28. O prédio
Era um casal que iria nos atender, chegamos em dez, por deboche obrigamos Laura a ser a esposa de Joel, e Luana de João, não contamos a elas sobre o que era essa ida a um estande de vendas de um prédio para ser entregue. A corretora era bem mais falante, se empolgou com Joel e Laura falava que teriam filhos lindos, Joel me olhava triste, com vergonha, Laura disse que não teriam filhos, não havia mais amor entre eles, ele já havia deixado isso claro e ela estava apaixonada por um garoto, ela disse isso tão baixo que a vendedora repetiu o que ouviu para ter certeza, Luana se vira para o outro corretor e pergunta sobre o empreendimento, “Você me perdoe, senhor, mas todos esses rapazes são meus amigos, eu já tenho amigos o suficiente, eu gostaria de conhecer o prédio.”
A partir dali ficou claro o desconforto de Laurinha, não somente com a forçada intimidade que a vendedora quis impor, ficou um clima chato que o outro funcionário desfez com uma seriedade e um profissionalismo enormes, ainda assim simpático, conhecemos o imóvel decorado, quando um homem por volta dos quarenta anos se aproxima e pergunta se conhecia Laura de algum lugar, ele pergunta se estava interrompendo algo, Joel se apresenta como ex marido e amigo de Laura, apenas amigo, “De onde você acha que lembra dela, ela trabalha com o quê?”, “Para com isso, Joel, tá me envergonhando, a gente ficou na semana passada, a gente se conheceu pelo Tinder”, contive o riso, “Eu não sabia que vocês estavam se reaproximando, desculpa…”, “Estamos não, eu sou gay e ela é uma safada, devia ter me contado, sua racha”, “Para com isso, Joel, você não é assim, deixa de tentar ser afetado. Desculpa, Rodrigo, o que você faz aqui?”
O rapaz disse que se parecia comigo no passado, procurou uma foto antiga e não achou. Era da financeira que estava negociando os imóveis, estava de olhos gulosos em Laura, ele falou que um dos imóveis que vimos foi devolvido por inadimplência, o ex dono pediu umas modificações e isso atrasou a entrega do imóvel no padrão, mas pediu para o corretor nos levar ao imóvel, “Às vezes o próximo cliente até gosta das modificações”, vimos o apartamento decorado, três quartos, arrumaram umas lanternas e subimos pelas escadas, era uma torre só, três pisos de garagem e os apartamentos ficavam no primeiro andar residencial, sem vizinhos de baixo, dois apartamentos por andar, um andar só nosso, isolamento acústico entre as lajes, principalmente entre a garagem e o nosso andar, o preço desse conforto chegou e não era tão alto quanto imaginei, mas era alto sim, piscina no rooftop do prédio, respirei fundo.
A modificação feita pelo proprietário anterior foi tomar metade da sala para fazer uma cozinha de mansão, com uma ilha enorme, com uma pia e um cooktop menor nela, espaço para cinco lugares, haveria muitos armários, ele tomou metade da sala para fazer uma cozinha moderna e ampla porque era onde ele e a esposa mais gostavam de estar. Daniel e eu bem contrários a tudo, não era desânimo, “é algo entre o medo e a cautela” ele definiu depois em casa, Joel e Murilo estavam analisando dados e números e olhavam a vista, estávamos no quarto andar e víamos o topo de duas árvores como um tapete depois da varanda, os outros quatro eram pura empolgação.
Vimos o que tínhamos que ver, o bancário queria porque queria levar Laura para jantar e depois dar um rolê, eu falei para ela que era cem por cento seguro, afinal de contas ele não era o estranho que teria coragem de enfrentar oito de nós, “Moça, se a senhora preferir, sua amiga e eu podemos acompanhar vocês e a senhora fica mais segura”, “Por favor, amigo, faça isso, eu sou muito grato por esse favor, Laura é muito carente, escolheu a mim para casar, tem pouca expectativa, fácil de agradar”. Laura esbofeteia meu marido e acabam num abraço o beijinho Hebe Camargo e ela o chama de idiota, era hora de encerrar a nossa visita, ficamos de dar a resposta na segunda, até a hora do almoço.
Quando chegamos em casa foi aquilo, pedimos pizza e cada um falou os prós e os contras, resumidamente como pró estavam a nossa integração, seríamos oito e isso era empolgante, num apartamento que iria perder a parede da sala e se transformar numa mega residência, em contrapartida não teríamos divida alguma se não formos, tem a escola dos meninos precisando de nova sede e a gente ia ficar comprometido financeiramente, estávamos seguros como dois quartetos que vivem se misturando, havia o risco de a estrutura não aguentar. Daniel liga e troca vinte e quatro horas de plantão no fim de semana por trinta e seis durante a semana, não queria perder essa discussão, mas não conseguiu, a gente senta quando a pizza chega, meu telefone toca, era do lar de idosos.
O domingo amanhece nublado e ventando, todos os nossos amigos compareceram, era curioso como aquele senhor não tinha pessoas para quem eu pudesse ligar e comunicar de seu falecimento, foi enterrado junto a meu pai naquela tarde. Eu e todo mundo chegamos à mesma conclusão sobre a mudança e comuniquei ao futuro namorado de Luana que aliás foi trabalhar superfeliz, “Pauzudo, amigo, carinhoso, meigo, mas comeu meu cu puxando o cabelo e me chamando de cachorra, bateu na minha bunda e enquanto me fodia disse que ia me foder na quinta novamente. Me chupou hoje de manhã antes de eu me vestir pra vir trabalhar, ah, era amigo mesmo do boy de Laura, e quis vir ao velório, mas achou que era forçar a barra, mandou os pêsames. Ai, Mateus, quando chega quinta… detalhe, tem um filho de um relacionamento anterior, quer que eu conheça o garoto, disse que já conheceu meu ex e meus amigos… Tiago já chegou dizendo que me comeu, morri de ódio, disse que se não o quis e estava dando mole para o Sérgio era porque ele era bonzão. Mateus, Tiago ontem fez Rodrigo e Sérgio sentarem no sofá para assistir os gols do Fantástico bebendo cerveja enquanto Lygia, Laura e eu mamávamos os paus deles e eles alternavam entre beber cerveja, falar merda ou dar um beijinho na gente enquanto a gente conversava, não sei se mato ou se venero Tiago, mas ele fez isso e perguntou se os dois eram idiotas de não se comprometerem conosco imediatamente, disse que puta fiel e bem treinada eles não iam encontrar depois não, era melhor garantir. Meu negão me puxou pelo cabelo e falou que queria apresentar o filho dele para a futura madrasta e me beijou mesmo quando eu ainda tinha um restinho de porra dele na boca. Ai, Mateus, eu acho que tô amando.”
Ouvi essa bobagem a semana inteira, dela e de Laura, “meu galego tem pau largo, me deixou toda arrombada”, me mostrou fotos de Rodrigo quando criança e na minha idade atual, a gente se parecia demais, mandei fotos minhas, ele pediu fotos de minha mãe na época em que estava grávida de mim ou comigo ainda de peito, deu trabalho, mas eu tinha essas coisas, era só tomar coragem para abrir aquela caixa de recordações.
Quinta daquela semana aconteceu algo inusitado, Samuel e Rafa vieram nos ver assim que chegamos do trabalho, Rafael pergunta se podia dormir em nosso apartamento aquela noite, apenas aquela noite, claro que sim. Depois do jantar arrumando a cozinha, Samuel convida João para foder no quarto dele, “Vamo, vai ser divertido, você tem a maior cara de quem sabe e gosta de sentar num cara grandão como eu”, ele sorriu e ia dizer que não, mas Sam o beijou segurando ele pela garganta, cuspiu no fundo de sua boca e voltou a beijar e foi assim que aconteceu, de uma hora para outra por conta dos porteiros fazedores de eventos a ordem estava temporariamente perturbada.
Joel adorou a novidade, ficou excitado e quis me levar para o quarto muito cedo, mandava eu imaginar Murilo dando para Daniel, Sam comendo João, José fodendo Rafinha. E aí ele me olhou e disse para eu imaginar o negão arrombando Lygia, Laura chupando Rodrigo, Sérgio castgando Luana, Bosco fazendo amor com Tião, ele me beija e diz que essas coisas estão acontecendo porque nós dois nos apaixonamos, e que ele nem sabe o quanto era sortudo. Eu o empurrei na cama e o beijei, a pernas dele do lado de fora da cama e ele me chamando de princípe, amor, veadinho, anjo, delícia, Mateus
Eu estava louco para dar meu cuzinho pra ele, “Hoje eu quero foder essa boca gostosa e dedar seu cuzinho”, imediatamente meu desejo se transforma, quero o que ele quer, ele me puxa pelo cabelo e bate no meu rosto, diz que me ama e eu não sei o que falar, ele manda eu tirar minha roupa lentamente, dançando e rebolando pra ele, eu faço isso enquanto ele tira os sapatos e se despe, arruma os travesseiros para ficar bem acomodado reclinado em nossa cama e ele me chama quando me vê de quatro de costas para ele olhando em seus olhos e brincando de colocar o dedo em meu cuzinho, “Vem cá, me deixa chupar esse seu dedinho”, ele me beija e leva meu rosto em direção ao seu caralho, o cheiro de sabonete e mijo que eu amo, a baba que começa a brotar, eu estava morrendo de tesão e coloquei o máximo de pica para o fundo da garganta.
Lembro de quando fiz isso pela primeira vez, engasguei antes de chegar a metade, ele sacode a cabeça para tras, “Você me deixa louco, meu amor, eu te amo, Mateuzinho”, meus olhos lacrimejam e ele me puxa pelo cabelo, pergunta se eu quero desmaiar com o pau dele na boca, e me beija, chupa a baba que escorre de meus lábios, ele me faz descer outra vez e segura meu queixo e no topo de minha cabeça e martela o pau dentro de minha boca, sem piedade, vigoroso, depois me puxa para sentar ao seu lado, manda eu cuspir em seu pau e punhetar ele, me beija, fala que estou ficando com os cabelos parecendo um anjinho, todo encaracolado, digo que vou cortar, ele diz que não, gosta de mim assim, e com meus pelos aparecendo mais, passa a mão no meu peito, passa a mão em minha barba e diz que quer sentir os pelos de minha caraa na cabeça de sua piroca, mas antes de me empurrar pelo ombro até lá em baixo, me beija, “Eu me depilo inteiro orque você gosta, mas eu quero seu cuzinho cabeludinho, essa penugem baixa no se saco, e essa barba de desleixo vai sumir amanhã de manhã, “Sim, senhor”, ele sorri, sabe que é meu único senhor.
Agora quer que eu chupe seus ovos, os estimule para uma boa leitada que vai dar em minha cara, escutamos os gemidos de Rafael vindo do quarto ao lado, levantei as pernas dele e dei aquela bela linguada e chupei o cu de Joel, ele gemeu alto, me chamou baixinho de filho da puta, voltei a chupar o pau dele, lambidas leves e sugadas fortes e passei a chapeleta na minha barba, chupei porte a entrada da uretra, massageei forte essa parte de baixo da mangueira com a ponta da língua dura, ele me puxava pelo cabelo, cuspia na minha cara, eu o beijava, mordi seus mamilos meu pau e o dele numa frentinha, “Você me enlouquece, seu putinho.”
Ele me empurrou com raiva para o lado e eu quase caí da cama, ele montou atrás de mim e cravou o pau lentamente, estava babado, mas entrou rasgando, doeu e eu alucinado como estava empinei a bunda e abri com as mãos para que ele colocasse tudo dentro de meu cu, o braço dele ao redor de meu pescoço, “Você é meu, Mateus, só meu, eu deixo você brincar a vontade com todos eles, com quem você quiser, mas você é meu, eu sei disso, porque eu vivo pra você, meu amor, eu sou seu homem e você é meu marido, e nada vai nos separar, vê quantos casais você e eu formamos, a gente fode com eles e eles ficam marcados com um negócio de se amar, e a gente se ama, que cu é esse meu amor? Eu quero você pra mim o dia inteiro, eu quero você a noite toda, mastiga meu pau com esse cu guloso, mastiga a rola de teu macho, meu veadinho.”
Do nada ele se ergue e com o pau ainda dentro de mim senta em minhas pernas, dá uns cinco ou seis tapas dos dois lados de minha bunda, estávamos lustrados pelo suor, o cheiro dele me alucinava, eu sei que eu devia estar falando alguma coisa, ou gemendo, mas eu não tinha consciência de mim mesmo, tudo era Joel, ele se ergue e pede para ver meu cu, pôe dedos, cospe, beija lambe, bate, fica de pé e me puxa pelo cabelo para chupar sua pica, de pé sobre a cama com as mãos tocando o teto, seu pé direito brinca com meu pau e meu saco, ele manda eu levantar e se ajoelha depois de me beijar, e coloca meu pau na boca, eu esporro e ele deixa o último esporro sujar seu rosto ele se deita enquanto eu tento lambera minha gala que escorria por seu rosto, ele me via com violência e novamente mete no meu rabo, tampando minha boca e minha respiração, eu me surpreendo, eu teria gritado alto, ele me acalma dizendo que eu nasci para ele poder foder como queria porque eu sou dele.
José entra no quarto nu com Rafa meio sem jeito trazido pela mão, estou sendo arrombado e Joel pergunta se Rafa é gostoso mesmo, ele sabe, já foderam juntos, Rafa já havia dado para todos nós nesses seis ou sete meses, já tinha me comido também algumas vezes, mas joel pergunta mesmo assim, José senta na borda da cama e faz Rafael se ajoelhar diante dele e colocar a cabeça em seu colo, Joel morde meu ombro e esporra uma quantidade de cavalo, parecia que ele mijava de tanto que foi daquela vez, vazou. Joel me empurra de bruços depois de dizer que me ama, José manda Rafa limpar meu cu.
Eles saem para o banho, meninos. Esse é o momento em que gosto de minha solidão, só compartilhei esse momento com Fernando, mas Rafa não sabe disso, ele beija minhas coxas e vai subindo e as pontas de seus dedos me tocam firmes e serenas, em um instante estou me empinando e ele se lambuzando com o leite de meu marido, depois eu me viro e estendo os braços, ele estava feliz, realizado, só uma luz de tristeza e solidão sobre ele e eu e em nosso abraço havia um conforto que eu não sei explicar, nada era diferente, apenas eu.
“Eu gosto dele, desde sempre, parece que eu tô fazendo de propósito, mas não tô, Samuel que pediu para ficar com João, gosta da inteligência de João, aquela coisa com estudo e exercício físico que os dois tem, se identificou, eu não teria coragem de vir aqui e fazer isso, mas Samuel é uma peste que me atentou como um demônio particular, me desculpa, eu não tinha intenção”, “José tá feliz, continua, ele merece mais felicidade que a que ele já tem, se desculpa não, deixa o freio de lado e acelera, eu o amo tanto, tanto”. Eu o beijei e ele estava frágil, aquele garoto cheio de tatuagens, piercing no mamilo, marrento e com cara de bravo brincava com os pelinhos lisos de minha barriga. “José é um nome tão comum, ainda pede outro pra acompanhar, porque não o chamam de Hélio, ele é isso, maior, único, como um sol”, “Caralho, sou tudo isso?”, José Hélio estava na porta do banheiro com uma toalha em volta da cintura e cabelo molhado e penteado para trás, sorria, estava convidando para o banho, “Vem cá, bonitinho, vem dizer que eu sou como um sol, no meu ouvido, vem cá, eu prometo morder”.
De banho tomado fomos de cueca para a sala, cortinas cerradas, noite sem vento, sofá, eu sentado entre as pernas de meu marido e Rafa fazendo o mesmo no namorado dele, vinho para a gente, duas taças, eu segurava o copo enquanto Joel fazia carinho em meus braços e no meus pescoço, perguntava se eu gostei da foda, porra, foi a melho de minha vida, um novo padrão de qualidade, ele beijava tanto a mim quanto aos outros dois, Joel beijava José e dizia que o amava, “Me chama de Hélio, Joel, que eu sou grande e único como um sol, vai morrer de vergonha e ficar vermelho ou vai me chamar de amor, Rafa?”
Nos dias seguintes meus tios viajaram, foi um período de ansiedade pra mim, de grande ansiedade mesmo, fui meio rude quando João avisou que ia se mudar para o quarto de Samuel, me desculpei tanto e ele jura que não foi tanta coisa assim, mas foi, eu acho que foi, também teve a questão da herança de nosso senhorio, isso tudo junto mexe com uma pessoa, ele justificou para mim, ficamos bem.
A verdade é que meu marido agora era um só e isso era a coisa mais assustadora de todas, mais que a ida do meu tio para outro continente, mais que um inventário, mais que uma outra rotina em tão pouco tempo, eu agora me percebia realmente casado, e ser de meu esposo, ver ele ir me buscar na oficina. Eu estou apaixonado e feliz e com medo, a felicidade assusta.
O espólio de meu velhinho teria revelado uns dois ou três apartamentos, ele era meio avarento, mas foi diferente, dois apartamentos, esse nosso e um quitinete, isso já seria o máximo porque ele deixou para mim, mas ele deixou para Joel um edifício, um restaurante no centro da cidade, em uma rua mais tranquila com algum comércio ao redor, o prédio tem o térreo com um restaurante e um pequeno depósito e dois andares de sobreloja quase sem uso, uma necessidade de restauração e um trabalho para tirar esse comércio de lá e instalar a escola de Joel. Assim, caído do céu, não, caído não, foi um presente do céu, um presente, uma dádiva, o nosso milagre.