Tivemos bons momentos em Curitiba, morávamos num ap na Rua XV de Novembro, mas essa história não é exatamente sobre a fase boa. Estávamos mal de grana, eu infelizmente tinha perdido o emprego e Sol trabalhava como auxiliar administrativa numa empresa que pagava pouco. Assim, acumulamos três meses de aluguéis atrasados.
Baltazar, nosso vizinho e proprietário do apartamento, já estava nos pressionando pra pagar o aluguel ou deixar o imóvel. Era um cara de uns 47 anos, branco, cabelo castanho, corpo normal, um pouco fora de forma, usava camisas de banda de rock. Tinha um jeito de falar muitas vezes afobado e expansivo. Tinha a renda do ap, mas também trabalhava com audiovisual, fazendo fotos e vídeos em eventos. Na sua última visita para nos cobrar:
–Pô, pessoal! Não dá pra esperar mais, não. E ai, quando vocês me pagam?
–Tenha calma, vamos pagar. Disse eu.
–Sim, Baltazar. Já estamos correndo atrás. Emendou Sol.
–Ok, vou dar um prazo de duas semanas. É o máximo que eu consigo.
Mais tarde, encontrou Sol saindo, e no corredor, entre as escadas, se aproximou dela, bem perto. E perguntou enquanto mexia no cabelo dela:
–Então, querida. Vocês vão me pagar mesmo, né?
Falou isso olhando-a com cara de tarado.
–Sim, claro que sim. De um jeito ou de outro. Respondeu Sol olhando ele nos olhos com imponência e sensualidade.
–Tá bom, vou esperar, então.
Enquanto isso, Sol lidava com o fantasma do desemprego, pois a empresa onde trabalhava estava mudando de dono e essa mudança começou a trocar alguns funcionários em alguns setores. Na mudança de chefia, ela começou a trabalhar diretamente para o chefão, Dr. Anselmo, advogado, 35 anos, bonitão e sarado. Extremamente xavequeiro e picareta. Falava sempre com um sorriso no rosto e uma voz mansa, uma verdadeira raposa.
Logo que conheceu Sol já foi engendrando uma aproximação nada profissional. Sol sentiu tesão por ele desde a primeira vez, mas não deixava transparecer. Vieram os convites pra beber e comer fora depois do expediente, ela que adora um barzinho e bebida, aceitava, e foram aos poucos se aproximando. Certo dia, saindo do escritório ele sugeriu:
–E se hoje, fossemos beber na minha casa em vez de ir a um bar? Ficaríamos mais à vontade.
–Na sua casa, não sei se devo. Eu namoro, sabe.
–Não tem nada, não. É só pra bater papo. Você vai gostar de lá, é uma cobertura, tem piscina e talz.
–Vou pensar.
O convite tinha mexido com a cabeça dela, juntou o tesão com a curiosidade e o deslumbramento, mas algo ainda dizia que não devia aceitar. Voltando pra casa naquela noite comentou comigo:
–Meu chefe me chamou pra beber.
–É?
–Na casa dele.
–Hum….acho que ele tá querendo é te comer?
–Nada a ver, acho que ele só quer alguém pra papear, parece meio solitário.
–Cê que sabe, você é livre. Sempre foi.
Falei isso, mas me bateu uma angústia.
Sol saiu para uma área externa do prédio pra fumar, lá encontrou Baltazar que logo foi se aproximando:
–E ai, tudo tranquilo?
–Sim, tudo na paz.
–Tava pensando aqui, preciso de uma modelo pra fazer umas fotos pra um trampo. Não te interessa? Com o cache já daria pra você abater uma parte do valor que vocês me devem.
–Hum, é mesmo?
–Sim, é uma boa troca, não é?
–Realmente, não posso negar.
Pensou um pouco…
–Topo. Começamos quando?
–Pode ser agora mesmo, se você tiver livre.
–Tá. Respondeu balançando a cabeça.
Ela terminou seu cigarro e foram pro apartamento dele. Lá ele ofereceu uma bebida e tormavam whisky enquanto ele preparava a câmera. Ele pegou uma coleira e uma meia sete oitavos numa caixa e falou:
–Veste isso.
–Ok, mas é o resto da roupa?
–É só isso que você vai vestir.
–Só isso?!
–Sim. Não precisa se preocupar, sou muito profissional.
–Sei.
Achou estranho, mas não era no feitio dela arregar pra uma coisa que tinha aceitado.
Baltazar começou a fazer as fotos ao passo que ia a orientando sobre as poses, sempre muito sensuais. Ao mesmo tempo que tirava as fotos, lançava olhares devoradores e fazia comentários cada vez mais sujos, sempre enchendo o copo de whisky dela que foi ficando bem solta e até com tesão por conta da situação:
–Caramba, você é mesmo um mulherão da porra! O Marcelo dá conta disso tudo?
–Dá sim, e como dá. Respondeu firme.
–Cara de sorte, porque uma boazuda igual você, não foi feita pra dar pra um cara só.
–É, talvez não. Mas não é todo cara que dá conta igual meu namorado. Falou isso abrindo as pernas e lançando um olhar lascivo para o fotógrafo.
Nessa hora Baltazar se aproximou e tocar o corpo dele, mas ela o afastou dizendo:
–Não. Me manda as fotos e vou pensar se você merece.
–Hum…ok. Disse ele contendo a excitação sem disfarçar o pau duro sob a calça.
Ela então colocou a roupa e disse:
–Depois a gente continua.
Frase que encheu o nosso senhorio de esperança. Agradeceu a bebida e voltou pro nosso ap.
–Nossa, você demorou. Saiu pra comprar algo ou coisa assim?
–Não, estava fazendo umas fotos com o Baltazar.
–Fotos?! Como assim, fotos?
–Ele me ofereceu uma bico de modelo e eu topei.
–Modelo? Daquele safado? Sei.
–Relaxa, é só um trampo.
–Tá, então.
Na noite seguinte, após o expediente, foi beber com o chefe na cobertura dele. Ficou deslumbrada, era grande, bem decorada, de fato tinha uma piscina e diversos itens como estátuas que remetiam a status e riqueza. Começaram a beber e papear noite adentro, então Anselmo sugeriu:
–Está calor hoje, não gostaria de aproveitar a piscina?
–Adoraria, mas não trouxe biquini.
–Só estamos nós aqui, acho que não tem problema você ficar nu.
Ela deu uma encarada nele e disse:
–Se não for problema pra você.
–De jeito nenhum!
Sol tirou então o vestido preto e justo que estava usando, tirou as meias, tirou a calcinha de renda preta e entrou na piscina. Anselmo a imitou, tirou a roupa e entrou na água também. A princípio ficaram ali, papeando e bebendo, só se encarando. Até que Sol foi até a borda da piscina e batendo no chão indicou que queria que ele se sentasse ali. Ele obedeceu. Ele então, colocou seu copo de lado, segurou o pau dele e começou a lamber a cabecinha, depois foi chupando devagar até fazer ficar duro. Abocanhou então a vara de Anselmo e iniciou uma gulosa bem molhada. Ele, bastante animado, já expelia aquele líquido pré-gozo em na boca dela, resistiu por cerca de quinze minutos e gozou na cara dela:
–Porra, você é incrível! Que delícia. Geralmente eu só gozo com penetração, mas você me fez gozar com boquete.
–De nada. Respondeu ela com um riso diabólico sentindo seu ego nas nuvens.
Depois disso papearam só mais um pouco e ela voltou pro nosso prédio, pois Anselmo disse que ainda teria uma reunião importante por vídeo chamada. Subindo as escadas, se deparou com Baltazar que já estava na espreita:
–E ai, Sol. Boa noite, linda.
–E ai. Boa noite.
–Então, vamos continuar aquelas fotos?
Sol tinha voltado mais cedo do que imaginava, então resolveu aceitar. Já dentro do ap dele perguntou:
–E ai, como vai ser?
–Tira a roupa. Mandou ele.
Ela tirou.
–Vira de costas agora e coloca suas mãos pra trás.
Ela obedeceu.
Viu ele se aproximando com uma faixa de tecido.
–Pra que isso?
–É pra temática das fotos de hoje. Você não se importa, né?
–Tudo bem.
Ele amarrou bem firme os pulsos dela, depois a guiou para o quarto e orientou que ficasse de bruços na cama, levantando uma das pernas. Ele não tinha ideia, mas aquela situação de estar nu e amarrada a deixava com um tesão imenso. Sol tem verdadeira tara por ser amarrada, é um dos seus fetiches mais incontroláveis. Baltazar começou a fotografar, ela ficou com um fogo tão grande que instintivamente começou a arrebitar a bunda mesmo amarrada. Ele estupefato com toda aquela gostosura não perdia um ângulo. Parou então atrás dela, colocou a câmera sobre o colchão, colocou o pau pra fora, se ajoelhou e começou a acariciar o raba imensa da gostosa:
–O que você tá fazendo?
–Relaxa, é só algo que eu preciso pra próxima foto.
Mal terminou a frase e enfiou de uma vez a pica na bucetinha já molhada dela. Imediatamente Sol perdeu o ar soltando um gemido longo em seguida. Ele bombando freneticamente pegou novamente a câmera e começou a filmar a cena e indagou:
–E agora, sua vagabunda? Eu mereço?
Sol não conseguiu responder nada, gemia como uma cadela no cio. Tomada e consumida pelo seu desejo irracional de ser fodida. Estava desesperada, quando mais ele torava mais ela queria. A foda seguiu intensa e caótica até que os dois gozaram. Baltazar caiu exausto deitado ao lado dela:
–Porra, vadia. Você é ainda mais gostosa do que eu pensava.
E foi assim que Sol quitou nossa dívida e ainda conseguiu uma promoção.
Fim
