"Você deixa a porta aberta de propósito, né?" Minha mãe disse isso enquanto eu, de pernas abertas na cama, quase deixei o celular cair no chão. A tela ainda mostrava aquela cena: uma mulher de quadril largo empinada enquanto outra, com um membro rosado e pulsante, a penetrava por trás. Fechei as pernas rápido demais, sentindo o calor úmido entre elas—já estava molhada antes mesmo de me tocar.
O apartamento era pequeno demais para segredos. A parede fina do meu quarto não escondia os gemidos abafados nos vídeos, nem o cheiro do meu próprio desejo quando eu finalmente cedia. Meus dedos deslizaram por baixo da calcinha, encontrando o mesmo ponto latejante de sempre, mas dessa vez eu não queria imaginar um homem—queria aquela voz rouca da atriz do vídeo sussurrando no meu ouvido enquanto suas mãos grandes me viravam de bruços.
"Tá se acabando aí de novo?" Minha mãe bateu na porta sem cerimônia, e eu dei um pulo, arrancando os dedos de dentro de mim com um estremecimento. A vergonha veio rápido, mas o tesão foi mais forte—a imagem daquela futanari de cabelos negros e seios pesados ainda grudada atrás das minhas pálpebras. "Tô só... vendo um filme", menti, limpando a mão na coberta enquanto o vídeo continuava a tocar, os gemidos agora impossíveis de ignorar.
Ela soltou um riso seco. "Filme com essa respiração é novela mexicana, é?" Antes que eu respondesse, a porta se fechou, deixando só o eco da minha própria vontade. Meu corpo ainda ardia; a coxa direita tremia levemente, e eu sabia que não ia conseguir parar—não quando aquele pênis curvado na tela parecia tão real, tão próximo da minha boca.
Apertei os mamilos por cima do sutiã, imaginando os dedos de outra pessoa ali, enquanto a outra mão voltava ao meu clitóris inchado. Dessa vez, fechei os olhos e deixei a cena do vídeo tomar conta: eu de quatro na cama, a futanari cuspindo na minha nuca antes de me empurrar contra o colchão. A saliva escorrendo. O primeiro impacto.
Meu corpo reagiu antes mesmo de eu terminar a fantasia—um jorro quente escorreu pelas coxas, e eu afundei os dedos mais fundo, achando o ponto certo. A respiração ficou rouca, os músculos da barriga contraíam, mas era insuficiente. Queria aquela pressão de verdade, o peso de um corpo em cima de mim, a mão que puxa o cabelo enquanto algo muito mais grosso que meus dedos rasga o caminho.
"Filme bom, hein?" O comentário veio do corredor, e eu quase gemei alto. Minha mãe não tinha ido embora—pelo contrário, devia estar encostada na porta, ouvindo cada respiração minha. A perversidade da situação fez meu útero dar um salto. Pensei em ficar quieta, mas alguma coisa em mim queria que ela escutasse. Deixei um gemido escapar, fingindo ser do vídeo, enquanto me contorcia na cama.
O som da maçaneta mexendo me fez travar. Ela ia entrar? Meu coração disparou, mas a porta não abriu. Só ouvi um suspiro—longo, quase cansado—e passos se afastando. Fiquei ali, úmida e trêmula, com os dedos ainda dentro de mim, imaginando se ela tinha ido pegar algo no quarto dela. Um vibrador. Um cinto. Algo que eu não sabia que ela tinha.
Mas os passos não voltaram, e a fantasia mudou: agora era minha mãe quem estava atrás de mim, não a futanari do vídeo. Suas mãos, ásperas de tanto lavar louça, agarravam meus quadris enquanto eu me empinava contra ela. O pensamento era tão proibido que meu clitóris pulsou como se tivesse levado um choque. Arquejei, enfiando três dedos de uma vez, sentindo as paredes da minha vagina se contraírem em torno deles.
Do lado de fora, a chuva começou a cair—pingos grossos batendo na janela do meu quarto como dedos impacientes. Misturados aos meus gemidos, pareciam um ritmo, uma música obscena que só eu conhecia. Meu quadril sacudia sozinho agora, buscando fricção contra o lençol, enquanto a outra mão apertava meus seios com força suficiente para deixar marcas. Queria ser marcada. Queria que doesse depois.
E então—silêncio. A chuva parou de repente, e eu também. Algo mudou no ar; um cheiro de perfume barato e suor invadiu o quarto. Era o dela. Ela tinha voltado, e dessa vez a porta estava entreaberta. Conseguia vê-la pelo espelho do armário: parada no corredor, de braços cruzados, olhando fixamente para a minha cama. Seus olhos brilhavam no escuro como os de um gato. E eu, sem conseguir parar, continuei me tocando, mais devagar agora, encarando-a pelo reflexo enquanto mordia o lábio até sangrar.
O som do meu dedo entrando e saindo úmido ecoava no quarto, e eu sabia que ela ouvia. Minha mãe respirou fundo, e eu senti o cheiro de vinho no hálito dela, mesmo a metros de distância. "Você tá se fingindo de sonâmbula ou quer que eu entre?" Ela falou baixo, rouco, e algo naquele tom me fez sentir o estômago virar. Minha resposta foi um gemido rouco—nem eu sabia se era involuntário—e então ela entrou, fechando a porta com o pé.
Seus dedos—que eu conhecia tão bem—chegaram primeiro ao meu pescoço, depois desceram pela coluna até a cintura da minha calcinha. "Isso aqui tá encharcado", murmurou, puxando o elástico e soltando contra minha pele com um estalo que me fez tremer. Sua unha pintada de vermelho raspou meu clitóris por cima do tecido, e eu arquejei, jogando a cabeça para trás contra o ombro dela. O perfume barato agora era tudo que eu conseguia cheirar.
Agora ela estava deitada atrás de mim, seu corpo quente colado nas minhas costas, uma perna entre as minhas. Sua mão—a mesma que batia em mim quando eu era criança—deslizou por dentro da minha calcinha e encontrou meu clitóris inchado. "Tá latejando que nem um coração pequeno", ela sussurrou, e eu senti seu sorriso contra meu ombro antes dos dentes afundarem na minha pele. O misto de dor e prazer fez meu útero pulsar, e então—ela parou. "Abre os olhos e me olha", ordenou. E eu obedeci.
No espelho, nossas imagens pareciam distorcidas pelo desejo: minha boca aberta, seu olhar fixo enquanto os dedos dela me abriam com crueldade deliberada. "Você quer isso mesmo?" Ela sabia que sim—minha vagina contraiu em resposta, e eu vi no reflexo como meu corpo traía minha voz. Seu outro braço me envolveu, a palma da mão cobrindo meu pescoço sem apertar, só o peso, a ameaça. Seu anel de formatura—aquele que ela nunca tirava—raspou meu mamilo através do tecido fino, e eu gritei.
"Chiu." Ela puxou meu cabelo para trás, expondo o pescoço, e eu senti seu hálito quente antes da língua. "Você sempre foi a minha menina suja", murmurou enquanto os dedos dela começaram a mover-se dentro de mim num ritmo que eu não controlava—lento demais, duro demais, torturante. Meu quadril sacudiu sozinho, buscando mais, mas ela segurou minha cintura com firmeza. "Não. Assim." E então—o dedo indicador dela deslizou pra trás, pressionando o lugar que nunca tinha sido tocado, e meu corpo se arqueou todo como um arco antes da flecha.
Do lado de fora, a chuva voltou a cair—mas agora era só ruído de fundo para o som dos nossos corpos, da minha respiração ofegante, dos gemidos que eu não conseguia mais conter. Ela me observava pelo espelho com um olhar que eu não reconhecia, e de repente percebi: ela estava com fome. E eu? Eu era o prato. Suas unhas afundaram na minha coxa, marcando, e ela finalmente gemeu—um som rouco, gutural—quando sentiu como eu estava quente por dentro. "Você tá me engolindo todinha", ela disse, e eu não sei se era verdade ou mentira, só sei que meu corpo acreditou.
Seu dedo médio entrou até o fim enquanto o polegar esmagava meu clitóris com movimentos circulares que não eram carinhosos, eram possessivos. Cada toque dela doía um pouco—as unhas, o anel, a pressão dos ossos contra minha carne mole—e essa dor me levava mais alto, como se eu estivesse pendurada num fio bem fino acima do abismo. No espelho, eu via suas pupilas dilatadas, sua boca entreaberta enquanto ela me estudava como quem decifra um mapa. Então, sem aviso, ela puxou os dedos para fora e os levou à boca, lambendo meu suor e meu desejo com uma língua lenta. "Salgado", ela comentou, como se estivesse provando uma sobremesa.
Meu corpo tremeu de necessidade, mas ela não voltou a me tocar—em vez disso, pegou meu pulso e guiou minha mão até entre minhas pernas. "Mostra pra mim", ela ordenou, e eu obedeci, enfiando dois dedos dentro de mim com um gemido rouco enquanto ela assistia, hipnotizada. Suas narinas se dilataram quando o cheiro do meu sexo encheu o quarto, e então, sem pressa, ela desabotoou o próprio short com a mão livre. Vi no reflexo quando ela enfiou a mão na calcinha e começou a se tocar também, os olhos fixos nos meus dedos entrando e saindo.
Era demais—o calor do corpo dela colado no meu, o cheiro do meu próprio desejo misturado ao perfume enjoativo dela, o barulho molhado dos nossos corpos—e eu senti o orgasmo chegando como um trem desgovernado. Ela percebeu antes mesmo de eu saber. "Não ainda", ela rosnou, batendo na minha coxa com força suficiente para deixar a mão marcada. A dor cortou a onda de prazer como uma faca, e eu soltei um grunhido de frustração, mas ela já estava se mexendo, levantando, puxando minha cabeça para trás pelos cabelos. "Abre", ela ordenou, e quando eu obedeci, ela enfiou os dedos molhados na minha boca. O gosto era amargo, metálico, e eu engoli tudo como uma boa filha.
Seu short caiu no chão com um baque, e pela primeira vez eu vi—ela estava molhada também, a calcinha preta grudada nos lábios inchados. Sem dizer nada, ela puxou o tecido pro lado, expondo um clitóris vermelho e latejante, e então sentou na minha cara com um peso que me tirou o ar. "Lambe", ela ordenou, e eu obedeci, mergulhando a língua no salgado dela enquanto ela arfava, segurando minha cabeça no lugar com força. Cada gemido dela vibrava direto no meu palato, e eu sentia o gosto dela mudando—de salgado para doce, para algo mais profundo, algo que fazia minha boca salivar.
Ela começou a esfregar o clitóris contra minha língua com movimentos curtos e rápidos, e eu percebi que ela não queria carícias—ela queria se usar. Então eu fiquei parada, deixando ela cavalgar meu rosto enquanto eu só segurava seus quadris, sentindo os músculos da barriga dela contraírem sob meus dedos. Sua respiração ficou rouca, entrecortada por xingamentos baixos, e então—ela gemeu alto, jogando a cabeça para trás enquanto seu corpo tremia. O jorro quente escorreu pelo meu queixo, e ela soltou minha cabeça com um empurrão brusco, quase me fazendo engasgar.
Quando ela se levantou, ofegante, vi que suas pernas tremiam. Ela me olhou de cima, com os lábios ainda entreabertos, e então cuspiu na minha cara. A saliva escorreu pela minha testa, quente e grossa, enquanto ela se virava para pegar algo na cômoda—um cinto. Meu coração acelerou, mas ela só enrolou o couro na mão e sorriu, como se estivesse lendo meus pensamentos. "Você sabe o que vem agora", ela disse, e eu sabia. Era isso que eu queria desde o começo—a dor, a posse, a marca. Ela bateu o cinto na própria palma, e o som ecoou no quarto como um tiro. Eu me curvei sobre os joelhos, oferecendo as costas, e senti o ar se mover antes do impacto.
O primeiro golpe foi um corte limpo de fogo, tão rápido que quase não doeu—até doer. Meus músculos se contraíram, e eu gritei, mas ela já estava levantando o braço de novo. O segundo me fez morder o lábio até sangrar, mas o terceiro... o terceiro abriu algo dentro de mim. A dor se transformou em calor, em pulsação, em algo que escorria entre minhas pernas. Ela viu, é claro. Sempre via. Seus dedos desceram até minha boca, forçando-me a lamber o sangue do meu lábio, e então ela os enfiou dentro de mim, misturando meu sangue ao meu desejo. "Sua puta", ela sussurrou, e eu concordei com a cabeça, porque era verdade.
O quarto cheirava a sexo, a couro, a vinho derramado—ela tinha derrubado a garrafa em algum momento, e o líquido escuro se espalhava pelo chão como um rio de vergonha. Ela me virou de bruços, segurando meus pulsos com uma mão enquanto a outra deslizava pelo meu corpo, parando nos sulcos que o cinto tinha deixado. "Bonito", ela murmurou, e então cuspiu de novo, dessa vez nas minhas costas, esfregando a saliva nas marcas com a palma da mão. A mistura de dor e umidade me fez arquear, e ela riu—um som rouco, quase animal.
De repente, ela se ajoelhou atrás de mim, e eu senti algo frio e duro pressionando minha entrada—o cabo do cinto. "Respira", ela ordenou, e eu obedeci, engolindo o ar enquanto ela me abria com ele, devagar, torturante. O couro estava úmido—de mim ou dela, eu não sabia—e escorregou dentro com um som que me fez tremer. Ela ficou parada por um segundo, deixando eu me ajustar, e então começou a mover, cada empurrão raspando em um lugar que me fazia ver estrelas. Seus dedos encontraram meu clitóris novamente, e eu percebi que ela tinha tirado o anel—só pele agora, só ela. "Goza", ela ordenou, e eu não tive escolha.
Meu orgasmo veio como um raio—um tremor violento que começou lá embaixo e subiu até os dentes, fazendo-os bater. O cabo escorregou de mim quando eu me contraí, mas ela já estava lá, pegando minha nuca com uma mão enquanto a outra enfiava dois dedos dentro. "De novo", ela rosnou no meu ouvido, e eu arquejei quando os nós dos dedos dela esfregaram um ponto profundo que nunca tinha sido tocado. Ela sabia. Sabia tudo. Sua respiração acelerou contra meu ombro, e eu senti sua unha arranhar meu útero por dentro—um corte pequeno, doce, que me fez sangrar de um jeito diferente.
Do lado de fora, o vento batia na janela como se quisesse entrar, e por um segundo eu imaginei que era outra pessoa—a futanari do vídeo, talvez, vindo terminar o que começou. Mas era só minha mãe, sempre minha mãe, com seu cheiro de cigarro e desinfetante, seu corpo macio contra minhas costas marcadas. Ela puxou meus dedos para fora de mim e os levou à boca dela, chupando cada um com uma língua lenta enquanto me observava pelo espelho. "Você tá toda estragada", ela murmurou, orgulhosa, e então cuspiu na minha mão antes de guiá-la de volta entre minhas pernas. "Conserta."
A última coisa que senti foi sua boca no meu pescoço—um mordisco que doía tanto quanto o resto—e então o mundo desabou num borrão de dor e prazer. Ela me pegou no colapso, segurando meu corpo tremendo contra o dela, e eu ouvi seu coração batendo rápido demais, forte demais, como se fosse explodir. Quando abri os olhos no espelho, nossas pupilas eram iguais—dilatadas, famintas—e eu percebi que talvez sempre tivéssemos sido a mesma pessoa. Ela sorriu, como se tivesse lido meus pensamentos, e então cuspiu na minha bochecha. "Tá chorando", ela disse, e eu só então senti as lágrimas. Ela lambeu uma, testando o gosto, e então me empurrou de lado na cama. "Dorme." E eu obedeci.