30 Dias (Dias 21 e 22)

Um conto erótico de R. Valentim
Categoria: Gay
Contém 3015 palavras
Data: 19/01/2026 14:47:01
Assuntos: Anal, Gay, Namoro, Oral, Sexo

Dia 21

A noite anterior havia sido um campo de batalha silencioso. Convencer Alisson a não sair daquele quarto e confrontar o irmão imediatamente após o que vimos no computador foi, sem dúvida, uma das tarefas mais exaustivas que já enfrentei. O limite dele, aquele pilar de paciência e retidão que eu tanto admirava, havia finalmente desmoronado. Alisson estava cego de uma fúria fria, uma raiva que emanava dele como calor de uma fornalha. Eu sabia que, se ele saísse por aquela porta, as consequências seriam irreversíveis e violentas. Então, eu o segurei. Usei meu corpo, minhas palavras e meu afeto para ancorá-lo ali, naquela ilha de segurança que havíamos construído, isolando-o do monstro que Anderson havia se tornado no quarto ao lado.

Quando amanheceu, a luz do sol de Parnaíba começou a filtrar pelas frestas da janela, desenhando linhas douradas sobre a cama. Eu acordei primeiro. Meus olhos pesavam, fruto de uma noite de sono entrecortada por pensamentos acelerados. Alisson ainda dormia profundamente, o rosto finalmente relaxado, embora uma sombra de cansaço ainda marcasse suas olheiras. Ele é lindo até quando o mundo parece estar desabando. Aproximei-me e deixei um beijo suave em sua têmpora. No mesmo instante, mesmo mergulhado no sono, ele me puxou para mais perto, um abraço instintivo de quem não quer perder o que tem de mais precioso. Fiquei ali, preso naquele calor, sentindo o ritmo da respiração dele contra meu peito, desejando que o tempo parasse antes que a realidade nos alcançasse.

Mas a realidade não espera. Levantei-me com cuidado, peguei minha nécessaire e fui para o banheiro. A água do chuveiro batia nos meus ombros, tentando lavar o peso da ansiedade que já começava a se formar. Ao sair, com o vapor ainda me seguindo, encontrei a mãe do Alisson na cozinha. O clima mudou instantaneamente; a temperatura parecia ter caído dez graus.

— Renan, acho melhor você ir embora — ela disse. Não houve preâmbulo, não houve um "bom dia". Foi curto, grosso e carregado de um desprezo que me atingiu como um tapa físico.

— Eu já estava planejando a volta, mas o Alisson... — Tentei começar, a voz ainda rouca de sono.

— Meus filhos estão brigando e nossa família tem que passar por um momento muito complicado — ela me interrompeu, a voz vibrando com uma raiva contida. — Não estamos em condições de ter uma visita aqui agora.

O termo "visita" soou como um insulto. Eu não era apenas uma visita, eu era a pessoa que estava segurando o filho dela enquanto ele quebrava por dentro. Mas percebi que não havia espaço para lógica ali. Ela estava me expulsando. Senti um nó na garganta enquanto processava a humilhação. Eu não podia discutir; a casa era dela, as regras eram dela, e eu era o intruso indesejado.

— Claro — respondi, tentando manter a pouca dignidade que me restava. — Vou organizar minhas coisas e, assim que o Alisson acordar, peço para ele me levar até a rodoviária.

— Eu te levo — ela rebateu prontamente. — Pega suas coisas. Te espero lá fora agora mesmo.

A urgência dela era humilhante. Ela queria que eu sumisse antes que Alisson abrisse os olhos. Se eu o acordasse agora, uma guerra estouraria na cozinha, e ele acabaria rompendo com a mãe de forma traumática por minha causa. Por mais que eu quisesse o apoio dele, eu não queria ser o estopim de mais uma tragédia familiar. Fui ao quarto, joguei tudo na mochila com as mãos trêmulas e saí.

O trajeto até a rodoviária foi um dos momentos mais desconfortáveis da minha vida. Fomos em sua pequena Biz, o vento batendo no rosto, o silêncio apenas quebrado pelo barulho do motor. Eu olhava para as costas dela, pensando em como alguém que parecia tão acolhedora podia se tornar tão gélida. Ao chegarmos na rodoviária, ela parou a moto e, antes mesmo de eu descer totalmente, disparou o veneno final.

— Não volte mais para minha casa, Renan.

— Eu posso ao menos saber qual foi o problema real? O que eu fiz para a senhora me tratar assim? — perguntei, a voz embargada.

— O Ande me contou tudo. Contou que você é viado — ela disse a palavra com um nojo visceral. — Não quero esse tipo de gente andando com meus filhos. Ele me disse que o motivo de vocês terem brigado foi porque você tentou agarrar meu filho. Anderson e Alisson brigaram por sua causa, pela sua falta de vergonha.

Eu perdi o chão. Anderson, em sua covardia sem limites, havia invertido a história. Ele me usou como bode expiatório para suas próprias frustrações e crimes.

— Não... isso não é verdade. A senhora não conhece o filho que tem — falei, mas as palavras pareciam fracas diante da convicção dela.

— Você tentou levar meu filho para o lado errado e mentiu para o Alisson para conseguir voltar para casa. Não sei o que você pretendia, mas acaba aqui. Vá para sua casa e deixe meus filhos em paz.

Ela acelerou a moto e partiu, deixando-me sozinho no meio do barulho da rodoviária, cercado por malas e por uma sensação de vazio absoluto. Eu não podia simplesmente aceitar aquilo. Havia uma peça faltando nesse quebra-cabeça, e eu sabia quem a tinha. Fui até a academia, caminhando sob o sol que começava a castigar, sentindo cada passo como um fardo.

Quando entrei, John me viu e sua expressão de surpresa foi quase cômica. — Pensei que você já tinha ido embora, Renan.

— E eu pensei que éramos amigos, John — respondi, soltando a mochila no chão. — Mas parece que a lealdade é uma mercadoria rara por aqui.

— Não sei do que você está falando — ele tentou desconversar, mas o nervosismo era evidente no jeito que ele mexia nas mãos.

— John, eu sei o que eu vi naquela festa. Eu vi você e o Anderson. E eu calei a minha boca em respeito a você. Agora, seu "amiguinho" foi dizer para a mãe dele que eu sou gay e que estou dando em cima deles. De onde ele tirou isso com tanta certeza?

John empalideceu. Ele olhou em volta, certificando-se de que ninguém estava ouvindo. — O que você contou para ele, John? — pressionei.

— Eu... nós estávamos bêbados, Renan. O papo ficou estranho. O Ande queria saber de coisas, queria experimentar coisas novas e eu vi ali uma oportunidade. Acabei contando que a gente já tinha ficado umas vezes...

— E para convencer ele a ceder, você usou o meu nome como moeda de troca? — Gritei, sentindo uma raiva que raramente sentia. — Você sabe o quanto o sigilo é importante, John! Você sabe como esse tipo de fofoca destrói a vida de alguém em uma cidade como essa.

— Me perdoa, Renan. Eu nunca imaginei que ele usaria isso contra você desse jeito...

— Guarde suas desculpas — eu o interrompi. — Você não é um amigo. Você é apenas mais um que usou a minha confiança para benefício próprio. Não fale mais comigo. Nunca mais.

Saí da academia sentindo o sangue pulsar nas têmporas. O mundo parecia estar se fechando. Voltei para a rodoviária, sentei em um banco desconfortável e liguei para Alisson. Meu coração martelava. Ele atendeu no terceiro toque, com a voz carregada de sono e confusão.

— Onde você está, amor? Acordei e você não estava aqui...

— Sua mãe me expulsou, Alisson. Ela me trouxe para a rodoviária agora cedo.

— O quê? Por quê?

— O Ande... ele contou para ela sobre mim. Sobre nós. Mas do jeito dele. Disse que eu tentei agarrá-lo, disse que eu sou uma influência ruim. Ela me disse coisas horríveis, Alisson. Eu não volto mais para aquela casa. Nunca mais.

— Onde você está? Fica aí. Não entra em ônibus nenhum. Estou indo agora.

Ele desligou. Pouco tempo depois, ele apareceu. Alisson parecia ter saído de um pesadelo; a camisa mal abotoada, o cabelo em total desordem, a fisionomia cansada. Mas quando seus olhos encontraram os meus, vi um porto seguro. Ele me abraçou com uma força que parecia querer fundir nossos corpos.

— Alisson, não dá mais. Se eu voltar para lá, eu não respondo por mim — eu disse, contra o ombro dele.

— Eu sei, amor. Eu sei.

Ele me levou para uma pequena pousada no centro, um lugar simples, mas com ar-condicionado e, acima de tudo, privacidade. Ele reservou o quarto, me instalou e prometeu que voltaria para casa para "limpar a sujeira" que o irmão havia feito. Eu fiquei lá, sozinho, mergulhado em uma ansiedade devoradora. Anderson me mandou áudios, mas o simples som da notificação me dava náuseas. Eu não os ouvi. Guardei-os como provas criminais.

Quando Alisson voltou, horas depois, ele estava exausto. O peso da família parecia ter envelhecido seus traços em apenas um dia. Levei-o para a cama, comecei a massagear seus ombros tensos, tentando desatar os nós de estresse.

— Minha mãe acreditou nele — ele confessou, a voz baixa. — Fiquei tão furioso que acabei gritando que estamos juntos. Que eu te amo. E isso só piorou tudo. Ela se recusa a ver a verdade. Meu pai tentou ajudar, mas ela se voltou contra ele também.

— Sinto muito por tudo isso, Alisson. Eu nunca quis ser o motivo da sua família se despedaçar.

— Você não é o motivo, Renan. O motivo é a podridão que o Anderson escondeu por tanto tempo. Minha mãe já estava procurando motivos para brigar comigo desde que eu disse que não me casaria com a Carolina.

— E sobre o bebê? — Perguntei com cautela.

— Eu quero que seja meu, Renan — ele admitiu, e vi a dor nos seus olhos. — Ser pai sempre foi o meu sonho. Mas a outra opção é que o filho seja do Anderson... e eu não consigo suportar a ideia de uma criança crescendo com um pai como ele. Mas, entenda uma coisa: eu não vou ficar com a Carolina. Vou lutar pela guarda, se for preciso, mas minha vida é com você. Se for preciso romper com eles para ficar com você, eu farei.

Aquelas palavras me arrepiaram. O sacrifício que ele estava disposto a fazer era imenso. — Renan, eu vou sair de casa. Vou procurar um lugar para nós. Não faz mais sentido eu viver sob o mesmo teto que aquele moleque e uma mãe que prefere a mentira à verdade.

Passamos o resto do dia naquele quarto, assistindo ao filme "Tár" — uma história sobre queda e poder que parecia ressoar com o que vivíamos. Alisson relaxou aos poucos sob meus cuidados. O desejo surgiu de forma natural, uma necessidade de reafirmar que, apesar do mundo lá fora estar em chamas, nós ainda éramos sólidos.

Eu me dediquei a ele com todo o meu afeto. Fizemos amor com uma intensidade que transbordava os limites do físico. Foi uma entrega total, onde as palavras não eram mais necessárias. Cada toque era uma promessa, cada gemido era um pacto. Ver Alisson sorrir depois de tudo, satisfeito e em paz nos meus braços, era a única coisa que importava.

Dia 22

O dia 22 começou com um pressentimento sombrio. Acordei e vi Alisson saindo do banho, a toalha na cintura, gotas de água brilhando em seu peito. Meu celular vibrou. Quatro ligações perdidas da minha mãe. O pânico subiu pela minha garganta.

— Filho, você já está vindo? — Ela perguntou assim que atendi. A voz dela estava carregada de uma preocupação que eu conhecia bem.

— Não, mãe. O que aconteceu?

— A mãe do seu amigo... ela me ligou. Falou coisas horríveis, Renan. Disse que vocês brigaram, que você estava sendo expulso. Por que ela ligou para cá, meu filho? O que está acontecendo aí?

Tive que usar toda a minha habilidade de persuasão para acalmá-la, mentindo que era apenas um mal-entendido e que eu ficaria mais uns dias. Desliguei sentindo um ódio profundo pela mãe do Alisson. Como ela ousava envolver minha mãe nos seus delírios preconceituosos?

Mas o drama estava apenas começando. O celular do Alisson tocou. Vi sua expressão mudar de relaxada para petrificada em segundos. — Onde ela está? — Ele perguntou, a voz subindo de tom.

— O que houve, Alisson? — Perguntei, já me levantando.

— Carolina está no hospital. Ela... ela tirou o bebê, Renan. Ela fez um aborto.

Ele se vestiu como um autômato e saiu em disparada. Eu fiquei para trás, lidando com o turbilhão de informações. O filho que Alisson tanto desejava, a única coisa que ainda o ligava emocionalmente àquele caos, havia partido. Eu me senti culpado, me senti triste e, acima de tudo, senti medo do que Alisson faria agora.

Enquanto esperava notícias, recebi uma mensagem da Mônica. "Renan, eu sempre te avisei que ele não prestava", dizia a mensagem, seguida por um link. Abri o link e meu mundo girou. Era um perfil no Privacy. O perfil do Anderson.

Eu não conseguia acreditar. Anderson vendia conteúdo adulto na internet há quase um ano. E não era só isso. No Twitter dele, ele divulgava prévias para atrair assinantes. Comecei a rolar a página e meu sangue gelou. Havia um vídeo nosso. Do dia em que ficamos com a Júlia e a amiga dela. Ele nos gravara escondido. Mesmo com meu rosto censurado, eu sabia que era eu. O sentimento de violação foi devastador. Ele expusera minha intimidade para o mundo por alguns trocados.

Havia vídeos com a Júlia, com a Pri, e até o vídeo com o John na festa — o vídeo que confirmava que John havia pagado para ter aquele momento com ele. Liguei para o Anderson, possuído por uma raiva que eu nem sabia que tinha.

— Anderson, seu desgraçado! Que porra você tem na cabeça?

— Do que você está falando agora, Renan? — A voz dele era pura ironia.

— Eu já sei do Privacy. Eu já vi o vídeo que você gravou de mim escondido. Apaga isso agora!

— Ah, deixa de drama. Nem dá para ver seu rosto. Além disso, eu te paguei pizzas caras, não paguei? Considere isso o pagamento pelo seu tempo.

— Você me filmou em um momento íntimo sem o meu consentimento! Isso é crime, Anderson!

— Escuta aqui: você destruiu a minha família. Você envenenou o meu irmão contra mim. Desde que você chegou, tudo deu errado. Nossa amizade acabou. Não me ligue mais.

Ele desligou. Eu estava à beira de um ataque de pânico. Fui encontrar Mônica em uma sorveteria próxima para tentar processar tudo. — Ele é pior do que eu pensava, Renan — Mônica disse, enquanto tomávamos um sorvete que parecia cinza na minha boca. — Ele gravou a Pri também. Ela está arrasada. E o vídeo com o John... o Anderson estava drogado e recebeu dinheiro por aquilo. Ele transformou a vida de todo mundo em um show de horrores para ganhar dinheiro fácil.

— E o Alisson não sabe de nada disso...

— Ele precisa saber, Renan. Antes que o Anderson faça algo pior.

Voltei para a pousada e esperei por Alisson. Ele chegou por volta das duas da tarde, com os olhos vermelhos e o espírito quebrado. — Ela usou um remédio proibido — ele contou, sentando-se pesadamente na cadeira. — Quase morreu de hemorragia. O pai dela a encontrou a tempo, mas o médico disse que ela dificilmente poderá engravidar de novo. Ela destruiu o útero, Renan.

— Alisson, quem deu o dinheiro para esse remédio? O pai dela disse que não foi ele.

— Eu não sei... ela não diz.

— Eu acho que sei. Alisson, olha isso.

Entreguei o celular para ele. Mostrei o perfil do Anderson. Mostrei os vídeos. Mostrei a prova de que o irmão dele era um explorador da intimidade alheia. Alisson olhou cada imagem, cada link, em um silêncio que era mais assustador do que qualquer grito. A percepção de que o irmão — o garoto que ele protegera a vida toda — era o financiador daquele aborto e um criminoso digital atingiu-o em cheio.

— Isso acaba hoje — Alisson disse, levantando-se e pegando o capacete. — Vamos.

Fomos até a casa dele. Ele entrou como um vendaval, gritando pelo Anderson. A mãe apareceu na sala, pronta para me atacar novamente. — O que esse menino está fazendo aqui de novo?

— Onde está o Anderson, mãe? — Alisson não parou. — Anderson! Aparece agora!

O irmão veio da cozinha, o peito estufado, aquele sorriso cínico que agora eu sabia ser uma máscara para a sua podridão. — O que foi, maninho? Veio trazer sua putinha de volta?

Alisson não hesitou. Ele avançou e agarrou Anderson pela camisa, prendendo-o contra a parede. — Você vai apagar o vídeo do Renan agora. E vai apagar todos os outros!

— Eu não vou apagar nada! É o meu dinheiro!

— Mãe, olha o que o seu filho favorito faz — Alisson disse, jogando o celular na mesa para que ela visse. — Ele vende pornografia. Ele grava as pessoas escondido. Ele gravou o Renan, gravou as namoradas, gravou até a Carolina! Ele e a Carolina tinham um caso pelas suas costas, mãe! E foi ele quem pagou pelo aborto dela com o dinheiro dessa sujeira!

A mãe de Alisson cambaleou. Ela olhou para a tela do celular, depois para o Anderson. O silêncio na sala era tão denso que era difícil respirar. — É verdade, Anderson? — Ela perguntou, a voz quase um sussurro.

— Eu... eu não fiz nada de errado! — Anderson gritou, tentando se soltar. — Eles que são os errados! O Renan é viado e o Alisson é um otário que caiu na conversa dele!

Alisson apertou o cerco no pescoço do irmão. — Você tem cinco minutos para apagar tudo e encerrar essa conta. Se eu encontrar um frame sequer do Renan ou de qualquer outra pessoa na internet amanhã, eu vou direto na delegacia de crimes cibernéticos. E eu não vou parar até você ser preso. Você me entendeu?

Anderson finalmente vacilou. O medo substituiu a arrogância em seus olhos. Alisson o soltou com um empurrão que o fez cair sobre o sofá. Olhamos para aquela mãe, que agora parecia uma sombra do que era pela manhã, e saímos.

Voltamos para o hotel em silêncio. A tempestade havia passado, mas o cenário estava devastado. Alisson me abraçou naquela noite com uma entrega diferente. Não era mais apenas paixão; era a gratidão de quem havia sido salvo pela verdade, por mais dolorosa que ela fosse. Estávamos sós, sem família, sem casa fixa, mas, pela primeira vez em muito tempo, estávamos livres.

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Comentários

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rafa, vc é soda com PH de farmácia, estou relendo essa história, já tinha lido na primeira edição, e ela segue fascinante

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