Comprei Um Carro E Descobri Que Sou Corno - 2

Um conto erótico de Mais Um Autor
Categoria: Heterossexual
Contém 1087 palavras
Data: 16/01/2026 23:17:37

Felipe era o meu melhor amigo desde a época em que dividia o quarto fedido da república comigo. Ele aparecia quase todo fim de semana na minha casa com a esposa e os filhos, trazendo cerveja artesanal cara pra caralho. E, principalmente, foi esse filho da puta que, há quinze anos, me apresentou à minha esposa.

Literalmente ele me trouxe ela pelos braços. Eu lembro daquela noite como se tivesse sido ontem.

A república estava um caos. Sexta-feira, final de semestre, gente demais pra pouco espaço. O som alto fazia as paredes vibrarem, o chão grudava no pé de tanta cerveja derramada, e tudo fedia a álcool. Eu estava encostado na pia da cozinha, segurando um copo de plástico, tentando me embebedar o suficiente pra aproveitar a festa.

Foi quando o Felipe apareceu. Vinha de braços entrelaçados com uma loirinha baixinha e, pelo jeito como os dois riam alto, se cutucavam e se encostavam sem a menor cerimônia, assumi que estavam se pegando. Embora ele já namorasse sua atual esposa, era muito raro ele sair de uma festa no zero a zero.

“João, essa é a Letícia, minha amiga da escola. Letícia, esse é o cara que eu te falei.”

Senti a inveja mais intensa que já tive na vida. Letícia era exatamente o tipo que me fazia perder o ar. Loira, baixinha, peitos médios, bunda redonda que preenchia a calça jeans, como se tivesse sido costurada no corpo dela. Mas o que me pegou de verdade foi a carinha de santa… inocente, quase angelical, que me fazia imaginar as maiores perversões. Não sabia quais poderes mágicos aquele filho da puta tinha para pegar alguém como ela.

“Você mora aqui também?”, ela me perguntou.

Antes que eu abrisse a boca, Felipe respondeu por mim: “Sim, ele divide quarto comigo!”

Letícia deu um soquinho leve no braço dele.

“Deixa o menino responder!”

Felipe riu alto, já bem alterado graças à cerveja quente da festa, e soltou uma bomba sem filtro nenhum: “Ah, ele estuda administração, divide o quarto comigo e é um amante bem generoso… pronto, já sabe tudo sobre ele. Agora tá na hora de você convencer que é digna dele. Jão, sabia que ela faz um oral maravilhoso?”

“Aí, como você é idiota!”, Letícia berrou, corando instantaneamente. Foi pra cima do Felipe sem pensar, e os dois começaram uma guerra de cócegas, desajeitada, barulhenta e chamando atenção de todos ali. Risadas, empurrões, mãos se procurando mais do que o necessário. Aquilo só acabou quando ele segurou os dois braços dela acima da cabeça, rindo, e puxou ela pra perto num abraço.

Era a versão adulta das crianças que ficam puxando o cabelo uma da outra no recreio. Os dois estavam flertando, mesmo que fosse duma forma bem infantil. O que eu não entendia era por que diabos tinha sido enfiado no meio daquele joguinho.

Deixei eles para lá, fiquei só mais um pouco na festa, mas o cansaço bateu. Subi pro quarto antes da música parar, joguei o tênis num canto e apaguei quase na hora.

Algum tempo depois fui acordado no susto.A porta do quarto se abriu com força, os dois rindo alto. Felipe entrou primeiro, tropeçando, seguido da Letícia, que ria e mandava ele calar a boca sem muita convicção.

Eu virei pro lado, fingindo dormir, mas estava acordado demais pra ignorar aquilo.

Felipe se jogou na cama de bruços, espalhando os braços. “Tô morto. Faz uma massagem aí, Lê. Só um pouquinho.”

Ela nem hesitou. Montou nas costas dele com toda a naturalidade de quem já tinha feito aquilo outras vezes. Começou a apertar os ombros, os dedos afundando devagar, enquanto ele soltava gemidos exagerados de alívio.

“Aí que massagem gostosa, minha putinha… tô morrendo de tesão.”

“Putinha? Você tá louco?”, Letícia disse enquanto beliscava ele.

Eu achei que eles fossem transar ali mesmo, comigo “dormindo”. Mas não. Eles continuaram somente naquela brincadeirinha deles, falando besteira, rindo baixo, sem nenhum dos dois passarem daquele limite.

Depois de um tempo a massagem terminou, Letícia deitou do lado dele, e os dois dormiram. Achei estranho, mas naquela época definitivamente o que eles faziam não era da minha conta.

No dia seguinte acordei com a luz entrando pela janela e um peso estranho no peito. Virei a cabeça por instinto — e vi os dois dormindo de conchinha. Letícia encaixada nele, o braço jogado por cima do peito do Felipe. Levantei em silêncio, me arrumei e fui pra faculdade.

Se a interação deles durante a festa já tinha sido incomum, o que o Felipe veio me falar quando voltei pra casa foi ainda mais surreal.

“Pô, você é viado, cara?”, ele disse, rindo. “A Letícia acordou chateada hoje. Ficou falando que tava se sentindo feia porque você não tentou ficar com ela.”

“Você tá brincando, né?”

“Lógico que não! Ela adorou você. Disse que te achou super “fofinho”. Palavras dela.”

Fiquei alguns segundos em silêncio, tentando organizar a cabeça. “Cara… eu nunca furaria o olho de um amigo meu.”

“Como assim?”

A confusão genuína no rosto dele me deixou extremamente confuso. Pra mim, o que eu estava dizendo era óbvio demais. Mesmo assim, tentei explicar: “Ah, mano… você é como um irmão pra mim. E vocês dois claramente têm algo…”

Nem consegui terminar a frase.

Felipe caiu na gargalhada. Literalmente. Se abaixou, apoiou as mãos nos joelhos e acabou rolando no chão da cozinha, rindo como se eu tivesse contado a piada mais absurda do mundo.

“Pelo amor de Deus!” disse, enquanto tentava recuperar o fôlego. “A Lê é como uma irmã pra mim. Seria até nojento pensar em pegar ela.”

Ele enxugou uma lágrima e completou: “Relaxa, cara. Você tem minha benção. Toma o número dela, chama pra sair.”

E eu obedeci.

O resto é história. Namoramos por um tempo, fomos morar juntos, casamos antes mesmo de eu terminar a faculdade. Quinze anos de casamento. Dois filhos. Uma vida inteira construída em cima daquela conversa.

E agora eu tinha que lidar com um par de chifres — dela com o meu melhor amigo.

Não é que eu nunca tivesse imaginado que algo tivesse acontecido… ou que pudesse acontecer. Eles nunca pararam com as brincadeiras, com as cócegas, com os abraços demorados, com as massagens. Com o tempo, eu só aceitei que aquele era o jeito deles. Confiei. Me convenci de que estava tudo bem.

E esse foi o meu maior erro.

---

Se quiser o resto tem no www.ouroerotico.com.br

IMPORTANTE DE 17/01 ATÉ 21/01 O CONTO VAI ESTAR DE GRAÇA NA AMAZON

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive mais_um_autor a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários