Meu nome é Nickolas, ou só Nick. Eu gosto de ser uma pequena interrupção visual na rotina cinzenta da universidade. Sentado aqui, cercado por livros sérios, sei que minha presença é quase um grito. Tudo começa pelo meu cabelo: curto, repicado, num tom de rosa pastel que desafia qualquer expectativa de masculinidade tradicional. Ele emoldura um rosto de traços finos que eu não faço questão nenhuma de endurecer; pelo contrário, eu abraço essa delicadeza.
Minha estética é um jogo calculado de androginia, onde o feminino assume o comando. Estou usando um top roxinho, justo, que desenha o tronco de uma forma suave, quase vulnerável, acentuado pela gargantilha preta sempre presente no meu pescoço. Essa liberdade vem do berço. Criado por uma mãe hippie e com uma irmã que cedo se assumiu bissexual, nunca tive problemas em casa com minha própria sexualidade ou com o mundo femboy. Na minha cidadezinha do interior, eu era a atração local, o garoto que confundia a todos. Talvez por isso eu não ligue para a atenção que chamo hoje na faculdade de Cinema, aqui na capital. Adoro ser esse ponto de interrogação ambulante, vendo as pessoas travarem sem saber qual pronome usar, embora eu, com toda a naturalidade, me trate sempre por "ele".
A parte de baixo do visual completa a ilusão: uma calça jeans larga, de bolsos grandes, comprada propositalmente na seção feminina. Mas tem um segredo: mandei fazer uma pense na costura, ajustando-a perfeitamente para destacar minha cintura fina. E ali, pendurado no passador do cinto, balança o meu amuleto: um chaveiro de ursinho de pelúcia. Foi um presente da minha mãe quando me mudei para a república em Curitiba, uma lembrança de casa que carrego como um escudo.
O ursinho traz uma pitada de inocência infantil que contrasta deliciosamente com a minha atitude. Porque, se você ficar me olhando por tempo demais tentando decifrar essa mistura de garoto e garota, vai receber em troca aquele meu sorriso de canto de boca, meio safado e cheio de segundas intenções. Eu adoro o momento exato em que a sua curiosidade vira confusão.
Não vou começar contando minha infância ou como me descobri BI ou femboy; afinal, não tem muito segredo. Cresci em uma casa de mulheres e o ambiente feminino sempre me atraiu. Na puberdade, quando os desejos afloraram, percebi que amava garotas e garotos na mesma medida. O caminho das roupas foi um processo: primeiro tentei o crossdressing, depois cogitei ser trans, mas nunca me senti firme nessa ideia. Eu amava ser um garoto, só não queria o "pacote" bruto que vinha com isso. Quando encontrei a comunidade femboy na internet, tudo fez sentido. Eu podia ser o menino delicado que sempre fui, sem precisar renunciar à minha identidade.
Estamos em 2019, o período pré-pandemia. Um mundo diferente. Apesar de me sentir "moderninho", eu ainda sofria com o meu sotaque. Vindo de Pérola do Oeste, lá no interior do Paraná — quase Argentina —, eu trazia um sotaque carregado que quebrava totalmente o gelo da capital quando eu abria a boca. Curitiba tem esse clima frio, e as pessoas demoram a se soltar, mas as festas... ah, as festas eram de outro mundo. A vida noturna pulsava e a pegação comia solta.
Eu morava em uma república mista. Éramos em seis no total: duas meninas, com quem fiz amizade instantânea, e quatro caras. A dona da casa era uma senhora de 70 anos, super liberal, que adorava tomar um chá com a gente à noite e contar histórias, mas que sabia manter a ordem no local. Entre os garotos, havia o Gabriel. Ele era o único outro bissexual do grupo, mas, ao contrário de mim, ele mantinha o visual "padrão": 1,80m de altura, uns 95kg de puro músculo. Você nunca diria a orientação dele só de olhar. Descobri por acaso numa festa, quando o vi ficando com um cara tão grande quanto ele. Mas ali dentro da república, éramos como irmãos.
Na faculdade de Cinema, entre um roteiro e uma aula de montagem, eu me sentia em casa. Claro, sempre havia um olhar torto ou um sussurro de preconceito pelos corredores, mas nada que me abalasse. Afinal, cinema não é exatamente o curso com a maior concentração de héteros por metro quadrado, não é mesmo?
Minha vida noturna começou a pertir da republica, Jade uma das garotas da republica já na segunda semana de aula me chamou pra uma festa, eu deoida pra conhecer tudo fui na vinhada da faculdade, entrei em um mundo novo pra mim, a festa regada a vinho vagabundo, petiscos e maconha virou uma Gomorra instantânea, pegação pro todo canto, gente bonita e outros nem tanto, mas o cheiro de sexo misturado a tudo isso, depois da 1h da manhã permeava o ar, eu acostumado a festinhas que quando dava em cima de algum cara, ele ia ficar comigo escondido, pra não virar o gaysinho da cidade, ali não tinha isso, já na entrada, com um copo de plástico com vinho na mão, pois aloool não se nega, apesar de ser a única droga que eu consumo até hoje.
Um garoto moreno já chegou em mim trocando ideia mas sem muito tempo, nem 3 minutos já estávamos nos beijando, ai acontece como sempre algo engraçado, devido ao meu visual mais delicado sempre acham que eu vou ficar como o passivinho, porem a um detalhe, eu amo ser dominado ou dominar, manter o meio termo pra mim é difícil, se algoem quiser ser meu dom tambem que tem que se impor, logo eu tava devorando aquele garoto nos beijos, aquele moreninho cacheado, cabelinhos de anjos cacheados, logo eu já esva puxando ele pro canto, atras de onde tava oalndo a festa que era dentro da facul memso tinha o bosque, depois fui descobrir que era na verdade um moptel a céu aberto, nem 10 minutos de festa e já tinha sido arrastado/tinha arrastado ele pra la, entre beijose e mãos bobas fui abaixando ele pra ficar de joelho, quando ele viu estava de joelhos soltando minha calça, ele abriu o botão e abaixou, vendo a minha cuequinha asa delta branca, já ali começando a melar e marcando meu pau, eu branquinho, 1,67, magrinho como era, guardava uma bela surpresa pra aqueles que chegavam la, um presentinho de 19 cm, grosso com a cabeça como se fosse um cogumelo rosado e o corpo com veias a hora que aquele anjinho moreno ajoelhado viu os olhos deles brilharam mas tb se assustaram, fiz um carinho nele -aproveita bebe, cai de boca vai, essa boquinha beija ele vai- com isso ele baixou a cuqca branquinha já transparente e beijou a cabecinha
Não era o primeiro boquetinho dele, ele sabia o que tava fazendo, beijou toda a cabeça e depois desceu beijando enquanto já usava a mão para acariciar as minhas bolas, eu não tive uma puberdade la com muitos hormônios masculinos, fazendo assim com que minhas bolinhas contrastasse com meu pau, elas era menores e pequeninhas o que me ajudava quando usava leggings ou shortinhos mais justos a não marcar a roupa, mas aquela mãozinha dele sabia brincar com minhas bolinhas, aquele bebe tava me levando a locura, então ele começou a engolir, aquela boca bem molhada, babando horreres misturado ao meu liquidozinho vazavam eplos cantos da boca, ele engoliu ate a metade e começou a mamar gostoso, eu como boa alma comecei a ajudar ele a engolir mais empurrando a cabeça dele pra baixo e forçando a entrar cada vez mais, quando vimos ele tava engolindo tudo comigo sentindo a garganta dele na cabeça da minha rola, uma deleicia, eu delirava com aquilo, ele mamava, eu segurava ele fazendo uma gaganta profunda, quando soltava ele tirava tudo arfando por ar, com aquele melzinho emendando entre nóscomo se fosse um guia pra onde a boca dele ia voltar, nessas de ir e voltar avisei ele que ia gozar, ele como bom emnino parecia de ia devorar meu pau, começou uma punheta na bse sem tirar a cabecinha da boca pra beber tudinho, gozei, o primeiro jato vi que ele fez menção de tirar , então segurei, gozei uns 5 ou 6 jatinhos de porra na boca dele, que prontamente ele engoliu tudo que conseguiu, porem um pouco escorrendo pela lateral, puxei ele e dei um beijo molhado, aquele gosto de porra na boca, misturado com salviva, eu lambia a carinha dele pra n perder nenhuma gota, quando vi, olhei pra baixo, ele com uma calça jenas, já mostrava uma manchinha de porra, o safado tinha gozado me fazendo um boquete, olhei pra ele com um sorriso safado, falando que queria comer aquela bundinha, ele me falou que não, que na próxima quem sabe, mas que hoje a gente ficava por aí, ele me beijou e saiu, entendi ali que era uma pegação, demorei uns minutinhos, pois aquela gozada tinha me exaurido, recuperando, voltei pra festa, encontrei jade se pegando com um cara, passei a noite com mais alguns beijos, acabei beijando mais uns dois caras, que acabaram não dando em nada e uma garota linda, loirinha, baixinha, seios grandes que me deixaram doida, descobri depois que o nome dela, aquela garota me deixou doido nós nosso beijos.
Voltando pra casa, depois de passar pelo Gabriel na cozinha e trocar aquele olhar carregado de carinho, ele me olhando como se soubesse que tínhamos aprontado, entrei no meu quarto e me joguei na cama. O corpo ainda vibrava com a adrenalina da festa e o cansaço daquela gozada no bosque, mas minha mente não conseguia se desligar.
Eu fechava os olhos e não via o moreno do bosque, nem os outros caras que beijei. O que voltava, como um flash de câmera, era o rosto da garota. O jeito que ela me puxou pela nuca, a firmeza dos seios dela contra o meu top e aquele perfume doce que parecia ter grudado na minha pele. Ela não parecia confusa com o meu visual; parecia ter fome dele.
Peguei o celular e abri o grupo de confraria da faculdade, rolando as fotos dos alunos até parar em uma garota loira, sorridente, com um olhar que prometia muito mais do que uma simples amizade de curso.
— Martina... — sussurrei para o teto escuro do quarto, sentindo um frio na barriga que eu não sentia há tempos.
Eu sabia que a aula de comunicação na segunda-feira seria interessante. Só não imaginava que ela estaria sentada exatamente na fileira atrás da minha, e que o primeiro bilhete que ela me passaria mudaria completamente o meu conceito de "aula prática".
