# PARTE 2: "PRIMEIRA RODADA - A ABERTURA DO INFERNO"
A porta de metal range quando o homem do megafone a empurra. Do outro lado, o rugido da plateia invade o vestiário como onda sonora física — duzentas gargantas gritando, batendo os pés nas arquibancadas de madeira podre, assobiando, xingando, celebrando. O cheiro muda instantaneamente: sai o cloro e o mofo do vestiário, entra suor coletivo, cerveja barata derramada, fumaça de cigarro proibido, e algo mais primitivo — excitação sexual de multidão confinada.
— **CATEGORIA FEMININA! PRIMEIRA RODADA!** — a voz distorcida do megafone ecoa. — **BIANCA versus DANTE! NÚMERO UM!**
Bianca se levanta. As pernas dela tremem levemente, mas o rosto permanece sereno. Ela ajusta o top esportivo branco, puxa o short de lycra que subiu entre as nádegas pequenas e empinadas, e caminha até a porta. Antes de sair, ela fecha os olhos por três segundos, lábios se movendo em silêncio. Reza ou afirmação, não sei.
Quando abre os olhos, não há mais nada de humano neles. Apenas foco.
Ela atravessa a porta.
Eu, Sofia, Marcela e Dinorah nos aproximamos da cortina de plástico que separa o vestiário da arena. Através dos rasgos no plástico opaco, consigo ver fragmentos: luzes brancas ofuscantes balançando no teto, sombras de corpos se movendo nas arquibancadas, o octógono no centro — tapete de lona manchada, cadeira de metal no meio, microfones pendurados em ângulos estratégicos para captar cada som molhado.
A árbitra — jaleco branco, cabelo grisalho preso — está no centro do octógono com um tablet na mão. Ao lado dela, sentado na cadeira com as pernas abertas, está **Dante**.
Trinta e dois anos. O corpo dele é um mapa de tinta preta: fractais geométricos, mandalas, linhas retas que seguem as veias salientes dos braços, sobem pelos ombros largos, descem pelo peito definido, contornam o abdômen marcado. Ele usa apenas uma sunga de natação branca, justa demais, transparente de tanta tensão. O pau já está semi-ereto, desenhando um volume obsceno. Mesmo de longe, consigo ver as veias grossas subindo pelas coxas musculosas.
Rosto quadrado, maxilar forte, barba negra aparada rente ao contorno da mandíbula. Cabelo raspado revelando tatuagens também no couro cabeludo — símbolos que não reconheço. Olhos escuros, intensos, predatórios. Ele não sorri. Apenas observa Bianca entrar no octógono como quem avalia presa.
Bianca sobe os três degraus de madeira, passa entre as cordas que delimitam o octógono, e fica de pé no centro. A diferença de tamanho é chocante: ela, um metro e cinquenta e cinco, corpo compacto de ginasta; ele, um metro e oitenta e poucos, pura massa muscular e testosterona.
A árbitra fala, voz amplificada:
— Competidora Bianca. Receptor Dante. Regras: fazer o receptor ejacular no menor tempo possível. Sensor detecta resistência voluntária. Três apitos, desclassificação. Proibido violência intencional. De resto, vale tudo. Perguntas?
Bianca balança a cabeça. Não.
Dante cospe no chão.
— Perguntas? — a árbitra repete para ele.
— Nenhuma. — Voz grave, entediada.
— Posições.
Dante se acomoda na cadeira, braços nos apoios de metal, pernas abertas, o pau agora completamente duro esticando a sunga até formar uma tenda branca. Ele puxa o elástico para baixo. O membro salta, pesado, caindo contra a coxa tatuada. É grosso na base, veias serpenteando, glande rosada e inchada já brilhando com pré-gozo.
Bianca ajoelha. A lona range sob seus joelhos. Ela coloca as mãos nas próprias coxas, respira fundo. O cabelo ruivo cacheado cai sobre os ombros pálidos salpicados de sardas. Desse ângulo, consigo ver o perfil delicado do rosto dela, os olhos verdes enormes fixos no pau de Dante, os lábios finos entreabertos.
A plateia está em silêncio agora. Duzentas pessoas prendendo a respiração.
A árbitra levanta a mão.
—O sino eletrônico toca — um bipe agudo que corta o silêncio.
**Começou.**
***
### BIANCA vs DANTE
Bianca não se move por três segundos inteiros. Apenas observa. O pau de Dante pulsa levemente, uma gota grossa de pré-gozo escorregando pela glande e descendo pela lateral. Ela inclina a cabeça, como se estivesse estudando ângulos, calculando trajetórias.
Então, devagar, ela se aproxima.
As mãos sobem até as coxas dele — tatuadas com padrões tribais que pulsam junto com as veias. Ela toca de leve, apenas as pontas dos dedos, e Dante arqueia uma sobrancelha. Não esperava delicadeza.
Bianca se inclina. O nariz dela quase tocando a base do pau. Ela inspira — um som suave, mas amplificado pelos microfones, audível para toda a arena. Cheiro de homem, de sabão barato, de excitação. Ela expira quente contra a pele dele. Dante solta um suspiro curto.
E então ela começa.
A língua sai — rosada, pequena — e toca a base do pau. Um toque leve, quase casto. Ela desenha uma linha lenta subindo, milímetro por milímetro, contornando a veia grossa que divide o membro ao meio. Quando chega na glande, ela circunda a coroa, a ponta da língua mergulhando no sulco onde pré-gozo acumulou. Ela lambe, recolhe o líquido salgado, e engole. Os olhos dela fecham por um segundo, como se estivesse degustando vinho.
Dante respira mais forte. As narinas dilatam.
Bianca repete o processo — base até glande, circunda, lambe, engole. Mas agora com mais pressão. A língua larga pressionando firme, deixando rastro de saliva brilhante. O pau late contra a língua dela, veias inchando ainda mais.
— Vai logo, porra — Dante murmura, mas a voz treme.
Bianca não acelera. Mantém o ritmo. Terceira lambida, ela adiciona variação: quando atinge a glande, sugere levemente, apenas a ponta na boca, língua pressionando o freio. Dante geme — um som baixo, gutural, quase raiva.
Marcela, ao meu lado, sussurra:
— Caralho, ela é boa.
Quarta lambida. Bianca finalmente abre a boca mais, engolindo a metade superior. A mandíbula dela se desloca — literalmente, eu vejo o ângulo impossível — e ela desce até três quartos do comprimento. Para ali. Não se move. Apenas mantém a boca quente e úmida envolvendo ele, língua pulsando ritmicamente contra a parte inferior do pau.
E então ela começa a cantar.
É abafado, distorcido pela boca cheia, mas reconhecível: *"Girl from Ipanema"*. A melodia suave, notas subindo e descendo, e a cada nota, a boca dela vibra. A vibração viaja pelo pau de Dante como corrente elétrica.
Dante arqueia as costas, mãos agarrando os braços da cadeira com força que faz os nós dos dedos ficarem brancos.
— Que porra...? — ele geme, confuso, excitado, assustado.
Bianca sobe devagar, ainda cantarolando, e quando chega na glande, faz uma pausa na nota mais alta. A vibração concentrada ali, no ponto mais sensível. Dante treme. O sensor no períneo dele pisca verde — sem resistência, rendição total.
Ela desce de novo, desta vez até a raiz. O nariz dela encosta no púbis dele, a garganta visivelmente dilatada. Impossível. Eu vi ginastas fazendo contorções, mas isso... isso é outra coisa. Ela fica ali embaixo, garganta pulsando, e continua cantando — agora em português — *"Garota de Ipanema"*.
As vogais abertas fazem a garganta dela se contrair e relaxar em ondas. Dante está gemendo sem parar agora, um som contínuo, quebrado, vulnerável.
— Porra... porra... eu não... — ele tenta falar mas não consegue terminar frases.
Bianca começa a se mover: sobe até três quartos, desce até a raiz, ritmo constante, e a música nunca para. Ela troca de canção — *"Asa Branca"* — e o sotaque nordestino adiciona texturas novas às vibrações.
O cronômetro na parede digital marca: **03:45**.
Dante está ofegante, suor escorrendo pelas tatuagens do peito, músculos abdominais contraindo involuntariamente. As coxas tremem. Ele tenta segurar, mas o sensor não apita — porque ele não está resistindo conscientemente, apenas tentando processar uma sensação que nunca sentiu antes.
**04:12.**
Bianca acelera. A cabeça dela sobe e desce mais rápido, a música agora apenas hummings ritmados, graves e agudos alternando, criando padrão de ondas sonoras que massageiam por dentro.
— Caralho, eu vou... eu vou... — Dante avisa, voz estrangulada.
Bianca não para. Desce até a raiz uma última vez, e segura. Garganta contraindo, vibrando na nota mais grave que consegue, e o freio dela pressionado exatamente onde a próstata interna dele responde.
**04:52.**
Dante explode.
O corpo inteiro dele se arqueia, saindo da cadeira, as mãos voando para a cabeça de Bianca, dedos se enroscando nos cachos ruivos. Ele geme — não, grita — um som animal, sem controle. O pau late violentamente dentro da boca dela, e o sêmen jorra. Jatos grossos, quentes, abundantes. Bianca engole o primeiro, o segundo, mas o volume é demais. Transborda pelos cantos dos lábios, escorre pelo queixo dela, gotas brancas pingando nos seios pequenos cobertos pelo top branco que agora está transparente de suor.
Ela continua sugando, drenando, até o último espasmo. Dante cai de volta na cadeira, corpo inerte, peito subindo e descendo em respirações desesperadas. Os olhos dele estão vidrados, olhando para o teto sem ver nada.
Bianca solta o pau — agora mole, brilhando de saliva e resíduos de sêmen — e se senta sobre os calcanhares. Ela engole o que restou na boca, limpa o queixo com o dorso da mão, e se levanta. Sem sorrir. Sem comemorar. Apenas se levanta.
A árbitra olha para o tablet.
— **Bianca. Tempo: quatro minutos e cinquenta e dois segundos.**
A plateia explode. Gritos, assovios, xingamentos de admiração. Alguém joga uma garrafa de cerveja vazia que rola pelo chão.
Bianca faz uma reverência rápida — quase mecânica, como nos tempos de ginástica — e sai do octógono. Quando passa pela cortina de volta para o vestiário, nossos olhos se encontram. Os dela estão vazios. Totalmente vazios.
Marcela bate palmas.
— Puta que pariu! A ruivinha é monstro!
Dinorah cospe no chão.
— Técnica boa. Mas não serve para homem que aguenta mais.
Eu não digo nada. Apenas registro mentalmente: **Bianca — 4:52. Técnica: vibração vocal + garganta profunda + controle de mandíbula. Efetiva contra receptores de resistência média.**
A árbitra no octógono grita:
— **PRÓXIMA! SOFIA versus THIAGO! NÚMERO DOIS!**
Meu estômago aperta.
É minha vez.
***
### SOFIA vs THIAGO
Atravesso a cortina. O barulho da plateia me atinge como parede sólida — gritos, assovios, alguém grita "VAI CAMPEÃ!", outro grita "PERDEU O TRONO, VADIA!". Ignoro. Foco no octógono iluminado à minha frente.
Subo os degraus, passo pelas cordas.
**Thiago** já está sentado na cadeira.
Vinte e nove anos. Corpo magro mas definido por trabalho manual, não academia. Pele morena clara, tatuagens aleatórias nos braços — um nome feminino coberto por rosas malfeitas, uma âncora no antebraço, uma frase em inglês com erro de gramática no peitoral. Cabelo castanho escuro bagunçado, barba de três dias irregular. Rosto comum, nariz grande, lábios finos, olhos castanhos nervosos que desviam quando eu encaro.
Ele não tirou a cueca ainda. Boxer preta justa marcando um volume médio. As mãos dele tremem sobre as coxas tatuadas.
— Tira — a árbitra ordena.
Thiago engole seco, levanta levemente o quadril, puxa a cueca para baixo. O pau salta — não tão grande quanto Dante, mas grosso. A circunferência é impressionante. Veias azuladas sobem em espiral. A glande é rosada, já vazando pré-gozo em quantidade. Ele está nervoso. Nervosismo acelera excitação. Vantagem para mim.
Ajoelho. A lona está quente onde Bianca ajoelhou minutos atrás. Cheiro de saliva e sêmen ainda fresco no ar.
A árbitra confirma:
— Competidora Sofia. Receptor Thiago. Prontos?
— Sim — respondo.
Thiago apenas acena.
O sino toca.
**Começou.**
Não faço preliminares. Não tenho tempo para teatro.
Agarro o pau dele na base com a mão direita — a pegada firme, dedos mal fechando pela grossura. Ele arfa. Com a mão esquerda, enfio dentro da minha calcinha de algodão. A boceta já está úmida — não de tesão sexual, mas de adrenalina. O corpo não sabe diferenciar. Recolho lubrificação nos dedos, retiro a mão. Estão brilhando.
Thiago olha, olhos arregalados.
Sem avisar, meto a boca. Direto. Sem lambidas, sem aquecimento. Engulo até a metade, criando vácuo imediato com as bochechas, língua pressionando a uretra com força calculada. Sucção, pressão, temperatura. As três variáveis que controlam velocidade de ejaculação.
Thiago geme alto — um som de surpresa e prazer misturados.
Começo a me mover. Não é sensual. É mecânico. Pistão. Boca desce até engasgar levemente, sobe até quase soltar, desce de novo. Saliva acumula, escorre pela base, molha meus dedos que seguram firme. A mão direita bombeia o que a boca não alcança. Sincronia perfeita.
E a mão esquerda, coberta de lubrificação vaginal, vai para o períneo dele.
Pressiono. Firme. Pequenos círculos massageando o ponto externo da próstata. Thiago arqueia as costas, um gemido estrangulado escapando.
— Caralho! — ele grita.
Acelero. Boca, mão direita, mão esquerda — tudo trabalhando em ritmo coordenado. A língua não fica parada; pressiona, circula, vibra levemente contra a parte inferior do pau. Cada vez que desço, relaxo a garganta um pouco mais, deixando ele sentir o calor, a umidade, a pressão.
Cronômetro: **01:58**.
Thiago está gemendo sem parar, mãos agarrando os braços da cadeira, cabeça jogada para trás. O sensor pisca verde constante — rendição completa.
Vario a pressão no períneo. Massageio, paro, pressiono fundo, massageio de novo. Ele não sabe o que esperar. O corpo dele está confuso entre prazer anal indireto e prazer oral direto.
**02:47.**
Sinto o pau dele inchar mais na minha boca. Veias saltando, glande inchando. Sinais. Aumento a sucção. Bombeio mais rápido. Pressiono o períneo com força, encontrando o ângulo exato.
— Porra, porra, eu vou... — Thiago avisa, voz desesperada.
Não paro. Desço até a raiz, forçando a garganta, e seguro ali por dois segundos enquanto massageio o períneo em círculos rápidos e firmes.
**03:41.**
Ele goza.
O pau late violentamente. O primeiro jato de sêmen atinge direto o fundo da minha garganta, quente e grosso. Engulo reflexivamente. O segundo jato enche minha boca. Sabor sal e metal. Engolo de novo. Terceiro, quarto, quinto jato — ele é abundante. Continuo sugando, drenando, até sentir o pau começar a amolecer.
Solto. Um fio de sêmen e saliva conecta minha boca ao pau mole dele por um segundo antes de se romper e cair no meu colo.
Me levanto. Limpo a boca com o dorso da mão. Sem emoção no rosto.
A árbitra olha o tablet.
— **Sofia. Tempo: três minutos e quarenta e um segundos.**
A plateia urra. Mais alto que para Bianca. "CAMPEÃ! CAMPEÃ! CAMPEÃ!" eles gritam.
Não comemoro. Apenas saio do octógono.
Quando passo pela cortina de volta ao vestiário, Bianca está sentada no banco, a cabeça baixa. Ela levanta os olhos quando entro.
— Você é melhor que eu — ela diz, voz sem emoção.
— Não — respondo, pegando uma toalha para limpar o queixo. — Você faz arte. Eu faço trabalho.
Ela não responde.
Marcela está se alongando, preparando-se. Dinorah está acendendo outro cigarro.
A árbitra grita lá fora:
— **MARCELA versus CAIO! NÚMERO TRÊS!**
Marcela sorri — dentes brancos, espaço entre os da frente —, ajusta o body vermelho que grudou ainda mais com suor, e rebola até a porta.
— Agora vocês vão ver como se faz — ela diz, piscando.
E sai.
***
### MARCELA vs CAIO
Eu e Bianca nos aproximamos da cortina rasgada. Dinorah fica sentada, fumando, desinteressada.
Marcela entra no octógono rebolando, e a plateia masculina URRA. Assovios, gritos obscenos, alguém grita "SENTA NA MINHA CARA!". Ela joga beijos, rebola mais, faz a bunda balançar. Teatro puro.
**Caio** já está sentado, esperando.
Trinta e cinco anos. Corpo de pedreiro: ombros largos, braços grossos com veias que parecem cabos, mãos enormes e calejadas. Barriga proeminente mas sólida, peito largo coberto de pelos negros encaracolados que descem em linha grossa até o pau — semi-ereto, grosso, testículos grandes e pesados. Pele parda escura, tatuagens desbotadas: um nome feminino, uma data, caveira malfeita. Pernas musculosas, pés grandes.
Rosto quadrado, mandíbula forte, nariz que já quebrou, lábios grossos, barba por fazer. Olhos escuros olhando Marcela com mistura de tesão e desprezo.
Quando ela se aproxima, ele cospe no chão.
— Vem, negona. Mostra o que sabe.
Marcela ri — grave, rouca.
— Ah, você é machão, né? Vamos ver quanto tempo aguenta.
O sino toca.
Marcela não ajoelha imediatamente. Primeiro, ela tira o body. Simplesmente puxa pelas alças, deixa cair no chão. Fica nua. Seios grandes balançam livres, mamilos escuros e pontudos. Barriga macia, boceta depilada e já brilhando de excitação. A plateia enlouquece.
Caio sorri, mas é um sorriso nervoso.
Marcela ajoelha, devagar, mantendo contato visual. Cospe na mão direita — uma cusparada grossa, obscena. Agarra o pau dele e masturba. Forte. Rápido. Sem delicadeza.
— Fica duro pra mim, seu frouxo — ela ordena.
Caio endurece. O pau cresce, veias saltando, glande inchando rosada e brilhante.
Marcela mete a boca. Não é técnico como eu. Não é artístico como Bianca. É *violento*. Ela engole até engasgar, sobe cuspindo saliva grossa que escorre pelo pau e pelos testículos, desce de novo forçando a garganta. O som é obsceno — glup, glup, glup —amplificado para toda arena.
— *Aahhh*, caralho! — Caio geme, mas tenta manter postura de macho.
Marcela solta o pau, olha para ele, sorri.
— Aposto que você goza rápido. Aposto que é fraco.
— Cala a boca e chupa — ele rosna.
Erro.
Marcela agarra os testículos dele e aperta. Não forte o bastante para doer de verdade, mas o suficiente para assustar. Caio arfa.
— Eu mando aqui, seu merda — ela diz, voz baixa, perigosa.
E volta a chupar. Mas agora com sadismo. Desce até a raiz, fica lá embaixo até ele começar a se contorcer de falta de ar (dela, mas ele sente como se fosse dele), sobe rapidamente criando sucção brutal, desce de novo. As mãos trabalham os testículos — apertando, soltando, massageando, arranhando de leve com as unhas.
Cronômetro: **03:12**.
Caio está gemendo alto agora, a pose de machão completamente dissolvida. As mãos dele vão para a cabeça de Marcela, tentando controlar o ritmo, mas ela bate na mão dele.
— Não me toca.
Ela cospe no pau dele de novo, masturba com força enquanto chupa só a glande, língua circulando, dentes raspando levíssimo. Caio treme.
**04:38.**
Marcela sente o pau inchar. Sorri com a boca cheia. Acelera. Bomba com a mão, chupa com força, aperta os testículos.
— Goza pra mim, seu frouxo. Goza logo.
**05:18.**
Caio explode com um grito.
Marcela não engole. Deixa o sêmen acumular na boca enquanto ele jorra — um, dois, três, quatro jatos grossos. Quando ele termina, ela se levanta, segura o rosto dele, e **cospe o sêmen dele de volta na cara dele**.
A plateia silencia por um segundo, chocada.
Caio fica paralisado, sêmen escorrendo pela testa, pelo nariz, pela boca entreaberta.
Marcela ri, alto, gutural.
— Obrigada, amor.
Ela pega o body do chão, veste de volta, e sai rebolando.
A árbitra, visivelmente desconfortável, anuncia:
— **Marcela. Tempo: cinco minutos e dezoito segundos.**
A plateia não sabe se aplaude ou vaia. Metade faz cada um.
Quando Marcela volta ao vestiário, está rindo. Bianca olha para ela horrorizada. Eu apenas balanço a cabeça.
— Você é louca — eu digo.
— E você é fria — ela responde, ainda rindo. — Cada uma com seu estilo, querida.
Dinorah se levanta, apagando o cigarro no chão.
— Minha vez.
***
### DINORAH vs RICARDO
**Ricardo** está esperando no octógono. Quarenta e um anos. Empresário. Corpo em forma de academia cara: ombros definidos, peito bombado, abdômen marcado, pernas torneadas. Pele clara bronzeada artificial. Cabelo grisalho cortado em degradê moderno. Rosto bonito de revista masculina: maxilar cinzelado, nariz fino, lábios médios, olhos azuis claros. Ele está usando relógio caro no pulso — mesmo pelado.
Quando Dinorah entra, ele olha para ela e franze o nariz.
— Sério? — ele murmura para a árbitra. — Com *ela*?
Dinorah ouve. Sorri.
O sino toca.
Dinorah não rebola. Não seduz. Simplesmente caminha até ele, ajoelha, e agarra o pau dele — ainda mole.
— Problema, mauricinho?
Ela cospe na mão, masturba ele sem gentileza. Ricardo endurece — biologicamente impossível não endurecer — mas o rosto dele está contraído de nojo e excitação misturados.
Dinorah mete a boca. Não é técnico. Não é artístico. Não é violento como Marcela. É **cruel**. Ela usa os dentes. De propósito. Não mordendo forte, mas raspando, arranhando, criando linhas finas de sensação entre dor e prazer.
Ricardo geme, mas é um gemido confuso.
Dinorah solta, olha para ele.
— Não gosta de mulher de verdade, né? Gosta de bonequinha de plástico?
— Cala a... *ahh*!
Ela volta a chupar, mas agora arranha a parte interna das coxas dele. Unhas longas deixando marcas vermelhas. Ricardo tenta fechar as pernas, mas ela força com os ombros.
Cronômetro: **02:54**.
Dinorah enfia dois dedos na boca junto com o pau, aumentando o volume, criando pressão absurda. Ricardo está ficando roxo, não de falta de ar, mas de humilhação e tesão.
Ela solta, cospe na cara dele.
— Seu pau nem é grande. Patético.
Volta a chupar. Garganta profunda descoordenada, engasgando de propósito, saliva escorrendo em fios grossos pelos testículos dele, pelo ânus, molhando a cadeira.
**04:51.**
Ela sente ele perto. Mas desacelera. De propósito. Tortura. Sobe, lambe só a glande, para, assopra. Desce, para antes da garganta. Sobe de novo.
Ricardo está desesperado.
— Pelo amor de Deus, continua...
— Implora — Dinorah ordena.
— Por favor... por favor...
Ela sorri, dentes amarelados.
— Bom menino.
E termina o trabalho. Garganta profunda, massagem nos testículos, dedos pressionando o períneo. Ricardo goza em **6 minutos e 04 segundos**.
Dinorah deixa o sêmen vazar pela boca, cair no chão. Não engole. Não cospe na cara dele. Apenas deixa cair como lixo.
Se levanta, limpa a boca com as costas da mão, e sai.
A árbitra anuncia:
— **Dinorah. Tempo: seis minutos e quatro segundos.**
***
### RESULTADO DA PRIMEIRA RODADA
A árbitra entra no vestiário com o tablet. Nós quatro estamos lá: Bianca sentada, eu em pé encostada na parede, Marcela bebendo água de uma garrafa plástica, Dinorah acendendo mais um cigarro.
— Resultados da primeira rodada — a árbitra anuncia, voz monótona:
**1. SOFIA — 3:41** ✅ CLASSIFICADA
**2. BIANCA — 4:52** ✅ CLASSIFICADA
**3. MARCELA — 5:18** ✅ CLASSIFICADA
**4. DINORAH — 6:04** ❌ ELIMINADA
Silêncio.
Dinorah dá uma tragada longa, solta a fumaça devagar.
— Foda-se — ela diz, mas a voz não tem raiva. Apenas cansaço.
Marcela se aproxima.
— Você foi bem...
Dinorah levanta a mão, cortando.
— Não precisa. Eu sabia que ia perder. — Ela olha para mim, para Bianca, para Marcela. — Mas vocês três... tomem cuidado.
— Com o quê? — Bianca pergunta, voz baixa.
Dinorah aponta para a cortina, para a arena lá fora.
— Nos homens. Tem um que é diferente. Perigoso.
— Quem? — eu pergunto.
Dinorah sorri — não é um sorriso feliz.
— Vocês vão ver. E quando virem... vão entender por que eu prefiro perder aqui do que enfrentar ele na final.
Ela apaga o cigarro, pega a bolsa, e sai do vestiário sem olhar para trás.
Ficamos em silêncio.
A árbitra anuncia:
— Intervalo de quinze minutos. Depois: **categoria masculina, primeira rodada**.
Marcela se senta ao meu lado.
— Quem você acha que é? O perigoso?
Eu balanço a cabeça.
— Não sei. Mas logo vamos descobrir.
Bianca está tremendo. Não de frio. De algo mais profundo.
E pela primeira vez desde que cheguei aqui, sinto um arrepio percorrer minha coluna.
Porque Dinorah não assusta fácil.
E se ela está com medo de alguém...
Talvez devêssemos estar também.
***
**FIM DA PARTE 2**
**PRÓXIMO: PARTE 3 — "OS HOMENS ENTRAM EM CENA"**