Paulo queria quebrar a imagem de "madame" de Aline. Ele escolheu um motel de beira de estrada, um lugar de passagens rápidas e lençóis ásperos. Aline chegou usando apenas um sobretudo e scarpins, sentindo o peso da nova submissão.
— Tira tudo e fica ali — ordenou Paulo, apontando para o centro do quarto enquanto apoiava o celular em um tripé, ajustando o foco. — Vou registrar cada segundo da sua queda. Quero que seu marido veja a "santinha" dele se transformando na minha cadelinha.
Aline estremeceu. Ela sabia que Paulo acreditava estar cometendo um ato de vingança e exposição, sem imaginar que Henrique assistiria àquelas imagens como se fosse o filme mais aguardado de sua vida.
O vídeo começou com Paulo puxando Aline pelos cabelos para um beijo agressivo e desleixado. Na gravação, a maquiagem dela logo começou a borrar, dando a ela um ar de devassidão que Paulo adorava.
Ele a jogou no chão, ao lado da cama, e ela iniciou um boquete molhado e profundo. Aline olhava para a câmera com uma expressão de falsa culpa que, para Paulo, parecia desespero, mas para Henrique, seria o ápice da excitação. A penetração que se seguiu foi bruta e ruidosa. Paulo a colocou em posições desconfortáveis, desferindo tapas estalados na bunda que deixavam marcas nítidas na pele alva da ruiva.
— Pede mais, Aline! — ele rosnava.
— Por favor... continua... me usa... — ela implorava, a voz saindo em um sussurro submisso que a câmera captava com perfeição.
No ato final, Paulo a forçou a ficar de joelhos na cama. Ele segurou o rosto dela com força, expondo-a totalmente para a lente do celular.
— Isso é para o seu marido aprender o lugar dele — disse Paulo, antes de descarregar uma quantidade generosa de sêmen sobre o rosto e a boca de Aline.
Aline, em um ato de devoção absoluta que Paulo interpretou como total perda de dignidade, não recuou. Ela usou as mãos para recolher o que escorria por seu queixo, levando tudo à boca, engolindo e limpando cada gota com a língua, deixando o próprio rosto limpo antes de olhar para a câmera com um olhar vazio, de quem fora completamente domada.
Paulo terminou, vestiu-se com a arrogância de quem acabara de vencer uma guerra e pegou o celular. Ele enviou o vídeo completo para Henrique, bloqueando qualquer possibilidade de resposta imediata, saboreando a ideia de que, naquele momento, o mundo do "marido corno" estava desabando.
— Está feito — disse Paulo, olhando para Aline ainda nua na cama. — Agora vai lá e tenta explicar isso para ele.
Aline entrou no carro de Henrique minutos depois. O silêncio era denso. Ela viu o celular do marido no console; o vídeo já havia sido visualizado. Henrique não estava chorando, nem furioso. Ele estava suado, com a respiração curta e um brilho de adoração maníaca nos olhos.
— Ele acha que me destruiu, Aline... — Henrique sussurrou, a voz trêmula de prazer enquanto mostrava o vídeo pausado na cena em que ela engolia o sêmen de Paulo. — Ele acha que isso é uma traição. Ele não tem ideia de que acabou de nos dar o nosso melhor presente de aniversário.
Aline sorriu, o gosto de Paulo ainda em sua boca, e inclinou-se para beijar o marido. O plano de Paulo de separá-los acabara de uni-los de uma forma que ninguém em Curitiba seria capaz de entender.