Dei pra o moleque da cidade nova - Parte IV

Um conto erótico de nikovskin
Categoria: Gay
Contém 3123 palavras
Data: 18/01/2026 10:06:10
Última revisão: 18/01/2026 10:17:50

Na segunda, a programação de integração dos calouros ainda se arrastava. Só tivemos o primeiro horário com o professor de Geografia e em seguida fomos redirecionados ao auditório onde assistimos a uma mesa redonda seguida de algumas palestras.

A manhã se arrastou preguiçosamente, o que deu abertura para que eu me entrosasse com dois calouros da minha turma. Quando a programação daquele dia de encerrou, eu já sabia seus nomes, de onde vinham e percebi que nos daríamos bem. Fomos juntos a parada, mas somente eu fiquei pois eles subiram em um dos ônibus que já aguardava estacionado.

Não vi sinal de Thiago naquele dia. Apesar disto, a memória de seu rosto ainda estava vivida em minha mente. Se passasse os dedos, poderia ser que eu a borrasse, tal qual tinta fresca.

No início da noite, enquanto elaborava meu fichamento, uma notificação alertou no celular. Vi que se tratava do Instagram e dispensei o interesse.

Nada dali me remetia urgência, pensei a princípio.

Poucos minutos depois, três outras notificações alarmaram seguidas. A curiosidade por fim me venceu e eu abri o celular.

A primeira era um alerta de novo seguidor. As três posteriores eram directs. Devido ao fato do user não deixar ideia de nome, abri o perfil com certa ansiedade. Na foto, um rosto bonito era estampado por um sorriso radiante que eu havia descoberto recentemente. No feed haviam duas fotos com um efeito estranho. Quando expandi, constatei serem de 2015.

Ri nostálgico.

Ele havia achado meu perfil começado a me seguir. Mas como?

Senti um sorriso dividir meu rosto ao meio quando abri a sessão de chats e os directs eram dele. Thiago tinha enviado um post a respeito de Red Dead seguido de duas observações a respeito do jogo.

Meu coração palpitou confuso. Tratei de questiona-lo como achara meu perfil.

Ele disse que o Instagram sugeriu alguns perfis novos, e dentre eles encontrou um rosto familiar. Verdade ou não, dei corda ao papo.

Minhas respostas as suas mensagens foram visualizadas de imediato. Confesso ter me causado certo nervosismo.

Trocamos algumas mensagens aleatórias. Ele ria com emojis, usava figurinhas do próprio Instagram e mandava fotos turvas de si mesmo esboçando alguma careta.

Ele me perguntou em certo momento se eu possuía console de videogames. Respondi que havia sido presenteado com um Playstation 5, mas só possuía um controle. Ele se adiantou em esclarecer que não seria um problema conseguir um segundo.

Comentou que possuía alguns jogos e me perguntou se eu o convidaria para uma gameplay.

Apesar da audácia, respondi empolgado que adoraria.

Adiantei que não seria possível naquela noite por estar muito em cima da hora. Ele compreendeu sem objeções. Combinamos para o dia seguinte, terça feira.

Questionei onde seria a gameplay e ele explicou de que não seria possível em sua casa, devido a péssima relação com a mãe.

"Desculpa :("

Me adiantei em consola-lo. "Tá tudo bem" disse. Afirmei que perguntaria a minha tia se ela estava de acordo em trazer alguém. Apesar de saber que ela deixaria, eu não podia soar tão maleável.

Ele afirmou que, se não fosse possível, tudo bem. "Marcamos para outro dia, aqui em casa talvez :P", acrescentou.

Pedi um tempo e fui falar com minha tia. De início, ela se mostrou preocupada e brevemente relutante, mas gostava que eu fizesse amigos. Pediu que o console fosse instalado na TV da sala e acordou comigo de que ele não poderia dormir lá. Concordei com tudo e tínhamos um trato feito.

Confirmei que daria certo e acertamos os detalhes finais: eles sairia de casa com a barriga cheia, mas levaria salgadinhos. Até às 18h30 eu deveria estar na parada aguardando o aguardando.

Até às 18h00 da terça feira eu não me mantive quieto.

Assisti as aulas disperso, me movimentei ansioso o dia inteiro e algumas vezes me peguei ensaiando os meus movimento e falas. Soava tão irreal que por alguns momentos senti-me o espectador da vida de outra pessoa.

Minha tia pediu que eu comprasse sorvete, para oferece-lo quando fosse conveniente. Logicamente não me contive e tirei algumas colheradas antes dele chegar.

Por volta das 15h, ele confirmou comigo se daria certo. Respondi afirmativamente. Ele havia conseguido o segundo controle. Era de um amigo.

Ele me informou quando saiu de casa, o momento em que subiu no ônibus, comentou sobre algumas coisas que viu no caminho e por fim me avisou que estava na avenida do meu endereço. Cheguei a tempo de vê-lo saltar do ônibus.

Ele vestia uma camisa preta colada, onde uma estampa de rosa se deformava sobre os peitos, e um jorts bege de bolsos largos. Uma correntinha reluzia no pescoço e nos pés as mesmas havaianas brancas. Carregava na mão direita uma sacola amarela volumosa.

Se aproximou sorrindo da boca aos olhos, balançando as mãos desengonçadamente.

Ver a mímica do meu gesto me fez gargalhar.

— Eu achei gaiato de sua parte.

— Eu achei fofo e vou usar, 'cabô pra ti'!

Liberei sua entrada na portaria, andamos duas casas a direita e chegamos a minha. Minha tia estava no banho quando entramos. Ouvia música.

Deixamos os chinelos na entrada e o apresentei a casa brevemente. O levei para a sala, onde eu tinha instalado o PlayStation e também o meu imenso puff-almofada, e o acomodei. Instalamos o controle e catei uma pequena bolsa porta-discos na gaveta.

Sentei no sofá e o apresentei os únicos que eu tinha. Dentre as poucas opções, escolhemos Mortal Kombat e It Takes Two como reserva.

Configuramos o jogo e quando começamos, minha tia saiu do quarto.

Nos levantamos para que nos visse e apresentei um ao outro. Deixei que interagissem entre si em seguida.

— Boa noite, meu querido — Tia cumprimentou com simpatia.

— Boa noite, dona Gleice. — Ele havia me perguntado seu nome no caminho de vinda. — Valeu por me deixar vir.

É claro que foi aquele sorriso fascinante que conquistou ela. Minha tia não mostrou nem resistência.

— Não há de quê. Tem sorvete na geladeira, peça pra Levi no momento em que quiser, tá bem? Seja bem vindo e fique a vontade.

Ele assentiu animado. Voltamos a atenção para a TV no momento em que ela se encaminhou para a cozinha.

Jogamos algumas partidas na brinca, para testamos as habilidades. Quando começamos para valer, Thiago sugeriu apostarmos algo.

— Poxa, mas eu tô liso. Não trabalho e não recebi mesada essa semana.

Thiago riu e negou se tratar de aposta financeira.

— Meu pai acabaria comigo se soubesse que to apostando dinheiro.

— Você coleciona algo? — perguntei —Podemos usar como moeda de troca.

— Eu não coleciono muita coisa, pra falar a verdade. Vamo fazer o seguinte: quem vencer 20 partidas primeiro, ganha o direito de escolher o prêmio. E por mim, é sem restrições.

— Qualquer coisa? — Meu coração trocou as batidas.

— Uhum. — Ele deu um meio sorriso e o desmanchou numa expressão cínica.

— Tá bem. Usamos o tempo do jogo pra pensar.

Negócio feito, selamos com um aperto de mãos. O toque de sua pele friviou meus sentidos. Perigoso demais.

Enquanto jogávamos, alternavamos os personagens. Os favoritos de Thiago eram a Kitana e o Liu Kang. Ele não mencionara nada, para falar a verdade. Mas percebi quando os repetiu umas 9 vezes mais ou menos.

Já estávamos há pouco mais de 60 minutos jogando sem pausa, então decidimos que iríamos terminar aquela partida e fazer um breve intervalo.

Selecionei o Baraka e ele a Kitana — mais uma vez. Nos primeiros minutos da partida, eu mencionar desinteressado o quanto ela parecia apertada naquelas roupas sexys.

— Apertada e gostosa — ele acrescentou.

— Você acha ela gostosa? — questionei.

— Eu acho bastante. Eles são os meus personagens favoritos mas as vezes eu fico até com vergonha... — Ele encolheu os ombros.

— Ora, por quê? — Eu estava confuso. Não sabia interpreta-lo.

Ele deu uma risada sem-vergonha e se ajeitou remanchosamente no puff. Quando notou que eu estava prestando atenção nele, fez algo no meio das suas pernas pulsar. Antes mesmo que eu pudesse processar o acontecido, ele esbarrou com a mão desleixadamente tornando nítida sua ereção.

— Acho que essa você perde, Levi — Ele gargalhou, diluindo minha atenção outra vez, como em uma alucinação.

Não posso negar, eu estava para ter um troço enquanto tentava controlar a crescente excitação

— O que aconteceu? — Eu perguntei baixo.

— Como assim? — Ele ergueu comicamente uma sobrancelha.

— Ahn? Quero dizer, o que foi isso — Apontei com o queixo.

Sua expressão se tornou mais confusa ainda.

Notei então o que estava acontecendo e decidi a tempo que não queria estragar.

Me demorei uns instantes e entrei na onda.

— Seu jogo é sujo — mencionei. — Eu não consigo bater de frente.

Com minha atenção ludibriada, Thiago me derrotou com um dos melhores fatalities da personagem.

Apesar disto, eu ainda estava com duas vitórias na sua frente. Ele precisaria me vencer mais 4 vezes para ganhar.

— Você já tem alguma ideia do que quer em troca caso vença, Levi?

Ele cruzou as mãos sobre o abdôme e largou o controle apoiado naquela protuberância oculta no short.

A adrenalina de estar diante de um possível flerte me fez gaguejar antes de responder.

— Já consigo ter uma ideia — revelei relutante. Minha pele formigava e eu me sentia trêmulo.

— Muito bom, agora você já tem pelo que batalhar. Vou humilhar você nas partidas restantes. — Thiago riu de forma maquiavélica me fazendo rir, o que me descontraiu.

Agora um pouco mais relaxado, dispensei o assunto o oferecendo sorvete. Ele aceitou de imediato.

Fui até a cozinha, me servi com duas cumbucas recheadas e, ao retornar, ele havia tirado da sacola um pacote grande de Doritos e duas barras de Snickers.

— Eba! — Não me contive.

Ele riu.

Lhe passei a cumbuca e me acomodei numa almofada de frente para ele.

Com o pacote arregaçado entre nós dois, passamos a dividir o salgadinho.

E então, naturalmente, começamos a contar mais sobre si mesmos. Ele me fez espedaçar Doritos sobre o sorvete — o que foi uma excelente ideia, preciso admitir. Fez alguns truques que aprendeu com o pai, como esconder pedaços do dedo e crescer outras partes, falou algumas idiotices e se mostrou sentimental ao mencionar a mãe.

Conforme íamos trocando pequenas intimidades, ele ia ficando mais desinibido. Se comportando cada vez mais a vontade. Revelando "acidentalmente" mais partes do corpo. Caras e bocas que jamais pensei serem atraentes...

Mil demônios se mordiam dentro de mim, lutando para manter o senso com todo aquele buffet em exibição sobre o puff.

Para além de todo o charme, carisma e beleza incontestável, Thiago também era gentil, atencioso e fofo e me tratava como um príncipe, instigando-me a falar mais a meu respeito. Ele retomava detalhes mencionados por mim com um interesse precioso. Jamais imaginei que homens pudessem portar essas qualidades.

Descobri que ele gostava de astronomia, e era apaixonado por mapear as estrelas. Gostava muito de atividade física, apesar de odiar o suor em excesso. A materia favorita era física, mas disse odiar matemática. Era filho único, amava o pai e possuía um viralata chamado Lexy.

Gostava de rock psicodélico e pop. Ouvia de Shaw Mendes a Black Eyd Peas.

— Shawn Mendes?! — Eu fiquei surpreso.

— Ele é bem bacana, 'man'. Não entendi a surpresa.

Analisei seu rosto alguns segundos, me certificando de que não havia pegadinha, e por fim dei de ombros sem contestar.

Em algum momento enquanto conversávamos, minha tia atravessou a sala em vídeo chamada com o namorado a caminho do quarto. Antes de entrar, pediu licença e apagou as outras luzes do ambiente, deixando apenas a cozinha acesa.

Aproveitamos a deixa para voltarmos a jogar enquanto amarravamos as pontas de nossos assuntos.

Me esforcei como nunca para vencê-lo, saí com os nós dos dedos doloridos, mas no fim quem ganhou foi ele.

E é claro que ganharia. Eu aproveitei o oculto do silêncios para assisti-lo existir. Escapulia meu foco da tela da TV para seus pés, que se contorciam de concentração e eu fantasiava que era por virtude de um orgasmo. Fitava escuro profundo do vazio da perna de seu short, na intenção de vislumbrar a cor de sua cueca. E até mesmo as vezes em que ele erguia os braços e a manga curta da camisa se retraia, mostrando pelos finos saindo de sua axilia... meus olhos filmavam sem qualquer escrúpulo.

Thiago comemorou aquela vitória esgaçando a manga da camisa e mostrando o bíceps protuberante. Franzindo o nariz, ele fez um biquinho torto compondo uma expressão inesperadamente fofa.

Cretino. Ele sabia o que estava fazendo e onde queria chegar.

— Meus parabéns — Bati palma, intencionalmente irônico — Imagino que vá escolher um ótimo prêmio.

— E eu vou sim, pode ter certeza — respondeu me olhando presunçosamente.

De saco cheio do Mortal Kombat, decidimos partir para It Takes Two. Mas, para falar a verdade, a nossa atenção estava mais voltada um para o outro do que propriamente para jogo. Por diversas vezes, ouvir sua voz rouca contando histórias fantasiosas era mais instigante que o conteúdo da TV. O contrário também ocorria: quando eu contava sobre fatos do mundo que me apavoravam e toda a sua atenção era genuinamente derramada sobre mim.

Lá pelas 21h, não tínhamos chegado nem no fim da primeira parte. Thiago tirou o celular do bolso, conferiu algo na tela e fez menção de levantar, afirmando que precisava ir embora.

Como uma criança deixando para trás o amiguinho que conheceu na praia e temia jamais o ver outra vez, eu concordei descontente e comecei a organizar o que usamos em seus devidos lugares. Quando peguei o controle secundário para desconectar e entregá-lo, Thiago contorceu o rosto numa expressão a qual, de imediato, não soube decifrar.

— Levi... bom, eu tava pensando, o que você acha de manter o controle com você para a próxima vez que formos jogar?

Eu achei a ideia ótima. Era uma garantia de que eu teria sua companhia novamente.

— Eu gosto bastante da ideia, pra falar a verdade. Quando você pode vir outra vez?

Ele deixou acordado que combinariamos pelo Instagram. No momento, não poderia dar certeza, dado o risco da cancelar posteriormente e causar uma frustração.

Eu o acompanhei até a parada e aguardei alguns poucos minutos junto a ele até que seu ônibus passasse.

Antes de ir, ele se despediu com um aceno desengonçado de mãos e desejou-me uma boa noite.

Voltei pra casa anestesiado, revivendo aquela noite incontáveis vezes na cabeça. Ainda parecia irreal. Parecia inconcebível que um acaso arquitetado ocasionou em uma entrosação genuína.

Aquela noite eu não dormi. Também não me masturbei. Eu não queria destruir a aura imaculada daquela lembrança com um ato impulsivo e libidinoso. Me mantive acordado por empolgação, fantasiando possibilidades.

Por volta das 22h da noite, o Instagram notificou uma mensagem de Thiago. Abri e se tratava de uma selfie de metade de seu rosto onde ele apontava um prato de batata doce e ovos para a câmera e a legenda "reabastecendo a pança>o<".

Respondi também com uma selfie.

Ele respondeu com uma reação sorridente, nos despedimos e não falamos mais até a tarde do dia seguinte.

A quarta se seguiu tipicamente, exceto por algumas aulas a mais, dissolvendo a programação de integração. Pela tarde, destinei três horas para a conclusão e revisão do fichamento.

Encerrada minha demanda acadêmica, tomei um banho mais caprichado, me servi de um lanche reforçado e me acomodei, grudado a tela do celular.

Não conversamos durante todo o dia, exceto por uma foto que ele enviara às 20h15.

Nela, Thiago vestia uma camisa polo verde de gola e manga curta. Por cima, um avental marrom, no qual se lia "Maná Hamburgueria". Na mão, uma espátula reta e mais ao fundo era possível ver diversos sacos de pão. Ele estava fazendo um freelance de chapeiro, pegara às 16h30 e só largaria de 23h30.

Na legenda, lia-se: deixaria esse chapeiro sentar no seu sofá e te vencer algumas partidas?

Respondi com emojis gargalhando e acrescentei estar ansioso para a próxima. Antes de dormir, recebi uma mensagem sua informando que largara do trampo.

Na manhã da quinta, durante o intervalo, ele mandou-me algumas mensagens: desejou-me um bom dia, seguido de um emoji de mãozinha chacoalhando e também uma foto.

Ok, eu já poderia considerar uma maneira divertida e unicamente nossa de se comunicar.

Abri a foto e metade dela era a borda de uma caneca branca e a outra metade — a de cima — eram seus olhos, inchados, indicando que ele acabara de acordar.

Respondi com uma foto do meu lanche. Dois pães recheados com patê e uma caixinha de suco industrializado.

Trocamos algumas trivialidades bobas e então Thiago falou que tinha algo para me propor: no sábado a noite, ele iria se reunir com alguns amigos em um skatepark próximo ao bairro onde morava. Levariam alguns jogos, comidas e — talvez — bebidas também, passariam algumas horas por lá e depois iriam embora.

E onde me cabia a informação?

Thiago prosseguiu dizendo que falara sobre mim para os garotos e mencionou que me levaria, ao qual não houve objeção. E agora queria saber se eu colaria com eles.

Fiquei animado, respondi afirmativamente. Comunicaria a minha tia e, a depender de sua resposta, falaria a ele.

Tínhamos portanto um combinado.

Encerramos nosso bate papo, o intervalo chegou ao fim e eu retornei para a sala de aula. Pelo restante do dia, me dediquei à atividades acadêmicas e organização do meu quarto.

Ao anoitecer, falei para minha tia sobre minha saída no sábado. Embora não tivesse certeza do horário, falei que seria as 20h.

— Eu gostei muito daquele rapaz, como havia lhe falado. Espero que seja uma boa companhia pra você. Só peço que você seja responsável e cobre isso dele também, viu? Não se alcolize, Levi, por favor.

Minha tia era uma pessoa muito doce e compreensiva, mas isso não significava que poderia ser feita de gato e sapato. Portanto, para que tudo se saísse da melhor maneira, eu estava sempre disposto a colaborar com os seus combinados.

— Não gosto de álcool, tia Gleice. Não possuo a pretensão de beber, pode ficar tranquila.

Quando acordamos todos os pontos, ela me sugeriu ligar para meus pais e pedir dinheiro. Acatei a sugestão, mas antes me apressei em comunicar a Thiago.

Ele me falou que estaríamos lá as 20h30 e que ele passaria para me pegar de moto às 20h20.

Moto? De quem? E ele sabia pilotar?

Sim ele sabia. A moto era de um de seus amigos. O mesmo do controle de PS5. Ele era maior de idade e também possuía habilitação. Seu nome era Ramón.

Daquele detalhe minha tia não ficaria sabendo.

Liguei para minha mãe antes de dormir. Somente para ela. Atualizei ela sobre os ocorridos que se passaram e comuniquei os planos para o dia seguinte. Ela me transferiu certa quantia sem relutancia. Nos despedimos com "saudades" e "eu te amo".

Por fim, tudo se encaminhou para dar certo.

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