Eu entrei na Villa Rica Ateliê, uma boutique exclusiva nos Jardins, em São Paulo, com a intenção de comprar um presente elegante para o Dia das Mães. Queria um lenço de seda italiana ou um cardigã de cashmere para Patrícia, minha sogra. A relação entre nós ainda era cautelosa — ela, de família tradicional paulista, sempre teve reservas quanto à minha carreira como detetive na Polícia Civil e ao risco que isso representava para Wesley e nosso filho.
A loja estava tranquila às 11h da manhã, com luz suave, ar-condicionado perfeito e o cheiro sutil de perfume caro. Eu percorria as araras de peças de grife quando ouvi uma voz elegante e familiar atrás de mim.
“Angela? Que coincidência agradável.”
Patrícia Evers estava impecável: blazer de linho claro, colar de pérolas sul-americanas, cabelos grisalhos impecavelmente arrumados. Seus olhos azuis me avaliaram de cima a baixo com aquela mistura de elegância e julgamento sutil típica da alta sociedade paulistana.
“Patrícia… oi. Vim escolher um presente para você, na verdade. Para o Dia das Mães.”
Ela ergueu uma sobrancelha, um sorriso discreto nos lábios pintados. “Que gentil da sua parte. Mas você sabe que eu prefiro escolher minhas próprias peças. Venha, vamos olhar juntas.”
Caminhamos lado a lado pelas araras. Patrícia tocava os tecidos com dedos experientes, comentando caimento, origem e qualidade. De repente, parou diante de um vestido envelope de seda preta, decote profundo e fenda lateral.
“Este ficaria perfeito em você”, disse ela, segurando o vestido contra o meu corpo. Seus dedos roçaram meu braço nu, demorando um segundo mais que o necessário. “Seu corpo é atlético, mas com curvas onde importa. Experimente.”
Eu hesitei. “Não vim comprar para mim…”
“Considere um presente meu. Vá ao provador. Quero ver como fica.”
O provador era espaçoso, com cortina pesada de veludo, espelho de corpo inteiro iluminado suavemente e um banco estofado. Tirei minha blusa e a calça jeans, sentindo a seda fria deslizar sobre minha pele bronzeada, marcando meus seios firmes, a cintura definida pelo treino e as coxas tonificadas da profissão.
Quando saí do provador, Patrícia estava sentada no sofá da área privativa, pernas cruzadas com elegância.
“Vire-se devagar”, pediu ela, a voz mais suave que o normal.
Girei. O tecido realçava cada linha do meu corpo. Patrícia se levantou, aproximando-se por trás. Suas mãos ajustaram o decote nos meus ombros, os dedos roçando minha clavícula exposta.
“Perfeito… mas precisa de um ajuste aqui.” A mão dela desceu pela lateral do meu seio, “corrigindo” o caimento inexistente. O toque foi leve, mas intencional.
Senti um arrepio inesperado percorrer minha espinha. “Patrícia…”
“Você sempre parece tão forte de uniforme. É fascinante te ver assim… vulnerável, feminina.” Ela encontrou meus olhos no espelho. “Wesley tem muita sorte.”
O ar entre nós ficou elétrico. Virei de frente. Patrícia não recuou. Em vez disso, sua mão subiu até meu pescoço, o polegar traçando a linha da minha mandíbula.
“Eu nunca admiti… mas sempre admirei sua força, Angela. Sua pele…” Ela inclinou-se, os lábios roçando minha orelha. “É macia onde eu esperava firmeza.”
Eu deveria ter me afastado. Em vez disso, minha respiração acelerou. “Isso é loucura.”
“É o Dia das Mães. Um dia para desejos que ficam escondidos nas mansões dos Jardins.” Patrícia capturou meus lábios num beijo lento e explorador. A língua dela era confiante, experiente. Eu correspondi, minhas mãos subindo para seus cabelos grisalhos bem cuidados.
Ela me guiou de volta ao provador, fechando a cortina pesada. Suas mãos abriram o vestido com habilidade, revelando meu sutiã de renda preta e a calcinha combinando. Beijou meu pescoço, descendo até meus seios, chupando um mamilo por cima do tecido até eu gemer baixinho.
“Shhh… não queremos chamar atenção”, murmurou contra minha pele.
Puxei Patrícia para mais perto, abrindo seu blazer e deslizando a mão por baixo da blusa de seda. Encontrei seus seios maduros, ainda firmes, mamilos endurecendo sob meus dedos. Ela soltou um suspiro trêmulo.
No chão acarpetado do provador, me ajoelhei, levantando a saia dela. A calcinha de seda estava úmida. Beijei a parte interna das coxas pálidas, subindo até lamber devagar sobre o tecido, sentindo o gosto almiscarado da excitação dela.
Patrícia agarrou meus cabelos, guiando-me. “Isso… assim, boa garota.”
Puxei a calcinha para o lado e mergulhei a língua entre suas dobras molhadas, chupando o clitóris inchado com pressão firme. Dois dedos penetraram devagar, curvando-se no ponto certo. Ela mordeu o próprio pulso para abafar o gemido enquanto gozava, o corpo elegante tremendo contra meu rosto.
Depois, Patrícia retribuiu com a mesma fome — deitando-me no banco, lambendo e chupando até eu gozar forte, coxas apertando a cabeça dela.
Nos recompusemos devagar, trocando olhares cúmplices e culpados no espelho.
“Isso nunca aconteceu”, disse ela, ajustando o colar de pérolas.
Eu sorri de lado. “Claro que não. Mas… o vestido fica.”
Patrícia pagou pelo vestido (e por um lenço de seda) antes de sairmos separadas. O brunch de Dia das Mães na casa da família seria bem mais interessante do que eu imaginava.