uma razão, pois sua esposa tinha o dom de interpretar nos olhares das pessoas se o que elas falavam tinha a ver com o que elas realmente sentiam. Também descobriu que não havia como evitar que ela usasse esse seu dom e mais uma vez teve a prova disso ao ouvi-la falar:
– Você está decepcionado, não está? – E diante da ausência de resposta dele, completou: – Isso que eu não entendo, tem momentos em que penso que você quer me ver transando com outro homem!
Mais uma vez Bruno não disse nada. Não foi preciso, pois Camila olhou para o quadril dele e viu uma pequena alteração no tecido do pijama que usava. Sem pensar duas vezes, ela retirou a bandeja de cima dele a colocando no chão, ficou em pé ao seu lado e fez um pequeno movimento com os ombros fazendo com que as alças da camisola que ela usava deslizassem pelo seu ombro e a peça de roupa ficou presa em seus seios. Lentamente ela puxou a roupa para baixo que caiu rapidamente, dessa vez não caindo ao chão ao parar em seu quadril, o que ela resolveu começando a requebrar até que finalmente ficasse completamente nua.
Olhando para aquele corpo que possuía tudo para ser lindo, pois a genética que lhe deu as formas perfeitas, com uma cintura fina e bumbum arrebitado, aliada aos cuidados que ela tinha com ele, fazia dela uma mulher perfeita. Seus seios médios com os mamilos apenas um pouquinho mais escuro que o tom da pele e os bicos nesse momento enrugados e durinhos, fez com que seu pau tremesse novamente e ela, sem dar tempo a ele para pensar em mais nada, puxou o short do pijama com violência para baixo o deixando na altura de sua canela, colocou um dos joelhos sobre a cama mantendo o outro no chão, dobrou seu corpo e se apoderou daquele pau em média ereção o colocando inteiro na boca. Não precisou de mais que um minuto para que Bruno gozasse. Foi um orgasmo sem ejaculação, pois nada saiu dali, porém, seus gemidos e o tremor que invadiu seu corpo não deixavam dúvidas disso e esse tremou se repetiu novamente quando Camila levantou seu rosto e, olhando para ele, lambeu os lábios.
A mulher agia como se estivesse experimentando como deixar um homem louco, embora ela não precisasse de treino nenhum para isso, pois seu ato seguinte foi se deitar ao lado dele na cama e começar a mordiscar sua orelha fazendo com que ele gemesse.
Entre uma mordida e outra, ela usava sua língua explorando o ouvido dele ou então falava com voz baixa e sensual:
– Meu corninho quer que sua esposinha seja a putinha de outro macho? Ele vai querer ver outro pau fodendo a xaninha dela? É isso que o corno quer?
Sem conseguir resistir, a resposta veio depois de um chiado:
– Siiimmmm.
– Então você vai ver. Só que você precisa saber que, se for para fazer isso, vou querer ser uma putinha. Muito puta e safada. Vou fazer com ele tudo o que nós já fizemos.
– Tudo não. Não quero que você dê o seu cuzinho para ele. – Falou Bruno tentando firmar sua voz, o que não conseguiu com ela saindo tremida.
– Não quer? Tem certeza? Então imagine você sentado ali no canto da cama e eu sentada no pau dele e engolido sua pica com minha bundinha. Você vendo tudo de camarote e com minha buceta escorrendo e piscando para você. Pense nisso, meu corno. Aí você vai assumir que é um corno completo e vai vir chupar minha bucetinha enquanto ele fode meu cuzinho.
A reação do Bruno era contraditória, pois tentava dizer que não queria enquanto seu corpo reagia de forma diferente. Seu tesão foi tão intenso ao ouvir isso que ele chegou a curvar seu corpo, levantando o quadril como se procurasse o contato com uma buceta que não estava ali. Camila sorriu e voltou a provocar:
– Fale agora. Fale ou cale-se para sempre. O que eu vou poder fazer com o meu macho?
– Tuudooo. Você po... pode faaa...zer tuuudoooo que você quiser.
Não fosse sua incapacidade física por causa da doença, Bruno fatalmente teria gozado naquele instante sem sequer tocar seu pau.
Ao ver que se tornara a dona daquela situação, ela deu o próximo passo falando:
– Só tem uma coisa que eu estou achando difícil. Já vi que o Paulo é meio careta. Muito certinho e do tipo família. Não vai ser fácil fazer com que ele me foda na sua frente.
– Você precisa usar essa palavra? – Reclamou Bruno.
– Que palavra? – Questionou Camila que não entendeu onde ele queria chegar.
– Foder. Não dá para usar transar, fazer amor ou até mesmo copular?
– Não querido. Olha aqui. Copular fica muito bem nos livros de educação sexual e relatórios policiais e médicos. Fazer amor não se aplica porque isso eu só faço com você e com nenhum outro homem. Transar podia ser, mas essa palavra pra mim tem o mesmo sentido de foder, só que foder é mais sacana, mais coisa de puta mesmo e, se é para fazer isso, então quero fazer direito. Quero seu a puta dele. Quero ser fodida, ultrajada e depois chegar em casa toda usada para você.
– Chegar em casa? Você pretende fazer isso aonde, afinal?
– Então. É o que eu estava pensando. Aquele homem não vai aceitar me foder na sua frente e pensei se não seria melhor que na primeira vez você não estivesse presente. Por isso pensei em ser só ele e eu em um motel. Depois da primeira vez, ele já vai estar mais suscetível a aceitar uma suruba com você presente.
– Nossa Camila! Quando foi que você se tornou essa mulher safada?
– Eu não me tornei essa mulher safada. Eu já era safada quando você me encontrou pela primeira vez. Lógico que com você eu me acalmei e nunca mais tive interesse em transar com outro. Você sempre foi suficiente para mim e eu te amo demais. Tudo isso fez de mim uma mulher completa que não precisava mais de aventuras para se sentir viva.
– Mas agora isso parece que está voltando. Não está?
– Está sim. Mas a culpa disso é sua. Quem mandou ficar tendo ideias.
Bruno a princípio não disse nada. Primeiro porque Camila tinha razão e foi ele que começou com tudo isso e segundo porque tudo o que ele queria dela naquele momento é que ela fosse bem putinha mesmo. Depois de pensar isso, disse a ela que concordava que ela saísse sozinha com o Paulo desde que voltasse para casa depois de transar com ele e contasse tudo a ele, nos mínimos detalhes.
Como o casal costumava acordar tarde, já se aproximava das onze horas e Camila, depois de ficar pensativa por alguns momentos, saiu da cama e foi para o banheiro sem dizer nada, permanecendo lá por muito tempo. Já fazia meia hora que ela estava lá quando Bruno ouviu o barulho do secador de cabelos e, como sua esposa deixava seu cabelo secar naturalmente quando ia ficar em casa, entendeu que ela estava se preparando para sair. Como ela não tinha dito nada, resolveu esperar até que ela o mandasse tomar banho e se arrumar para saírem juntos.
Não foi o que aconteceu. Ela saiu do banheiro enrolada na toalha com os cabelos arrumados e já usando uma maquiagem discreta, foi até o armário, abriu a gaveta e retirou um conjunto de calcinha e sutiã lilás começando a vestir enquanto olhava para Bruno que permanecia na cama deitado e sem entender nada. Usando apenas as roupas de baixo, ela saiu do quarto e demorou quase cinco minutos para voltar e quando entrou no quarto, escolheu um vestido de alças e que deixava o colo de seus seios aparecendo. Era um vestido de um tecido leve e esvoaçante que ia até a altura de seus joelhos. Depois de se vestir, ela ficou paradas na frente do espelho e de costas para Bruno que viu ela levar as mãos às costas, soltar o fecho do sutiã e se livrar dele sem precisar tirar o vestido. Em seguida, escolheu uma sandália de saltos médios que deixava sua bunda empinada e seus delicados pés à mostra. Foi até o banheiro e voltou de lá com dois batons diferentes e, parada novamente diante do espelho, examinou os dois e escolheu pelo vermelho escuro o esfregando em seus lábios sensuais o deixando ainda mais apetitosos. Só então se dirigiu ao marido, pois durante todo esse processo eles trocaram muitos olhares, mas nenhuma palavra.
– Estou bem assim? Você acha que o Paulo vai gostar?
Bruno, embora desejasse muito iniciar esse novo tipo de relação, reclamou:
– Mas já? Não pensei que seria tão rápido assim. Achei que a gente ia conversar primeiro.
– Acho que tudo o que tinha que falar já foi falado. Mas não, não vai ser hoje. Hoje é o dia da minha vingança por causa da desfeita que ele me fez ontem.
– E eu que pensei que você já tinha esquecido isso. Está até decidida a ir fazer... Quero dizer, ir foder com ele.
Camila riu ao notar que Bruno estava usando a palavra certa e não disse nada. Então o celular que ela tinha trazido quando retornou ao quarto recebeu uma mensagem, ela olhou, sorriu e digitou algo respondendo. Então falou para o marido:
– Já estou indo querido. Fique tranquilo que não vai ser hoje que você vai ganhar uns chifres.
Dizendo isso ela andou em direção à porta, mas não saiu do quarto. Antes de chegar à porta, ela parou e sem se virar para Bruno, ergueu o vestido, segurou as laterais de sua calcinha e a puxou para baixo sem dobrar os joelhos, dando a ele uma visão de sua bela bunda e da xoxotinha que ele percebeu que estava recém depilada como ela gostava de usar, mas que fazia uma semana que tinha se depilado pela última vez e seus pelinhos já estavam aparecendo. Viu também o cuzinho dela e no exato momento em que depositou os olhos nele, ela olhou para trás e sorrindo deu uma piscada com o seu botãozinho rosa. Quando endireitou o corpo, estava segurando a calcinha em uma das mãos. Somente então se virou e andou até próximo a cama e atirou a calcinha para Bruno enquanto falava:
– Fique segurando minha calcinha e imaginando o que vai acontecer dentro daquele Uber.
Virou-se novamente e andou em direção à saída do quarto enquanto Bruno falava:
– Mas... Sem calcinha!
Sem se virar para ele, ela respondeu:
– Sharon Stone, lembra? Foi aquele babaca que deu a ideia, agora ele que aguente.
Quando acabou de falar Camila já estava fora da visão de Bruno que ouviu o barulho dos saltos de sua sandália contra o piso do apartamento e depois o som abafado de uma porta sendo fechada com cuidados.
Depois disso, apenas silêncio e um tesão enorme.