Era uma quinta-feira, um dia normal como qualquer outro. Eu, Amanda, aos 35 anos, sou morena clara, de pele macia e bem cuidada. Tenho olhos castanhos, 1,69 m de altura e cabelos lisos que batem na altura do peito. Tenho um corpão: coxas grossas, bunda grande e arrebitada, e seios médios e firmes. Minha tatuagem floral no braço e minha aliança de casamento brilhavam com o sol daquela manhã.
Enquanto eu me arrumava no quarto, meu marido Roberto, de 37 anos, tomava banho. Ele é branco, de pele clara, tem 1,83 m, costas largas, braços fortes e abdômen definido. Seus olhos são castanhos, o cabelo preto é curto e bem aparado, tem barba rala e ombros largos. Estamos juntos desde que nos vimos pela primeira vez na clínica médica onde eu, aos 17 anos, estagiava. Roberto, na época com 19, era motorista do médico responsável. De conversas e brincadeiras veio o namoro e, depois, o casamento. No meio disso, nos primeiros meses de namoro, eu engravidei e tivemos um filho.
Após isso, fomos demitidos e tivemos que nos virar. Fui vendedora de roupas e calçados; Roberto foi motoboy, pedreiro e até garçom. Recentemente, fui contratada por uma agência para vender motos e ele trabalha como segurança em uma empresa privada — onde ganhou todo esse porte físico. Fizemos tudo pelo nosso filho. Há cinco anos, Roberto foi contratado por uma empresa onde é representante de vendas de equipamentos e sistemas hospitalares; com isso, passou a ganhar o dobro, cerca de 10 mil reais. Decidimos nos mudar para um bairro próximo às rotas de viagem que ele pegava: o Nova Esperança, um bairro de classe média em ascensão, tranquilo, mas colado à comunidade Morro Verde.
A casa que escolhemos é linda, como sempre sonhamos. Na fachada, um portão branco eletrônico e um jardim de grama baixa. Garagem com duas vagas, uma sala grande com móveis novos e cheia de fotos da nossa família. Minha cozinha é como planejei e nosso quarto tem uma cama com cabeceira estofada e um guarda-roupa grande — um local reservado e íntimo entre eu e meu marido. Já o quarto do nosso filho, Bruno, era o cômodo que eu menos frequentava: cama de solteiro encostada na parede, mesa de estudos, uma TV de 32 polegadas com seu PS5 (presente de aniversário), alguns livros e tudo sempre limpo.
Bruno tem 18 anos, é branco com olhos castanhos parecidos com os meus, pele clara, 1,78 m e magro. Inteligente, estudioso e bom menino, sonha em cursar Direito. Com a mudança, Bruno foi transferido no último ano do Ensino Médio para a escola do bairro, que fica entre a urbanização e a comunidade: a Escola Estadual José de Amaral. É um lugar que vive entre a disciplina e o caos; apesar da estrutura precária, os professores e a diretoria tentam manter a ordem. Bruno se deu bem lá e se tornou um dos melhores alunos. Apesar da fama ruim da escola, ele nunca havia reclamado de nada ou de ninguém.
Olhei meu celular, que estava carregando, e marcava quase 13h. Meu filho sempre chegava por volta das 11h30, pois saía 15 minutos mais cedo. Eu estava terminando de me arrumar para sair com meu marido que, como sempre, se vestia de maneira casual. Eu usava um vestido tomara-que-caia feito sob medida, destacando minha pele morena e meus seios. Moldado no busto, o vestido afinava na cintura, realçando meu quadril e colando nas coxas grossas e torneadas, marcando cada detalhe do meu corpo.
De repente, vejo o celular vibrar. Era uma mensagem da escola: "Olá, você é a responsável pelo Bruno? Ele se envolveu em uma briga, poderia vir até aqui?". Na hora, peguei as chaves do carro, chamei meu marido e fomos voando. Na entrada, no pátio de cimento batido com bancos de concreto e árvores, notei uma poça de sangue e me desesperei.
Roberto foi até alguns funcionários buscar informações, enquanto um rapaz se aproximou de mim e disse: "Hoje é meu dia de sorte. O que uma gostosa dessas está fazendo aqui sozinha?". Já tinha ouvido cantadas assim, mas naquele momento fiquei em choque. Tive um sentimento estranho ao ver aquele rapaz, mas avistei meu marido e o segui. Ele disse que me levaria até nosso filho.
Passei por corredores até chegar a uma sala quente, abafada e barulhenta, com um ventilador velho. Meu filho estava lá, com sangue na blusa. A diretora Sônia tomou a frente e disse: "Ele apanhou na hora do intervalo. Nós o encontramos e o trouxemos para esta sala". Roberto, calmamente, perguntou: "Quem fez isso com você?". Sônia assentiu: "Ele disse que só falaria na presença dos pais".
Peguei na mão dele, olhei em seus olhos e disse: "Diz, filho". Com o olhar sério e preocupado, ele olhou para mim e para o Roberto e revelou: "Foi o Richard... ou 'Poia', para alguns".
Ao ouvir aquele nome, meu corpo inteiro estremeceu.
Ainda em choque, eu, Amanda, aos 35 anos — morena, com seios médios, bunda grande, coxas grossas, minha tatuagem floral no braço e cabelos lisos — estava ao lado de Roberto. Ele, aos 37 anos, branco, com 1,83 m, olhos castanhos, ombros largos e braços fortes, olhava para nosso filho. Bruno, de 18 anos, branco, olhos castanhos e pele clara, tem 1,78 m; um menino que nunca havia causado problemas, agora estava com sangue no nariz após tomar um soco. Roberto perguntou:
— Por que ele te bateu, filho?
Ao lado dele, a diretora da escola estadual, Dona Sônia, assentiu:
— Pode nos falar, é importante.
Assustado, Bruno nos informou que Richard, seu agressor, estava pegando no seu pé há um tempo. Ele contou que, no início, eram apenas brincadeiras, piadinhas, empurrões e pequenos conflitos em sala de aula. Mas, ao ver Richard — conhecido por todos como "Poia" — tentar beijar uma menina à força, Bruno reclamou. "Poia" jurou que o bateria.
Dona Sônia, ao ouvir o depoimento, pediu para alguém levar Bruno para lavar o rosto. Foi então que ela nos entregou a ficha do valentão: Richard Santos, o "Poia", tem 19 anos e é morador da comunidade Morro Verde, tendo crescido nos becos da vizinhança. Dona Sônia, com seus 70 anos, disse que o conhece há tempos e que ele sempre teve uma vida sofrida. Os pais morreram cedo e ele foi criado pelo avô, o único que lhe deu carinho e disciplina, chegando a pagar cursos de computação para o jovem. Infelizmente, o avô faleceu quando Richard era mais novo , e o garoto passou aos cuidados do tio, Manoel, um homem de 56 anos que vive bêbado e tem comportamento agressivo. O tio mal aparece em casa; vive viajando ou em bares.
Na prática, Richard vive por si só. Ninguém manda nele. É um rapaz inteligente, mas repetente — está no segundo ano do Ensino Médio. Todos sabem que ele faz tudo por dinheiro: "gatos" de energia elétrica, pequenos reparos e "corres" para o pessoal do movimento. Quando menor, já foi apreendido por furto e, recentemente, foi preso por roubo após ter uma crise de apendicite no meio de um assalto a uma distribuidora de bebidas.
Ouvindo aquilo, Roberto reclamou:
— Esse rapaz deveria estar preso!
Com raiva e ódio, completei que faria questão disso. Pedi que chamassem Richard ou o tio dele, caso contrário, iríamos à polícia. Dona Sônia prometeu tentar contato com Manoel. Avisamos que, se até segunda-feira não tivéssemos retorno, faríamos a denúncia.
Ao sair, meu vestido tomara-que-caia marcava meus seios e meu quadril. Senti alguns olhares sobre meu corpo, mas com minha aliança brilhando e meu marido ao lado, ninguém ousou mexer comigo. Naquele final de tarde, meu filho ficou o tempo todo no quarto. Eu, ainda abalada, vestia uma minissaia e uma blusinha justa enquanto ajudava Roberto a arrumar as malas para sua viagem.
Após o jantar, onde Bruno não apareceu — o que era raro —, decidi deixá-lo descansar. Roberto me disse:
— Amor, vou viajar cedo amanhã. Hoje tem...
Minha preocupação era o meu filho, mas nosso relacionamento na cama estava estranho nos últimos meses; o sexo era pouco e muito previsível. No quarto, Roberto, com seus ombros largos e mãos grandes, retirou minha blusa ferozmente e logo depois o sutiã. Em seguida, arrancou a minissaia — eu já estava sem calcinha, algo que costumo fazer quando estamos a sós. Ele me jogou na cama enquanto a luz da noite passava pela cortina fina.
Sem preliminares, ele me agarrou e me deitou de costas, levantando minhas pernas. Começou com estocadas leves, aumentando o ritmo aos poucos. Ainda pouco lubrificada, eu sentia pouco prazer; fingia gemidos baixos, como nas últimas vezes. Decidi me movimentar para tentar sentir algo. Ele acelerou:
— Vou gozar, minha morena... Que foda boa!
Aumentei meus gemidos falsos até sentir o esperma invadir meu corpo. Após mais uma noite de frustração, dormimos.
Acordei às 6h20 e fui para a cozinha. Bruno apareceu, já melhor, e disse:
— Já conversei com o pai, hoje não vou à aula.
Perguntei por Roberto, e ele disse que o pai fora resolver assuntos antes de viajar. Vesti minha roupa de academia: uma legging preta que destacava minhas coxas e glúteos e um top vermelho que sustentava meus seios. Fiz agachamentos, exercícios de perna e bati meu recorde na esteira.
No caminho de volta, ao chegar no portão, ouvi uma cantada:
— Com esse rabão, eu não saía de casa, morena gostosa!
Ao virar, deparei-me com um rapaz negro, marcante, com cerca de 1,89 m. Magro, porém com músculos rígidos de quem trabalha duro. Tinha olhos pretos intensos, rosto sério e cabelo curto. Estava sem camisa, com uma calça jeans surrada e uma cicatriz no abdômen.
— A senhora se chama Amanda, não é? — perguntou ele.
— Quem é você? — respondi, sem baixar a cabeça.
Com um olhar de deboche, ele disse:
— Poia.
— Você é o safado que bateu no meu filho!
— Ele mereceu. Tudo tem seu preço — retrucou ele.
Sem pensar, dei um tapa em sua cara. Ele agarrou meu braço com força:
— Diga pro seu filho que o que é dele está guardado, sua morena gostosa!
Ele me soltou e eu gritei:
— Filho da puta!
Entrei em casa desesperada, chamei Bruno e mostrei a imagem da câmera de segurança.
— Esse é o Richard. Ele veio aqui e te ameaçou. Vou ligar para a polícia agora!
Bruno respondeu prontamente:
— Não, mãe! Isso não é necessário.
Ele pegou seu livro de Direito e explicou que Richard seria preso por muito tempo, pois não era réu primário. Insisti que iria à delegacia assim que o pai chegasse. Bruno me olhou com um pavor profundo e disse:
— Você não entende... Se ele for preso, eu também vou.
Tomei um susto tão grande que quase desmaiei ali mesmo, na sala.