A paixão por Heitor, aquela paixão enorme, quase sagrada, que eu carregava desde o começo, começou a perder o brilho. Não desapareceu, mas ganhou rachaduras. O encanto não sumira de uma vez, ele se dissolvia em pequenas decepções, em gestos que antes pareciam proteção e agora soavam como posse, em conversas que giravam em círculos, sempre voltando à mesma insegurança de Heitor, sempre exigindo que eu fosse âncora, prova e garantia.
Eu passei a enxergar o que antes romantizava: que Heitor era bonito, sim. Intenso, sim. Mas também instável. Dependente da herança, do passado, da própria tristeza. Não estudava. Não trabalhava. Não planejava.
Falava do passo com poesia, mas do futuro com evasivas. Vivia suspenso numa herança que parecia mais um álibi do que um projeto. Não construía nada além da própria aura. E usava o desejo, o próprio e o dos outros, como ferramenta.
Eu percebi isso numa tarde banal, nós dois sentados na sala da casa dele, a televisão ligada sem som.
— E você? — perguntei, de repente — O que você quer fazer daqui a um ano?
Heitor demorou a responder.
— Não sei — disse, por fim — As coisas vão se ajeitando.
Eu assenti. Mas algo ali se partiu. Porque eu já não queria “me ajeitar”. Queria ir. Avançar. Crescer. E comecei a entender que estava tentando fazer isso amarrado a alguém que não saía do lugar.
Eu começava a entender, com uma dor silenciosa, que talvez tivesse me apaixonado por uma imagem e não por um futuro. Numa tarde, sentado na cama do meu próprio quarto, pensei algo que me assustou: “Eu estou apaixonado por Heitor… mas não sei se o admiro mais”. E isso mudou tudo.
Rafael, mais uma vez, percebeu. Foi quando começou a agir. Aparecia quando Heitor não estava. Fazia comentários ambíguos. Não falava de sentimentos, falava de fatos.
— Você está diferente com ele — comentou, enquanto nós dois dividíamos uma Coca na varanda da minha casa.
— Diferente como?
— Menos encantado.
Eu não respondi.
— Ele está te perdendo — Rafael concluiu.
— Ninguém perde ninguém que não possui — retruquei, surpreendendo a mim mesmo com a frieza.
Rafael me olhou com atenção renovada.
— Olha só… o garoto aprendeu a falar.
Havia admiração real na voz dele.
— Ele anda mal — ele disse — Não dorme direito. Fica te esperando.
Não respondi.
— Você não tem obrigação de salvar ninguém — Rafael continuou, com voz baixa — Principalmente quem não quer se salvar.
A frase ficou. Rafael não oferecia amor. Oferecia lucidez, ainda que torta, interessada, afiada. Ele não pedia exclusividade. Não pedia promessas. Apenas cutucava a ferida. E eu, que começava a perder a fé no romance que idealizara, me sentia perigosamente atraído por aquela clareza cruel.
O meu desencanto não veio como explosão. Veio como maré baixa. Eu continuava vendo Heitor. Continuava sentindo o corpo reagir a ele, o coração apertar quando nos encontrávamos. Mas já não era cego. Minha paixão por Heitor não acabou ali. Mas mudou de forma. Virou cuidado sem ilusão. Desejo com distância. Carinho atravessado por desencanto.
Comecei a notar detalhes incômodos: o jeito como Heitor nunca falava de planos. Como evitava qualquer assunto sobre futuro. Como dependia demais da minha presença para se sentir seguro. E, principalmente, como o amor dele vinha sempre acompanhado de posse. E que isso, longe de ser bonito, começava a ser pesado. Rafael, ao contrário, não prometia nada. E talvez por isso parecesse mais livre.
Certa tarde, Heitor me ligou. Eu atendi o telefone já sabendo que era ele, antes mesmo de visualizar o seu nome no visor do aparelho, o celular vibrando sobre a mesa de cabeceira como um inseto impaciente. Havia dias que não nos falávamos direito, apenas mensagens curtas, respostas monossilábicas, aquele silêncio educado que machuca mais do que briga.
— A gente precisa conversar — disse, com aquela voz séria que antecipava tempestade.
Eu senti o estômago se revirar e respirei fundo antes de responder. Ainda assim, a simples entonação grossa da voz de Heitor fez meu corpo relembrar, com cruel precisão, o peso daquelas mãos sobre mim.
— Eu sei – concordei.
Marcamos de nos encontrar à noite, numa pracinha mais afastada do bairro, onde pouca gente passava depois das oito. O tipo de lugar neutro, sem memórias, sem testemunhas.
Desliguei o telefone e fiquei alguns minutos parado, olhando para a parede. Deixei o silêncio pairar até que o desejo impuro, que nunca desaparecera, vencesse a razão. Empurrei os pés para dentro da calça jeans, apanhei a jaqueta e saí de casa ouvindo meu próprio coração disparado.
A noite cheirava a terra molhada, chovera de tarde e o asfalto refletia as luzes como poças de óleo colorido. Quando eu cheguei, o carro velho de Heitor já estava estacionado debaixo de uma árvore. O motor desligado, os faróis apagados. A silhueta dele recostada no banco do motorista. Senti o coração acelerar antes mesmo de abrir a porta. Ele abaixou o vidro e chamou:
— Entra, fica mais fácil — o tom neutro não conseguia disfarçar a tensão que sempre pairava entre nós.
Hesitei, mas abri a porta. Entrei no carro e fechei devagar. Logo que me sentei, o cheiro conhecido, mistura de perfume, carro antigo e estofado gasto invadiu as minhas narinas, me atingindo como uma lembrança física. Tentei manter o espaço entre nossos corpos.
— Oi — eu disse.
— Oi.
Ficamos alguns segundos em silêncio. A conversa ensaiada parecia ter evaporado. Heitor foi o primeiro a falar.
— Você sumiu.
— Você também.
— Estava te dando espaço.
Soltei um riso curto.
— Espaço ou castigo?
Heitor apertou o volante com as mãos.
— Não sei mais o que fazer com você, Mateus.
A frase veio carregada de cansaço e de verdade. Começamos a conversar de fato. Sobre a briga com Rafael, sobre o afastamento, sobre as desconfianças, sobre o jeito estranho como tudo havia ficado entre nós. Heitor ouvia de cabeça baixa, dedos batendo no volante. Quando falava, era com a voz mais baixa que o normal, como quem tenta não assustar um animal arisco.
— Eu fiquei com muita raiva — admitiu ele — Com ciúme. Com medo. Tudo junto.
— Eu sei.
— Mas eu não quero te perder.
Engoli em seco.
— Você não pode me tratar como se eu fosse propriedade sua.
— Eu sei disso também.
O problema é que saber nunca foi a mesma coisa que sentir. O diálogo foi se desfazendo aos poucos. As palavras começaram a ficar menores, mais raras. O silêncio entre nós, maior. Eu percebia que estava ali para conversar, para ser firme, para manter distância. Mas o meu corpo parecia ter outro plano.
Heitor estava tão perto. O braço apoiado no banco, o perfil iluminado pela luz fraca do poste, aquele jeito desarmado que só aparecia quando ele baixava a guarda.
— Você mexe comigo de um jeito que ninguém mais mexe — Heitor murmurou, sem olhar diretamente para mim.
Fechei os olhos.
— Não fala assim.
— Por quê?
— Porque eu não sou de pedra.
Heitor virou o rosto então, me encarando de verdade. E, naquele momento, toda a racionalidade construída nos últimos dias começou a ruir. O primeiro toque veio quase por acidente: a mão de Heitor encontrando as minhas no banco. Depois o olhar que se demorou demais. Depois a proximidade inevitável dentro daquele espaço pequeno, fechado, íntimo.
Eu sabia que devia me afastar. Sabia que devia manter a postura, lembrar das promessas feitas a mim mesmo. Mas havia coisas que eu ainda não tinha aprendido a negar.
— A gente ia conversar — sussurrei, já sem muita convicção.
— A gente está conversando — respondeu Heitor, com um meio sorriso triste.
E então se aproximou.
Heitor colocou a mão direita na minha nuca, seus lábios quentes buscando os meus num beijo firme, sem preâmbulo. O beijo veio com gosto de reconciliação e de erro. Forte e familiar ao mesmo tempo. Eu senti todo o discurso interno desmanchar como papel na chuva. O cheiro dele, o toque dele, a maneira como Heitor sabia exatamente onde encostar para me desmontar por completo.
Meu primeiro instinto foi recuar, mas o corpo reagiu mais rápido: minha boca se entreabriu, minha língua encontrou a de Heitor num vaivém famoso. Um som rouco escapou da minha garganta e eu senti meu pau endurecer de imediato. Heitor, percebendo minha ereção, levou a mão esquerda ao colarinho da minha camiseta e a puxou para baixo, expondo o meu ombro. Ele beijou minha pele enquanto murmurava:
— Tava com muita saudade, Mateusinho.
Eu ainda tentei protestar, “não é hora, não é lugar”, mas as palavras morreram quando Heitor pressionou a palma da mão contra o volume do meu cacete. O toque certeiro sobre o jeans me fez abrir as pernas involuntariamente.
Heitor me conduziu com a habilidade de quem já conhecia cada centímetro do meu corpo. Ele baixou o zíper da minha calça, introduziu a mão debaixo da minha cueca boxer e apertou meu pau duro com os dedos. Eu gemi mais alto do que pretendia, batendo a cabeça no apoio de cabeça do banco.
Ali, naquele carro parado, longe de todos, nós dois voltamos a ser apenas o que sempre fomos: duas pessoas incapazes de resistir uma à outra. As mãos procuraram caminhos conhecidos. Os abraços se tornaram mais apertados. As respirações, mais curtas.
— Calma, deixa eu cuidar de você — sussurrou Heitor, me masturbando lentamente, espalhando o líquido precoce que já escorria na minha cabecinha.
Minha respiração formava névoa no vidro fechado. No entorno, carros ocasionais varavam a rua vazia, mas nenhum se arriscava a parar naquela área praticamente vazia.
Quis devolver o prazer. Desci a mão até o colo de Heitor, encontrando o volume sob o tecido escuro do moletom. Apertei, massageei, senti o pau crescer rápido contra os meus dedos. Heitor retirou o cacete fora da calça, guiando a minha mão até ele. Nós dois nos masturbávamos ali, trocando toques quentes, nos beijando de vez em quando, os olhos semicerrados cintilando fogo.
Não havia mais conversa. Só aquela necessidade antiga que insistia em sobreviver a qualquer crise. Por alguns minutos, ou horas, era impossível saber, o mundo ficou reduzido ao banco de um carro, à pele quente, aos sussurros, à certeza de que, apesar de tudo, ainda existia um “nós”. Mas o espaço apertado do carro tornava cada manobra desajeitada. Heitor afastou a minha mão e disse:
— Vamos sair daqui. Tem um terreno detrás da fábrica, ninguém passa. Lá a gente curte direito.
Assenti, a boca seca de desejo, o corpo vibrando. Ainda tentei racionalizar, “é só pra aliviar”, mas já subia as mãos pela perna de Heitor enquanto ele dirigia pela rua estreita.
Chegamos ao terreno de terra batida usado por caminhões. A iluminação era apenas um poste distante que tingia tudo de amarelo envelhecido. Heitor estacionou de costas para o muro. Desligou o motor, o silêncio pesou por um instante.
Então, como se um mesmo fio de tensão puxasse a nós dois, saímos do carro. A porta rangeu quando eu desci. Em dois passos Heitor me encostou contra a lataria do carro, beijando o meu pescoço, as mãos viajando debaixo da minha jaqueta.
Minha respiração ecoava abafada quando Heitor puxou a minha blusa por cima da cabeça, a brisa fria fustigando meus mamilos tesos. Heitor, arrancando a camiseta com um gesto só, apertou o próprio peito contra o meu, roçando os poucos pelos contra a minha pele lisa.
Gemi, percebendo o meu pau latejando contra o jeans ainda aberto. Quis sentir mais pele, desabotoei a calça de Heitor e a empurrei junto com a cueca até os joelhos. O cacete ereto saltou para fora, a cabeça rosada brilhando de líquido. Segurei na base, sentindo o calor familiar, e me ajoelhei ali mesmo na terra úmida.
Minha boca deslizou até engolir a cabeça, minha língua espalhando o sabor salgado, minha garganta contraída evitando o reflexo. Heitor enterrou os dedos no meu cabelo castanho, empurrando devagar, pegando ritmo.
Abri mais a boca, engoli quase toda a extensão do pau e o retirei da boca, alternando lambidas no freio e sugadas profundas. Com a mão livre massageava as bolas pesadas que batiam levemente no meu queixo.
Quando Heitor sentiu as pernas tremerem, ele me puxou para cima, me virando de costas sobre o carro. O capô frio me tocou as costas. Heitor me despiu o jeans e a cueca, abrindo as minhas pernas. A lua, que rompera entre nuvens, iluminava o meu pau apontando para cima, a cabecinha brilhando, e o meu cuzinho contraído que piscava convidativo.
Heitor cuspiu na própria mão, lubrificando seu membro com saliva, e depois passou os dedos úmidos no meu cuzinho, acariciando minhas pregas e inserindo lentamente o primeiro dedo. A contração foi imediata, eu soltei um gemido rouco.
— Quero você inteiro dentro de mim — disse, ofegante.
Heitor retirou os dedos, cuspiu mais saliva, espalhou no próprio pau duro como ferro. Se aproximou, ergueu as minhas coxas sobre o capô, afastou as minhas nádegas com as mãos e posicionou a cabeça contra o meu anelzinho.
Minha entradinha era quente e estreita, mas a saliva ajudou um pouco: ele empurrou com firmeza constante até sentir eu ceder. Agarrei os ombros dele, respirei fundo, e tentei me abrir o máximo possível. Quando a cabeça atravessou o buraquinho, ambos suspiramos em uníssono. Heitor esperou alguns segundos, depois deslizou mais, até se embrenhar por inteiro dentro de mim.
O movimento começou lento, socadas profundas que rangiam o carro sobre o cascalho. Nossos corpos eram iluminados apenas pelo clarão da lua e do poste distante, as sombras nos envolvendo, meu corpo se entregando enquanto o de Heitor se contraía a cada estocada.
As mãos de Heitor seguravam os meus joelhos, enquanto eu, apoiado nos cotovelos sobre o aço frio do veículo, elevava o quadril na vinda de cada impulso. O som de pele contra pele reverberava pelo terreno vazio; longe, um caminhão de entrega zunia como pano de fundo distante na pista.
Aos poucos o ritmo acelerou. Heitor se inclinou, agarrou o meu pau, me punhetando na mesma cadência das estocadas. Cada vez que ele afundava a sua vara dentro de mim, ele apertava a base do meu pau; quando retirava seu pau, sua mão subia até a minha cabecinha úmida. Eu sentia a próstata ser massageada por dentro, o prazer aumentando por duas vias, incapaz de articular qualquer som que não fosse um grunhido rouco.
Estava próximo do clímax quando Heitor se retirou quase que totalmente, eu esperei sentir o vazio, mas logo fui virado com ímpeto, minha barriga contra o capô agora quente pelo calor do meu próprio corpo.
Heitor recolocou seu pau dentro de mim, desta vez num ângulo mais acentuado, e cravou com força controlada. O metal do carro ecoou sob o nosso peso, o reflexo distorcido do meu rosto entregue refletido na lataria polida. Heitor, aproximando os lábios do meu ouvido, murmurava impropérios quentes:
— Sua bunda gostosa é minha... Rebola nessa pica, vai...
Eu, abandonado qualquer restinho de pudor, contraí deliberadamente meu orifício, criando mais fricção ainda, meu músculo anal apertando o cacete intruso em ondas que fizeram Heitor rosnar. Algumas estocadas mais profundas, a mão que ainda envolvia o meu pau sincronizando deslizes rápidos, e eu senti o orgasmo irromper, o líquido branco jorrando em longos jatos sobre o capô do carro, algumas gotas atingindo a minha própria barriga.
A contração interna provocou o ápice de Heitor: ele se fincou inteiro dentro de mim até o fim, gemendo abafado contra o meu pescoço, e descarregando, por longos segundos, seu líquido quente, me preenchendo o reto em pulsos sucessivos.
Quando terminou, o silêncio que veio não era pesado. Era cansado. Ficamos ali, abraçados sobre o carro, ofegantes, nosso suor se misturando à noite fria. Heitor se retirou devagar de dentro de mim, depositando um beijo lento na minha nuca.
Eu sentia o sêmen de Heitor escorrendo pela coxa interna enquanto recuperava o equilíbrio, minhas pernas trêmulas. Me vesti com calma, sem olhar para Heitor, cada peça de roupa parecia selar o que acabara de ser reaberto.
Quando finalmente nós dois estávamos vestidos novamente, nos encaramos sob a luz mortiça do poste. Nenhum de nós encontrou palavras, a cena falava por si, em lembranças que agora voltariam a habitar os dias seguintes. Heitor destrancou a porta do carro, mas antes de entrar, riu baixinho:
— De novo amanhã?
Eu mordi o lábio, sentindo meu ânus latejar, e ainda assim assenti. A luz interna acendeu quando abri a porta do Ômega 95, o carro antigo rangendo como promessa incerta. Quando entrei, fiquei apoiado no ombro de Heitor, olhando pela janela embaçada.
— Isso não resolve nada — disse baixinho.
— Eu sei.
— A gente continua cheio de problemas.
Heitor fez um carinho leve no meu cabelo.
— Mas pelo menos eu te tive de volta por um tempo.
A frase me atravessou como uma agulha doce. Porque era exatamente isso que me assustava: perceber que, mesmo consciente de todas as falhas de Heitor, eu ainda me rendia. O corpo não esquecia. E o coração demorava muito mais para aprender.
Heitor me deixou em casa pouco depois. Antes de eu descer, ele segurou meu braço.
— A gente ainda precisa conversar de verdade.
— Eu sei.
— Promete que não vai sumir de novo?
Pensei por um segundo.
— Eu prometo tentar.
Foi a resposta mais honesta que consegui dar.
Quando entrei no meu quarto, me sentei na cama e fiquei olhando para o nada, o cheiro de Heitor ainda persistindo na minha pele. Me sentia dividido entre dois mundos: de um lado, o desencanto que crescia. Do outro, a atração que se recusava a morrer.
Eu tive a sensação incômoda de que aquela noite não tinha resolvido nada. Ao contrário, apenas tinha me lembrado o quanto eu ainda estava preso nessa relação. Só que eu sabia que algo estava mudando, dentro e fora de mim. A paixão idealizada começava a descer do pedestal.
E, em algum lugar no meio disso tudo, Rafael, silencioso, observador, continuava sendo uma sombra perigosa. Só que, finalmente, entendi uma coisa essencial: o maior perigo não era escolher entre os dois irmãos. Era descobrir que, aos poucos, estava deixando de pertencer a qualquer um deles.
