UMA NOITE NO CÉU

Um conto erótico de ClaudioNewgromont
Categoria: Homossexual
Contém 1638 palavras
Data: 21/01/2026 10:20:55
Última revisão: 21/01/2026 10:43:00

O pai era pastor evangélico em Nova Europa, uma pequena cidade do interior paulista, de colonização alemã, e, como todo pastor que conheço, conservador, puritano, moralista e LGBTfóbico hipócrita – o tipo que diz nada ter contra, desde que não chegue perto dele e de sua família. Ironia do destino (ou plano de Deus – vai saber...), seu varão primogênito jamais se sentira homem, a despeito do que lhe diziam a vara e o par de culhões entre as pernas.

Aos primeiros sintomas do descompasso de gênero, o velho pôs-se em alerta, e, julgando-se um homem de Deus, piedoso e não-LGBTfóbico, não agrediu, não constrangeu o filho; apenas se manteve a discreta distância e frieza, enquanto menor e sob seu teto. Aos dezoito, sem brigar, sem se alterar, mas fazendo ver ao varão que sua posição sacerdotal na comunidade não lhe permitia alternativa, deu-lhe certa quantia em dinheiro e lhe pediu para deixar a sua casa – de nada valendo os rogos da mãe.

Esta foi a história que Céu me contou (não com esses laivos incisivos de ironia e sarcasmo, evidentemente), na noite que o conheci. Eu voltava de uma cansativa viagem para casa e, sem pressão de relógio, parei num restaurante para me deliciar com um bom bife e batatas fritas. Avaliei as sumárias vestimentas em que estava enfiado, para dirigir sozinho – estavam um tanto escrotas, sim, para sair em público (camiseta regata de enorme sem-mangas e um pequeno short jeans com rasgos, sem cueca, que me chegava às nádegas), mas observando o quase-ninguém no estabelecimento, resolvi sair assim mesmo.

Recebi o cardápio e o discreto (ou nem tanto) olhar da garçonete, focando a rápida aparição da cabeça da minha rola, ao me sentar, compus-me como pude e fiz o pedido. Estava realmente uma delícia, e eu me sentia um verdadeiro paxá. Após a refeição, e os sorrisos de agradecimento mútuo, voltei devagar ao carro; enquanto me encantava com o estrelado céu, circulando meu olhar pela paisagem, topei com o rapaz, lindo loiro, branquinho (camiseta também sem mangas, com um nó acima do umbigo e um short um pouco mais sóbrio que o meu), uma mochila preta ao lado.

Ainda pensei em abordá-lo. Ele era tão apetitoso quanto o jantar que eu acabara de devorar. Seria uma sobremesa e tanto! Mas, caindo na real de que sou um velho, e uma abordagem assim poderia facilmente se configurar como assédio – antessala de confusão –, esqueci de imediato qualquer tentação e me pus a abrir a porta. Foi quando ele se remexeu do seu canto, levantou-se e veio até mim.

– Boa noite. O senhor vai para São Carlos?

– Oi... Vou, sim. Quer carona? – resolvi facilitar as coisas.

– Puxa, é o que preciso mesmo.

– Tá bom... Entra aí.

Ele riu de feliz, deu um saltinho e foi pegar a mochila. Não tive como evitar os olhos acompanhando o leve requebrar de seus passos e a bunda a se remexer enquanto andava.

Sentados lado a lado, nossas coxas expostas pelos sumários shorts, minha rola crescendo levemente e expondo a cabeça entre as pernas, percebi que a dele também estava rígida, delineando atraente pacote. Mas logo a luz do salão apagou, mergulhando-nos na escuridão e decerto nos pensamentos libidinosos que aquela mútua visão despertara.

Celso era seu nome; Céu como era conhecido. Relatou-me então o que já contei. Agora estava indo para uma cidade grande, tentar a vida sozinho. Meio assustado mas esperançoso também. Com o dinheiro que o pai lhe dera, arranjaria um lugar sóbrio e barato para morar, enquanto procurava emprego e organizava sua vida. Dera certo com tantos, que vieram do nada e hoje eram até famosos, por que não daria certo com ele? Resmunguei concordando, calando sobre os inúmeros com aquela mesma história e que se foderam feio na vida – não era o momento de desanimar o jovem.

Falou da dificuldade que era viver sua sexualidade. Como era delicado e de compleição feminina, todos o queriam comê-lo, sem sequer cogitar a possibilidade – que era real – de ele ser ativo. Então, para não perder a oportunidade, preferia calar, aceitar a rola e deixar o parceiro feliz. Depois, uma punheta lhe restabeleceria a satisfação. Mas quando podia comer um cu, era a plenitude...

Fiz-lhe ciente, no clima da mais fingida indiferença e me segurando para não avançar sobre ele e entregar meu cu e tudo mais que ele me quisesse, que eu entendia bem esse dilema, porque eu era passivo mas todos me tomavam como ativo, talvez por conta da minha idade e da minha timidez a me fazer ficar sempre quieto, calado e sério. Então várias vezes comi cus (e gostei), quando o que queria mesmo era dar o rabo.

Meu coração batucava, meu estômago farfalhava, meu cu piscava: era muita felicidade junta. Mas meu cérebro e o resto do meu corpo alertavam para a diferença de idade e o cuidado com que eu precisava conduzir aquela conversa. Afinal, o boyzinho cheio de sonhos de um mundo maravilhoso estava sendo levado pelo meu carro para uma nova vida. Não poderia começa-la com uma frustração, uma decepção ou um ataque sexual.

Procurando demonstrar naturalidade, falei que morava sozinho e lhe ofereci hospedagem por aquela noite, se quisesse. Ele libertou aquele sorrisinho de felicidade com que aceitara a carona e disse que agradecia muito pela gentileza, e que eu tinha sido um anjo que os céus colocaram no caminho do Céu. E riu estrepitoso com o próprio trocadilho.

– Só não pode ficar me chamando de “senhor”, viu?! Eu me chamo Cláudio.

– Ah, pode deixar, Cau! Eita... Céu e Cau, tá vendo?! – e soltou mais uma risada estalada.

Chegando ao condomínio, vencendo as escadas que nos levam ao quarto andar, eu ia na sua frente. Sabia que meu exíguo short mostrava algumas das minhas intimidades a quem viesse logo atrás e abaixo, mas me surpreendeu o comentário:

– Nossa, Cau, que rabão massa!

Eu quase infartei com o elogio, senti a rola endurecer. De sacanagem, balancei com vigor as nádegas, enquanto ria, tirando onda. Quando jovem, eu tinha o bumbum mais cobiçado da turma: grande, redondinho e durinho. O tempo o maltratara um pouco, é verdade, mas ainda conservava vestígios do que fora algum dia.

Ao entrar no apartamento, e enquanto depositava as coisas aqui e ali, falei para ele que, por morar sozinho, não usava roupa em casa, e perguntei (por pura convenção) se isso o incomodava. Ele:

– Claro que não, Cau! E eu posso ficar nu também?

– Óbvio que sim! – tenho impressão de que fui mais enfático do que impassível (como queria ter sido).

Ao me livrar das roupas, senti seus olhos como uma carícia sobre minhas nádegas, ao mesmo tempo em que ele descia sua bermuda, liberando uma linda rola branca e rígida, pelo algum no corpo branco. Não pude evitar que a minha pica também se manifestasse, diante daquele “pitéu” (como se dizia antigamente). Mas continuamos a conversar trivialidades, sem aparentar interesse pelo clima de tesão surgido entre aqueles dois paus duros.

Entrei no banheiro para uma ducha quente, enquanto ele se abaixava para arrumar alguma coisa na mochila, oferecendo-me a paradisíaca visão de um cuzinho rosado e sem pelos, fazendo-me entender por que todos o queriam comê-lo. Mas as minhas pregas anais é que pulsavam involuntariamente, talvez porque tinham a certeza (que eu me recusava a ter) de que seria fodido por aquela delícia de rola, naquela noite.

– Quer aproveitar a ducha? Está uma delícia!

– Ai, que tudo! Claro que quero!

E aquele monumento loiro e alvo adentrou no box, deixando-se envolver pelo forte jorro d’água que massageava o corpo. Era muito difícil nossos corpos não se tocarem em espaço tão pequeno, como era impossível ignorarmos a rigidez de nossos falos e o incontido desejo que nos arrebatava. Roçamo-nos, tocamo-nos e finalmente caímos nos braços um do outro, a nos beijarmos desvairadamente, nossas rolas se imprensando sob a ducha. Suas mãos circularam meu corpo e agarraram com vontade minha bunda, sentindo-lhe a textura e o volume, e enquanto nos beijávamos, senti seus dedos deslizarem por entre minhas nádegas e se enfiarem no meu cu, descaradamente pulsante. De minha parte, agachei-me até aquele rígido monumento de prazer e o catei na boca, sugando-o com avidez, enquanto ele gemia e pronunciava seu corpo para frente e para trás, como a foder.

Então não contivemos mais nossos mútuos anseios e me virei de costas para ele, abrindo as pernas e sentindo os dedos serem substituídos por uma língua atrevida, que entrou o quanto pôde no meu orifício. Em seguida, a cabeça da rola encostou na porta e, suavemente mas com firmeza, foi me penetrando. Eu me desmanchava de prazer, ele gemia enlouquecido, sussurrando mil putarias no meu ouvido e socando com cadência. Eu sentia nitidamente seu cilindro me abrindo por dentro e tocando em meus pontos mais sensíveis. Minha rola babava a cada estocada e os fios balançando-se misturavam-se com a água quente da ducha.

Até que se deu a explosão. Céu agarrou com força meu corpo, numa enfiada mais profunda, e sua vara pulsou, esporrando jatos quentes dentro de mim, enquanto ele urrava de prazer. Após a última golfada, ele retirou o pau, e seu sêmen desceu quente e volumoso por entre minhas coxas. Ele agachou-se e abocanhou minha piroca, num boquete dos deuses. A língua e os lábios ajudavam a mão, na massagem que acelerou meu prazer e em segundos eu sentia meu pau inchar e se agitar; ele o retirou de sua boca e apontou para seu próprio rosto, mirando para que os jorros o atingissem e descessem pela face, feito lava transparente e espessa. Ele mantinha os olhos fechados, o sorriso nos lábios e a língua para fora, catando o meu prazer líquido.

Depois nos beijamos ainda mais profundamente, demoradamente, nossos corpos integrados pela água forte da ducha que caía. Aquela seria uma noite do Céu. E do Cau.

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Comentários

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Que delícia de carona a uma noite imagino eu, de muita foda.

fredcomedorr2022@gmail.com

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Que delícia de noite! Difícil saber se foi ele ou você que ganhou o presente dos céus hehehe

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