Eu Descobri que Sou Corno… e Acabei Gostando

Um conto erótico de Junior_Corno
Categoria: Heterossexual
Contém 3661 palavras
Data: 22/01/2026 16:31:18

Oi gente, eu sou o Junior.

Eu não sou escritor de contos, minha imaginação não é tão fértil. Acho que isso aqui vale mais como terapia, desabafo, de quem realmente passou pelo que está sendo relatado. Garanto que depois disso, nossa vida melhorou bastante, fizemos algumas loucuras, mas antes eu tive que sofrer.

Eu Tenho 42 anos. Minha esposa, 35. Loira, 1,65 m, corpo malhado de quem frequenta academia religiosamente, bunda empinada, pernas definidas, seios firmes que ainda desafiam a gravidade. Estamos juntos há quase 20 anos. O que começou como paixão adolescente virou rotina, depois acomodação, depois… um vazio que nenhum dos dois sabia nomear.

Alguns anos atrás, passamos por uma daquelas crises que quase acabam com tudo. Eu trabalhava muito, chegava tarde, cansado, sem energia. Ela se sentia sozinha, invisível. Eu sabia, mas fingia que não via. Perto do Carnaval, ela foi com a mãe para nossa casa de praia em Cabo Frio. Eu fiquei no Rio, atolado no trabalho. Quando finalmente tirei folga e fui encontrá-las, já senti o ar diferente.

Ela estava distante. Mais fria do que o habitual. Respostas curtas, olhares que desviavam, silêncios pesados. Naquela tarde, estávamos só nós dois na praia, deitados nas cadeiras sob o guarda-sol. Notei que ela olhava muito para a tenda nova ali perto, uma escola de stand-up paddle, com pranchas coloridas, remos encostados, gente jovem rindo. Pensei que ela estivesse com vontade de experimentar.

— Quer ir lá tentar? — perguntei, tentando ser leve.

— Não — respondeu seca, sem nem olhar pra mim.

— Mas você tá olhando tanto… achei que…

— Não é por isso que tô olhando — me cortou, rispidamente. Levantou-se, jogou o celular na cadeira de praia e foi direto para a água, me deixando ali com uma sensação ruim crescendo no peito.

O celular dela começou a apitar. Uma, duas, três vezes. Depois não parou mais. Nunca fui de fuçar o telefone dela. Nunca precisei. Mas naquele momento, com aquela enxurrada de notificações, a curiosidade, ou o medo, venceu. Naquela época os celulares ainda eram simples: bastava arrastar o dedo na tela e pronto, desbloqueado.

Abri. Duas conversas com dezenas de mensagens não lidas. A primeira era da Melissa, melhor amiga dela desde o colégio, uma morena gostosa que eu sempre achei que tinha um crush escondido na minha mulher. A segunda… era de um tal de Alexandre. Um nome que eu nunca tinha ouvido.

Fui direto na dele.

As primeiras mensagens pareciam inofensivas. Ele falando das praias da região, dos melhores pontos para remar, dos horários com menos vento. Até que o tom mudou. E quem mudou foi ela.

-“Você é casado?”

-“Tem namorada?”

-“Mas você é bonito demais pra estar sozinho…”

-“Tá com certeza que não tá envolvido com ninguém?”

Eu lia e sentia o estômago revirar. Era ela. Minha esposa. Jogando verde, se oferecendo. Praticamente esfregando a buceta na cara do cara por SMS.

Ele respondia curto. “Não” pra tudo. Até que ela perguntou se ele estava interessado em alguém.

-“Sim”, ele escreveu.

-“Mas infelizmente ela é casada.”

-“Sério? Quem é a sortuda?”

-“Posso te ligar?”

A conversa por mensagem parou aí. Corri para o registro de chamadas. Mais de uma dúzia de ligações entre os dois. Uma delas, logo depois daquela última mensagem, durou 1 hora e 17 minutos. Porra… nem quando a gente namorava a gente ficava tanto tempo no telefone.

Voltei para a conversa com a Melissa. Tinha que começar de trás pra frente, porque eram muitas mensagens. E lá estava o desabafo.

Ela contando que o casamento estava morto. Que eu não tomava iniciativa. Que eu chegava cansado, não comia ela há semanas. Que ela se sentia um móvel na própria casa. Que estava pensando em separar.

Melissa tentando acalmar, dizendo pra esperar eu chegar, pra conversar. Mas minha mulher já tinha decidido.

-“Quero conhecer outras pessoas. Quero sentir alguma coisa de novo.”

E então veio a parte que eu temia.

Ela contando que tinha conhecido alguém. Que estava “gostando muito”. E começou a descrever o dia em que tudo começou.

Mensagem dela para Melissa:

-“Amiga, tô passada. Fui lá na praia de manhã com a mãe, no mesmo lugar de sempre, perto do quiosque. Aí vi que montaram uma tenda nova do lado, uma escola de stand-up paddle. Fui curiosa, só pra olhar. A menina que atende (uma tal de Bruna) me explicou tudo: aluguel da prancha, remo, e no primeiro dia já vem aula com instrutor incluída. Achei legal, fechei pra essa tarde às 14h.”

(Algumas horas depois, depois da aula)

-“Melissa, meu Deus do céu. O instrutor é um absurdo. Alto, deve ter mais de 1,80, bronzeado perfeito, corpo todo malhado, cabelo comprido preso num rabo de cavalo, tatuagem no braço que desce até o antebraço… Quando ele sorriu pra mim apertando minha mão eu quase desmaiei. Nome dele é Alexandre. Alex. Voz grave, jeito tranquilo, mas tem um olhar que… sei lá, amiga. Me desmontou.”

-“Primeiro ele me ensinou na areia, segurando a prancha, me mostrando a postura. Depois fomos pra água. Ele me ajudou a subir na prancha várias vezes, segurando minha cintura, minhas coxas… Eu sentia o calor da mão dele na minha pele molhada. Tava louca, Melissa. Louca.”

-“Depois da aula eu fiquei lá ainda, tomando sol, olhando ele atendendo outros alunos. Não saía da minha cabeça. Fiquei fantasiando mil coisas. Ele sem camisa, suado, me pegando ali mesmo na areia… Tô com vergonha de admitir, mas tô molhada só de lembrar.”

Melissa respondeu tentando botar juízo:

-“Amiga, respira. Você é casada. Pensa bem no que você tá fazendo.”

-“Eu sei… mas você não entende. Meu casamento tá morto. Eu não aguento mais. Tô pensando em separar mesmo. Quero sentir desejo de novo. Nem que seja só uma vez.”

E aí a conversa pulou alguns dias.

Num determinado dia, não lembro qual, tinha uma mensagem dela para Melissa às 5:40h da manhã:

-“Ai amiga, você não vai acreditar no que eu fiz!!! Tô tremendo até agora.”

Melissa só respondeu mais tarde naquela manhã, já por volta das 10:00h:

-“Oi amiga, bom dia! Meu Deus, o que houve? Espero que não seja o que tô pensando…”

Resposta imediata:

-“Foi pior… ou melhor… sei lá. Ontem voltei lá no stand. Fiquei até eles fecharem, umas 18h. Um por um foi indo embora: a Bruna, o irmão mais novo Marcos, o mais velho Dante… de repente só sobrou eu e o Alex. O pôr do sol tava lindo, o mar calmo, ele sem camisa, só de sunga, todo suado, bronzeado brilhando, cheiro de protetor solar e mar… gente, que homem.

A gente conversando e rindo. O clima foi ficando diferente. Nossos olhares demoravam mais, sorriso safado, toque ‘sem querer’ no braço, na coxa… Quando vi, ele já tinha me puxado pra dentro do carro dele, estacionado ali perto.

Começamos a nos beijar como dois desesperados. Língua na língua, mão dele apertando minha bunda com força, eu agarrando aquele cabelo comprido, puxando. Ele chupando meu pescoço, mordendo de leve, descendo a boca pro meu peito por cima do biquíni. Eu tava encharcada só de sentir a respiração quente dele na minha pele.

Eu passei a mão por cima da sunga dele e senti aquele pau enorme crescendo, querendo explodir pra fora.

Ele abriu minha saída de praia, enfiou a mão dentro da calcinha e gemeu no meu ouvido: ‘Caralho, você tá molhadinha… isso é tudo pra mim?’ Eu só consegui gemer e abrir mais as pernas. Os dedos dele entraram fácil dentro de mim, mexendo devagar, enquanto ele mordia meu lóbulo da orelha e falava putaria baixinho. Eu gozei na mão dele em menos de dois minutos, tremendo toda, mordendo o lábio pra não gritar alto.

Depois ele me olhou nos olhos, com aquele sorriso de quem sabe exatamente o que fez, e falou bem perto do meu ouvido:

‘Amanhã você volta aqui… porque isso aqui foi só o começo.’”

-"Amiga, eu tô perdida. Nunca senti um tesão desses na vida."

Enquanto eu lia aquelas mensagens no celular dela, ali na cadeira de praia, o sol queimando minha pele, meu coração batendo forte no peito, eu sentia uma mistura de raiva, choque e... algo mais. Algo que eu não esperava. Meu pau começou a endurecer só de imaginar minha mulher, aquela loira deliciosa que eu conhecia cada curva, se derretendo na mão de outro cara. Mas eu continuei lendo, como se fosse um vício.

A conversa com a Melissa não parava ali. Depois daquela mensagem bombástica da minha esposa sobre o beijo no carro e o gozo na mão dele, veio a resposta da amiga. Melissa era sempre a voz da razão, mas dava pra sentir o tom de julgamento misturado com preocupação.

Melissa:

-"Amiga, para tudo agora. Você tá louca? Você é CASADA! Isso não é certo, não faz isso com ele, nem com você mesma. Pensa no que vai acontecer se ele descobrir. E se isso vazar? Você tá traindo, ponto. Volta pra realidade, separa direito se for o caso, mas não faz isso escondido. Tô preocupada com você, isso vai dar merda."

Esposa:

-"Eu sei, eu sei... Mas Melissa, você não tava lá. O jeito que ele me tocou, me olhou... Faz anos que não sinto isso. Meu marido nem me vê mais. Eu mereço isso, pelo menos uma vez. Não conta pra ninguém, por favor."

Melissa:

-"Não vou contar, mas tô te avisando: para enquanto é tempo. Isso não é amor, é tesão puro. E tesão passa, mas o arrependimento fica. Pensa na sua vida, no casamento de 20 anos. Se você quer separar, separa. Mas trair assim? Não é você."

Esposa:

-"Talvez seja eu sim. A nova eu. Tô cansada de ser a esposinha perfeita. Amanhã eu vou lá de novo. Preciso dele. Sinto que vou explodir se não der pra ele."

Melissa tentou mais uma vez, mandando mensagens longas sobre fidelidade, sobre como traição destrói tudo, mas minha esposa ignorava. As respostas dela eram curtas, teimosas. "Eu preciso disso." "Não aguento mais esperar." "Eu tô louca... vou fazer tudo pro Alex amanhã."

Eu fechei os olhos por um segundo, imaginando a cena. Minha mulher, nua, se masturbando pensando nele. Meu pau latejava agora, traidor. Eu devia estar furioso, mas em vez disso, eu queria ler mais. Queria saber cada detalhe sujo.

As mensagens pulavam pro dia seguinte. Ela contando tudo de novo.

Esposa:

-"Amiga, aconteceu. Meu Deus, aconteceu tudo. Voltei lá no stand hoje de manhã cedo, tipo 10h. Coloquei meu biquíni mais safado, aquele fio dental que mal cobre a bunda, e fui direto pra tenda. O Alex tava lá, sozinho, arrumando as pranchas. Quando me viu, sorriu daquele jeito malicioso, como se soubesse exatamente o que eu queria."

A gente mal conversou. Ele me puxou pra trás da tenda, me beijou forte, uma mão na minha nuca, outra apertando minha bunda. Eu tava molhada antes mesmo de chegar. "Vem comigo", ele disse, voz rouca. Pegou minha mão e me levou pro carro dele de novo. Mas dessa vez, não ficamos ali. Ele dirigiu uns 10 minutos até a casa dele.

Chegando lá, ele nem acendeu a luz. Eu me joguei em cima dele. Agente se beijou muito, mas a minha vontade era colocar a boca em outra coisa. Eu fui me abaixando, passando as mãos no peito dele, na barriga. Me ajoelhei na frente dele e passei a boca no pau dele por cima da sunga, dei uma mordidinha e quem não aguentou dessa vez foi ele. Ele botou aquele pau maravilhoso pra fora e eu enchi minha boca com ele sentindo ele latejar. Chupei sem pressa, engolindo aquela cabeça enorme, passando a lingua por ele todo, acariciando as bolas. Olhei pra cima e vi ele mordendo os lábios, cheio de tesão."

Melissa:

-"Amiga. Pára! Você tá loca!!!"

Esposa:

-"Amiga. Não acabou não. Ele me empurrou pro chão e arrancou meu biquíni. "Você veio pra dar pra mim, né? Pra ser minha putinha casadinha", ele falou, enquanto lambia meu pescoço, descendo pros seios. Só sei que eu não me importava com mais nada. Só gemia. "Isso, assim, me fode, Alex. Me fode como meu marido nunca fez."

Ele me virou de bruços, colocou minha bunda pro alto, e enfiou a cara ali. Meteu a língua na minha buceta, no cu, me chupou todao. Eu gozei na boca dele, gritando, pernas tremendo. Aí ele se levantou, pau enorme, grosso, latejando, me colocou de quatro e me comeu com força, batendo na minha bunda, puxando meu cabelo. "Isso é o que você queria, né? Um macho de verdade." Eu pedia mais, "Mais forte, me fode, mete tudo". Ele gozou litros, enchendo minha buceta, escorrendo pelas coxas. Caímos na cama, suados, ofegantes. Mas não parou aí. Agente descansou, tomou uma cervejinha e meia hora depois, ele tava duro de novo. Me levou pro chuveiro, me encostou na parede gelada, e me fodeu em pé, com a água caindo, eu arranhando as costas dele. Ai, foi muito bom.

Amiga, foram horas. Ele me fez gozar várias vezes. Tô destruída, mas feliz. Meu corpo tá doendo, mas é uma dor boa. Não sei o que fazer agora... mas amanhã eu volto com certeza."

Enquanto eu lia isso, sentado de frente pro mar, minha mulher ainda na água, eu senti meu pau duro dentro do short. Eu não conseguia acreditar, tinha acabado de descobrir que era corno. Eu tava puto pra caralho! Eu juro que queria matar aquela vagabunda! Mas por algum motivo uma parte de mim tava gostando. Queria ver. Queria estar lá, assistindo ela ser fodida por esse Filho de uma p*ta. Mas eu continuei olhando as mensagens, descobrindo mais mensagens, mais detalhes. Ligações no meio da noite, planos dela pro próximo encontro.

No dia seguinte àquela safadeza, a piranha da minha mulher mandou uma enxurrada de mensagens para a Melissa, ainda no fim da tarde:

Esposa:

-"Amiga, tô mal. Muito mal. Ontem foi perfeito, o melhor sexo da minha vida. Mas hoje o Alex tá estranho. De manhã eu mandei mensagem de bom dia, ele visualizou e não respondeu. Liguei à tarde, caiu na caixa postal. Mandei mais umas três mensagens, ele só respondeu uma: “Oi, tudo bem? Tô ocupado hoje.”

Melissa:

-"Talvez ele esteja mesmo ocupado, amiga. Ou talvez tenha caído a ficha de que você é casada e que o que ele tá fazendo não é legal. Ele mesmo falou isso ontem, né? Que você é casadinha…"

Esposa:

-"Ele falou sim, mas durante o sexo! Tipo, putaria, sabe? “Minha putinha casada”, “goza pro teu macho de verdade”… Aí hoje de repente vira santo? Tô me sentindo uma idiota. Como se eu fosse só mais uma conquista fácil."

Melissa:

-"Olha, talvez isso seja bom. Ele tá te dando espaço. Você sabe que isso não pode virar nada sério. Melhor ele se afastar agora do que depois virar bagunça maior."

Esposa:

-"Não quero espaço! Quero mais dele. Quero que ele me foda de novo, que me olhe como ontem. Tô me sentindo rejeitada, Melissa. Faz anos que ninguém me deseja assim e agora o único que me fez sentir viva tá me dando um gelo."

No dia seguinte, mais mensagens. Ela já estava nervosa, quase irritada.

Esposa:

-"Ele nem apareceu no stand hoje. A Bruna disse que ele “teve que resolver umas coisas pessoais” e que talvez volte só amanhã. Eu fui lá de propósito, vesti o biquíni que ele gostou, fiquei esperando… nada. Mandei mensagem: “Cadê você? Tô aqui na praia”. Nada. Liguei duas vezes, direto na caixa postal. Tô puta, amiga. Puta da vida."

Melissa:

-"Amiga, respira. Talvez isso seja o melhor que poderia acontecer agora. Ele tá te dando um freio. Você é casada, tem uma vida aqui. Se ele continuar, vai só te machucar mais. E se seu marido descobrir? Já pensou?"

Esposa:

-"Eu não quero pensar no meu marido agora, quero mais é que ele se foda! Quero o Alex. Quero sentir aquela boca na minha buceta de novo, aquele pau me arrombando. Tô louca de tesão e de raiva ao mesmo tempo. Se ele não me quiser mais, tudo bem, mas pelo menos podia ter a decência de falar na cara."

Melissa:

-"Talvez ele esteja com medo. Ou com consciência. Homens assim às vezes somem quando percebem que a mulher é casada de verdade, não só de brincadeira. Isso pode ser um sinal pra você parar, amiga. Volta pro teu marido, tenta consertar as coisas. Ou separa de vez. Mas não fica correndo atrás de um cara que tá fugindo."

Esposa:

-"Não consigo. Tô obcecada. Se amanhã ele não aparecer na praia, eu vou na casa dele. Não aguento mais esse inferno!."

Ódio! Ódio é a palavra certa para o sentimento que tava me consumindo naquele momento. Ódio dele por ter fodido minha mulher. Ódio dela por ter me traído. Mas também… uma excitação doentia. Saber que ela estava desesperada por outro pau, que estava se sentindo rejeitada porque o cara tinha começado a ter consciência, me deixava com um tesão estranho. Eu imaginava ela ali, frustrada, molhada, pensando nele, e meu pau endurecia de novo.

Eu só conseguia pensar que eu era corno. E, por mais que doesse, uma parte de mim queria que ela continuasse correndo atrás dele. Queria ver até onde isso ia. Queria, talvez, descobrir mais. Muito mais.

Ela saiu da água devagar, o corpo brilhando com as gotas do mar, o biquíni colado na pele, o cabelo loiro grudado nas costas. Caminhou até mim com aquele andar que eu conhecia tão bem, confiante, sensual, como se nada no mundo pudesse abalá-la. Mas quando chegou perto da cadeira, viu o celular na minha mão. E eu não disfarcei. Estava olhando para a tela, eu com certeza estava com o rosto pálido, com os olhos vermelhos.

Ela parou, eu olhei pra ela e por um segundo, só um segundo, vi o pânico passar rápido pelos olhos dela. Depois, veio a máscara. A mesma que usava quando discutíamos coisas sérias e ela não queria se explicar.

— O que você tá fazendo com meu celular? perguntou, voz baixa, mas firme.

— Tava lendo algumas mensagens.

Ela bufou, jogou a toalha na cadeira ao lado e sentou, cruzando as pernas como se estivéssemos falando do tempo.

— E daí?

Eu não acreditei no que ouvi.

— E daí? Você tá me traindo, conversa com a maior naturalidade do mundo com sua amiga, e me pergunta “e daí”?

Ela deu de ombros, olhando para o mar.

— Nosso casamento é uma merda mesmo, você sabe disso. Faz tempo que a gente não é mais nada. Você não me toca, não me olha, não faz nada. Eu só… peguei o que tava faltando.

— Você queria separar? perguntei, a voz tremendo.

Ela não me respondeu. Só continuou olhando o horizonte, como se a pergunta não merecesse resposta.

Eu me levantei, o corpo pesado, o peito apertado.

— Eu não acredito que minha esposa… a mulher pra quem dediquei a maior parte da minha vida… tá me traindo e ainda faz pouco caso disso. Porra… O que foi que eu te fiz pra merecer isso?

Ela finalmente me olhou.

— Não é o que você fez, é o que você não faz. Ele é um homem que me deseja. Que me faz sentir viva. Coisa que você não faz mais há anos.

As palavras bateram como tapa. Eu queria gritar, queria chorar, queria bater nele, nela, em mim mesmo. Queria morrer ali mesmo, na areia quente. Queria matar os dois. Queria sumir. Não sabia o que queria, só sabia que tudo dentro de mim estava quebrando.

— Então tá! Eu vou arrumar minhas coisas, agente volta pra casa e amanhã damos entrada no divórcio.

Voltei pra casa de praia em silêncio. Ela veio atrás, uns minutos depois.

Fui direto pro quarto, peguei minha mala e comecei a guardar minhas roupas. Ela entrou no quarto, fechou a porta e ficou parada na frente da cama. Eu estava de cabeça baixa, guardando minhas coisas com as mãos tremendo.

— "Me perdoa!" Ela disse, voz baixa, quase quebrada. — "Eu não queria que você descobrisse assim. Eu… eu tava perdida. Tava infeliz. Mas eu te amo. Ainda te amo."

Eu levantei o rosto. Vi as lágrimas nos olhos dela. Lágrimas de verdade, ou de culpa, não sei. Mas ela se ajoelhou na minha frente, pegou minhas mãos.

— Me perdoa, por favor. Eu paro. Eu juro. Não quero perder você.

Eu não respondi na hora. Meu coração estava em pedaços. Minha vontade era socar a cara daquela desgraçada. Mas olhei pra ela, aquela mulher linda, vulnerável agora, pedindo perdão, e alguma coisa dentro de mim cedeu. Aceitei. Disse que sim, que perdoava. Que a gente ia tentar de novo. Que ia conversar, ia melhorar.

Ela me abraçou forte. Chorou no meu ombro. Eu abracei de volta, mas minha cabeça estava longe.

Aquilo não saiu da minha mente. Nunca mais.

À noite, quando ela dormiu ao meu lado, eu fiquei acordado horas. Imaginando. Imaginando ela na casa dele. Imaginando o corpo dele sobre o dela, as mãos dele naquela bunda que eu conhecia tão bem, o pau dele entrando onde só o meu entrava antes. Imaginando os gemidos dela, os que eu ouvia nas mensagens, os que ela nunca mais tinha feito comigo.

Eu fiquei arrasado. Mas também… excitado. Um tesão doentio, confuso, que eu não entendia. Toda vez que fechava os olhos, via ela gozando com ele. Via ela abrindo as pernas pra ele. Via ela voltando pra mim com a buceta ainda cheia da porra dele.

E o pior: eu não conseguia odiar isso completamente.

Eu era corno. E, por mais que doesse, uma parte de mim… queria saber mais. Queria imaginar mais. Queria, talvez, que aquilo não tivesse acabado de verdade.

No dia seguinte, voltamos pro Rio. Tentamos ser normais. Mas nada era mais o mesmo.

E aquilo ficou na minha cabeça.

Ela com outro homem.

Mas passadas algumas semanas, eu percebi que aquilo poderia me servir de alguma forma, que eu poderia tirar vantagem de ter sido corno 😈

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