Sou Viciado Em Trair - PARTE 1

Um conto erótico de Gil
Categoria: Heterossexual
Contém 3969 palavras
Data: 20/01/2026 07:39:42

**Parte 1: O Veneno da Perfeição**

O cheiro de lavanda e baunilha ainda gruda na minha pele quando entro no apartamento. Perfume barato de hotel, não o dela—o de Marina fica mais profundo, amadeirado, como cedro queimado misturado com algo cítrico que nunca consigo identificar. Tranco a porta devagar, testando cada milímetro do trinco pra não fazer barulho. A luz da cozinha tá acesa, aquele brilho amarelo-sujo vazando pelo corredor.

Ela tá acordada.

Meu estômago torce—não é culpa, nunca culpa, é mais tipo... aborrecimento. Tipo quando você esquece de pagar uma conta e a merda chega no correio. Inconveniente. Fecho os olhos, respiro fundo, componho meu rosto na máscara que ela conhece: cansado mas feliz de estar em casa, sobrancelhas relaxadas, canto da boca levemente levantado. Treinei isso. Anos de treino.

"Amor?" Minha voz sai macia, rouca de propósito. "Ainda acordada?"

Ela aparece no fim do corredor usando aquela camisola de seda verde-escura que eu comprei pra ela no aniversário—a que deixa os mamilos marcados quando a luz pega de lado, a que termina bem acima do meio da coxa mostrando essas pernas absurdamente longas e torneadas que ela mantém em forma com pilates quatro vezes por semana. Marina tem 1,68m mas parece mais alta pela postura, ombros pra trás, queixo sempre um pouco erguido. Cabelo castanho-mel—não aquele castanho sem graça, mas tipo mel de abelha silvestre com fios dourados entrelaçados—caindo solto até a metade das costas em ondas naturais que a maioria das mulheres paga fortunas pra conseguir. Rosto em forma de coração, maçãs do rosto altas e definidas, olhos castanho-esverdeados que mudam dependendo da luz. Nariz pequeno e reto. Lábios cheios, o de baixo um pouco mais grosso, sempre com aquele tom rosado natural mesmo sem batom.

Ela sorri pra mim.

Aquele sorriso dela, puta merda. Genuíno. Quente. Cheio de amor que eu não mereço e não quero e que me sufoca tipo água entrando nos pulmões.

"Reunião passou do horário?" ela pergunta, chegando perto, descalça, pés pequenos fazendo o mínimo de som no piso de madeira. Seus seios balançam suavemente sob a seda—nem grandes nem pequenos, perfeitos, proporcionais ao corpo dela, mamilos apontando levemente pra cima mesmo depois de anos juntos. Cintura fina se alargando em quadris curvos, coxa roçando em coxa a cada passo, aquela covinha logo acima da bunda direita que só eu sei que existe.

"Cliente chato," minto sem esforço. As melhores mentiras são vagas. "Queria mudar o projeto inteiro duas semanas antes do prazo."

Ela chega perto o suficiente pro cheiro dela me envolver—cedro, limão siciliano, e embaixo disso, o cheiro natural da pele dela, tipo mel aquecido e algo almiscarado que sempre me deixa duro. Meu pau Late mesmo agora, mesmo depois de ter gozado dentro da Júlia há menos de duas horas atrás. Meu corpo não distingue. Pra ele, Marina é a droga mais forte.

E é exatamente esse o problema.

Ela passa a mão pelo meu peito, dedos deslizando pela camisa amarrotada. "Você parece exausto. Quer jantar? Fiz aquele risoto de funghi que você adora."

*Claro que fez. Claro que essa mulher perfeita, linda, fodidamente incrível fez minha comida favorita e esperou acordada enquanto eu tava com o pau enterrado na boceta de outra pessoa.*

"Tô mais morto que vivo," eu digo, e não é mentira. A exaustão de manter essa máscara pesa mais que qualquer reunião de verdade. "Mas obrigado, amor. Você é perfeita demais pra mim."

Ela ri—aquele riso leve, musical, que costumava me fazer sorrir de verdade anos atrás. "Bobinho. Vem, pelo menos senta comigo um pouco."

Ela pega minha mão, entrelaçando os dedos, e me puxa pra sala. Puta que pariu, até o jeito que ela pega minha mão é perfeito—pressão certa, calor certo, intimidade certa. Sento no sofá e ela se enrosca no meu lado, cabeça no meu ombro, mão na minha coxa. O peso dela contra mim, a temperatura corporal dela sangrando através da seda fina.

Meu pau fica completamente duro.

Ela sente. Claro que sente. A mão dela se move devagar, subindo pela minha coxa, olhos erguendo pra me encontrar com aquele brilho que eu conheço tão bem.

"Tão cansado assim?" ela murmura, voz descendo uma oitava, ficando aveludada e rouca ao mesmo tempo. Os dedos dela traçam a linha do meu pau por cima da calça social. "Porque parece que uma parte sua tá bem acordada."

Merda. Porra. Caralho.

Aqui vai a parte que ninguém entende. A parte que eu mesmo mal entendo. A parte que faz essa coisa toda ser tão absurdamente retorcida.

Marina fode como uma deusa.

Não é exagero. Não é hipérbole. Essa mulher me conhece melhor que eu me conheço. Sabe exatamente onde tocar, como tocar, quando usar os dentes, quando sugar, quando ir devagar até eu implorar e quando me foder com aquela intensidade brutal que faz minha visão embaçar. Ela geme bonito—não aqueles gemidos pornográficos falsos, mas sons reais, necessitados, "*aahhnnn*" baixinho quando eu acerto o ângulo certo, "*mmmhhh*" profundo quando puxo o cabelo dela do jeito que ela gosta. Ela fica molhada pra caralho, aquele tipo de molhada que escorre pela coxa dela, que faz barulho obsceno quando eu entro, que deixa meu pau encharcado e brilhando quando saio.

E ela me ama.

Genuinamente. Completamente. Com cada fibra do ser dela.

E é exatamente isso que me faz querer destruir tudo.

"Marina," eu começo, mas ela já tá abrindo meu cinto, dedos ágeis na fivela, zíper descendo com aquele som metálico que faz meu pau latejar.

"Shhhh," ela sussurra, beijando meu pescoço, língua traçando a linha da minha jugular. "Deixa eu cuidar de você."

Ela desliza do sofá, ajoelhando entre minhas pernas—e porra, a visão dela assim, cabelo caindo em volta do rosto, olhos erguidos pra mim cheios de desejo e amor e pura devoção, camisola cavalgando mais pra cima mostrando a calcinha preta de renda que eu também comprei, seios pressionados e se derramando um pouco pela decote.

Ela puxa meu pau pra fora—já duro, já vazando pré-gozo mesmo depois de ter gozado há tão pouco tempo. A mão dela envolve a base, quente e firme, e ela lambe a ponta devagar, língua fazendo círculos preguiçosos ao redor da glande inchada.

"*Mmm*," ela murmura, e o som vibra contra minha pele sensível. "Gosto tanto de você, amor. Tanto."

Ela engole metade do meu comprimento numa cajadada só, garganta abrindo, língua achatando contra a veia grossa na base, bochecha chupando. Calor molhado me engolindo. Ela bate a cabeça devagar, olhos trancados nos meus, uma mão massageando minhas bolas, a outra firme no meu quadril.

E na minha cabeça, tudo que consigo pensar é em como a Júlia engasgou mais cedo. Como ela mal conseguiu levar metade antes de recuar, olhos lacrimejando, cuspe escorrendo pelo queixo. Como foi esquisito e descoordenado e ela usou dentes demais.

E como mesmo assim eu preferi.

Porque com a Júlia, eu não preciso ser grato. Não preciso retribuir essa adoração fodida que pesa tipo chumbo no meu peito. Com a Júlia—com qualquer uma delas—eu posso só transar. Só gozar. Só existir sem essa expectativa sufocante de corresponder a um amor que eu não sinto.

Marina acelera, a cabeça batendo mais rápido, sons molhados e obscenos enchendo a sala silenciosa. "*Glck... glck... mmhh.*" Ela geme em volta do meu pau, vibração indo direto pra base da minha espinha. A mão que tava no meu quadril desliza entre as próprias pernas dela, dedos se movendo sob a renda da calcinha.

Ela tá se masturbando enquanto me chupa.

Essa visão—Marina de joelhos, meu pau desaparecendo entre aqueles lábios perfeitos, mão se movendo freneticamente na própria boceta encharcada, seios balançando a cada movimento, olhos vítreos de tesão—deveria ser o suficiente pra qualquer homem. Deveria ser tudo.

Mas meu cérebro já tá planejando a próxima traição.

Tem aquela garçonete nova no restaurante perto do escritório. Rosto angular, sardas, cabelo curto tipo pixie platinado. Totalmente diferente da Marina. Ela sorriu pra mim semana passada de um jeito que não era profissional. Aposto que ela seria fácil. Aposto que ela foderia rápido no banheiro se eu jogasse charme o suficiente.

"*Ahh, porra*," eu solto quando Marina engole até o fim, nariz pressionado contra meu osso púbico, garganta convulsionando ao redor da cabeça do meu pau. Ela segura ali, olhos lacrimejando levemente mas não recuando, provando um ponto que eu nunca pedi pra ela provar.

Eu gozo.

Explodo direto na garganta dela, jatos quentes e grossos, e ela engole tudo, cada gota, língua continuando a lamber enquanto meu pau pulsa e estremece. Quando finalmente solta, ela lambe os lábios, sorrindo pra mim tipo se tivesse acabado de me dar o maior presente do mundo.

"Melhor?" ela pergunta, voz um pouco rouca, e puta merda, até isso é sexy.

"Muito melhor," eu minto, puxando ela pro meu colo, beijando aquela boca que segundos atrás tava cheia do meu gozo. Ela derrete contra mim, suspirando contente.

E eu me sinto absolutamente nada.

Vazio. Anestesiado. Tipo assistindo essa cena de fora do meu próprio corpo.

***

É assim desde sempre. Ou pelo menos desde tempo suficiente que eu não lembro de ser diferente.

As primeiras memórias que tenho de ser assim, desse jeito torto, vêm da adolescência. Tinha quinze, tava namorando a Beatriz—primeira namorada de verdade, não aquelas merdas de ficar no intervalo da escola. Ela era bonita, engraçada, inteligente. Me tratava bem. E mesmo assim, três meses depois de começarmos, eu já tava comendo a Camila, a amiga dela.

Não porque a Camila era mais bonita. Não porque a Beatriz tinha feito algo errado. Mas porque *podia*. Porque a Camila olhou pra mim de um jeito durante um churrasco na casa de alguém, e meu cérebro instantaneamente calculou: *Eu consigo essa também.*

E consegui. No banheiro daquela mesma casa, ela de costas pra mim, calcinha pro lado, minha mão tampando a boca dela enquanto eu entrava devagar pra não fazer barulho. O risco de ser pego. A adrenalina. A Beatriz rindo na sala ao lado sem saber que eu tava com o pau enterrado na melhor amiga dela.

Quando terminei com a Beatriz três semanas depois—não porque descobriu, nunca descobriu—ela chorou tanto que a mãe dela me ligou pedindo explicação. Eu disse que éramos jovens demais pra levar tão a sério. Que eu precisava focar nos estudos.

Menti tão bem que até a mãe dela disse que eu era um bom garoto.

A Camila durou dois meses antes de eu começar com outra.

O padrão se estabeleceu. Namoradas que me amavam. Que eram boas o suficiente—às vezes ótimas, como a Larissa na faculdade que era tipo uma versão prévia da Marina, engraçada e linda e uma artista incrível. E mesmo assim, enquanto ela pintava aquelas telas enormes no apartamento minúsculo dela, eu tava fodendo a colega de quarto dela no alojamento.

Vocês esperam que eu diga que tem algum trauma. Alguma merda da infância. Pai ausente, mãe fria, alguma explicação cinematográfica pra essa podridão.

Não tem.

Meus pais são boas pessoas. Um pouco entediantes, classe média estável, me criaram com amor e limites razoáveis. Não fui abusado. Não presenciei nenhuma traição devastadora. Não tem essa desculpa conveniente.

Eu sou assim porque sou. Porque algo dentro de mim prefere o *novo* ao *bom*. Prefere a conquista à manutenção. Prefere a mentira à verdade não porque seja mais fácil, mas porque a arquitetura da mentira—as camadas, os detalhes, manter tudo separado, o risco constante—me faz sentir mais vivo do que qualquer honestidade jamais conseguiu.

Marina se mexe no meu colo, meio adormecida, respiração nivelando. Eu olho pra ela—rosto relaxado, cílios longos fazendo sombra nas bochechas, lábios entreabertos.

Linda demais. Boa demais. Perfeita demais.

E é exatamente essa perfeição que eu preciso destruir.

Não de uma vez. Não obviamente. Mas aos poucos, em doses cuidadosamente administradas de traição que ela nunca vai descobrir mas que corroem a fundação desse relacionamento como ácido em concreto.

Porque a alternativa—ficar, ser fiel, retribuir esse amor colossal dela—é insuportável. Seria como ser enterrado vivo em algo macio. Seria perder essa adrenalina, essa intensidade, essa sensação de poder quando outra mulher abre as pernas pra mim mesmo sabendo (ou não sabendo) que eu tenho alguém em casa.

Marina nunca vai saber.

É a regra de ouro. A linha que eu nunca cruzo. Eu não humilho ela. Não faço ela parecer idiota em público. Mantenho as traições completamente separadas—mulheres que nunca vão se cruzar com nossa vida, nomes que ela nunca vai ouvir, encontros rápidos em hotéis baratos ou escritórios vazios ou carros estacionados em ruas escuras.

Eu a amo, à minha maneira retorcida. Não do jeito que ela merece. Não do jeito que ela ama de volta. Mas eu a amo tipo se ama uma coisa bonita que você possui, que você quer manter intacta mesmo enquanto quebra ela por dentro em maneiras que ela nunca vai detectar.

***

Na manhã seguinte, acordo com o cheiro de café e pão francês torrado. Marina cantarola na cozinha—alguma música pop que toca no rádio, levemente desafinada do jeito charmoso dela. Luz de sol de novembro entrando pelas janelas, dourada e quente, aquele tipo de manhã perfeita de São Paulo antes do calor apertar.

Visto um short e saio do quarto. Ela tá em frente ao fogão usando só uma calcinha preta e uma regata branca cavada que mal contém os seios dela. Cabelo preso num coque bagunçado. Quando me vê, o rosto inteiro dela se ilumina.

"Bom dia, lindo," ela diz, virando pra me dar um beijo rápido. Gosto de café e pasta de dente mentolada. "Ovos mexidos ou omelete?"

"Mexidos," eu digo, apertando a bunda dela de passagem. Ela ri, balançando os quadris.

Meu celular vibra na mesa. Mensagem.

**Júlia: Ontem foi incrível. Quando a gente se vê de novo?**

Deleto imediatamente. Nunca respondo mensagens assim em casa. As paredes têm olhos, mesmo que Marina confie demais pra verificar.

"Trabalho?" Marina pergunta, colocando os ovos no prato.

"Cliente chato da semana passada," eu minto sem olhar pra cima. "Quer adiantar uma call."

"Ah." Ela senta do meu lado, perna roçando na minha, passando manteiga no pão dela. "Você tem trabalhado tanto, amor. Devia tirar uns dias, a gente podia ir pra praia. Que tal no final do mês?"

*Não. Porque na praia é só nós dois vinte e quatro horas por dia e eu vou enlouquecer com essa proximidade sufocante.*

"Parece ótimo," eu digo, sorrindo. "Vou ver a agenda."

Ela sorri de volta, mordendo o pão, um fiozinho de manteiga escapando pelo canto da boca. Sexy sem tentar. Linda fazendo coisas mundanas. O tipo de mulher que homens escrevem poesia.

E tudo que consigo pensar é na garçonete loira.

***

**[Restaurante Via Toscana - Realidade - Quarta-feira, 13h15]**

Ela se chama Paloma. Descubro na segunda vez que almoço lá naquela semana—a primeira vez só observando, calibrando, vendo se o interesse dela foi real ou imaginação minha. Não foi imaginação. Ela olha demais. Sorri demais. Se inclina um pouco perto demais ao anotar meu pedido, decote da blusa preta deixando entrever a renda lilás do sutiã.

Paloma é diferente da Marina de todas as formas possíveis. Baixa—1,59m talvez—corpo mais cheio, quadris largos, barriga com uma leve curva macia, seios grandes e pesados testando os botões da blusa. Cabelo platinado cortado tipo pixie com uma mecha mais longa caindo sobre o olho direito. Rosto angular, maçãs do rosto afiadas, nariz pequeno com um piercing de argola, lábios finos mas bem desenhados sempre com batom vermelho escuro meio borrado. Pele pálida com sardas espalhadas pelo nariz e ombros. Tatuagem de uma serpente subindo pelo antebraço esquerdo.

Alternativa. Safada. Exatamente o tipo que sabe que é o tipo.

"Mais alguma coisa?" ela pergunta, caneta pairando sobre a comanda, sorriso pequeno brincando nos cantos da boca.

"Depende," eu digo, mantendo contato visual mais tempo que o necessário. "O que você recomenda?"

O sorriso dela alarga. Ela entende o jogo. "O tiramisu tá excepcional hoje."

"Então traz dois," eu digo. "E dois garfos."

Ela pisca—surprised mas interessada. "Vai ter companhia?"

"Esperava que sim."

Pausa. Ela morde o lábio inferior, dente prendendo o batom vermelho. Seus olhos—azul-acinzentado, tipo céu antes da tempestade—me avaliam. Calculando risco versus recompensa.

"Meu intervalo é em vinte minutos," ela diz baixinho, inclinando levemente pra perto. Cheiro de cigarro e perfume doce tipo algodão doce. "Tem um depósito nos fundos. Porta vermelha perto do banheiro."

Ela se afasta antes que eu responda, quadris balançando deliberadamente enquanto caminha.

Vinte e três minutos depois, eu tô empurrando ela contra prateleiras de toalhas de mesa, língua na garganta dela, mãos subindo pela blusa, apertando aqueles seios pesados por cima do sutiã de renda. Ela geme—"*aahh, porra*"—mordendo meu lábio inferior com força suficiente pra machucar.

"Casado?" ela pergunta entre beijos, mão já abrindo meu cinto.

"Sim," eu digo. Nunca minto sobre isso. Surpreendentemente, muitas preferem assim. Menos complicação. Sem expectativas.

"Ótimo," ela respira, empurrando minha calça e cueca pra baixo. "Eu também."

Ela vira de costas, mãos apoiadas na prateleira, empinando aquela bunda redonda. Puxa a própria saia pra cima—sem calcinha. Boceta já brilhando molhada, lábios rosados e inchados, tufinho de pelos loiros aparados curtos.

"Fode logo," ela exige, olhando por cima do ombro. "Tenho quinze minutos."

Eu entro de uma vez. Sem preliminares. Sem carinho. Ela é apertada mas molhada o suficiente que deslizo fundo, e ela solta um gemido rouco—"*uuhhhnnn, caralho*"—empurrando de volta contra mim.

Eu fodo ela rápido e duro. A prateleira bate na parede—*thump thump thump*—ritmo obsceno. O som molhado da minha pau entrando e saindo, as bolas batendo contra o clitóris dela. Ela geme sem tentar abafar, não se importando se alguém ouve.

"Isso, *porra*, mais forte," ela resmunga, uma mão descendo pra esfregar o próprio clitóris. "Me fode, me fode, me fo—*aahhhHHH*!"

Ela goza em quatro minutos. Boceta convulsionando ao redor do meu pau, líquido quente escorrendo pelas minhas bolas. Eu continuo fodendo ela, perseguindo meu próprio orgasmo, mãos cravadas naqueles quadris largos com força suficiente pra deixar marcas.

Quando gozo, saio e gozo nas costas dela, jatos grossos de porra manchando a blusa preta. Ela ri—ofegante, satisfeita.

"Caralho, eu precisava disso," ela diz, pegando guardanapos da prateleira pra limpar. "Marido tem pau pequeno e não sabe usar."

Visto minha calça enquanto ela se limpa e arruma. Nenhum romance. Nenhum "isso foi especial". Transacional. Limpo à sua maneira suja.

"Mesma hora na próxima semana?" eu pergunto.

"Pode ser," ela diz, aplicando batom de novo usando um espelhinho de bolso. "Se você não me decepcionar."

Volto pro escritório vinte minutos depois. Ninguém percebe. Ninguém nunca percebe.

***

Aqui vai o que as pessoas não entendem sobre trair: não é sobre não amar seu parceiro. Às vezes é exatamente o contrário.

Eu amo Marina. Amo do jeito que sei amar—superficial, possessivo, estético. Amo a vida que construímos. Amo como ela me faz parecer em jantares, apresentando minha esposa linda e bem-sucedida. Amo a estabilidade, a casa bonita, o sexo bom.

Mas amor pra mim nunca foi o suficiente. Nunca foi a coisa inteira. Sempre teve essa fome, esse buraco, essa necessidade de *mais* que nenhuma pessoa sozinha consegue preencher.

Com Marina, eu preciso ser a melhor versão de mim. Atencioso. Presente. Digno da devoção dela. É exaustivo. É claustrofóbico. É uma performance que nunca termina.

Com Paloma, com Júlia, com qualquer uma das outras, eu posso ser só pau e mentiras. Posso ser egoísta. Posso não ligar pro orgasmo delas (embora geralmente ligue, porque meu ego precisa que eu seja bom na cama). Posso desaparecer depois sem culpa.

Marina merece melhor. Eu sei disso. Todo dia acordo sabendo disso.

E todo dia acordo escolhendo ser exatamente quem eu sou.

***

**[Apartamento - Realidade - Sexta-feira, 21:35]**

"Você tá diferente," Marina diz.

Estamos no sofá assistindo alguma série que ela escolheu—não lembro qual porque não tava prestando atenção. Ela tá enrolada num cobertor, pés descalços no meu colo, e acabou de pausar o episódio pra me olhar com aquela expressão que significa *eu te conheço melhor que você acha*.

Meu estômago aperta. Mas meu rosto permanece neutro. "Diferente como?"

"Não sei." Ela franze a testa, mordendo o lábio do jeito que faz quando tá tentando articular algo. "Distante. Tipo... presente mas não presente, sabe?"

*Merda. Ela tá sentindo.*

"Trabalho tá me estressando," eu digo, o que é parcialmente verdade. Trabalho sempre estressa. "Desculpa se eu tô meio ausente."

Ela se senta, deixando o cobertor cair. Usa um dos meus moletons grandes e shorts de pijama, cabelo solto, sem maquiagem. Linda de um jeito que devia ser ilegal.

"A gente tá bem?" ela pergunta, e tem medo na voz. Pequeno. Vulnerável. "Nós dois?"

E aqui vai a parte mais doente de tudo: esse medo dela, essa insegurança—me excita.

O poder de saber que eu poderia destruir ela com a verdade. Que eu seguro a felicidade dela nas minhas mãos e escolho, generosamente, deixá-la acreditar na mentira.

"A gente tá ótimo," eu digo, puxando ela pro meu colo, mãos enquadrando o rosto dela. Olho direto nos olhos dela—sinceridade forjada mas perfeita. "Você é a melhor coisa que já me aconteceu, Marina. Eu te amo. Só tô cansado, mas nada a ver com a gente."

Os olhos dela procuram os meus, querendo acreditar. Precisando acreditar.

"Eu te amo tanto," ela sussurra. "Às vezes assusta quanto."

"Eu também," eu minto, e beijo ela.

Ela derrete. Sempre derrete. Brazos ao redor do meu pescoço, corpo pressionando contra o meu. O beijo aprofunda—línguas se encontrando, dela gemendo baixinho na minha boca.

Meu pau fica duro instantaneamente. Porque meu corpo não mente mesmo que tudo mais em mim minta.

Eu a deito no sofá, puxando o moletom pra cima, revelando aqueles seios perfeitos, mamilos rosados e duros. Tomo um na boca, sugando, mordendo levemente, língua circulando a auréola. Ela arqueia—"*ahhnn*"—mãos indo pro meu cabelo.

Desço beijando pela barriga dela, língua contornando o umbigo, mãos puxando os shorts e a calcinha num movimento só. E ali tá ela—boceta perfeita, lábios rosados fechados, já brilhando molhada, cheiro almiscarado e doce tipo mel e sexo.

Eu lambo longo e devagar, da abertura até o clitóris, e ela treme inteira.

"*Porra*, amor," ela geme, coxas se abrindo mais, uma mão vindo pra guiar minha cabeça. "Assim... não para."

Eu ataco o clitóris com língua e dedos—círculos rápidos enquanto afundo dois dedos dentro dela, curvando pra achar aquele ponto áspero que a faz ficar maluca. Ela fica encharcada em segundos, boceta apertando meus dedos, quadris se movendo contra minha boca.

"Caralho, *caralho*, tô gozan—*AAHHHH*!"

Ela explode. Squirta um pouco—o que não acontece sempre, só quando ela tá realmente excitada—líquido quente espirrando na minha língua. Eu lambo tudo, prolongando o orgasmo dela até ela empurrar minha cabeça pra longe, hipersensível.

Eu subo, limpando a boca, e entro nela de uma vez. Ainda contraindo do orgasmo, apertada pra caralho, molhada pra caralho, quente pra caralho.

"*Jesus*," eu solto, porque mesmo depois de anos, essa boceta ainda é a melhor que já senti.

"Fode forte," ela pede, pernas envolvendo minha cintura. "Me fode, amor, preciso de você."

Eu fodo. Fundo e forte, o sofá rangendo, som obsceno de pele batendo em pele. Ela geme sem parar—"*ahh, ahh, AHH*"—unhas cravando nas minhas costas.

E enquanto fodo minha esposa linda, perfeita, incrível, tudo que consigo pensar é em quando vou poder foder a Paloma de novo.

Essa é minha psique.

Essa é minha podridão.

E eu não tenho intenção nenhuma de parar.

***

**[Continuação nas próximas partes]**

*— O veneno da perfeição se espalha em silêncio, gota por gota, até que a verdade se torna indistinguível da mentira, e o traidor não consegue mais reconhecer qual dos dois é mais real.*

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