Em breve, eu faria vinte e três anos. A aparência era de novinho, mas a rotina era de adulto. No dia a dia, eu desempenhava três papéis: dono de casa, estudante e trabalhador. As obrigações eram muitas, mas eu dava conta de tudo e reservava tempo para a vida de casado.
Os momentos dedicados a Betão eram fundamentais para manter a minha saúde física e mental. Além de me dar carinho e caralho, ele dividia comigo as tarefas domésticas. Éramos um casal organizado; um marido não tinha o que reclamar do outro.
Numa preguiçosa manhã de segunda-feira, saí da cama antes das cinco e terminei de acordar debaixo do chuveiro. Depois de recolher as roupas que deixamos jogadas na área da frente, onde trepamos na madrugada, voltei para o quarto. Alberto continuava dormindo. Para despertá-lo, decidi unir o útil ao agradável: deitei a cabeça na coxa dele para tomar a minha mamadeira.
Mesmo mole, a pica de Betão era uma delícia. Assim que comecei a chupar, ele esticou pernas e braços, estufou o peito e bocejou alto. Ao tomar consciência de si e de mim, fez um agrado nos meus cabelos e fechou a mão em torno do meu pau.
Aquilo que estava bom ficou ainda melhor: a rola endureceu na minha boca. Enquanto eu mamava, Alberto fazia a ordenha do meu pau. No momento em que tomei os goles de gala morna, os meus jatos de porra escorreram entre os dedos dele.
Esse ritual de um macho esvaziar os ovos do outro nos deixou sonolentos. Tive vontade de continuar na cama, mas havia responsabilidades à nossa espera. Passando as unhas nas coxas do renomado pedreiro, eu o intimei a se levantar.
— Bom dia, mestre Alberto Maian. Obrigado pelo energético que o senhor me deu, eu estava mesmo necessitado. Agora, vamos botar o pezão no chão e recomeçar a labuta.
Rindo da minha cara de quem nasceu para chupar o seu caralho, mestre Betão saiu da cama e abriu a janela. Depois de se espreguiçar, massageou os ovos, pegou na rola e deu uma demonstração do seu bom humor matinal.
— A produção aqui nunca para. No que depender de mim, você nunca vai passar fome, Fael. Pode faltar tudo no mundo, mas pau duro e leite puro você sempre vai ter.
— É bom saber disso, Betão; estou em fase de crescimento, preciso tomar bastante leite da sua pica. Mas agora trate de ir para o banho.
Com a tromba se atirando de uma coxa à outra, ele saiu requebrando mais do que o natural. Olhando para o balanço da sua bunda, botei a língua para fora e fiz de conta que estava lambendo. Além de ter me viciado em tomar o leite da sua rola, Alberto despertou em mim o prazer de beijar o seu cu. E pensar que, antes de casar com ele, eu não imaginava que gostaria tanto de cair de boca num anelzinho enrugado
Quarto arrumado e banho tomado, sentamos para o café. Quando o meu pedreiro saiu para trabalhar, tratei de adiantar as tarefas da faculdade e fiz o almoço. Antes das dez e meia, levando a marmita junto com o material de estudo, botei a cara no mundo.
O estágio era das onze às dezessete. A rotina na empresa era pesada, mas eu gostava. Com o dinheiro que recebia, pagava minhas contas, comprava coisas para a casa e fazia a minha reserva, para o caso de chegar um tempo de aflição.
Quando surgia alguma despesa extra, eu ajudava Alberto no que fosse possível. No dia em que ele me disse que precisava ir ao oftalmologista, eu me dispus a pagar a consulta. Seria a retribuição por ele ter entrado com a metade do valor da minha carteira de motorista.
Betão tinha muitas despesas: aluguel, contas da casa, compras… E estava pagando o financiamento da moto nova. Esse sonho seria quitado em trinta e seis parcelas; o impacto no orçamento era grande, mas valia a pena. Montados na nossa máquina, a gente voava mundo afora.
Quanto à consulta, ele disse que eu não precisava me preocupar, porque já estava tudo encaixado no orçamento. Dando beijinhos no seu pescoço, insisti até ele aceitar.
— Valeu, parceirinho. Vida de casado é assim: tudo somado e bem dividido. Você paga a consulta, eu resolvo os óculos. O problema vai ser botar um par de lupas na cara. Já sou um negão feio do caramba, vou ficar de meter medo no povo.
Apertando o queixo comprido dele, eu lhe dei uma lição de moral.
— Vamos parar, Alberto? Fica falando essas bobagens só para eu repetir o quanto você é bonito. Todo mundo está cansado de saber disso. Sua visão não está cem por cento, mas dá para você se enxergar no espelho. E também pode ver que, por onde a gente anda, mulheres e homens ficam babando por você. O pessoal é abusado, não respeita o casamento de ninguém.
Sentado no colo de Betão, falei essas coisas balançando a cabeça e girando o dedo no ar. Mal pronunciei a última palavra, ele me colocou nos braços e me levou para a cama. E tome rola em mim.
Alberto gostava de fazer o tipo largadão, mas dava muita importância à aparência. Depois da consulta, gastamos uma tarde para escolher os óculos. Acatando a sugestão da vendedora, ele mandou fazer dois modelos: um com uma armação pesada, para usar no trabalho; outro com armação leve, para usar nos momentos de lazer. Com o primeiro, ele ficava um paizão gostoso; com o outro, ficava um rapaz misterioso.
No dia em que fomos pegar esses óculos no shopping, fizemos umas fotos, para o bonitão se avaliar melhor. Olhando-se na tela do celular, ele aprovou sua nova imagem.
— Até que combinou, não foi, Rafael?
As lentes tinham menos de um grau, eram finas, deixavam os olhos mais brilhantes. Na hora de voltar para casa, ele declarou que estava achando legalzinho usar óculos. Dito isso, montamos na moto e fomos cuidar das obrigações.
Na empresa, eu fazia muitas coisas. No começo, achei que seria chato trabalhar ao lado do colega Wendel, mas me enganei. Ele parou com as conversinhas sobre o meu casamento e se tornou um grande parceiro. A gente dividia as responsabilidades e um aprendia várias coisas com o outro.
No intervalo do trabalho, enquanto eu esquentava a minha marmita, Wendel pedia comida em alguma lanchonete. Na condição de filhinho do papai, ele falava que se motivou a fazer esse estágio apenas para enriquecer o currículo.
— É pouco demais o dinheiro que a gente recebe aqui, não é, Rafael? Só dá para pagar o lanche e colocar combustível no carro.
Talvez ele falasse essas coisas sem maldade, mas parecia esnobismo. Comendo minha batata-doce com frango desfiado, eu nada dizia. Terminado o expediente, eu pegava o ônibus e ia direto para a faculdade. Por estar de carro, ele se dava ao luxo de passar em casa antes de ir para a aula. Cada um na sua realidade, a gente estava se encaminhando para o fim do curso.
Tarde da noite, eu voltava quebrado para casa. Depois de tomar banho e comer alguma coisa, ia para o quarto, dar conta da última missão do dia. Essa também era pesada, mas eu desempenhava com amor no coração e calor no meio da bunda. Para aguentar a pressão que Alberto botava em cima de mim, não havia cansaço. Com muita garra, eu chupava a pica dele e lhe dava o cu. Depois da nossa gozada, eu dormia o sono dos homens bem comidos.
Não era todas as noites que Betão metia o cacete em mim. No quarto, à meia-luz, fazíamos diversas artes para ter prazer. Além de madeiradas no cu, a gente gostava de fazer meia nove, bater punheta um para o outro e travar guerras de espadas.
Às vezes, a gente gozava só na brotheragem. Outras vezes, a gente se divertia botando fogo nos rabos. Era um tesão inexplicável ficar espremendo os caralhos e esfregando uma bunda na outra. Betão dizia que isso era como se um macho estivesse ligado ao outro pelo cu; eu achava essa ideia muito inspiradora. A cada noite, a gente se amava de um jeito diferente e sempre gozava gostoso.
Estudando, trabalhando e fodendo, o meu último ano de faculdade estava chegando ao fim. Era uma alegria saber que ficaria livre de tantas coisas para ler e escrever, dos trabalhos para apresentar e das exigências dos professores. Mas também havia tristeza: o estágio estava acabando. Eu sentiria falta da minha rotina de trabalhador e do dinheiro que entrava na minha conta.
— Depois da formatura, é bola pra frente, Fael. Você será um profissional saído fresquinho da faculdade e vai ter a experiência que pegou nesse estágio. Logo, logo, vai conseguir um trabalho. E enquanto um emprego não chegar às suas mãos, eu vou tocando o barco.
O apoio de Betão me deixava confiante. Como ele me falou, ninguém pode passar a vida toda sendo estagiário. Então, nada de desespero, estava tudo sob controle. Eu tinha algum dinheiro guardado e, se fosse necessário, eu nem precisaria pedir, ele voltaria a me dar uma mesada.
Eu também podia contar com a minha família. Vez ou outra, Leila Maria mandava dinheiro para mim. Depois que começou a trabalhar na empresa de Osório, ela virou uma pessoa mais equilibrada; deve ter aprendido que riqueza não cai do céu. Não sei se, por interferência dela, em algumas ocasiões, meu pai também colocava dinheiro na minha conta.
Apesar de reprovarem o meu casamento, eles não deixaram de ser pai e mãe. Como todo mundo, eles tinham defeitos, mas eu gostava de ser filho desse ex-casal. Quando conseguisse um emprego, iria liberá-los de qualquer obrigação financeira comigo.
No início de dezembro, entreguei o trabalho de conclusão do curso. A partir daí, as aulas ficaram arrastadas, porque não havia quase nada para fazer. Em boa parte do tempo, o pessoal discutia sobre as cerimônias da formatura. Eu não queria saber de festa, só participaria da colação de grau. As despesas seriam apenas para alugar a minha beca e um terno para Betão.
Numa sexta-feira, enquanto tomávamos o café da manhã, dei uma boa notícia ao meu amor.
— Hoje não terei aula. Do trabalho, venho direto para casa. Vamos poder deitar mais cedo, quero lhe dar uma massagem bem foda. Comprei um gel novo, que uma amiga indicou.
Para Betão, massagem era uma palavra mágica. Passando manteiga no pão, ele suspirou como se eu já estivesse apertando sua bunda e espremendo a sua rola. Na hora da sua partida para o trabalho, eu o acompanhei até a calçada. Ao montar na moto, ele teve uma ideia.
— Quando eu sair da obra, pego você no trabalho e vamos dar uma volta. Estou com vontade de tomar um açaí. Está a fim de fazer esse programinha, Fael?
A resposta que lhe dei foi um beijinho na boca. Por estar apressado, ele meteu a cabeça no capacete, ligou a máquina e gritou um aviso para mim.
— Não se esqueça de levar o seu capacete.
Mesmo sabendo que ele não veria, levantei o polegar. Com uma vassoura na mão e cara de quem nunca foi amada, a vizinha olhou feio para mim. Nunca vi uma pessoa varrer tanto uma calçada. Ela fazia isso só para observar a vida dos outros. Em vez de se sentir privilegiada por morar na frente do casal mais famoso da rua, vivia com cara de bicho faminto. Parece que tinha inveja de mim e tesão por Alberto.
Betão era um dos homens mais cobiçados da nossa rua, foi um escândalo quando ele se assumiu casado comigo. Os homens ficaram perplexos. “Com tanta mulher no mundo, o negão achou melhor fazer do enteado a sua mulherzinha.” Já as senhoras ficaram horrorizadas ao saber que o pedreiro machão estava dividindo a cama com o filho da ex-esposa. “Como pode uma peste dessas? O homem pode pegar a mulher que quiser, até as casadas, mas prefere viver na safadeza com o enteado, um veadinho desbocado da bunda empinada.” Sem ligar para o que o povo pensava e falava sobre a gente, eu e Betão estávamos vivendo muito bem.
Deixei a bruxa da vassoura varrendo sua calçada, bati o cadeado e fui cuidar da minha vida. Na hora de sempre, com o cabelo amarrado e a bolsa nas costas, parti para o trabalho.
No intervalo, eu e Wendel conversamos sobre o fim do estágio. Diferente de mim, ele estava contando os dias para encerrar essa experiência.
— Estou cheio de planos. Meu pai está em contato com um pessoal de São Paulo, uns amigos dele que têm uma empresa. No próximo ano, vou bater asas. Amo Aracaju, mas aqui o campo para nossa área é pequeno demais.
Wendel era um privilegiado. Nasceu numa família rica, que tinha contatos com pessoas importantes. Essa era a realidade de poucos, ele tinha mesmo que aproveitar.
— Legal, Wendel. Fico feliz que você tenha essas possibilidades, você é fera na química. Foi boa demais a nossa parceria na faculdade e no trabalho. Quando estiver em São Paulo, lembre-se de que tem esse seu brother aqui.
Falei com tanta sinceridade, que Wendel pegou na minha mão e me puxou de encontro ao seu peitão de academia. Com muita força, ele apertou as minhas costas. Meio desajeitado, botei as mãos nos seus ombros. A barba dele ficou roçando no meu pescoço, fez cócegas.
O abraço foi demorado. A gente se separou de um jeito atrapalhado. A um palmo do meu rosto, ele mostrou o sorriso.
— O que foi isso, Rafa? Ficou parecendo uma despedida, você me deixou emocionado. Mas ainda não é game over. Até o fim do mês, estaremos juntos. E só vou pegar o caminho de São Paulo depois do nosso São João. Forró bom como eu gosto, só tem em Aracaju mesmo.
Depois dessa conversa cheia de emoções voltamos ao trabalho. Na hora de ir embora, Wendel me ofereceu carona.
— Já que não temos aula, posso levar o meu colega para casa. Aliás, você nunca aceitou carona comigo. Não confia?
Dessa vez, eu aceitaria, se Betão não estivesse vindo me buscar. Arrumando os cabelos, expliquei a Wendel o motivo para mais uma recusa. Ele fez cara de rejeitado, mas compreendeu.
— Muito bem, Rafael, deve ser legal estar casado. Acho interessante você falar assim: “meu marido”. Admiro seu jeito, sou fã. Com você, é tudo na verdade, e quem quiser que se lasque. Mas, só agora, estou reparando que o seu cabelo está grandão. Fica muito bom assim.
— Está grande demais. Antes da formatura, vou mandar cortar.
Permitindo-se tocar nas pontas do meu cabelo, ele falou à distância de um beijo.
— Se eu fosse o seu namorado, ia pedir para você deixar assim, porque está bonito demais. O seu marido não vai reclamar se você cortar?
O meu marido havia acabado de informar que estava me esperando na frente da empresa. Jogando a bolsa no ombro, decretei que o expediente estava encerrado.
— Alberto nunca quis mandar em mim. Ele me ama. E agora, vamos pegar a nossa reta, Wendel. O meu marido já chegou para me buscar.
Conversando como bons amigos, andamos até a saída da empresa. Em pé ao lado da moto, Betão sorriu ao me ver. Depois de lhe dar um abraço, apresentei o meu colega.
— Aí, Wendel. Satisfação conhecer você, cara. Tudo beleza mesmo, não é?
— Tudo em cima, grande Alberto. É uma honra conhecer o marido do meu parceiro Rafael.
O aperto de mãos foi entre brothers, mas senti que a firmeza de Betão deixou Wendel intimidado. Olhando para o estacionamento dos carros, ele se despediu dizendo que havia combinado um happy hour com alguns amigos.
Assim que colocamos os capacetes, Alberto me entregou a chave. Sentindo-me o cara mais pica do universo, montei na moto e, com esforço, engrossei um pouquinho a voz.
— Ei, grandão, suba aí atrás e não pergunte nada. Isso é um sequestro. Vamos logo, seu tonto, antes que eu fique nervoso.
Segurando o riso, Betão tomou a minha bolsa e botou nas costas. Para mostrar que já estava rendido, ergueu as mãos espalmadas e tentou fazer cara de quem está morrendo de medo.
— Calma aí, meu irmão. Eu não curto violência, estou disposto a cooperar numa boa.
Como se fosse me derrubar da moto, ele levantou o pernão e pulou na garupa. Sentindo a pressão do peitoral dele no meu ombro, virei a cabeça para trás e desfiz a cara de bandido.
— Betão, a gente é comédia demais.
Dando um aperto na minha coxa fina, ele mostrou quem era que tinha voz grossa.
— Bote essa porra pra correr. Vamos, rapaz, cumpra a ameaça. Me sequestre, Fael; eu estou mandando.
Como nunca fui doido, obedeci na hora.
Já era noite, havia luzes por todos os lados. Atento ao trânsito, eu me entreguei ao prazer de pilotar nossa máquina. Eu adorava carregar o maridão nas costas.
Na região da praia, rodei por algumas ruas, até encontrar um bom cativeiro. Quando entramos, Alberto deu um sorriso de aprovação. O quarto era simples: banheiro, cama e um espelho vagabundo. Estava ótimo: conforto sem luxo. Nessas horas, luxo de verdade é ter um parceiro bom de foda. Nesse quesito, eu e ele estávamos bem servidos.
— Gostei, Fael. É arrumadinha essa pousada, dá para a gente foder numa boa aqui.
Para dar um clima de filme romântico à putaria, botei para tocar no celular uma playlist de músicas internacionais. Assim que a cantora soltou o grito, Betão fez cara de puto de boate e começou uma dancinha sensual. Com a bunda empinada e as pernas abertas, ele ficou quebrando a cintura e girando no alto os punhos fechados.
E não é que o grandão dançava bem? Mas eu não fiquei para trás: mexer a bunda era comigo mesmo. Como se fosse uma competição, a gente deu show, pena que não tinha plateia. Embalados por uma música melosa de uma cantora italiana, fizemos nosso striptease. Sapatos foram chutados para qualquer canto; calças e camisas giraram no ar e foram parar no espaço; a cueca de um foi atirada na cara do outro. Sobraram apenas os óculos de Betão e o elástico nos meus cabelos.
Como se fôssemos dançar um tango, ele entrelaçou as pernas com as minhas e, aos beijos, giramos em torno da cama. Por conta própria, as picas começaram a se foder. Com mãos grossas, Alberto deu tapas e puxões na minha bundinha. Com dedos finos, fiz carinho na bundona dele e apliquei um choque no cuzinho.
Meu atrevimento deixou o macho brutão. Jogando-me na cama, ele me arreganhou e caiu de boca em mim. Ovos, rola e cu foram chupados com muita fome, por pouco não foram comidos. Quando ele tirou a cara da minha bunda, imaginei que eu já ia ganhar pica.
Mas ainda era cedo para isso. Depois de um beijo molhado, Betão ficou de joelhos em torno do meu pescoço, segurou no meu queixo e enterrou a lança na minha garganta. Eu estava correndo risco de morrer: se a bundona desabasse no meu peito, meus ossinhos ficariam em pedaços. E era uma vez um gayzinho chamado Fael Santiago.
Mas eu confiava no meu homem, por isso só me preocupei em chupar. Quando viu nos meus olhos que eu não estava conseguindo respirar, ele tirou o pau da minha boca, passou na minha cara e socou de novo. Como se quisesse me ver morto, cravou a madeira na minha goela e ficou esfregando a pélvis na minha cara. Sem enxergar, sem respirar, lutei com todas as forças, mas as palmadas que lhe dei na bunda aumentaram sua crueldade.
No momento certo, Betão arrancou a tora da minha boca, e voltei a ver a luz. Enquanto eu recuperava o fôlego, ele ficou esfregando uma rola na outra e mamando nos meus peitos. Meu marido era fogo, sabia me deixar em brasa. Na ânsia de tomar no cu, fiquei de quatro, enterrei a cabeça numa almofada e levantei a bunda. Alberto adorava me pegar nessa posição; eu amava ser o seu anjinho submisso.
Para marcar o seu domínio, ele riscou minhas costas com as unhas e, de súbito, deu uma palmada em cada lado da minha bunda branquela. Segurando na minha cintura, ele botou a rola para pincelar o meu rego e babar no meu cu. Antes que eu pedisse, ele jogou as ancas para a frente e a tora entrou queimando.
Ao virar o rosto para trás, vi a cara de putão de Alberto. Mostrando os dentões, ele botou as mãos na minha bunda e apertou um glúteo contra o outro, para espremer sua vara, que estava pulsando lá dentro.
A batalha entre cu e rola já começou pegando fogo. Os impactos da pélvis de Alberto contra a minha bunda eram sopapos. Os estalos eram tão altos, que eu nem ouvia mais a música. Eu estava levando um surra daquelas que só o meu marido sabia e podia dar.
— Mais… mais…
— Tome, porra! Putinho safado da pica!
Nessa hora, valeu a pena ter um espelho brega ao lado da cama: eu pude ver como a bunda de Betão girava e se contraía no ritmo das caralhadas que ele me dava. Passando o braço por baixo da minha barriga, ele pegou no meu pau e me fez ver estrelas.
O pedreiro também era mestre na arte da punheta. Botando a pressão certa nos dedos, ele alisava meu talo, enforcava, espremia, jogava de um lado para o outro e dava tapas, para testar a rigidez. O putão parecia querer desentortar o pau do maridinho.
Quase arrancando o meu cu, Betão puxou o caralho para fora. Fazendo pinça com dois dedos, avaliou o estrago. Vendo que a minha fome de rola era profunda, ele me botou de frente e, como se eu fosse um franguinho de padaria, meteu o espeto grosso. Com a mãozona cravada no meu pescoço, aplicou umas roladas do jeito que eu fazia por merecer.
Passando um braço por baixo da minha bunda, Alberto me ergueu nos braços e saiu andando, sem parar de me foder. Para lhe dar mais firmeza, cruzei as pernas sobre a sua bunda e segurei nos seus ombros. Encostando-me na parede, ele ficou me beijando e me varando. Com um sorriso de macho que domina outro, ele passou a mão no meu rosto e arrancou o elástico que prendia o meu cabelo. Jogando a cabeça de um lado para o outro, atirei os cachos na cara dele.
A ponto de derrubar a parede em que eu estava apoiado, Betão me deu umas fincadas de rasgar até a alma. Movido pela vontade de gozar, ele girou aos tropeções pelo quarto e me colocou na cama. Com os pés pousados nos ombros dele, cravei as unhas na sua bunda e perdi o controle sobre a minha pica.
— Alber… Betão… ah… ai…
Ao me ver sofrendo a dor de esporrar, ele fincou o mastro na minha carne e ficou girando o rabão — e logo o caralhão encheu o meu cu de gala.
Gemendo comigo, o meu marido se desmanchou de prazer. Dessa vez, não tinha para onde correr: eu ia sair da nossa foda carregando um filho dele na barriga. Como ia ser isso? Não sei. O problema não era nosso, era da natureza. Só sei que, em breve, haveria de ter um Albertinho Rafael nessa história.
Com a carne saciada e o espírito elevado, a gente se desgrudou. Estendidos na cama, ficamos namorando como se o mundo fosse só aquela pousada fuleira. Trocando beijos e carinho nas rolas, rimos muito das nossas loucuras. De repente, levei um susto.
— Cadê os óculos, Betão?
Arregalando os olhos e escancarando a boca, pulamos da cama para procurar. No chão, ao lado da minha cueca, estava aquilo que custou caro. Ao se certificar que as lentes estavam intactas, Betão elogiou a qualidade do material.
— Nem vi como essa porra caiu aí. A gente estava num tesão do caralho. Eu nem tomei banho antes... Você percebeu, Fael?
— Foi essa a intenção. Adorei ficar de quatro para o pedreiro que saiu do trabalho direto para me foder. Sou um cara privilegiado. Precisamos fazer isso mais vezes.
Dando tapinhas na minha bunda, ele me levou para o banheiro. O box era minúsculo; tivemos que ficar agarrados. Embaixo do chuveiro, Betão ameaçou me foder de novo e eu lhe dei umas encoxadas. Em vez de reclamar, o macho das costas largas ficou rebolando no meu pau. Nossa fuleragem não tinha limites.
Na saída da pousada, assim que Alberto botou a mão no bolso, eu passei na sua frente.
— Eu sequestrei, então eu pago o cativeiro.
Com um sorriso de quem acabou de ser libertado, ele guardou a carteira e deu as coordenadas.
— O lanche vai ser por minha conta. Estou morrendo de fome; você me devorou, Fael. Cu esfomeado da porra o seu, sugou toda a minha energia.
Ao montar na garupa, minha bunda doeu e eu comecei a rir. Eu ficava todo alegrinho quando dava o cu ao meu marido.
Para mandar a fome embora, paramos perto de um quiosque. Enquanto o pessoal preparava as tapiocas recheadas com carne de sol e queijo coalho, eu me arrisquei a fazer uma pergunta meio complicada.
— Betão, em algum momento, você sente falta de mulher? Você já pegou tantas… até a minha mãe. Às vezes, fico pensando nas coisas que eu não tenho para dar a você.
O rosto dele ficou tão fechado, que me arrependi de ter tocado nesse assunto. Mas ele colocou a mão sobre a minha e mostrou que éramos um casal maduro.
— O que é que você não tem para me dar, Fael? Rapaz, não existe isso, não. Com mulher, eu vivi coisas boas e coisas ruins, isso faz parte de qualquer tipo de relacionamento. Admiro e respeito as mulheres, algumas são incríveis. Mas essa vida com você é o que eu sempre quis, já falamos sobre isso. Nossas transas são incríveis, mas não é só isso que liga a gente. Nós curtimos estar juntos o tempo todo. Somos amigos que adoram se foder. Não fique pensando em bobagens, vamos viver e pronto.
Com seu jeito direto, Betão sabia dizer coisas muito bonitas. Apertando meus dedos, ele esperou que eu falasse. Dando um sorriso envergonhado, assumi que não tinha nada a ver ficar pensando besteira.
— A gente é feliz de todo jeito, não é, Alberto? Nas dificuldades, nas alegrias, na rua, em casa, na cama… Como diria minha colega Mara, a gente quebra os paradigmas da sociedade.
Enquanto a funcionária do quiosque colocava as tapiocas e os refrigerantes na mesa, eu ele ficamos trocando carinhos nos dedos e olhares apaixonados. Quando ela se afastou, levamos a comida à boca. Entre uma mordida e outra, continuamos o diálogo.
— Quando eu era novinho, a minha cabeça era uma bagunça. Além de arranjar muitas namoradas, eu vivia pegando uns carinhas; hoje posso dizer que me sentia mais homem quando transava com eles. Só não era melhor porque os putinhos achavam que o negão aqui era do tipo que só curtia botar para mamar e meter pica no cu. Mas eu queria outras coisas. Você, Fael, é o homem que sabe me dar tudo o que eu sempre desejei.
Fiquei tão emocionado com essas revelações, que interrompi o lanche e dei um beijinho na boca do meu amor. Esse era um momento de muita intimidade entre maridos. Depois de tomar um gole de refrigerante, ele continuou a falar.
— Acho sem sentido a gente ficar falando sobre mulher ou sobre quem quer que seja. Não tem nada para comparar. O casal somos nós dois, esse amor é nosso. Agora, preciso tocar no nome de Leila. Eu evito falar sobre ela porque é esquisito pensar que fui casado com a mãe do meu marido. As pessoas acham que sou um depravado que largou a mulher pra ficar com o enteado, mas eu não sou isso. Sou um cara que teve a sorte de encontrar uma pessoa para amar; e aconteceu que essa pessoa já foi o meu enteado.
Por um instante, ficamos nos olhando em silêncio. Depois de ajeitar os óculos sobre o nariz, Betão fez mais uma revelação.
— Antes de Leila decidir se juntar com o tal de Osório, eu já estava me preparando para cair fora. A cada dia, ficava mais difícil viver com uma mulher e desejar o filho dela. Eu não ia me separar para ficar com você, seria uma puta canalhice. Podia ser que, lá na frente, surgisse um cara interessante para mim… e se esse homem fosse você, em outra situação, eu pegaria. Por que não? Pecado não seria. Eu desejo que Leila seja feliz com o marido dela tanto quanto eu sou feliz com o meu. Neste ponto, preciso reconhecer: graças à sua mãe, eu e você nos encontramos.
Depois de uma foda tão linda, uma conversa tão adulta, de homem para homem. Na cama, Betão era aquele que dava as coordenadas. Na vida, nós éramos parceiros: um marido sabia ouvir o outro. E ele ainda tinha mais coisas para me surpreender.
— Uma vez, Leila suspeitou que estava grávida. Eu fiquei eufórico com a ideia de ser pai. Poucos dias depois, ela viu que foi bola fora. Já pensou se tivesse acontecido? Eu seria o pai do seu irmão e você seria o padrasto dele. Será que nós dois ficaríamos juntos mesmo assim?
O caso era enrolado mesmo, chegava a ser engraçado. Pensando no meu irmão-enteado, soltei o sorriso. E Betão sorriu para mim.
Para que o vento da orla não deixasse a tapioca gelada, tratamos de comer. Olhando para o rosto anguloso do meu marido, pensei no que ele falou sobre a ex-mulher. Se um dia tivesse a oportunidade, eu faria a ela um agradecimento sincero.
“Mãe, muito obrigado por ter arranjado um Betão para mim.”
Mas eu jamais falaria isso. Dona Leila ia pensar que eu estivesse debochando dela. Isso, eu jamais faria.
Quando acabamos de comer e beber, Betão passou a mão na barriga e se disse satisfeito. Enquanto recuperava as forças para se levantar, ele retomou o começo da conversa.
— Fael, você entendeu, não foi? No nosso relacionamento não falta nada. Somos completos, somos inteiros um para o outro. E quer saber? Essa vida de veado é melhor do que eu sonhei. Adoro ver sempre dois caralhos na cama.
Fingindo ter ficado espantado, fiz mais uma das minhas perguntas bobas, só para a gente rir.
— Betão, você é veado?
Balançando a cabeça e revirando os olhos, ele imitou o meu jeito de menino gayzinho. E me fez soltar uma gargalhada.
— Você não sabia disso, parceiro? Sou tão veado quanto você, meu veadinho.
Rir de nós mesmos era muito bom. Nossa gargalhada atraiu alguns olhares, mas isso não nos dizia respeito. Quando levantamos para ir embora, lembrei-me de uma coisa.
— Alberto, seu convite foi para tomar açaí.
Andando em direção à moto, ele resolveu essa questão.
— Estou satisfeito: fodi você e comi tapioca. O açaí fica para a nossa próxima saída.
Ao montar na garupa da moto, agarrei Betão pela cintura e não soltei mais. Com a bunda empinada, voei da zona sul à zona norte da cidade. Por onde o casal Alberto e Rafael passava, paradigmas se quebravam. Viemos ao mundo para brilhar.
No último dia de estágio, assim que chegamos para trabalhar, eu e Wendel fomos chamados à sala da nossa diretora. Com seu jeito de quem não tem tempo a perder, dona Elda nos elogiou bastante e nos convocou para retornar à sua presença no fim do expediente.
— Gostaríamos de contratar os dois, mas a empresa só abriu espaço para um. Para não sermos injustos, proponho um sorteio. Está bem assim?
Muito lisonjeados, Wendel e eu deixamos a sala. No intervalo, ele disse que a vaga já era minha.
— Em breve, vou começar uma vida nova em São Paulo, então o lugar aqui é seu. Quando a gente for falar com dona Elda, vou dizer que nós já nos entendemos.
Apertando a mão dele, fiz um pedido de amigo.
— Obrigado, Wendel. Você é um amigão. Mas vamos deixar rolar o sorteio, para a gente ver no que dá. Se você ganhar, pode passar para mim.
— Gostei da ideia, Rafa. Vamos ver como anda a nossa sorte.
O sorteio foi prático. Dona Elda colocou sobre a mesa dois pedacinhos de papel bem enrolados. Eu e Wendel tiramos par ou ímpar; ele venceu, então teve o direito de escolher. Ao desdobrar o papel, pulou da cadeira e soltou um grito.
— Sucesso!
Com a mão tremendo, abri o outro papel. E também pulei.
— Contratado!
Abraçados no meio da sala, a gente comemorou muito.
— Parabéns, Rafael! Está contratado! Você merece, brother. Sou seu fã, cara.
— Obrigadão, Wendel! Desejo muito sucesso para você. Vou sentir sua falta, mas vou torcer para dar tudo certo na sua vida.
— Tudo vai dar certo para nós dois, Fael. A gente é muito foda.
Só depois que ele falou isso, nós nos lembramos de dona Elda. Ocupada com algum documento aberto na tela do computador, ela tratou de nos dispensar.
— Acho bonito ver dois rapazes tão amigos. Desejo muito sucesso para você, Wendel. E você, Rafael, esteja de volta na segunda-feira, para tratarmos da sua contratação.
Pela primeira vez, peguei carona com Wendel. Sentado ao lado dele, mandei mensagem para o meu marido. Eu precisava contar logo a novidade. Minutos depois, ele mandou a resposta.
“Parabéns, doutor Rafael. Tenho muito orgulho do meu maridão. Você ainda vai crescer muito, meu amorzinho.”
Quando paramos na frente de casa, Betão estava lavando a moto na calçada. Para cumprimentá-lo, Wendel saiu do carro. De forma resumida, contamos como foi o sorteio.
— Foi engraçado demais. Alberto. Meu amigo Rafael já entrou como vencedor nesse sorteio.
Como se já fossem brothers, Betão puxou Wendel para um abraço.
— Valeu, fera. Você foi o melhor colega de trabalho que o meu marido poderia ter. Desejo tudo de bom para você, Wendel.
O abraço foi inesperado. Com o peitoral grudado no peitão de Alberto, Wendel ficou rindo feito bobo. Ele deve ter achado engraçado aquele homão me chamar de marido.
No seu carrão, o nosso amigo foi cuidar da vida. De bermuda e sem camisa, Betão voltou a lavar nossa moto. E eu fui fazer o jantar e me preparar para comemorar na cama a conquista do meu primeiro emprego.
Uma semana depois, eu e Wendel nos reencontramos, na nossa colação de grau. A turma toda estava feliz, eu estava radiante.
Magrinho, de beca e com os cabelos chegando aos ombros, fiquei parecendo um meninão. Antes de sair de casa, desfilei requebrando para Alberto e ele disse que eu estava uma mocinha; a gente riu muito disso.
Com sapatos lustrosos, terno impecável e óculos de grau, Betão ficou apenas um espetáculo de homem. Quando o apresentei aos meus colegas, minha amiga Isabela perguntou se ele era doutor.
— Eu trabalho em construção civil, sou pedreiro, Isabela. Quando tiver alguma casa para construir, estou às ordens.
Hipnotizada pelo olhar charmoso do meu pedreiro, Isabela derreteu dentro da beca e começou a se abanar com um leque. Já o colega Vicente, que disputava comigo o título de aluno mais gay da turma, botou a mão no peito, olhou o meu marido dos pés à cabeça e disse uma gracinha de péssimo gosto.
— Além de ser tudo isso, esse homem ainda levanta uma casa? Já quero que ele levante para mim.
Nem no dia da nossa formatura, Vicente se comportava. Mas a gente era muito amigo, eu já estava acostumado com as brincadeiras dele. Ele dizia ter se cansado da vida de piranha; estava à procura do dono da sua fidelidade — que não seria nunca o meu esposo, claro.
Com muita dignidade, eu e Alberto desfilamos de braços dados pelo corredor do auditório. A cerimônia foi demorada, quase não prestei atenção aos discursos, porque minha mente estava longe.
Para que eu chegasse ali, muitas coisas aconteceram. Entrei na faculdade como um garoto pobretão e estava saindo adulto e com um emprego. E estava casado com um homem que parecia ter saído de um sonho de princesa. Com ele, eu aprendi a manter uma relação tranquila com meu pai e com minha mãe.
Seu Ivaldo e dona Leila não puderam comparecer à minha formatura, mas me parabenizaram e disseram estar orgulhosos de mim. Mandei para eles umas fotos que tirei ao lado de Alberto. Falaram que eu fiquei perfeito de beca e ignoraram o meu marido. Isso já era alguma coisa: melhor o silêncio que ofensas.
Receber o canudo me deixou feliz, mas eu sabia que o mundo fora da universidade era para os fortes. Nas aulas, eu vivia rindo de tudo; agora, estava aprendendo a ser um rapaz sério. No momento em que eu e meus colegas jogamos os chapéus para o alto, lembrei-me de uma coisa que Alberto me disse ao fim da trepada que demos na noite anterior.
— Você agora é um homem feito, mas espero que nunca perca esse jeito de gayzinho dono de si. Acho lindo, amo pra cacete.
Foi pensando nisso que eu saí nas fotos com um sorriso maior que o de todo mundo. Eu amava ser o gayzinho do gayzão. A gente se divertia muito com essas palavras.
Terminada a cerimônia, troquei abraços e beijos com os colegas e me despedi de todos. Já sem a beca, montei na garupa de Betão e fomos para nossa casa. O dia foi longo, a gente queria ficar a sós no nosso sossego.
Deitamos cedo. Diferente das outras noites, ficamos quietos e calados. Eu estava viajando em pensamento; numa lógica só minha, visitei a adolescência, saltei para o futuro, desembarquei no presente e voei para o tempo de menino. Olhando para o teto, Betão também viajava. Pelo brilho dos seus olhos, imaginei que ele estivesse pensando em mim, em nós dois.
Cheio de amor, joguei uma perna sobre as dele, passei a mão no seu peito e lhe dei a língua para chupar. Enquanto a gente se afogava no beijo, baixamos as cuecas, porque as picas queriam namorar. Quando elas começaram a babar, eu me deitei sobre ele e fiquei esfregando o rosto no seu sovaco, no peito e no pescoço.
Duro feito pau, o caralho dele ficou deslizando pelo meu rego. Isso era gostoso como se eu já estivesse sendo fodido. Pegando-me pela cintura, Betão me colocou sentado sobre o seu peito e puxou a minha pica para a boca.
Mamando de olhos fechados, Betão parecia um meninão safado. Roçando a bunda no peito dele, eu lhe dei socadas na garganta e tapinhas na cara. Para se defender, ele bateu na minha bunda e meteu um dedo no meu cu.
Para conter a vontade de despejar leite na garganta de Betão, sentei na cara dele. Recebendo beijos, chupadas e lambidas no cu, ficou mais difícil controlar o meu tesão. Impressionado com a rigidez da minha pica, dobrei-a para baixo, até sentir dor, e soltei. A putinha deu um pulo tão pesado, que a ponta bateu no meu umbigo.
Arrastando-me sobre Betão, encaixei a rola dele no meu rego e fiquei rebolando. Com a boca grudada na minha, ele me empurrou para baixo e fez o meu caralho abrir caminho no meio da sua bunda. Quando ele dobrou as pernas para o alto, eu me senti perdido.
De tanto desejo, Betão parecia estar com febre. Sem saber se seria capaz de dar aquilo que ele estava pedindo, também me senti fervendo. Mexendo a bunda em círculo, ele queria fazer o seu cu fisgar a ponta do meu caralho. Com a respiração pesada, continuei a passar a pica no rego dele. No auge da aflição, ele soprou no meu ouvido o desejo que ardia em seu corpo.
— Eu quero… você quer? Hum?
Sem esperar a resposta, ele escancarou de vez as pernas: era meter ou meter. Descontrolado, saí de cima dele e usei a língua para deixar o cuzinho no ponto. Dando tapas no peito dele, sussurrei uma ordem.
— De costas.
A voz saiu tão rouca, que nem parecia minha. Sem hesitar, Betão fez o que mandei. Diante daquele grandão que estava com a cara no travesseiro e a bunda para o alto, perdi o juízo. Agarrando-o pelos quadris, encaixei a ponta do pau no cuzinho e dei umas socadas desajeitadas.
Eu era inexperiente, o cu de Betão era resistente: isso nos deixou mais agoniados. Mas agora era uma questão de honra. Dentro de mim, corria uma mistura de medo, fome, brutalidade e amor. No corpo dele, ardia o desejo de ser fodido por mim.
— Rafa, o gel…
Num abrir e fechar de olhos, peguei o pote na gaveta. Com um dedo nervoso, lubrifiquei o cu dele. Batendo uma punhetinha, espalhei um pouco de gel na minha pica. Agora a coisa ia pra frente. Todo bruto, dei tapas na bunda gostosa de Betão.
— Levante mais essa porra. Vai, caralho.
Numa linda atitude de submissão ao seu machinho, o machão ficou de quatro na beira da cama. Como ele fazia em mim, fiz nele: passei a tora no rego e empurrei a ponta contra as pregas.
— Ai, caralho! Porra, Fael!
— Deixa de frescura, guerreiro. Vai levar pica sim! Vamos ver se você é macho mesmo, safado.
Feito garras, minhas mãos pousaram nos ombros dele. Valendo-me da força das minhas coxas finas, joguei-me para a frente, até o cacete torto ser engolido pelo cuzinho apertado. Arfando como se estivesse numa luta, deitei nas costas de Betão e fiquei quieto, sentindo o quanto era gostoso engatar nele. Doía, ardia, era um tesão. Eu tinha vontade de chorar, de rir, de meter até as bolas.
Eu não estava me reconhecendo. A bunda de Betão era toda minha. Ele também estava com a respiração descontrolada; o coitado estava gostando de sofrer. Meu pau não se comparava ao dele na grossura, mas também merecia respeito. Virando o rosto para o meu, ele botou sua voz pesada para fora.
— Me fode, Fael… vai, seu pica.
Albertão não tinha jeito: mesmo me dando o cu, ele continuava ditando ordens. E eu continuava gostando de obedecer. Botando os pés no chão, segurei o safado pelas coxas e puxei o pau para fora. Antes que ele sentisse o rombo, meti de vez e dei uma cravada.
— Uh… caralho.
Mesmo desajeitado, botei pra foder com o maridão. Gemendo baixinho e jogando a cabeça de um lado para o outro, ele se entregou ao prazer de dar o cu ao maridinho. Estava bonita a nossa foda: o magrelo botando pra arrombar com o fortão. Pena que ninguém pensou em filmar.
Passando as unhas nas costas dele, senti a tensão dos seus músculos. Metendo a mão entre suas pernas, dei uma pegada nos ovos e umas espremidas no caralhão. Quase chorando, ele pediu para eu pegar leve.
— Fael… assim eu gozo… ah…
Saltando para trás, desfiz o engate. Bastou levar um tapa estalado na bunda lascada, Betão virou de frente e dobrou as pernas para cima. Sem tempo a perder, meti a pica no cu esfolado e passei a foder com bravura. Segurando na minha bunda, ele tentava ditar o ritmo das chibatadas, mas eu estava fora de controle.
A cada caralhada que eu lhe dava, Betão apertava os olhos e mordia o lábio. Girando no alto, o pezão dele parecia a asa de um pássaro aprendendo a voar. Nosso tesão se tornou insuportável. Depois de umas fincadas rápidas, desabei sobre o peito dele e, com as bocas grudadas, deixamos a gala correr.
— Betão! Tô gozando… ai… ah…
Parecia um sonho: eu havia acabado de arrombar a bunda de Betão e estava leitando o cuzinho dele. Envolvido por seus braços fortes, eu me senti o gayzinho mais potente do mundo. Queria ficar engatado no meu marido para sempre.
Sem saber se já devia desfazer o engate, continuei em cima de Alberto. Fazendo carinho nas minhas costas e na bunda, ele não demonstrava ter pressa de liberar meu caralho.
No momento certo, meu corpo tombou para o lado e a minha rola saiu do ninho de Betão. A safada estava com a pele esticada e muito vermelha. Felizes e satisfeitos, ficamos trocando beijos e carinhos. De repente, o macho passivo daquela noite começou a rir. Com o olhar, eu quis saber qual era a graça.
— Tinha que ser com você, Fael. Esse grandão aqui, demorou mais de quarenta anos para realizar o desejo de tomar no cu. Você botou pra foder comigo. Magrinho valente da porra! Valeu, meu parceirinho.
Roçando nossos caralhos, soltei uma gargalhada e confessei algo que talvez ele já soubesse.
— Esse magrelo aqui, demorou mais de vinte anos para satisfazer essa curiosidade. Só nunca imaginei que o primeiro cuzinho que eu iria lascar seria o do meu ex-padrasto. Você me deu gostoso pra caralho, Betão. Parabéns, meu guerreiro!
Rindo do meu jeito de falar, ele me abraçou como se fosse quebrar os meus ossos. Grudadas pela gala de Betão, as picas já queriam brincar de novo.
Eu e Alberto havíamos acabado de perder uma virgindade. Estávamos plenos. Quase dormindo, ele sussurrou no meu ouvido coisas que havia me dito há alguns dias.
— Você me dá tudo o que eu desejo. Você é meu amigo, meu marido, meu amorzinho
Roçando o rosto no peito dele, peguei na sua mão e fiz a minha declaração.
— Eu sou seu homem, Betão. Você é meu amigo, marido, macho, protetor. Eu amo ser seu.
Embalados pelo ruído do ventilador, adormecemos.
Acordei tarde, estava sozinho na cama. Ao passar o olhar pelo quarto, cenas do dia anterior se acenderam na minha mente: eu estava formado em química industrial. Distraidamente, pousei a mão no peito e alisei a barriga. Quando toquei no caralho, soltei um sorriso frouxo. Não foi sonho; eu havia gozado no fundo do cu apertado de Betão.
Com o pensamento nas nuvens, arrumei a cama e fui tomar banho. Quando pisei na cozinha, o marido me recebeu com o café na mesa e um sorriso de macho recém-descabaçado.
— Bom dia, meu amor. Não vou nem perguntar, sei que você dormiu muito bem, tanto quanto eu.
Disfarçadamente, ele se abaixou atrás do balcão. Quando se levantou, havia na sua mão três flores: branca, rosa e roxa.
— Flores para o homem que eu amo.
Foi a primeira vez que ganhei flores. Essa atitude de Betão foi muito fofa, fiquei ainda mais encantado com ele. Para agradecer, em vez de palavras, eu lhe dei um beijo lento, molhado e cheio de paixão. A gente estava vivendo uma nova lua-de-mel.
Enquanto nossas línguas iam de uma boca à outra, eu me senti de novo o garotão de quem ele foi padrasto. Não tinha como apagar essa parte da nossa história. E não precisava apagar: nossa realidade era essa. As pessoas podiam nos condenar, mas a gente achava incrível essa história.
Terminado o beijo, nós nos olhamos da cabeça aos pés. Com as pernas de fora, uma cuequinha slip e uma camiseta regata colada no corpo, eu parecia ainda mais comprido e seco. Com os pés no chão, sem camisa e com uma bermuda curta de elástico, Betão parecia tão novinho quanto eu. Como se tivéssemos combinado, um deu uma pegada no caralho do outro.
— O domingo está passando, Rafael. Vamos tomar café?
Para que eu me sentasse, ele puxou a cadeira. Passando a mão no seu peito, fiz a pergunta à queima-roupa.
— Alberto Maian, você quer casar comigo?
O café estava esfriando, mas isso não tinha importância. Sem nenhum esforço, Betão me colocou nos braços e me levou para o quarto. A resposta, ele me deu na cama.
— Rafael Santiago, eu só aceito casar com você, se você aceitar casar comigo.
Fazendo cócegas um no outro, rolamos atracados pela cama.
E tome pica em mim.
— — —
Na sexta-feira marcada para a formalização da nossa união estável, acordamos cedo, tomamos café e guardamos os presentes que havíamos ganhado. Foram apenas dois, eram coisas simples, mas muito valiosas pelo que representavam.
De Roraima, dona Leila Maria mandou um enxoval composto por roupas de cama e de banho. Gostei bastante, mas o melhor foi a mensagem.
“Desejo que você seja feliz, meu filho. No fim do ano, eu e Osório iremos a Aracaju. Quero dar um abraço no meu Faelzinho.”
Meu pai morava perto, mas disse que não poderia ir ao cartório comigo, e isso não seria necessário. Na noite anterior, acompanhado por minha meia-irmã, ele esteve na minha casa e me entregou um aparelho de jantar.
— Espero que você goste. Foi Isabel quem comprou, ela mandou dizer que deseja felicidades para vocês.
Era um conjunto de porcelana de boa qualidade. Eu não conhecia direito a minha madrasta, mas mandei um abração para ela. Muito extrovertida, minha irmã tocou no meu cabelo e me deu um abraço. Letícia estava com dezenove anos, era bonita e sorridente. Antes, eu achava que ela era uma chata, mas fiquei feliz por ter me enganado.
— Parabéns, Rafael. Tudo de bom para você e para o Alberto. Vocês são muito lindos e corajosos. Vocês têm a minha admiração.
Percebi que o meu pai ficou surpreso ao saber que a filha encarava com naturalidade o casamento do irmão com outro homem. Talvez inspirado por ela, ele me deu um abraço e tapinhas nas costas.
— Juízo, meu filho, juízo. Desejo que dê tudo certo na sua vida.
Dando uma trégua nos conflitos, ele estendeu a mão para o genro, que a apertou com firmeza e respeito. Sentados à mesa da cozinha, tomamos café e comemos o bolo que eu mesmo tinha feito.
Agora, guardados os presentes, eu e Betão fomos cuidar da beleza. O banho foi demorado, porque tomamos juntos. No meio do quarto, a gente se vestiu seguindo os mesmos passos: cuecas pretas, calças beges e sapatos caramelos. Depois de pentear os cabelos, vestimos as camisas brancas de manga longa e fechamos calmamente os botões. Por fim, passamos um creme no rosto e colocamos um perfume discreto.
Deixando a vizinhança se roendo de curiosidade, colocamos os capacetes, montamos na moto e partimos para o centro da cidade. A primeira parada foi numa joalheria. De lá, saímos com uma sacolinha na mão e andamos até uma farmácia, onde levaríamos uma furada. Em poucos minutos, cada um estava com uma pequena argola de prata na orelha — o símbolo do nosso casamento.
De mãos dadas pelo calçadão, os noivos se encaminharam ao cartório. Numa sala cheia de estantes abarrotadas de documentos, a tabeliã oficializou a nossa união. Foi pura burocracia. Depois de assinar os papéis, teve o nosso beijo na boca.
Ao sair do cartório, como ainda era cedo para almoçar, montamos na moto e partimos para um motel. Num quarto bonito, com direito a ar-condicionado e a uma banheira de água morna, os maridos Alberto Maian e Rafael Santiago se amaram até o cair da noite.
— — —
Ao completar seis meses de trabalho, recebi uma promoção na empresa. Em comemoração, levei Alberto para jantar e foder fora de casa.
No dia em que assumi a nova função, mandei mensagem para o amigo Wendel. Comentei sobre os meus êxitos e perguntei como estavam as coisas em São Paulo. No fim do expediente, recebi dele uma longa mensagem. A cada linha, eu ficava mais surpreso. Wendel precisou ir embora para ter coragem de me dizer coisas que deveriam ter sido faladas olho no olho.
Pensando no meu futuro, guardei o celular e fui para casa, depois eu mandaria uma resposta para Wendel. O tempo era de mudança, eu tinha muitas coisas para fazer.
Resolver tudo deu trabalho, mas conseguimos. Na hora de partir, eu ainda não acreditava que fosse verdade. O que restou foi pouco, coube tudo na minha antiga bolsa da faculdade.
A bolsa estava pesada, mas eu era forte o bastante para carregá-la no ombro. Ao abrir a porta, virei para trás e olhei a sala pela última vez. Morei ali por quase dez anos, agora estava indo embora, para nunca mais voltar.
Alberto alugou essa casa quando se juntou com a minha mãe. Entre aquelas paredes, por mais de cinco anos, ele foi o meu padrasto. Quando dona Leila nos abandonou, ele me levou para o quarto de casal e se tornou o meu marido. Ao longo de quase quatro anos de casados, eu virei outra pessoa.
Posso dizer que me tornei homem chupando a pica de Betão e lhe dando o cu. Fui feliz vivendo com ele nessa casinha, mas tudo chega ao fim. Sentiria saudades de muitos momentos, mas havia um futuro melhor à minha frente. Eu ia em busca daquilo que era meu. Estava formado, tinha um bom emprego, queria conquistar muitas coisas. Não era mais necessário morar na casa dos outros. Então, sem dramas, só me restava partir.
Fazendo minha cara de gayzinho metido a rico, joguei os cabelos para trás e dei um tchauzinho para as paredes da casa na qual nunca mais iria entrar. Com um sorriso de vitória, fechei a porta da sala e fui abrir o portão da área — para ganhar o mundo.
Como sempre, havia pessoas nas calçadas, mas isso deixou de ser problema para mim há muito tempo. Meu parceiro estava demorando para vir me buscar, por isso tirei a bolsa das costas e sentei no muro. Para não ver a cara das pessoas que estavam me olhando, peguei o celular e reli alguns trechos da mensagem que recebi de Wendel.
“... quando tive coragem de tocar no assunto, você já estava casado… Ainda pensei em bagunçar o meio de campo, mas deu para sentir que você estava ligadão no Betão… o jeito como falava sobre ele dizia tudo. Fiquei com inveja dele… foi difícil, mas consegui fazer um reset dentro de mim. Não deu pra rolar entre a gente… a amizade se fortaleceu… aprendi com você… ganhei coragem. Você e o seu marido foram minha inspiração.”
Nesse ponto, a mensagem foi interrompida por uma selfie: Wendel com um rapaz de cabelos grisalhos — formavam um belo casal. E a mensagem foi retomada.
“No próximo ano, eu e Armando iremos passar o São João em Aracaju. Quero apresentar ao meu marido o belo casal Rafael e Alberto. Fica na paz, meu brother. Abração.”
Muito feliz por meu amigo ter se encontrado e ter encontrado um amor, mandei uma mensagem cheia de carinho para ele.
“Parabéns, grande Wendel. Desejo felicidades para você e para o seu Armandão. Bonitos demais vocês dois. Quando estiverem em Aracaju, iremos os dois casais tomar um açaí na orla e jogar conversa dentro. Beijão, meu amigo!”
Assim que enviei a mensagem, ouvi o barulho da moto. Betão estava chegando; ele tinha ido levar umas ferramentas à casa de um colega de trabalho.
Estávamos de partida. Sem nós dois, aquela rua perderia toda a graça. De quem os desocupados iriam viver falando mal a partir de agora? Bem, isso não era problema meu.
— Então, Fael? Tudo em ordem? Podemos cair fora?
A casa onde vivemos durante tantos anos, já estava vazia; na noite anterior, levamos nossas coisas embora num caminhão. As miudezas que restaram, estavam agora na minha bolsa. Quando Betão desceu da moto para pegá-la, tive uma ideia.
— Vamos fazer umas fotos aqui, para guardar de lembrança.
Em pé na frente do portão, a gente uniu os rostos e a câmera capturou nosso sorriso de vitória.
Nos últimos três meses, quebramos muito a cabeça, mas conseguimos comprar uma casa na região da praia, como tanto desejávamos. Iríamos pagar em trezentos e sessenta meses. Fazendo as contas, chegamos à conclusão de que viveríamos mais do que isso. E, como Betão dizia sempre: estaríamos morando naquilo que era nosso.
— Outra foto, Betão! Fazendo biquinho de lado para as inimigas que torceram contra a gente, que riram do nosso amor, que acharam que essa história era só putaria.
Segurando a vontade de rir das minhas veadagens, Alberto copiou o meu biquinho. Ficamos engraçados demais na selfie. Gostando da brincadeira, ele quis mais fotos.
— Agora, Fael, vamos mandar beijo para o pessoal muito foda que acreditou no nosso amor e torceu pra gente ficar junto.
Com muita alegria, mandamos um beijão estalado para todo mundo que ficou do lado da gente nessa história. Essa foto ficou belíssima.
Para encerrar a sessão, fiz a minha cara de rapaz afrontoso e botei a língua para fora. Revelando-se muito bom em fazer caras e bocas, Alberto me imitou com perfeição. Assim que a câmera salvou a imagem da nossa alegria, um marido empurrou a língua na boca do outro.
Para espanto, honra e prazer da plateia, o nosso beijo foi demorado e gostoso. Ficou todo mundo de queixo caído e com água na boca, até se esqueceram de aplaudir.
Rindo muito, colocamos os capacetes e descemos da calçada. Assim que Betão jogou a bolsa nas costas, montei na moto. Girando o pernão, ele sentou na garupa e segurou na minha cintura. Fazendo pose, girei a chave, apertei a embreagem e dei a partida.
Sob as estrelas, correndo pelas avenidas de Aracaju, logo chegamos à nossa casa. Ali, perto do mar, iríamos escrever uma nova história. Ainda havia muitas coisas para pôr em ordem, mas tudo ficaria para depois. Nessa noite, só queríamos cama.
Deixamos a moto na garagem. Entramos na sala de mãos dadas e nos encaminhamos para o quarto. Cama, armários, uma poltrona… tudo era novo. A gente merecia.
Olhando sério para mim, Betão se livrou da camiseta regata e da bermuda jeans. Sorrindo para ele, tirei a calça e a camiseta. Cheios de amor e tesão, um passou a mão na bunda do outro. Estávamos muito gostosos com as cuecas brancas.
Antes de cairmos na cama, Alberto estendeu a perna para trás e fechou a porta. A partir deste momento, ninguém poderia ver o que um marido fazia com o outro.
Eu e Betão crescemos muito na vida. E continuamos a nos foder de todas as formas.
E o nosso amor deu frutos.
— — —
GRATIDÃO a todos que acompanharam esta série. Para mim, foi uma experiência incrível criar o casal Alberto e Rafael. Espero que vocês tenham se divertido com eles e com os demais personagens.
Agradeço pelas estrelas e pelos comentários. Esse feedback é importante para os autores.
Desejo que os leitores guardem boas lembranças do casal Fael e Betão.
Abraços e até a próxima.