A consagração da posse

Um conto erótico de gigante mazo
Categoria: Heterossexual
Contém 921 palavras
Data: 19/01/2026 15:35:58

Chamo-me Afonso. Aos 30 anos, meus 1,96 m e 110 kg não são apenas números, mas a armadura de um homem que, há muito, carrega em si o fascínio pela Mazofilia. Recentemente, o destino cruzou meu caminho com uma devota dessa mesma arte que reside em outro estado. Não foi apenas interesse; foi um reconhecimento de almas. Diante da minha postura inabalável e da energia que emano, ela — a quem chamarei de Larissa — não apenas se encantou: ela se rendeu, escolhendo-me como seu Senhor.

O contato virtual manteve nossa chama acesa, mas a fome exigia carne. No último fim de semana, viajei até a cidade dela. A ansiedade era uma corrente elétrica; as chamadas de vídeo haviam dissipado o medo de um rosto falso, mas nada prepara um homem para a eletricidade estática de um primeiro encontro real. Mesmo com sentimentos preexistentes, o ar estava carregado de incertezas e promessas.

Meus amigos, a realidade superou qualquer fantasia. No instante em que nossos olhares se travaram, as conversas virtuais se materializaram em tensão palpável. Não vi apenas desejo nos olhos dela; vi a urgência de ser possuída. Em sua postura, li a submissão absoluta e a sede de obedecer. Sua voz, num tom baixo e trêmulo, era a assinatura verbal de um contrato vitalício de pertencimento.

Após o abraço inicial, o beijo sôfrego e o arrepio que percorreu nossas espinhas, assumi o controle. Puxei-a para o meu lado, minha mão pesando em seu ombro como uma marca de propriedade, e a guiei ao carro. No banco traseiro, testemunhei uma lágrima solitária riscar seu rosto. Questionei-a com o olhar e a resposta veio no silêncio: não era tristeza, era a epifania de finalmente encontrar seu porto seguro, o homem que a guiaria pelas veredas do prazer e lhe daria a proteção que sempre habitou seus sonhos.

A chegada ao hotel foi o prelúdio do ritual. Assim que a porta se fechou, a ordem não foi dita, foi decretada: "NUA! AGORA!". Mais veloz que o pensamento, as roupas cederam lugar à pele, e seus joelhos encontraram o chão diante de mim em perfeita devoção. Que visão sublime... Sua pele alva contrastava com os cabelos longos e lisos que cascateavam pelas costas. Seus seios, que o mundo poderia julgar pequenos, revelaram-se obras de arte esculpidas sob medida para o encaixe das minhas mãos.

Ordenei que se erguesse e me despisse. Sentei-me na borda da cama, impus sua aproximação e, assim que sua pele roçou meu espaço, tomei o que era meu. Minha boca capturou o seio direito com voracidade, enquanto minha mão mapeava cada curva do esquerdo. A resposta foi visceral: mamilos enrijecidos como pedras preciosas, a respiração colapsando e um gemido rouco que preencheu o quarto. Senti seus joelhos cederem à fraqueza do prazer, mas minha mão firme em sua cintura a manteve presa ao meu comando. Nada a roubaria de mim naquele instante.

A orquestra de sensações mudou de ritmo: ora eu sugava com a força de um predador, ora apenas mantinha os lábios selados, circulando o mamilo com a língua em tortura lenta, sem jamais esquecer o outro seio em minha mão — apalpando, apertando, pressionando o mamilo no limiar exato onde o êxtase absoluto flerta com a dor.

Deitei-a na cama e pausei. Precisava beber da visão dela. Vi em seus olhos o rubor febril de quem nunca foi tão profundamente admirada, e em seu corpo, a entrega de quem aceita ser devorada. Cobri o corpo dela com o meu, pele contra pele, encaixado entre suas pernas, deixando que ela sentisse cada grama do meu peso, impondo minha realidade sobre ela, enquanto minha boca retornava àquela fonte sagrada.

Recomecei o sacrifício, agora sem pressa. Beijei a periferia dos seios, venerando a pele macia, estreitando os círculos até restar apenas o alvo. Aproximei-me, deixando minha respiração quente provocar a pele sensível daquele mamilo rosa-escuro, e o abocanhei. Comecei a mamar. Calmo. Sereno. Uma sucção rítmica e primitiva, como um bebê buscando o leite da vida, despertando em nós um prazer ancestral, nunca antes sentido. Aumentei a intensidade, a força e a velocidade; senti as pernas dela se agitarem, denunciando um prazer vasto demais para caber no corpo, transbordando em espasmos.

O tempo perdeu o sentido. Foi uma eternidade de fome e, ao mesmo tempo, um instante fugaz diante da minha sede. Então, veio o primeiro orgasmo dela. Enquanto eu sugava com ferocidade, alternando com mordidas possessivas, vi suas costas arquearem num arco perfeito, o peito arfar em busca de oxigênio, os olhos se apertarem com força e a boca se abrir num grito mudo — a música mais bela que já ouvi.

Nesse instante de vulnerabilidade extrema, a dinâmica fluiu. Fui jogado para o lado. Larissa, com os olhos famintos de quem foi servida e agora necessita servir, montou em mim. Num único movimento fluido, ela se impalou no que tanto desejava. Com movimentos firmes, rítmicos e habilidosos, ela encarou o desafio de me receber até o fim, enquanto pressionava os seios contra meu rosto, sufocando-me em seu cheiro e pele, implorando por mais uso, por mais posse.

Permanecemos nesse transe até que minha mandíbula doesse pelo esforço, até que as pernas dela não sustentassem mais o próprio peso e até que a última gota de prazer fosse drenada de nossas almas.

Ao desabar sobre meu peito, com nossas respirações tentando reencontrar o mesmo compasso, a certeza se instalou no silêncio do quarto: não existe mais caminho solitário. Eu sou o dono do corpo dela, e ela, a soberana do meu prazer.

Fim.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive gigante mazo a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários