Não viro a cabeça mesmo sabendo que Khun-Yai está vindo em minha direção, o meus olhos se arregalam e fixa na minha sombra, sugerindo que algo está errado comigo, eu sinto a palma da mão de Khun-Yai toca meu braço.
— Poh-Jom, o que há de errado? Seu rosto está pálido como uma pessoa doente.
Eu lentamente movo meu olhar para seu rosto. Minha expressão deve ser visivelmente em pânico porque Khun-Yai desliza ambas as mãos pelos meus braços para me acalmar.
— Poh-Jom...— Sua voz e seus olhos parecem preocupados. — O que aconteceu?
Meu cérebro está sobrecarregado como quebra-cabeças espalhados, o que devo fazer neste momento? Eu minto para você como sempre minto? Deve ser assim… Se eu quiser viver aqui sem problemas, tenho que mentir.
Mas eu não aguento mais isso, pois o que vi me choca e me apavora tanto que meu medo de outras questões parece menos significativo.
— Khun-yai —. Aponto um dedo trêmulo para a sombra no patamar de madeira. — A Minha sombra.
Os olhos de Khun-Yai seguem meu dedo até o patamar da madeira, a minha sombra e a sombra de Khun-Yai estendem-se lado a lado nas tábuas polidas. A sombra de Khun-Yai é escura, quase preta, como as sombras dos galhos e beirais, enquanto a minha é cinza, contrastando com tudo ao nosso redor. Khun-Yai estreita os olhos, então seus olhos se arregalam.
Ele se vira para mim em estado de choque, já eu engulo em seco e forço as palavras para fora da minha garganta seca.
— Se eu disser a verdade de onde venho, você acreditará em mim?
Passei cerca de uma hora depois confidenciando profundamente a Khun-Yai sobre minha história, quem eu sou, de onde vim e como voltei ao passado. Até disse a ele que ainda tinha meu telefone comigo, guardado com segurança no armário, na esperança de que um dia fosse um meio de me levar de volta ao futuro.
É uma tortura inexplicável ver dúvida e perplexidade em seus olhos enquanto falo, ele escuta em silêncio em sua mesa, comigo sentado mais perto dele. Deve ser difícil para ele acreditar em mim, já que a história é insuportavelmente estranha, e independentemente disso, minha sombra distinta não deve ser negligenciada devido ao fato de que nenhum ser humano tem uma sombra como a minha. É como se eu não fosse real. É como se a teoria científica não fosse convincente, mas a supersticiosidade parece se tornar real e piorar toda a situação.
— Você acredita no que estou dizendo?— Pergunto.
Khun-Yai não oferece resposta, ele fica em silêncio por tanto tempo que me sinto desanimado, sem ousar pronunciar mais nenhuma uma palavra. Eu pressiono meus lábios e cerro minhas mãos, tentando suprimir todos os sentimentos negativos que surgem em minha mente. Eu escolhi confessar por pânico e meu desejo de não mentir mais para ele, no fundo, porém, sei que quero a confiança dele. Eu quero que ele me apoie em tudo.
Olho para as mãos de Khun-Yai em seu colo, querendo agarrar uma delas para acariciar a minha bochecha, para me sentir seguro em seu calor, mas não ouso. O que mais tenho medo é que ele puxe a mão para trás, o que indicará claramente seus sentimentos atuais de que ele não me vê como antes, mas como uma perturbação, um mentiroso, uma aberração, uma falha ou mesmo um espírito.
Sinto como se meu coração estivesse prestes a se partir em pedaços. E percebo neste momento quanto impacto o que ele pensa de mim tem sobre meus sentimentos. Depois de alguns momentos que parecem uma eternidade, Khun-Yai finalmente diz:
— Traga-me o que você guardou em seu armário.
A voz ilegível de Khun-Yai faz minhas pálpebras arderem. Eu respondo suavemente, "Sim."
Eu me afasto em silêncio. Uma vez no meu quarto, eu caio no chão exausto... O que aconteceu comigo? Este é o meu corpo? Eu tenho outro corpo meu na época de onde eu sou? O que as pessoas que amo estão fazendo nesse mundo? Meus pais e minha irmã acham que desapareci desde que meu corpo está aqui? Na pior das hipóteses, meu corpo não foi a lugar nenhum, ele afundou no fundo do rio Ping e apenas meu espírito chegou aqui.
Envolvo meus braços em angústia, perdido demais para ter forças para me levantar. Eventualmente, eu me forço a caminhar até o armário e puxo meu telefone debaixo de um armário.
A frieza do objeto retangular de aço preto penetra na palma da minha mão e seu peso denota sua existência. “Toda matéria é indestrutível”; eu penso sobre esta frase enquanto eu olho para ele, o meu celular em perplexidade, mas meu cérebro está muito confuso para chegar a uma explicação. Eu saio do meu quarto, cruzo a sacada que circunda a casa e entro no hall, onde Khun-Yai me espera.
Khun-Yai fixa os olhos em meu telefone na mesa de madeira escura e hesita um pouco antes de pegá-lo. Ele o vira por um momento e diz:
— Nunca vi nada parecido.
— Sim. É um telefone da minha época.
— Não há centrais telefônicas em Chiang Mai, apenas na Capital.
— Nós temos um sistema diferente em minha era, diferente de vocês. É um telefone sem fio habilitado para se comunicar com outros telefones por meio de torres de celular ou da rede de satélites que foram enviados ao céu para corresponder aos sinais.
A expressão de Khun-Yai está preocupado e chocado. Ele não me devolve o meu telefone e o coloca ao lado dele. O silêncio envolve-nos, adensando-se como se nos sufocasse, Khun-Yai suspira e diz:
— O que você disse soa incrivelmente estranho.
Meu coração afunda, eu não posso nem olhar para cima, meus olhos quase perfuram um buraco no chão.
Khun-Yai continua:
— Mas não acho que você esteja mentindo e nunca vou acreditar que você é um fantasma.
Eu olho para ele com surpresa, calor crescendo em meu coração quando vejo o jeito que ele olha para mim.
— Khun-Yai... por que você acha isso?
— Você nunca notou que costuma falar como se pudesse prever o futuro? O que você disse pode ser uma visão.
...Não, você está deturpando minha história.
— Khun-Yai, não é uma visão — eu nego com uma voz áspera. — Não posso prever o futuro, pois eu sou de lá. Por favor, não se esqueça da minha sombra, porque ninguém nesta região, inclusive você, tem esse tipo de sombra.
Khun-Yai franze os lábios como se estivesse lutando contra seus próprios pensamentos. Eu Sinto muito por ele, pois não deveria ter que experimentar nada assim.
— Quanto à sua sombra, está além da minha compreensão. Você pode ser de
uma cidade lendária ou da Floresta Himmapan. Isso explicaria por que você é diferente dos outros, mas a suposição de que você é um fantasma ou um espírito, eu… não, não sei se eu acredita nisso.
— Khun-Yai… — Minha voz falha de exaustão. — Eu não sou da Floresta Himmapan, definitivamente não.
Khun-Yai agarra meu pulso, levanto os olhos e encontro o olhar que exala intensa emoção.
— Como um espírito pode ser aquecido com carne e sangue assim? Eu não posso acreditar.
Khun-Yai me pega em seus braços, eu não resisto, enterrando-me em seu abraço. Pelo menos o melhor dessas situações horríveis é que ele não me deixa lutar sozinho.
—Você não tem medo de mim?
— Não tenho — responde com voz clara.
Eu fecho meus olhos e sussurro
— Mas eu sou.
Mesmo que a possibilidade de Khun-Yai me banir de sua vida seja descartada, isso não significa que os outros problemas estejam resolvidos, já que verdade sobre mim permanece um mistério até para mim, e ninguém pode ficar tranquilo sobre esse assunto.
Os dias passam com meu crescente sentimento de desânimo. Eu acordo todas as manhãs me sentindo pesado, mas tenho que continuar vivendo apesar da minha confiança zero.
Eu odeio o sol. Eu odeio sua poderosa luz brilhante que parece anunciar a todos no mundo que eu sou o culpado desta era. Khun-Yai está ciente disso, pois às vezes o percebo me espiando preocupado da janela de seu quarto e ver meu amado ansioso duplica a a minha dor.
Tento evitar passar muito tempo com Khun-Yai para que sua mente não seja ocupada por mim, eu até finjo um sorriso como se não estivesse pensando muito sobre isso para aliviar a tensão, mas é uma piada sem graça quando percebo que ele está tentando fingir que não está preocupado comigo também.
Na minha frente, Khun-Yai age normalmente e continua com sua vida como antes. Ainda assim, eu pego seu rosto nublado toda vez que ele pensa que não estou olhando. Às vezes ele me abraça e beija delicadamente minha têmpora para me oferecer algum conforto e encorajamento, mas posso sentir sua preocupação escondida em seus olhos. A casa que antes parecia boa e aconchegante, é permeada pelo desânimo escondido nos cantos, pela
incerteza como se fosse a dona da casa.
Tudo nos corrói a cada segundo, desgastando-nos tortuosamente, matando-nos lentamente em nossos corpos vivos. Isso me faz refletir sobre minha situação atual mais uma vez, desde o primeiro dia em que conheci Khun-Yai, nunca houve um dia em que ele me tratasse mal, pois ele é meu maior deleite, minha esperança e a minha âncora. Meu coração se enche cada vez que vejo o carinho visível em seus olhos, se ele me ama a ponto de estar disposto a ficar preso na escuridão inexplicável comigo, como posso amá-lo tão menos a ponto de vê-lo se afogar em desespero sem fazer nada? Finalmente, minha paciência chegou ao limite quando a noite, ele está prestes a ir para a cama, eu digo.
— Khun-Yai, tenho um favor a lhe pedir.
— O que é?
— Quero visitar um templo — sublinho cada palavra. — Qualquer templo. Espero que você me acompanhe até lá.
— Para qual propósito? — Khun-Yai franze a testa.
Sento perto dele e digo:
— Quero saber o que vai acontecer, se eu puder entrar em um templo, se eu encontrar um monge, ele pode ver algo em mim e dizer se eu sou realmente um espírito.
Khun-Yai lentamente balança a cabeça.
— Não estou de acordo.
— Por quê? Você tem medo de que eu me queime se entrar em um templo?
— Poh-jom —. A voz de Khun-Yai fica mais aguda. — Não diga isso.
Eu fico em silêncio Segurando-me para trás, Khun-Yai profere as próximas palavras em uma voz suave e suplicante.
— Como eu não acho que você seja um fantasma, não há necessidade de provar.
— Você não pode me fazer ficar assim.— Minha voz falha porque não consigo mais suprimir meus sentimentos. — Estou ficando louco e você
também.
— Não quero arriscar.
Isso dói ainda mais, o que ele disse me traz felicidade e tristeza ao mesmo tempo. Isso indica como ele se apega para me manter seguro mais do que o pensamento de que viver com algo que pode ser um fantasma ou um ser humano é anormal.
— Eu também estou com medo, Khun-Yai— admito. — Mas não posso ficar assim. Nunca houve uma noite em que consegui dormir sem sentir essa agonia que ameaçava explodir meu cérebro. Quando fechei os olhos e me vi me afogando, quando sonhei, era um pesadelo. Eu sonhei que o sol me batia, e assim ele evaporou, o terror parecia perpétuo porque quando eu abri meus olhos novamente, ainda parecia que eu estava em um pesadelo, se você me fizer este favor, pelo menos podemos encontrar alguma resposta se eu for humano ou não, mesmo que não seja, é melhor do que ficar cego para a verdade. Isso não seria diferente de concluir que estou morto.
Khun-Yai silenciosamente escuta meus lamentos, ainda assim, posso dizer que sua reação física pressionam seus sentimentos mais do que palavras: sua mandíbula aperta, pressionando as mãos na borda de madeira de sua cama para que seus dedos fiquem brancos.
— Se você insiste em tentar, não tenho escolha a não ser permitir.
No dia seguinte, Khun-Yai e eu saímos de casa e atravessamos a trilha ao longo do rio Ping para fazer oferendas no templo. Eu observo a luz do sol brilhando por entre as árvores e na estrada, onde o clima está quente e claro, como se nada de terrível fosse acontecer neste mundo.
Khun-Yai está ao meu lado, mas não conversamos muito. Olhando para trás, desde que tomei consciência da minha sombra naquele dia, conversamos menos, como se estivéssemos pisando em ovos sobre nossas palavras, temendo que elas pudessem machucar qualquer um de nós.
À medida que nosso carro se aproxima da área do mercado, ele fica mais lotado, pois do outro lado do rio Ping fica o Warorot Market e a Thapae Street, eu atravesso a ponte Nawarat e sigo para o pagode que se destaca entre as árvores, e logo depois, a parede branca do templo se estende diante de nós.
Reduzo a velocidade e decido parar na parede perto da entrada, em vez de
dirigir em linha reta, eu paro, as miinhas mãos estão suadas.
— Vamos sair, Poh-Jom. Se você não pode entrar, então não entre — a voz suave de Khun-Yai soa perto de mim.
Nós dois saímos do carro e quando chegamos à entrada, reluto em ir mais longe. Khun-Yai segura meu braço, me fazendo olhar para ele.
— Se algo acontecer, eu vou te levar para fora.
Suas palavras e olhos tranquilizadores me dão coragem, eu respiro fundo e me forço a entrar na entrada do templo.
...Sem problemas.
Meu corpo não queima ou se contorce de dor como eu via nos dramas, apenas a brisa soprando as flores de bala em meus braços. Eu me viro para Khun-Yai e vejo sua expressão de alívio e alegria. Eu digo:
— Eu trarei as oferendas ao buda.
Um momento depois, Khun-Yai e eu sentamos dentro do templo enquanto outras pessoas fazem suas oferendas. Presto respeito à imagem principal do Buda ao lado de Khun-Yai.
Entrego oferendas a Khun-Yai quando chega a nossa vez, mas Khun-Yai diz:
— Venha comigo, Poh-Jom.
— Ah... está tudo bem? — Não me atrevo a desobedecer.
Antes de que Khun-Yai responda, os monges dizem:
— Aproximam-se.
Eu levanto meus olhos para o monge, e ele fixa seu olhar gentil em mim como faz com os outros no templo. De repente, sentindo-me reconfortado, e murmuro em conforto.
Depois de dar as oferendas, o monge nos borrifa com água benta, as gotas da água parecem frescas em meus braços. Eu olho para Khun-Yai e o vejo sorrindo em minha direção, Khun-Yai gesticula para que eu me aproxime, para que o monge possa amarrar nossos pulsos com o fio sagrado.
Assim que voltamos ao nosso carro, Khun-Yai diz:
— Como um fantasma pode ser encharcado com água benta e ter seu pulso amarrado com o fio sagrado?
Olho para o meu pulso e não posso deixar de perguntar:
— Se eu não pudesse entrar no templo, ou se eu tivesse gritado e tremido quando a água benta me tocou, o que você teria feito?
— Eu teria levado você de volta para casa.
Eu quase sorrio.
— E deixar o espírito continuar a vagar pela casa?
— Não tenho nenhum problema com isso. Não tenho medo de um espírito como o seu.
O ar é totalmente diferente à caminho de casa, tendo a tranquilidade que recebemos que ilumina nosso humor. Sou apenas um infeliz que pula sem a mínima noção em outro mundo, mas não sou um fantasma. Embora seja apenas uma crença que não pode ser exatamente comprovada, ela realmente afeta nossas mentes. A minha mente parece mais clara e não está tão nublada pelas sombras como costumava ser.
— Se você se incomoda com a luz do sol, evite entrar em contato com ela, e leve um guarda-chuva para onde for — diz Khun-Yai.
Que...? Você está sugerindo seriamente que eu viaje pela cidade sob um guarda-chuva como uma senhora? Apenas tento evitar a luz solar o suficiente. Minha boca coça para brincar:
— Não seria mais fácil apagar o sol?
— Se eu pudesse, você acha que eu não faria?
Um sorriso pinta no meu rosto, o primeiro sorriso genuíno desde o dia em que descobri que minha sombra era mais pálida do que qualquer coisa. Khun-Yai sorri de volta para mim, tão brilhante quanto seus olhos, e toca meu coração como se fosse registrá-lo para sempre.
Que tipo de virtude ou boas ações cometi para ter alguém como ele?
Chegamos em casa pouco tempo depois, sigo Khun-Yai descendo as escadas da casa e acabo me lembro de algo.
— Khun-Yai, meu telefone ainda está com você?— Pergunto.
Khun-Yai inclina a cabeça para mim.
— O que você quer com aquilo?
— Bem... é meu. Não deveria ser eu quem deveria ficar com ele?
Khun-Yai se vira para mim, falando cada palavra com clareza:
— Se essa coisa pode ser uma porta para levá-lo de volta para o lugar de onde você veio, nem pense em vê-lo novamente.
...Que.
Você vai confiscá-lo assim? Fico ali por um momento, atordoado, antes de perguntar:
— Você vai me manter aqui pelo resto da minha vida?
— Você está com medo de que eu não seja capaz de cuidar de você?
Suas palavras fazem minhas bochechas queimarem e o calor se espalhar para outras partes do meu corpo, me fazendo sorrir, eu murmuro:
— Acho que tirei a sorte grande.
Khun-Yai não diz mais nada, apenas sorri, e vire-se e subindo as escadas. Meus olhos seguem suas costas e meu coração incha como se fosse flutuar. A alegria se abre como um leque em meu peito, quente e fresco, pois sinto-me feliz como se estivesse em casa.
Um sentimento surge, mais explícito do que nunca. Talvez... Pode não ter sido lançado neste mundo por nenhuma razão significativa no grande esquema do universo. Eles podem não ter me enviado para avisar ou prevenir o perigo ou cessar a guerra, a razão pode ser por minha causa.
Eu poderia ter pulado aqui para encontrar alguém esperando por mim do outro lado do tempo, já que a outra pessoa não podia viajar no tempo, eu tinha que fazer este papel.
Minha casa não está localizada em nenhum terreno e nem está cheia de móveis sofisticados, a minha casa fica em Khun-Yai e em seu coração. Quem mais transcenderia as condições que se deve ter em mente como Khun-Yai? Sobre eu ser um homem, possivelmente um fantasma, ou mesmo nada real. As pessoas desistiriam apenas na primeira condição.
Tenho mais certeza do que nunca que é ele... Ele é o único que vai ficar ao meu lado, não importa qual seja o meu problema. Ele estará comigo na alegria e na tristeza, e superará quaisquer circunstâncias no futuro comigo. Sei que não será fácil, mas se ele estiver ao meu lado, estou pronto para lutar por ele também.
— Khun-Yai — eu chamo.
Khun-Yai se vira com um sorriso no rosto, seus olhos mostrando visivelmente seus sentimentos por mim como sempre.
E digo novamente, esperando que desta vez minha expressão e meus olhos possam transmitir a ele tudo o que está em meu coração.
— Se você não se importa, posso dormir no seu quarto esta noite?