Quando o amor incomoda -12

Um conto erótico de mrpr2
Categoria: Gay
Contém 1521 palavras
Data: 20/01/2026 23:47:13

Gustavo subiu os degraus da varanda com o coração martelando tão forte ao lado de Luiz Felipe. Cada passo fazia o ar parecer mais denso, mais quente. Quando a porta se abriu e Luiz Felipe sorrindo daquele jeito doce e devastador, com os cachos úmidos de suor caindo na testa e com o kimono marcando cada relevo do peito e dos ombros, Gustavo quase perdeu o equilíbrio.

— Entra, Tavinho. A casa tá vazia hoje — disse Luiz Felipe com voz baixa, quase um convite sussurrado.

Gustavo entrou. O cheiro dele estava por toda parte: um cheiro masculino, um toque de perfume amadeirado e aquele calor residual do corpo que tinha acabado de treinar.

Sem dizer mais nada, Luiz Felipe foi direto para o corredor, tirando o kimono pelas costas num movimento fluido que fez os músculos das costas e dos ombros dançarem sob a pele morena clara. Gustavo ficou parado, hipnotizado.

Quando chegaram à porta do banheiro, Luiz Felipe se virou. Olhos mel cravados nos castanhos de Gustavo.

— Vou tomar banho. — Ele sorriu de lado, um sorriso que dizia muito mais do que as palavras. — Pode esperar aqui… ou entrar, se quiser… para a gente ir conversando.

Antes que Gustavo pudesse responder, Luiz Felipe empurrou para baixo a calça do kimono. O tecido pesado caiu no chão com um som abafado. Ele ficou só de cueca boxer preta, o volume evidente marcando o tecido, a pele brilhando levemente de suor. Sem cerimônia, sem vergonha, ele abriu a porta do box e entrou no chuveiro, deixando-a entreaberta de propósito.

A água começou a cair. O vapor subiu rápido, embaçando o vidro.

Gustavo se aproximou devagar, como se estivesse sendo puxado por um imã. Parou bem na frente do box. O contorno do corpo de Luiz Felipe era uma visão torturante através do vidro fosco: ombros largos, cintura estreita, as coxas grossas, o braço erguido passando shampoo nos cachos, os músculos do abdômen se contraindo a cada movimento.

— Tá gostando da vista? — perguntou Luiz Felipe, voz rouca misturada ao barulho da água.

Gustavo engoliu em seco. A garganta seca.

— Você… é lindo pra caralho — escapou, sem filtro.— Quero dizer, com certeza conseguiria um trabalho de modelo. você se esforçou muito no seu corpo.

Luiz Felipe riu baixo, um som que vibrou no peito de Gustavo.

Ele virou o corpo de lado, deixando o perfil ficar ainda mais evidente. A mão deslizou devagar pelo próprio peito, descendo pelo abdômen, os dedos traçando a linha do V inicio do abdomen.

— Vem mais perto, Tavinho… — pediu, voz mais grave. — Quero te ouvir melhor.

Gustavo deu um passo. Depois outro. Ficou a centímetros do vidro. O calor do banheiro envolvia os dois. Ele podia sentir o próprio pau endurecendo dolorosamente dentro da calça clara de tons pastéis.

Luiz Felipe apoiou uma mão no vidro, bem na altura do rosto de Gustavo. A outra mão desceu mais, apertando o volume entre as pernas, sem pudor, massageando devagar enquanto olhava direto nos olhos dele através do embaçado.

— Tira a camisa — pediu Luiz Felipe, quase uma ordem suave. — Quero ver seu condicionamento físico.

Gustavo obedeceu com dedos trêmulos. A camiseta branca caiu no chão. O peito magro, a pele clara, os mamilos já endurecidos pelo ar úmido e pela excitação. Ele encostou as duas mãos no vidro, do lado oposto das de Luiz Felipe, como se pudesse atravessá-lo.

— Você é muito bonito, sabia? Da vontade de te guardar dentro do meu abraço e te proteger pra sempre.

— Oi? O que você disse?

Perguntou não acreditando nas palavras que acabara de ouvir de Luiz Felipe.

Luiz Felipe abre a porta do box se expondo ali todo nu água descendo por aquele corpo esculpido completamente nu diante de Gustavo.

Eles estavam a um fio de explodir quando a porta da frente bateu com força.

Passos pesados no corredor.

— Luiz? Tô em casa! — gritou uma voz grossa, um pouco ofegante, como quem correu muito.

Luiz Felipe praguejou baixinho, fechando a torneira com um movimento brusco.

— É o Felipe Luiz — murmurou, irritado, mas ainda com o corpo tenso de desejo. — Filho da puta tem o timing perfeito.

Ele abriu o box, pegou a toalha e enrolou na cintura, sem esconder o volume ainda evidente. Olhou para Gustavo com um misto de frustração e desejo.

— Isso não acabou, tá? — disse baixo, passando o polegar molhado no lábio inferior de Gustavo antes de sair do banheiro. Precisamos conversar.

Gustavo ficou ali, ofegante, pau latejando, roupa pela metade, tentando se recompor enquanto ouvia as vozes dos irmãos na sala.

Miguel abriu a porta de casa com um sorriso cansado, Brian logo atrás dele, os dois ainda com o cheiro de rua e de suor leve do rolê da tarde.

— Cheiro de comida boa… — anunciou Brian, farejando o ar como um cachorro faminto.

Kenji apareceu na porta da cozinha, avental amarrado na cintura fina, colher de pau na mão.

— Chegaram na hora certa. Fiz estrogonofe e arroz soltinho… e tem sobremesa no freezer — disse com aquele sorrisinho de quem sabe exatamente o efeito que causa.

Miguel se aproximou primeiro, envolveu a cintura de Kenji por trás e beijou a nuca exposta.

— Você é um anjo — murmurou contra a pele.

Brian chegou logo depois, beijando a boca de Kenji com vontade, depois a de Miguel, num beijo a três preguiçoso e cheio de saudade.

Depois do banho rápido dos dois juntos, é claro, porque nunca perdiam a oportunidade, os três se sentaram à mesa. Pratos cheios, conversas leves, risadas, pés se tocando por baixo da mesa, olhares que prometiam a noite inteira.

Mais tarde, no sofá, com a televisão ligada em algum filme qualquer que ninguém estava prestando atenção, eles se acomodaram: Kenji no meio, pernas jogadas sobre as coxas de Brian, cabeça apoiada no peito de Miguel. Mãos passeando devagar por baixo das roupas, carinhos lentos, beijos preguiçosos na nuca, no pescoço, na boca.

— Today foi um dia longo… — suspirou Brian, mordiscando o lóbulo da orelha de Kenji.

— Então vamos fazer a noite ser bem melhor — respondeu Miguel, a mão deslizando por dentro da camiseta de Kenji, acariciando a barriga lisa.

Kenji sorriu, fechou os olhos e se entregou aos dois, o corpo relaxando entre os braços dos namorados.

A televisão continuou ligada, mas ninguém viu o final do filme.

De volta a casa de Luiz Felipe, seu irmão Felipe Luiz questiona o porquê ele foi recebê lo na sala.

_ Tem alguém aí? Você trouxe uma mulher para dentro de casa? Quando a nossa mãe descobrir…

_ Não tem mulher nenhuma Felipe e você hem? Onde estava até agora?

_ Eu? Eu tinha ido resolver umas coisas aí… Mas não muda de assunto não, eu quero saber quem está aí com você.

Disse Felipe entrando casa a dentro.

Ouvindo os passos e a discussão dos irmãos, Gustavo se tranca no banheiro veste sua camisa e se senta escorado na porta se tremendo de medo de ser encontrado.

Felipe ouve o barulho de porta se fechando e corre, Luiz corre atrás do irmão. Felipe abre a primeira porta, a do seu quarto.

_ Não acredito que está de putaria no meu quarto irmão? Ahaaaaaa!

Entrou gritando em seu quarto, mas não encontrou ninguém. Foi para a próxima porta que estava entreaberta.

_ Hum… será que sua namoradinha é tão clichê que se escondeu debaixo da cama?

Quando Felipe entrou no quarto de Luiz Felipe, o moreno empurrou o irmão e fechou a porta. Gustavo que tinha aberto uma fresta da porta do banheiro para ver o que estava acontecendo, aproveitou a oportunidade e saiu correndo. Luiz Felipe puxava a maçaneta da porta com toda sua força duelando com seu próprio irmão que tentava abrir a porta. Ao ouvir a porta da sala se fechar, Luiz Felipe relaxou um pouco dando a oportunidade para seu irmão abrir a porta violentamente fazendo Luiz Felipe cair no chão pelado.

_ Idiota! Quase se machuca atoa. Achou mesmo que poderia me prender? Ainda mais com esse braço machucado?

_ Quer saber eu vou é terminar meu banho.

Disse Luiz Felipe.

_ Nada disso, antes vai me dizer quem estava aqui em casa.

Contesta Felipe Luiz.

_ Ok eu conto… mas só se você me dizer onde e com quem você estava.

Propõe Luiz Felipe.

_ Quer saber? Mais cedo ou mais tarde eu vou descobrir mesmo… quer dizer isso se a mamãe não descobrir primeiro né?

_ Hora seu pirralho!

Gritou Luiz Felipe aplicando um mata leão no irmão mais novo. Mas o jovem rapaz foi mais esperto empurrou todo seu corpo para trás fazendo o irmão bater com as costas contra a parede e quando este o soltou o loiro saiu correndo se trancando no quarto. Luiz Felipe levantou pelado do chão, catou a toalha jogada e foi para o banheiro. Um misto de preocupação, alívio e tesão.

Preocupação por medo de seu irmão contar algo para sua mãe e ela acabar descobrindo sobre Gustavo. Alívio por ter se revelado a seu amado e tesão por lembrar dos momentos juntos de Gustavo, por ter tocado em seus lábios macios, ter sentido tão de perto seu cheiro adocicado, sua pele tão próxima…

Mrpr2

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 3 estrelas.
Incentive mrpr a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

O Luiz Felipe assumiu estar amando o Gustavo, mas tava de graça com o kenji, sem tentar disfarçar, aposto que vai ter confusão e decepção nesses relacionamentos.

0 0