Ruivinha capitulo 16

Da série Ruivinha
Um conto erótico de henrique casado
Categoria: Heterossexual
Contém 439 palavras
Data: 19/01/2026 16:24:44

​Aline desapareceu por quatro dias. Não atendeu chamadas, não visualizou mensagens de Caio. Quando finalmente voltou, estava radiante, mas sua postura era de uma frieza cortante. Ela passava por Caio como se ele fosse apenas parte da decoração. Para piorar, ela passou a dar uma atenção exagerada a Fernando, um estagiário jovem, loiro e atlético.

​Aline pedia ajuda para Fernando em exercícios simples, ria das piadas dele e permitia que ele tocasse em sua cintura para "corrigir a postura". Pelo canto do olho, ela via a mandíbula de Caio travar. O "predador" estava sendo ignorado em seu próprio território.

​À noite, ela detalhava a fúria contida de Caio para Henrique.

— Ele está explodindo, amor. Quase quebrou o saco de pancadas hoje quando me viu rindo com o Fernando — ela dizia, enquanto Henrique a massageava, excitado com o poder que sua esposa exercia.

— É a hora, Aline — Henrique sussurrou. — Leve ele ao limite. Segunda-feira, no fechamento. Eu vou estar no estacionamento, esperando você voltar para mim depois de deixar ele de joelhos.

​Segunda-feira. Chovia em Curitiba, o que ajudou a esvaziar a academia mais cedo. Às 22h, os dois últimos alunos saíram. O som ambiente da recepção foi desligado. Restava apenas o silêncio e o eco dos chutes de Caio no ringue, no fundo do salão.

​Aline não foi embora. Ela foi até o vestiário, mas não para se trocar para sair.

​Caio estava de costas, retirando as bandagens das mãos, quando ouviu o som de passos leves sobre o tablado de madeira do ringue. Ele se virou, pronto para dizer que a academia estava fechando, mas as palavras morreram em sua garganta.

​Aline estava ali. Mas não era a Aline da academia. Ela havia tirado tudo. O top, a legging, a lingerie. Estava completamente nua, a pele alva contrastando com as cordas vermelhas do ringue e as luzes baixas do ginásio.

​Sem dizer uma única palavra, sem emitir um som, ela sustentou o olhar dourado e chocado de Caio por dois segundos. Então, com uma lentidão calculada, ela se virou de costas para ele e ficou de quatro no centro do ringue, oferecendo-se a ele naquele cenário de luta e suor.

​O silêncio era absoluto, interrompido apenas pela respiração pesada de Caio, que largou as bandagens no chão. O controle que ele achava que tinha sobre as mulheres e sobre o próprio corpo evaporou. Ele percebeu, naquele instante, que ele nunca fora o caçador. Ele era a presa que ela decidira, finalmente, devorar.

​Lá fora, no carro, Henrique olhava para o relógio, sentindo o próprio coração martelar contra o peito, imaginando a cena que ele mesmo ajudara a criar.

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Esse marido e um dos mais patéticos desse site

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