Apostei que Faria Aquela Médica Certinha Virar Minha Putinha - Parte 04

Um conto erótico de Lucério
Categoria: Heterossexual
Contém 7825 palavras
Data: 22/01/2026 16:57:08
Última revisão: 22/01/2026 17:25:50

CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui após o time-skip vão de 27 de julho de 2025 (domingo) a 30 de julho de 2025 (quarta-feira).

Meu nome é Lucério. 52 anos. Posso ser magricela, calvo nas laterais, uma curvinha desgraçada nas costas que me dá um ar de velho antes da hora. Mas nunca se engane: minha mente é afiada como uma navalha. Trabalho como analista de riscos em uma empresa de consultoria financeira. Passo meus dias dissecando contratos, avaliando transações suspeitas e descobrindo onde o dinheiro realmente está. Eu adoro meu emprego.

Desde jovem, aprendi que o mundo pertence a quem sabe mais. Cresci em uma família que mal tinha dinheiro para pagar o aluguel, e entendi cedo que ser esperto era mais valioso do que ser forte. Estudei, subi na vida, mas nunca esqueci a regra de ouro: tudo tem um preço, e tudo pode ser comprado. Meu salário é alto, minha posição me garante respeito, mas o que realmente me alimenta é a sensação de ter a peça que falta no quebra-cabeça da vida de cada um ao meu redor, seja no trabalho, seja onde moro.

Fiz um novo painel mental, organizando os eventos dos últimos dias.

Era um jogo simples. Eu contra ela. O vilão contra a mocinha. Eu queria provar que toda virtude é fachada, que até a mais reluzente das santas tem um preço, uma fraqueza, uma brecha por onde o veneno escorre. A Jéssica, por sua vez, queria arrancar de mim, do fundo de algum ponto escondido, em meio à podridão da minha alma, algo parecido com um coração. Ela jurava que todos têm um lado bom e se tornariam pessoas decentes desde que tivessem alguém que acreditasse nele.

Tínhamos feito uma aposta. Eu precisava até agosto provar que ela tinha feito algo sexualmente comprometedor. Qualquer coisa que maculasse sua imagem de santinha. Se eu vencesse, ela deveria ser minha escrava particular e me obedecer. Se ela vencesse, eu teria que me mudar. Eu precisava que ela perdesse. Precisava provar a mim mesmo que ela não era intocável.

Dois teimosos, duelando sem descanso. Eu com minhas cartas marcadas, ela com aquela insistência de que tudo podia ser salvo. No fundo, nenhum dos dois queria sair da mesa. Nós gostávamos da companhia e da rivalidade um do outro. Um não queria admitir que o desafio que o outro trazia veio com um quê de novidade que tornou a rotina mais divertida. O jogo estava se tornando viciante pra ambos. E como todo jogo que vale a pena, o prêmio final seria inevitável: sexo. Não havia outra saída.

A história começou com mais uma das visitas da Jéssica. Três vezes por semana, das 17h às 18h, ela passava uma hora na minha casa. Ela chamava de “visitar um amigo”. Eu preferia “vigiar um adversário perigoso”.

A Jéssica entrou com sorriso simpático. Ela tinha pele amendoada, cabelo castanho-claro arrumado e vestia uma blusa lisa e uma calça jeans de corte perfeito que moldava suas coxas torneadas e firmes.

Caminhou até a mesa e colocou uma caixa do xadrez, se sentou, cruzou as pernas por um instante e descruzou em seguida. Ela fazia isso de propósito pra me atiçar.

— Por que você quis jogar xadrez comigo? — abri a caixa e tirei as peças.

— Achei interessante — respondeu Jéssica. — Você gosta de passar essa imagem de master mind. Quis saber se era um jogador de xadrez.

Sorri e escolhi as pretas. Queria que ela achasse que estava no controle e analisar seus movimentos.

Ela moveu o peão. Eu respondi no automático com um movimento que sabia que ela esperava.

O jogo andou. Dois lances depois, ela olhou pro tabuleiro, depois olhou pra mim e mexeu uma peça. O meu Rei encurralado.

— Xeque.

Eu não tinha saída. Ela sabia disso no instante em que moveu a peça. Ela só demorou a acreditar que eu tivesse caído naquilo.

— Xeque-mate.

— “Xeque pastor” — comentei. — Um ataque inicial básico contra amadores.

— Você não sabe jogar xadrez? — Ela arregalou os olhos e depois estreitou com diversão. — Lucério, um homem tão culto e não sabe jogar xadrez...

— Nunca disse que sabia.

— Mas como assim você nunca aprendeu? Eu jurava que você, sei lá, jogava xadrez contra si mesmo numa sala escura, com um gato no colo, planejando as próximas maldades.

— Eu nunca me interessei em aprender. Não via graça num jogo que dependia que eu tivesse um rival de igual nível.

Ela soltou um sorriso condescendente.

— Você não tinha amigos com quem jogar antes de mim...

— Não foi o que eu disse.

— Bom, já que você não sabe jogar, eu posso te ensinar nos próximos encontros.

Eu olhei pra ela por cima das peças.

— Você quer virar minha professora agora?

— Quero. E quando você se julgar pronto, a gente joga uma partida pra valer.

— Uma partida séria fica mais interessante com uma aposta — sugeri.

Ela soltou um “ah” de quem já esperava isso.

— Claro que fica — respondeu ela. — Tá, mas o que a gente apostaria?

— Você escolhe o prêmio primeiro.

Afinal, as peças brancas jogam primeiro.

— Tá bom. Se eu vencer, você vai na festa de aniversário da Lorena. É daqui a umas semanas.

Uma jogada interessante. Minha vez.

— Lorena?

— Sim. A Lorena, minha amiga. A gente provavelmente vai fazer uma festa num sítio. — Ela abriu um sorriso maldoso. — Eu faço questão que você vá. E interaja com todo mundo. E leve um presente bem fofo pra aniversariante.

— Eu não conheço e nem me importo com a aniversariante e os outros os convidados — respondi. — Seria uma viagem de seis horas, somando ida e volta, pra passar um dia constrangedor no meio de gente feliz.

— Exatamente — disse ela, com uma alegria cruelmente saudável. — A ideia é essa.

— Se eu vencer — anunciei, analisando a expressão dela — eu quero que você passe a vir sempre aos nossos encontros usando uma saia até o joelho e sem calcinha.

Ela não pareceu chocada. Em vez disso, pegou o celular e começou a teclar com alguém sem nada falar e com uma expressão de quem venceria muitos no pôquer. Pouco depois, voltou a me encarar.

— Falei com o Rogério. Posso topar.

— Você e o Rogério aceitaram fácil demais — eu alfinetei. — Achei que teria resistência.

A Jéssica deu de ombros.

— Eu sei que vou ganhar.

— Na verdade, acho que você é esperta o suficiente pra antecipar a possibilidade de que eu esteja te enganando pra te dar a falsa sensação de vitória — fiz minha jogada. — E você, provavelmente, já se preparou pra esse cenário.

— Sim.

— Posso saber qual é o seu plano B?

Ela cruzou os braços, analisando se não estava entregando demais.

— Você disse exatamente “sem calcinha e saia até o joelho” — revelou ela. — Então, basta eu usar um shortinho de lycra por baixo da saia.

Eu a encarei em silêncio pra ela por um instante.

— Inteligente — reconheci. — Minhas congratulações pela saída elegante.

Ela abriu um sorriso triunfante. Depois disso, fomos para o sofá contar as novidades da semana de cada um. Ela queria um relatório das minhas boas ações forçadas.

As semanas seguintes, três encontros por semana, se sucederam iguais. Eu fazia boas ações sem reclamar e a Jéssica vinha me visitar e me ensinar xadrez. E eu aproveitava esses momentos pra ter acesso à cabeça dela, procurando uma brecha.

Nos primeiros encontros, ela foi uma professora paciente. Claramente, gostava de ensinar. Era curioso como a Jéssica ficava mais bonita quando se empolgava com algo simples.

— Primeiro: cada peça tem um valor, mas o objetivo não é comer todas elas — disse ela. — É encurralar o rei.

— Eu não quero encurralar o rei — comentei. — Eu quero comer a Rainha.

Ela me olhou como quem dissesse “claro que você quer comer a rainha, mas não vai”.

— Nós já conversamos sobre isso, meu amigo — suspirou Jéssica. — Você chegou seis anos atrasado.

— Seria estranho um homem de quarenta e tantos dando em cima de uma moça de 20 anos — fiz meu movimento.

— Um homem de cinquenta e poucos dando em cima de uma mulher de 27 anos é só um pouco menos estranho — respondeu ela.

— E você aceitaria sair comigo se fosse solteira?

— Não pense que estou dizendo que, se eu fosse solteira, iria pra cama contigo. Mas sim, eu te daria uma chance. Talvez duas. — Ela engoliu o orgulho antes de continuar. — Gostei do nosso jantar.

— Interessante.

— Você deveria pensar nisso e investir numa mulher solteira em vez de dar murro em ponta de faca.

Ela explicava pacientemente e eu observava mais do que as peças. Observava o jeito como ela inclinava o corpo quando queria que eu prestasse atenção. Observei como o seu sorriso quando eu errava, sem humilhar, mas também sem aliviar.

— Você é ruim.

— Eu sou iniciante.

— Você é chato.

— Isso eu já sabia.

Ela deu uma risada alta.

— Por que você se esforça tanto em me ensinar? — perguntei. — Você percebe que, se eu aprender, você perde a vantagem?

— Não teria graça jogar contra um adversário nerfado.

— Você quer vir sem calcinha pros nossos encontros.

— Isso nunca vai acontecer.

— Acho que você gostou da ideia de me provocar vindo sem calcinha.

— Nosso tempo acabou hoje, Lucério.

Ela era minha inimiga preferida por isso. Ela me obrigava a ser melhor.

Eu odiava isso quase tanto quanto gostava.

Enquanto isso, o condomínio continuava seu caminho rumo ao caos. Os indícios estavam aqui e ali. A dona Marieta cada dia mais forte, o som das fofocas se multiplicando, casais se separando, brigas acontecendo em público, o síndico colocando suas manguinhas de fora.

Antes, eu era o mantenedor secreto da paz. Eu era a mão invisível que fechava bocas e impedia um surto de ultraconservadorismo aqui. Com uma conversa aqui, um “acordo” ali, uma lembrança oportuna de que ninguém era tão limpo quanto gostava de parecer. Era um serviço sujo e eu fazia bem.

Aí veio o acordo com a Jéssica. Se ela queria tanto que eu fosse uma pessoa boa, então deixei de fazer o serviço sujo. Até que o lixo acumulasse a ponto de sufocar a própria Jéssica e ela viesse até mim e implorasse a minha ajuda. Eu era o vilão necessário e eu queria que ela admitisse isso em voz alta.

Eu podia resolver tudo em duas visitas e um bilhete sem assinatura. Podia recolocar o síndico na coleira, virar 70% do apoio da Marieta e fazer todas as fofocas sumirem.

Mas só mexeria um dedo se a Jéssica viesse até mim e suplicasse por isso.

Ela fez isso durante as semanas seguintes? Não. Ela preferia falar sobre o marido, Rogério.

A Jéssica tinha uma maneira irritante de ser transparente comigo: narrar em detalhes as transas dela com o seu marido. Principalmente, as transas em que ela era uma putinha submissa, que usava coleira e recebia tabefes na bunda pela “ousadia” de vir falar comigo. Em que ela era “obrigada” a dizer que pertencia ao Rogério e apenas a ele.

Eu conhecia o Rogério o suficiente pra saber que ele era certinho demais e que muito daquilo era ideia dela e ele extravasando seu pouco ciúme com a minha presença. Provavelmente, eles tinham combinado uma palavra de segurança para que ele pudesse correr solto nessa encenação de amante selvagem até o ponto em que ela achasse tolerável.

E, a cada transa nesse estilo, eles conversavam a respeito e ele melhorava ainda mais na seguinte. Ele era tanto o amante selvagem e dominador quanto o amoroso companheiro com quem ela fazia amor gostoso. Parecia o homem perfeito.

E ela fazia questão de esfregar isso na minha cara a cada transa relatada pra que eu sentisse excitação, inveja e arrependimento.

— Afinal, eu devo tudo isso a você — disse Jéssica, um dia. — Você me fez me libertar e a nossa vida sexual melhorou ainda mais depois disso.

Ela mordeu o lábio por um segundo, pensando nele. Que ódio. Que inveja.

— Meu tempo está acabando hoje. — Ela levantou e pegou a bolsa. Na porta, parou e olhou pra trás.

— Lucério?

— O quê?

— O condomínio anda tão... estranho — disse ela. — Você percebeu algo?

Mantive a expressão neutra, mas por dentro esperava que ela pedisse, que ela suplicasse.

— Nada que considere relevante.

Ela me encarou por um instante, como se quisesse dizer mais. Mas só assentiu.

— Até a próxima — disse ela.

— Até.

A porta fechou. E eu fiquei sozinho olhando o tabuleiro. O que a Jéssica não percebera todo esse tempo era que sempre estivemos jogando xadrez. Na vida real. E meu objetivo era comer a Rainha.

E assim, as semanas passaram até os dias atuais.

Domingo à tarde, eu andava condomínio pensando no novo sistema de videomonitoramento que o Alberto tinha feito sem minha autorização. Aquele homem que, até pouco tempo, me sondava antes de colocar um vaso novo no hall. A coragem crescendo onde antes existia medo. Eu tinha deixado o cachorro brincar sozinho desde o acordo com a Jéssica, e o cachorro tinha aprendido a correr sem olhar pra trás. Parte de mim achava um experimento interessante ver o Alberto tentando se sentir grande. Outra parte sentia o instinto coçar, pois o animal podia se tornar perigoso e tentar nos morder.

Entrei na sauna, outra obra nova que o síndico tinha inaugurado com a pompa de quem estava em campanha de reeleição. De onde ele tirou dinheiro pra esse luxo sem aumentar as taxas, tinha uma noção. E ele andava bastante descuidado.

O lugar estava vazio. Caminhei pelo ambiente observando frestas, e recortes. Algo me dizia que aquele idiota estava fazendo algo ilegal e tinha colocado alguma pegadinha no local, mas não o confrontaria sobre isso até descobrir o que era. Minhas mãos passavam perto do painel de controle, das bordas dos bancos, das junções da madeira. Foi quando fui pego de surpreso por uma voz feminina que pouco ouvia.

— Domingo de tarde. E você dentro da sauna, vestido e sozinho. O que você está fazendo aqui?

Virei devagar e vi a Tatiana parada na porta. Ela tinha altura parecida com a da Jéssica, corpo magro e atlético, pernas longas, cintura bem marcada. Estava com roupa caseira, short leve que enfatizava suas belas coxas e uma camiseta simples. O cabelo castanho liso caía até abaixo dos ombros, com a franja desenhando uma sombra sobre os olhos.

Eu enxergava tanto a jornalista inteligente e corajosa que eu acompanhava de longe quanto a mulher gostosa cujo corpo rivalizava com o da Jéssica. E também sentia nela uma ameaça. Algo me dizia que ela não gostava de mim.

— A mesma coisa que você, Tatiana. Conhecendo o lugar.

Ela soltou um riso curto e avançou dois passos, encarando meu rosto.

— Você parece mais que está procurando alguma coisa.

— Apenas gosto de me certificar que o dinheiro que pago nas taxas foi gasto com materiais de qualidade — comentei, voltando a prestar atenção nos bancos e paredes.

— Você fala como se não fosse amigo do síndico.

— Conheço o senhor Alberto tanto quanto você — desdenhei.

— Não sei... Você e ele sempre aparecem nos mesmos assuntos e ele costumava te visitar antes de todas as reuniões do condomínio. Alguns meses, ele parou e agora inaugura um novo sistema de câmeras e uma sauna. E olha quem encontro fiscalizando a sauna.

— Meu nome aparece em algum lugar? — perguntei, fingindo inocência e checando as paredes. Agora, sabia onde provavelmente estava o que eu procurava, mas não podia deixar ela saber.

— Isso é o mais interessante. Seu nome não consta em nenhuma papelada. Nem nas atas de reuniões de condomínio em que eu te vi.

Apreciava o estilo da Tatiana. Ela jogava agressivo, partia pro ataque e deixava pro adversário o ônus de se explicar. E, aparentemente, ela tinha vindo pra sauna pelo mesmo motivo que eu. Pois a Tatiana passava os olhos pelas paredes, pelo painel, pelas juntas da madeira. Procurava algo também.

— Você é amigo do Alberto. Qual a sua ligação com ele? O que você ganha com tudo isso?

— Você está fazendo perguntas com muita pressa. — Deixei meu olhar percorrer o rosto dela, seus belos lábios. — Supondo que esteja certa. Está sendo precipitada e perdendo o elemento surpresa.

— Você sabe que alguma coisa mudou nos últimos meses e o Alberto está passando do ponto — devolveu ela, chegando mais perto. — E nós dois sabemos que tem algo a ver com o Alberto parando de ir à sua casa.

Eu encostei a mão no banco, firme, mantendo o corpo relaxado. A Tatiana era o tipo de mulher que batia de frente com quem quer que fosse, e isso era admirável e perigoso.

— Acredito ter sido uma mera coincidência.

— Coincidências não existem.

— Você gosta de me pintar de vilão.

— Eu gosto de pintar o que eu vejo — respondeu ela, me encarando. — E eu vejo você passando a circular por aí procurando boas ações pra fazer ao mesmo tempo em que o síndico vira o Mister Hyde. Eu vejo os funcionários do condomínio te cumprimentando com respeito demais pra um simples condômino. Eu vejo que sempre que você aparece, o problema some de repente. Então eu vou te avisar com educação: eu vou chegar em você. Mais cedo ou mais tarde. E quando eu chegar, você vai ter que escolher se cai junto com ele ou se entrega ele.

Deus... Ela era muito bonita quando ameaçava...

Depois disso, ela virou corpo pra porta e caminhou pra saída com o quadril firme e o short balançando o suficiente pra chamar minha atenção. Ela tinha uma bundinha pequena, mas bastante atraente. Em um mundo sem a Jéssica, eu me apaixonaria por ela. Antes que ela sumisse, joguei um anzol.

— Eu leio suas colunas.

A Tatiana parou no mesmo instante e voltou seu corpo pra mim.

— Lê mesmo? Ou está tentando me amolecer?

— Eu leio — confirmei. — Você escreve bem, tem coragem. Compra briga com gente que merece.

Ela inclinou o rosto, desconfiada, e a franja desenhou uma linha dura sobre os olhos.

— Cita uma, então. Vamos ver se você não está blefando.

— Você derrubou aquele contrato fraudado da associação do bairro. Você encheu o saco da prefeitura na história da coleta de lixo. Você cutucou um “projeto social” daquele deputado estadual que só existia pra foto.

A Tatiana sustentou meu olhar, avaliando.

— Tá. Você lê. Isso muda o quê?

— Nada. Só queria dizer que aprecio e respeito seu trabalho.

— Ou pensa que pode me comover — respondeu ela, já na porta. — Eu vou chegar em você.

Assim que a Tatiana saiu, esperei um pouco e fui até a parede oposta aos bancos. Procurei com cuidado e encontrei a microcâmera de vigilância escondida. Meu coração não acelerou, já esperava por isso. Meu único sentimento era raiva por sempre estar certo e o Alberto estava mesmo passando dos limites. Se ele exagerasse demais, teria que intervir mesmo antes da Jéssica implorar. Maldito Alberto.

Tomei cuidado pra evitar que fosse filmado tendo encontrado a microcâmera e a deixei no lugar.

Horas depois, em meu apartamento, tentei acessar o sistema de gravação e dei de cara com a senha trocada. Reconheci a pequena vitória do Alberto e cheguei a parabenizá-lo em pensamento. Só que o Alberto tinha um defeito recorrente: ele trancava uma porta e deixava janelas abertas. Tinha estudado ele o suficiente pra conhecer o padrão preguiçoso de quem repete combinações e senhas.

Olhei a ficha dele e a nova senha era a segunda da lista que ele usava com frequência. O sistema abriu uma lista de câmeras que não deveriam existir. Sauna, banheiros das piscinas, quartinho dos funcionários. Aquele maníaco do Alberto tinha espalhado câmeras por todo o condomínio! Aquelas câmeras facilmente dariam processos trabalhistas e cadeia pra ele se vazassem.

Aquele homem estava audacioso, e audácia em incompetente costuma terminar em tragédia. Eu podia derrubá-lo naquela mesma noite, e a Tatiana ganharia uma festa de manchetes; bastava eu puxar o fio certo e o prédio inteiro assistiria o síndico cair.

Foi quando vi na câmera da sauna algo que mudou a minha vida: Rogério e Jéssica estavam transando na sauna. Bem, transar em um local público era um tanto escandaloso, mas a Jéssica sempre poderia argumentar que estava fazendo sexo com seu marido e isso “não teria nada demais”. No entanto, os dois estavam se exibindo pra um terceiro homem, que assistia se masturbando.

Era a primeira que via a nudez da Jéssica e a câmera era boa o suficiente pra que eu pudesse ver sem ficar borrado. Ela tinha seios pequenos e durinhos, com tinham biquinhos rosas que apontavam para cima. Sua bundinha não tinha uma estria sequer e a sua bucetinha tinha uns pelinhos ralinhos.

Eles transaram por mais de uma hora na frente do homem. Pelo menos duas rodadas. Em várias posições e estilos. Entre uma transa e outra, perderam completamente o pudor em ficar nus na frente do rapaz. A Jéssica, a santinha Jéssica, toda pudica, não se importava em conversar pelada com um homem pausudo que não estava na lista de amigos próximos dela. Não se importava em abrir suas pernas e mostrar sua bucetinha pra que ele batesse punheta.

Eu tinha vencido!

Com aquela gravação, eu tinha o que precisava pra vencer a aposta. Era o escândalo sexual que precisava. Agora, ela estava nas minhas mãos.

Tudo dizia que eu tinha vencido, mas o meu verdadeiro sentimento era de derrota: a Jéssica tinha escolhido se exibir pra outro homem que não eu.

Congelei a imagem por um instante pra capturar o rosto do terceiro homem. Ele era jovem, corpo de academia, aquele tipo de beleza prática que abre portas sem esforço e tinha um pau gigante. Muito maior que o pau ou do Rogério.

Já tinha visto aquele sujeito de longe, nas áreas comuns. Joguei num sistema pra reconhecimento de imagens que eu tinha e descobri que o nome dele era Antônio.

Levantei e peguei a pasta de pecadilhos dele. Antônio, universitário, 24 anos. Paraibano, família rica, mas vive discretamente aqui. Ex-namorado de uma moradora chamada Letícia. Boatos de que já comeu outras moradoras. Uma diarista alega tê-lo visto saindo da casa da Anacleta. Outra que a Cinthia, esposa do Jonas, morou em seu apartamento por uma semana. A data bate com o final do namoro da Letícia. Ele tem muitos pontos de pressão.

Tinha decisões a tomar e tinha que ser rápido porque não sabia quando seria a próxima jogada do Alberto.

Primeiro ponto: precisava encobrir os rastros daqueles dois descuidados, que transaram em frente à uma câmera e deixaram vários, digamos, líquidos por toda a madeira do chão da sauna.

A primeira coisa que fiz foi salvar uma cópia e um backup da gravação de toda aquela cena de sexo. Aquele material era ouro mesmo que só o exibisse pra Jéssica no futuro.

Mas precisava também eliminar o material do caminho do Alberto. Apaguei quase cinco horas da madrugada de domingo pra segunda. O quarteto que transou antes dele também precisavam ser deletados pra manter a suspensão de descrença. Depois, substitui aquele trecho por um loop da quarta, em que a sauna estava vazia e nada acontecia. Também alterei os registros dos logs pra ocultar minha edição. Quem projetou aquele sistema, não tinha muita noção de segurança.

O segundo passo foi eliminar as provas físicas. Abri o WhatsApp e abri uma conversa com o zelador Zé Maria. Era madrugada, mas sabia que ele acordaria com o barulho.

[LUCÉRIO]: “Zé Maria, chegue amanhã mais cedo. Limpe a sauna por completo. Sem comentários. Sem perguntas. Principalmente, sobre o tipo de sujeira que encontrar. Será regiamente recompensado.”

[ZÉ MARIA]: “Certo, senhor Lucério.”

[LUCÉRIO]: “Ganhará um extra pela prontidão. Chegue antes dos moradores acordarem. Coloque o uber na conta se não tiver ônibus.”

Quem diria que, às vezes, os vilões faziam o trabalho sujo de limpar os erros dos mocinhos?

Fui dormir com um misto de sentimentos. Por um lado, estava triunfante. Tinha a prova do assanhamento da Jéssica e venceria a aposta de forma tranquila e limpa. Ela tinha arrotado tanta virtude e se entregado de forma tão pueril faltando tão pouco tempo pro final da aposta. Como alguém tão esperta não verificou a sauna em buscas de câmeras?

Por outro lado, fiquei decepcionado e com ciúmes. Perder pro Rogério era esperado. Ela o amava. Ele tinha chegado seis anos antes. Não me importava em perde-la pra ele. Mas uma moça que se dizia tão certinha e pudica não hesitou em ficar pelada e exibir a bucetinha em detalhes pro primeiro bonitão pausudo que apareceu? A tensão sexual entre os dois conversando nus e de frente um pro outro era palpável.

Era como se ela tivesse rido da cara de todos os meus esforços por todos esses meses. Como se ela tivesse deixado claro que tinha mentido sobre me dar uma chance. No final do dia, ela era como várias. Músculos e um pauzão? A calcinha no chão!

Ou talvez existisse algum contexto que eu não tivesse pegado ainda. Algo que explicasse por que ela fez isso. O mundo tinha um senso de humor cruel. Eu, o vilão, estava esperando mais da mocinha.

De manhã, eu desci até a portaria e quem estava lá era o porteiro João. Estranhei porque contava com a presença do seu Geraldo, como sempre. Ele era uma fonte que eu sabia puxar com o jeito certo.

— Cadê o Geraldo? — perguntei, com neutralidade calculada, após os cumprimentos educados obrigatórios.

— O seu Geraldo agora está só no noturno, senhor Lucério — respondeu João. — Mudança da escala.

Interessante. O síndico estava mexendo na rotina dos funcionários. O canário da mina que indicava que ele queria confronto com as minhas ordens.

Agradeci e despedi-me. Saí de lá pensando em inventar uma desculpa qualquer mais tarde, qualquer isca para o seu Geraldo abrir a boca e me contar o que estava acontecendo nos bastidores.

Depois, encontrei o Zé Maria. Pela sua cara, dava pra ver que ele tinha limpado os excessos de Rogério e Jéssica na sauna. Entreguei um envelope sem cerimônia, e ele guardou antes que visse.

— Seu Lucério, como o senhor sabia que ia tinha sujado a sauna daquele jeito?

Eu cortei o assunto com um olhar.

— Provavelmente, isso deve acontecer mais vezes. Pelo menos, até descobrirem e a Marieta fizer um escândalo. O que é algo que nenhum de nós quer, certo?

Ele engoliu seco e assentiu.

— Eu não falei nada pra ninguém.

— Bom. Continue assim.

Nos despedirmos sem mais nada dizer. O crime de Rogério e Jéssica estava devidamente encoberto. Aquele maldito síndico nunca teria acesso à nudez dela.

Às 17h, a Jéssica apareceu no meu apartamento para a nossa primeira partida de xadrez à sério.

Procurei sinais de sua indiscrição pública na noite anterior e não e encontrei quase nada. No máximo, um brilho de cansaço nos olhos. Aquilo me irritou um pouco. Ela tinha se exibido pra um garanhão pausudo. Eu tinha a prova de um verdadeiro escândalo sexual caso vazasse. E ela agia como se fosse uma segunda comum.

Ela me cumprimentou com um sorriso e tirou o tabuleiro e o relógio da bolsa. Não disse nada sobre o vídeo. Era o meu trunfo. Tinha vencido a aposta, mas deixaria ela achar que venceria até o último instante pra saber qual a reação dela: ela teria coragem de me expulsar do prédio mesmo?

Dessa vez, como era pra valer, o jogo foi acirrado.

Ela percebeu logo que ou eu tinha treinado nas horas vagas ou tinha fingido minha inexperiência.

Ela me testava com aberturas simples, eu respondia com cautela, e a partida virou um daqueles duelos em que ambos sabiam que ninguém venceria rápido. Ela parecia nervosa no começo, mas logo recuperou a calma.

No final, eu tinha uma escolha simples. Poderia ter vencido fazendo xeque-mate. Mas eu queria passar o recado: meu objetivo não era encurralar o Rei, mas comer a Rainha. Assim, no meu último movimento, eu deliberadamente joguei a vitória fora pra comer a Rainha com um Bispo.

A partida terminou empatada. Nós ficamos alguns segundos olhando o tabuleiro em silêncio.

— Empate — disse Jéssica. — Os dois perderam.

— Os dois pagarão a prenda ao outro.

— Você podia ter me vencido — admitiu Jéssica.

— Só existe uma vitória pra mim e você sabe qual é.

Jéssica cruzou as pernas com calma, pensou por um instante e aceitou que a melhor saída era os dois pagarem a prenda.

— Vou avisar à Lorena que você vai ao aniversário dela. Você deve interagir com todo mundo e levar um presente fofo pra ela e pra Carolina.

Segurei minha vontade de dizer “eu sei”, “eu vi o que você e o Rogério fizeram na sauna”, “você perdeu a aposta e é minha”. Mas deixei quieto. Iria deixar essa corda pra ela pegar até se enforcar sozinha. Ainda tinha alguns dias.

Quarta-feira, 17h em ponto, quando ouvi a campainha. Era a Jéssica. Abri a porta e ela entrou como sempre, a mesma simpatia, o mesmo sorriso fácil, o mesmo estilo direto.

Ela tinha vindo com a peça que eu queria: uma saia até o joelho, escura, tecido leve, discreta o bastante para parecer escolha prática, precisa o bastante para parecer provocação bem pensada. A blusa era ajustada no ponto certo, acompanhando as curvas dela.

— Os olhos são aqui. — Ela viu meu olhar repousando de forma quase indecente sobre a sua saia assim que a porta fechou. — Ou prefere o pescoço. Com o próprio Drácula do condomínio, nunca dá pra ter certeza...

— Cumpriu sua parte do acordo?

A Jéssica soltou um bufar e, teatral, levantou a saia alto o bastante para eu ver em detalhes o shortinho legging por baixo, justo, opaco, completamente comportado. Eu vi a curva das coxas, mas só isso. Ela deixou a saia erguida por tempo suficiente pra que eu notasse a ausência da marca da calcinha, mas rápido demais pra que eu procurasse a pata de camelo ou qualquer detalhe. O shortinho ser preto e a saia também não me ajudaram.

Aquele era um conjunto comportado o suficiente pra que ela saísse pra um shopping sem que mesmo o mais tarado dos homens desconfiasse que ela estava sem calcinha.

— Pronto — disse ela. — Satisfeito?

— O acordo foi cumprido — admiti.

— E você? Já escolheu o presente fofo da Lorena ou vai levar alguma coisa triste só para estragar a festa?

Eu puxei o celular e mostrei a tela para ela, porque eu queria que ela acreditasse que sou um homem de palavra.

— Eu estou pesquisando. Lorena e Carolina. Por sorte ainda tenho uma semana e meia antes do aniversário. Comprar algo pessoal o suficiente pra que elas gostem, mas não pessoal demais que denuncie meus dossiês. É complicado.

A Jéssica soltou um sorriso.

— Você podia ser mais simples e me perguntar o que elas gostam — disse, e começou a me sugerir coisas com uma naturalidade irritante. — A Lorena gosta de coisas úteis e bonitas. Um kit de café bom, um livro, uma cesta de frutas. Não é preciso muita investigação.

Depois disso, ela se sentou no sofá. Era hora da pior parte da visita dela: o momento em que ela narrava em detalhes as transas mais selvagens que ela e o Rogério faziam.

— Nós caímos na cama e começamos a nos agarrar e nos beijar. O Rogério me pegou pelo pescoço, me jogou no cama e arrancou a minha calcinha de uma puxada só. Agora, ele tinha acesso à minha buceta, que já tava meladinha. Ele se ajoelhou no chão, abri bem as minhas pernas e começou a chupar a minha bucetinha. Ele chupa bem lento e demorado, explora bem. Até que ele resolveu aumentar a intensidade e enfiou dois dedos dentro de mim e continuou chupando até eu gozar na boca dele.

— E acabou aí?

— Claro que não. Assim que eu me recuperei, ele manteve minhas pernas abertas, apontou sua pica robusta e foi enfiando lentamente na minha bucetinha. Eu conseguia sentir cada centímetro do membro dele me invadindo. Aí, ele começou a socar. E foi metendo, socou a pica toda na minha bucetinha. Sem pena! Os meu olhos reviravam à medida que o Rogério metia mais forte, mais rápido e mais fundo.

— Não precisa descrever tanto assim.

— Nós combinamos que eu ia descrever cada metida, já que você não gosta que eu descreva o pau dele.

— Você podia descrever sua bucetinha.

— Você sabe o suficiente: apertadinha o suficiente pra só caber o pau dele e nada mais. Mas o meu foco não é contar essa parte normal da transa. É o que ele fez depois, quando ele me dominou e me transformou na putinha submissa dele.

— Você conta essa história toda semana.

— E toda semana é diferente. Ele pegou as algemas que tinha comprado pra mim de presente e, me beijando, pediu pra que que estendesse os braços. Eu obedeci, como uma boa putinha e ele me algemou. Agora, eu estava presa e não podia fazer nadinha, a mercê dele.

— Nem pra te algemar na cabeceira da cama.

— Para isso, temos cordas. Eu estava algemada, mas ainda faltava o principal símbolo de submissão e obediência, a coleira. Eu quase gozei de expectativa quando ele colocou a coleira em mim e segurou firme na guia para que eu levantasse a cabeça. Ele começou a me beijar, a acariciar meus peitinhos e a masturbar a minha bucetinha molhada de tensão e tesão

— Isso foi quando mesmo?

— Ontem, depois que assistimos Eclipse. Ele mandou eu me ajoelhar e abrir a boca. Obedeci e ele colocou seu pau na minha boquinha. Esperei e ele ordenou que eu mamasse. Só então, passei a mamar com vontade, deixando o pau do meu amado todo babado. Mas isso era pouco pra ele. O Rogério puxou a guia da coleira, segurou no meu cabelo e começou a foder a minha boca como se estivesse fodendo a minha buceta. Com vontade e ferocidade. Me fazendo engolia cada vez mais, até os ovos.

— E entõa?

— Vez por outra, o Rogério tirava a pica da minha boca, para que eu respirasse. Eu olhava pra ele com a boca aberta e a língua para fora. Eu era a cachorrinha dele e ele me tratava assim. Me colocou de quatro na cama e passou a bater na minha bundinha. E de novo e de novo, mandando que empinasse o rabo. Eu obedecia. Ele puxou a guia da coleira com uma mão e voltou a meter na minha bucetinha.

— E você gosta que ele te trata como a cachorrinha dele?

— Se é pra ser uma putinha submissa, quero ser do meu marido e apenas dele.

— Só dele mesmo?

— E por acaso eu daria pra outro?

— Continue.

— O Rogério passou a foder a minha bucetinha sem pena. Eu pedia mais pica, pedia pra socar mais forte. Eu comecei a me tremer toda, enquanto gozava. Mas o Rogério não parava. Ele queria foder mais e continuou comendo a minha bucetinha, sem parar. Com socadas cada vez mais intensas e rápidas. E quanto mais Rogério me fodia, mais eu gozava.

— E ele não gozou?

— O Rogério tem um fôlego incrível. Ele me pegava pelo cabelo e ia metendo com vontade, socando sem pena. Durou um bom tempo assim, eu tinha gozado sei lá, quatro vezes? Quando ele disse que não aguentava mais comer a minha bucetinha sem gozar. Ele passou a socar mais e mais forte e, antes que pudéssemos nos virar, tava enchendo a minha buceta com seu leitinho gostoso. E como ele goza. Saiu umas dez jatadas dessa vez.

— Não precisa descrever o gosto do esperma dele de novo.

— Infelizmente, dessa vez eu não bebi. Estávamos os dois cansados, mas eu tava satisfeita. Ele foi bem carinhoso. Tirou a algema e a guia. Ia tirar a coleira, mas eu pedi pra que ele mantivesse. Porque eu era dele e tinha orgulho disso. Descansamos um pouco e fomos tomar banho juntinhos.

Poupá-los-ei do castigo que foi ela descrevendo a água passeando pelo corpo nu do marido dela por quase minutos.

Nós sentamos pra jogarmos xadrez e a conversa foi escorrendo pro Rogério mais uma vez. Ela comentou sobre a maratona de Crepúsculo que eles estavam fazendo e sobre a partida da noite seguinte contra o Enéias. Em algum momento, no meio de uma frase solta, ela deixou escapar um nome: Milena.

Ela falou rápido, arrependida no meio da palavra, e tentou disfarçar retomando o tabuleiro, só que eu já tinha notado que era um tema sensível. Ela tinha se posto em xeque sozinha.

— Quem é Milena? — perguntei, com a tranquilidade de quem já sabia que ia tocar num nervo.

— Ninguém — respondeu ela depressa demais.

— Você não fica assim por “ninguém” — disse, e mantive minha voz baixa, sem agressividade, para ela não fechar.

A Jéssica ficou quieta por alguns segundos. Eu levantei devagar, caminhei atrás dela e coloquei as mãos nos ombros. Toquei com suavidade, pressão leve, e parei um instante para ela ter a chance de cortar. Ela não cortou. Comecei a massagear devagar, polegares trabalhando o ponto de tensão perto do pescoço, desmontando sua resistência.

— Você está tensa — disse. — Isso não é do plantão.

— É do plantão também — murmurou ela. — Mas é do Rogério.

— Milena — repeti, paciente.

Ela fechou os olhos por um instante, e quando falou, a voz veio baixa, com vergonha.

— A Milena é a ex-namorada do Rogério. Namoraram por mais de quatro anos e terminaram seis meses antes de ele me conhecer.

Eu continuei a massagem, e vi o corpo dela ceder um pouco, não para mim, mas para o alívio de falar em voz alta.

— E por que você guarda esse nome desse jeito?

— Porque ela era perfeita — soltou Jéssica. — Morena linda, fazia direito, os pais do Rogério amavam, os amigos amavam. Era aquele tipo de pessoa que entra numa sala e todo mundo ama imediatamente. Ela era perfeita. E eu sou uma boboca que era virgem quando conheceu o Rogério.

Quem diria que o Rogério tinha uma rachadura dessa? Essa Milena era uma assombração na vida da Jéssica há anos, escondida debaixo de toda a sua armadura.

— Por que eles terminaram?

A Jéssica mexeu os dedos no colo, inquieta, procurando palavras que não traíssem ninguém.

— Aconteceram coisas.

— Que tipo de cosias? — Aumentei um pouco a pressão nos ombros dela, conduzindo.

— Coisas — desviou ela. — Eu só sei o que todo mundo comenta: a Milena foi para os Estados Unidos num intercâmbio, toda brilhante e amada como sempre. E o Rogério passou meses sem querer sair do quarto.

Ela soltou uma risada autodepreciativa.

— Esse é o meu segredo, Lucério. Eu só tive chance com o Rogério porque ele estava no fundo do poço quando me conheceu...

A Jéssica respirou fundo e continuou dizendo o que tanto guardara pra si.

— Eu tenho medo da Milena. Medo de que ela volte e o Rogério me largue na mesma hora por ela. Medo de descobrir que ela era o amor da vida dele e eu era apenas um prêmio de consolação.

Eu mantive as mãos nos ombros dela, mais leve agora.

— Ele te trata ou já te tratou como prêmio de consolação?

— Não — respondeu Jéssica com firmeza. — Nunca senti isso. Ele me ama. Eu sei que ele me ama. Mas, mesmo assim, eu tenho medo. Porque ele foi o meu primeiro amor, Lucério. Só que eu sei que eu não fui o primeiro amor dele.

Senti vontade de rir daquele romantismo meloso.

— O primeiro amor é superestimado — comentei. — É um mero rascunho pra que a pessoa cresça pro seu verdadeiro amor. Você não é um prêmio de consolação pra ele.

Senti a tensão nos ombros da Jéssica baixar um pouco sob meus dedos.

— Eu sei — disse ela, quase irritada consigo mesma. — Eu sei. Mesmo assim eu tenho medo.

Era a hora do xeque.

Inclinei a cabeça dela para a esquerda com cuidado, um gesto técnico, e aproximei meu rosto do pescoço dela, o bastante para ela sentir meu hálito e meu risco. Eu ouvi a respiração dela travar, ouvi a prontidão moral dela levantar o escudo antes de qualquer coisa acontecer, e a voz veio firme, sem tremor, do jeito que eu conhecia bem.

— Lucério, qualquer coisa que você tentar, eu vou contar imediatamente pro Rogério.

Eu sorri onde ela não via.

— Eu quero que você conte — sussurrei em seu ouvido, sentindo-a arrepiar-se. — Quero que você conte tudo. Nos mínimos detalhes.

— Você é doente... — suspirou ela.

A Jéssica podia se levantar, podia mandar eu parar, mas apenas ficou imóvel.

Eu encostei os lábios no pescoço dela com delicadeza e fiz o papel do vampiro com seriedade: um beijo lento no pescoço, uma pressão leve, um “hmm” baixo, um movimento de sugada curta, tudo exagerado como deveria. A minha mão ainda firme no ombro, segurando a tensão dela.

A Jéssica prendeu o ar e depois deixou escapar um som que parecia protesto e risada ao mesmo tempo. Mas ela entrou no jogo e foi se entregando ao beijo do vampiro: ombros relaxando, cabeça oferecendo o ângulo, o corpo aceitando a encenação da mordida e da “sucção do sangue”.

— Lucério... — sussurro ela.

— Shh... Ainda não terminei de me alimentar... — respondi, e fiz mais um beijo, mais uma sugada leve, e depois pausei para ouvir a respiração dela.

— Você tá passando dos limites... — insistiu ela, com voz mais fraca do que queria.

— Estava com saudades de me alimentar deste pescocinho... —murmurei.

Ficamos um tempo assim, eu brincando de vampiro, ela aceitando o papel de vítima e respirando fundo para não se deixar levar pela sensação. Eu sabia onde apertar e onde recuar. Ela ia se entregando aos poucos, lembrando do carnaval. Aos poucos, ouvi uns suspiros.

Hora do xeque-mate.

Quando me afastei, fiz isso devagar, deixando o ar voltar pra ela, e me mantive atrás, mãos voltando aos ombros. Puxei seu rosto para mim e perguntei olhando nos seus olhos:

— A quem você pertence a partir de agora, minha querida.

Ela ficou me olhando por alguns segundos, nossos lábios bastante próximos. O beijo e a entrega pareciam inevitáveis.

— Ao Rogério, como sempre — respondeu, afastando o resto de mim, com um autocontrole impecável. — Essa brincadeira passou um pouco do ponto. E eu vou contar pro Rogério. Eu vou contar com detalhes. Você vai ver só.

Mais uma vez, ela tinha resistido a uma jogada de longo prazo.

— Pode contar — respondi. — Eu quero que você conte tudinho pra ele. Em detalhes. Principalmente, como você se sentiu.

Depois disso, ela saiu. Horas depois, recebi uma mensagem de WhatsApp.

[JÉSSICA]: “Contei tudo pro Rogério. Ele disse ‘eca’ e disse pra eu lavar o pescoço.”

[JÉSSICA]: “Como se sente sendo tão pouco homem que é incapaz de causar ciúmes no meu marido?”

[JÉSSICA]: “Você é patético brincando de vampiro.”

Queria rir disso, mas lembrei que ela tinha se exibido pra um jovem bonitão. Pensei em tudo. Na aposta que tinha vencido e na nova rachadura que tinha descoberto: Milena, a mulher perfeita.

Seria interessante descobrir o que aconteceu com essa Milena e ver como o Rogério reagiria à volta dela. Será que ele largaria a Jéssica?

Me perguntei onde a Milena estaria hoje, em que cidade, com que vida, com que saudade ou com que indiferença. Se alguém poderia encontra-la seria eu. E me veio a ideia tentadora: por que explodir apenas uma bomba naquele casal, revelando ter a gravação e a vitória na aposta, quando poderia trazer a Milena de volta pra vida deles e explodir duas bombas ao mesmo tempo?

DIA ATUAL: 30 de julho de 2025.

DATA FINAL DA APOSTA LUCÉRIO-JÉSSICA: 10 de agosto de 2025.

Pois bem, leitor. No próximo capítulo, eu irei atrás dessa tal Milena, o primeiro grande amor do Rogério. Se a gente organizar direitinho, todo mundo transa gostoso: Rogério com a Milena e eu com a Jéssica.

Uma pergunta pros leitores sobre os próximos capítulos responderem nos comentários:

O Lucério venceu a aposta. Ele tem o vídeo da Jéssica transando com o marido na frente do Antônio em um local público do condomínio. O escândalo sexual que mancharia a imagem de certinho de ambos. Ele deve pegar leve com a Jéssica?

I) Sim. A relação dos dois mudou muito nos últimos seis meses e ele deve pensar nos benefícios do jogo longo que é usar o fetiche da Jéssica em ser dominada e submissa aplicado à amizade deles.

II) Depende. Melhor saber o quão misericordiosa a Jéssica agiria caso vencesse a aposta e oferecer algo proporcional a ela. Uma Jéssica com menos raiva é uma Jéssica que se mantém por perto por vontade própria.

III) Misericórdia de cu é rola. A Jéssica fez cu doce pro Lucério todo esse tempo, mas se exibiu peladona pro primeiro gostosão pausudo que apareceu e que ela mal conhecia.

Outra pergunta, mais sobre a saga, pros leitores dizerem nos comentários. Sabemos que a Jéssica se manterá fiel ao Rogério. A graça da história é essa. Mas tirando o Rogério, vocês torceriam por qual dos concorrentes pelo amor (e/ou pela buceta) da Jéssica? E por quê?

A) Lucério, o vampirão mastermind.

B) Enéias, o deus grego obcecado.

C) Antônio, o pausudo gente boa que já viu ela pelada.

D) Dona Ângela, a loba cinquentona que já a beijou na boca.

E) Seu Geraldo, o porteiro colecionador de calcinhas que foi o primeiro a beijá-la (no carnaval).

F) Seu Zé Maria, o zelador que corre por fora e poderia surpreender geral.

G) Gustavo, o médico calvo por quem metade do hospital torce.

H) Seu Arnaldo, porque depois de quatro anos batendo punheta de ver a buceta dela sem poder chegar perto, ele merece uma enfiadinha.

Removi o Vinícius e o Carlos porque eles são muito mais amigos da Jéssica que qualquer outra coisa. E também removi o Miguel porque ele ainda está traumatizado com a relação da Jéssica com os pais dela.

Gostaria de pedir que quem respondesse, desse uma justificativa para sua escolha. Dependendo das respostas, isso pode rolar como um sonho narrado pela Jéssica ou numa futura história alternativa ‘mundo sem Rogério’.

Coloquem nos comentários pra quem vocês torcem.

Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Daqui a um tempo, teremos a continuação.

Os próximos capítulos serão:

(CAPÍTULOS ENTRE SEGUNDA A QUARTA)

* Quem Vai Comer a Advogada Evangélica? - Capítulo 13 (PoV Jonas)

* Quem Vai Comer a Advogada Evangélica? - Capítulo 14 (PoV Jonas) – O capítulo ficou tão grande que quebrei em dois.

* Eu, minha amiga gostosa e os vizinhos dela - Parte 04

* Eu, minha esposa e nossos vizinhos – Parte 20 (PoV Jéssica)

* Eu e Minha Esposa Pulamos a Cerca... E o Caos Explodiu - Parte 12 (PoV Sarah)

* Eu, a esposa gostosa do meu chefe e os vizinhos deles - Parte 03 (PoV Lisandra)

* Passando a Vara nas Vizinhas. Ou Não. - Capítulo 16 (Carlos)

[NOTA DO AUTOR 01]: A Jéssica contando pro Rogério sobre a chupada no pescoço será contado em "Eu, minha esposa e nossos vizinhos – Parte 20".

[NOTA DO AUTOR 02]: Dada que os eventos de "Eu, minha esposa e nossos vizinhos – Parte 20" se passam entre segunda até quarta, ou o Rogério foi pau louco suficiente de meter na véspera da partida ou a cena de sexo uma recontagem em primeira pessoa e com mais contexto da transa deste capítulo ou da transa do capítulo "Enquanto isso, Passando a Vara nas Vizinhas. Ou Não. - Capítulo 15.5". O que preferem?

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Foto de perfil genéricaAlberto RobertoContos: 130Seguidores: 293Seguindo: 0Mensagem Em um condomínio de classe média alta, a vida de diversos moradores e funcionários se entrelaça em uma teia de paixões, traições e segredos. Cada apartamento guarda sua história, no seu próprio estilo. Essa novela abrange todas as séries publicadas neste perfil. Os contos sempre são publicados na ordem cronológica e cada série pode ser de forma independente. Para ter uma visão dos personagens, leia: Guia de Personagens - "Eu, minha esposa e nossos vizinhos"

Comentários

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Primeiramente, mais um bom conto, Lucerio é enigmático, difícil escrever um personagem assim. Estava já com saudades dos seus contos.

Vamos inicial pelas perguntas:

O Lucério venceu a aposta. Ele tem o vídeo da Jéssica transando com o marido na frente do Antônio em um local público do condomínio. O escândalo sexual que mancharia a imagem de certinho de ambos. Ele deve pegar leve com a Jéssica?

Bem, a aposta pelo que está digitado na parte 2 é "vai acabar com a sua fama de santinha e que você não vai querer espalhado por aí.", essa segunda parte por mais que seja algo intimo do casal, se ambos não ligarem de outros saberem, em tese ele não venceu a aposta... vai depender bastante da interpretação de Jessica e Rogerio.

Entretanto, se vamos levar o Lucerio para vitória, seria uma mistura do II e III. Ele dissimulado e se importando com ela, tem que deixar Jessica com o sentimento de vitória. Dizer que ela venceu e dizer que irá arrumar as malas para ir embora do apartamento (Jessica não deve saber que ele trouxe Milena). Jessica do jeito que é vai dizer que não quer ele expulso do condominio, o ver como amigo e apenas que ele seja uma boa pessoa com ações boas. Vendo que ela se importa com ele, aqui pode ser a virada de vilao para antagonista ou vilão definitivo.

Na minha opinião, aqui ele tem que mostrar o que ele sempre foi e mostrar que tem a gravação da santinha dando em publico e que quem deu xeque mate foi ele, ele venceu a aposta. Jessica vai ficar desesperada e ele cobra aposta, mas ela diz que nunca vai trair o Rogerio, ai ele vai jogar que o Rogerio ta traindo ela com a Milena, que ele trouxe a Milena para mostrar a Jessica que ele não é santo. E ai ele vai armar alguma cena para parecer que o Rogerio tá com a Milena, entretanto Jessica, com todo medo do mundo nao vai cair e voltar e descobrir que era só armação. Ela fala que ele pode fazer o que quiser com o video que nunca mais vai falar com ele, pois trouxe Milena de volta as vidas, é pior que qualquer video na internet.

A chave de virada de Lucerio para mim é ai, ele vai sentir falta da companhia de Jessica, sentir falta de contato humano como nunca sentiu e o final da aposta, passado um tempo ele volta a casa de Jessica finalmente desabafar sobre o que ele sentiu "o meu verdadeiro sentimento era de derrota: a Jéssica tinha escolhido se exibir pra outro homem que não eu. fiquei decepcionado e com ciúmes." E o acordo final seria Lucerio ver ao vivo uma transa de Jessica com Rogerio e se masturbar vendo, mas sem participar.

Mas tirando o Rogério, vocês torceriam por qual dos concorrentes pelo amor (e/ou pela buceta) da Jéssica? E por quê?

Por toda a construção da história até aqui, desde do primeiro episódio ele tá lá cercando a protagonista, não faz sentido não ser Lucério, pois é ele quem sempre investiu em Jéssica mesmo após não. Caso queira outro para sonho, além de Lucerio (que você disse que já tem quase pronto), ai eu torço pelo Seu Geraldo, pois foi o primeiro a beijar ela, é uma quebra de expectativa ao leitor e ela ver bondade nele, assim ela entregaria uma calcinha a ele. Seria os que veria sentido. Os demais o único que daria para encaixar é o Antonio pelo pauzao, mas acho que faria mais sentido Geraldo que antonio.

Agora vamos ao Conto:

"Jéssica tinha uma maneira irritante de ser transparente comigo: narrar em detalhes as transas dela com o seu marido." - Achei interessante esse trecho visto que Jessica oferece para ele que irá contar as transas para quando estava no elevador em troca dele mudar a pauta da reunião do condomínio. Pareceu ali que ele estava interessado no relato dela

"Alberto tinha feito sem minha autorização." - Gosto demais do personagem Lucerio, ele sabe de tudo que se passa e sabe cada passo do Alberto.

Boa interação com Tatiana, ela deve ser o endgame dele, mas até lá... muitas coisas aconteceram

"mas o meu verdadeiro sentimento era de derrota: a Jéssica tinha escolhido se exibir pra outro homem que não eu. fiquei decepcionado e com ciúmes." - Nesse trecho abre brecha para o acordo final ser Lucerio ver ao vivo uma transa de Jessica com Rogerio e se masturbar vendo, mas sem participar.

"precisava encobrir os rastros daqueles dois descuidados," - lucerio é um vilão, mas ele se importa mais com as pessoas do realmente ele pensa ou percebe.

"O síndico estava mexendo na rotina dos funcionários. O canário da mina que indicava que ele queria confronto com as minhas ordens." - Vamos Lucerio salvar Geraldo!

"a Milena foi para os Estados Unidos num intercâmbio, toda brilhante e amada como sempre. E o Rogério passou meses sem querer sair do quarto." Rogerio nunca difamou a Milena mesmo ela fazendo o que fez (COMENTARIO COM SPOILERS)? PQP, esse é integro de verdade.

"Eu tenho medo da Milena. Medo de que ela volte e o Rogério me largue na mesma hora por ela. Medo de descobrir que ela era o amor da vida dele e eu era apenas um prêmio de consolação." - desabafou com a pessoa errada...

Foi o que eu tinha pensado: E me veio a ideia tentadora: por que explodir apenas uma bomba naquele casal, revelando ter a gravação e a vitória na aposta, quando poderia trazer a Milena de volta pra vida deles e explodir duas bombas ao mesmo tempo? Milena voltará graças ao Lucerio.

Cara faz sentido a primeira transa do Lucerio na novela ser com a Milena, ele tem o dossie e ela para ter acesso faz o que Jessica nunca fez, dar para ele e ele ver Jessica nela (Tava procurando quem Milena poderia transar)

Vejo que Milena tem que ser ardilosa e conquistar amigas para ela, como Eneias roubou de Rogerio, tipo aproveitar a vulnerabilidade de ANdreia sozinha, pegar as que nao sao tao proxima (ALessandra... Leticia, etc) e o Lucerio vai perceber que ela é a pior pessoa que ele já conviveu, sociopata total e se arrepende de ter trazido ela ao condominio e ai é a virada do vilão para antiheroi. E começa a se aproximar mais de Tatiana, Milena tem que ter algum podre que faça ela ser presa ou ir embora (matou alguem nos EUA, pessoas barra pesada vao atras dela que ela advogada de criminoso... algo assim).

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Outra sugestão é você ir dando o "fim dos vilões" em um capitulo de cada vez e não apressadamente no final... Eneias assim... ALberto preso... milena foragida....

Mas cada capitulo destrinchar o fim de cada um no final.

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Primeiramente quero dizer que sou fã numero um do auto Alberto e da saga .

O Antônio merecia pq foi um cara que falou a real na sauna , nao foi afoito e respeitou o casal .

Mano o Enéias é repugnante e escroto , eu queria que o Enéias sentasse na jeba do Antônio e ficasse uns 10 dias sem sentar rs .

O Lucrécio é outro q nao gosto , eu leio o conto e ja imagino aqueles velhos feio que atira pra todo lado e acha que esta arrasando .

Parabéns Alberto conto maravilhoso

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Gostei da interação do Lucério com a Tatiana, despertou o desejo nele, isso é bom. Falta ele despertar algo que faça Tatiana o admirar e o caminho por você está apresentado... ele a ajudar a derrubar Alberto.

Agora com a Jéssica a maneira que ele vai determinar a cobrança é que implicará no caráter dele. Acredito que ele ao trazer Milena pra história ele se tornará um grande vilão. Ele tem consciência do quanto essa mulher fez e faz mal ao casal, vc está construindo ele como parceiro da Milena e antagonista. Desejo ver um transa dele seja com a Milena, mas minha favorita é a Tatiana nos moldes de um cara dominador.

Quanto a questão escolho a II. Depende. Ele é cauteloso, veria qual seria a reação da Jéssica primeiro com ele e a partir daí tomaria uma atitude. Não valeria a pena ter a Jéssica acuada ao seu lado. Jéssica o trata com carinho, ele sabe disso e não vai menosprezar.

Amor mesmo ;e só pelo Rogério. Realmente espero que não ocorra traição. Quanto a tesão o primeiro seria o Antônio, especialmente pela questão do sexo anal e por ele ser dotado. Depois o próprio Lucério pela perspicácia e inteligência, além de despertar um grande tesào na Jéssica.

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