Playboy da Praia Tá Fazendo De Tudo Para Comer Minha Esposa - 3

Um conto erótico de Mais Um Autor
Categoria: Heterossexual
Contém 982 palavras
Data: 16/01/2026 18:13:25

Minha esposa anunciou que ia correr na orla, enquanto eu tirava meu cochilo da tarde. Quando vi o topzinho rosa-choque apertando os seios dela e o microshortinho de lycra que subia pela bunda, deixando as coxas expostas, pensei em falar alguma coisa. Mas sabia que era uma causa perdida. Tentei dormir, rolei para cá e para lá, mas nada adiantou. Depois de uns dez minutos, fui para a rua.

Cheguei à praia e me sentei num quiosque, pedindo uma cerveja gelada. Mesmo sendo de tarde, o sol ainda estava insuportável, deixando tudo em volta úmido e abafado. Fiquei ali, fingindo olhar o mar enquanto esperava Carol voltar da corrida. Havia grupos de turistas, famílias com crianças, gente jogando futevôlei, o de sempre. Tomei minha cerveja devagar, olhando o movimento, mas pensando nas brigas idiota com a minha esposa e no quanto aquela viagem estava tendo o efeito contrário do que eu planejava.

Depois de tempo, ela apareceu na orla, correndo devagar, o corpo inteiro suado. Ela não me viu no quiosque — passou reto, ofegante, e sentou-se num banco perto, as coxas bronzeadas brilhando. Paguei minha cerveja e fui na direção dela, chegando bem na hora em que ela secava o rosto com a mão.

"Amor, que bom que você veio me buscar", ela disse, brincando, ao se levantar para me dar um beijo rápido na bochecha — suado e salgado. “Mas, não chega muito perto de mim, que eu estou suada, nojenta.”

De mãos dadas, voltamos para o hotel andando pela beira da praia, em silêncio quase total, apenas apreciando a paisagem e um dos poucos momentos de calmaria que tivemos naqueles dias. Até que começamos ouvir gritos. “CAROL! CAROL! CAROL”. Carol parou no meio da areia, os olhos arregalados de surpresa, e virou o rosto para uma loira alta que corria em nossa direção. E o pior: eu sabia exatamente quem era e eu não suportava aquela mulher.

Bianca era uma das “amigas” de Carol da adolescência — aquelas que minha esposa conhecera em concursos de miss, para os quais a minha sogra a obrigava a participar. Todas as amigas daquela época pareciam clones: altas, loiras, siliconadas, fúteis, cheias de plásticas e casadas com algum velho da lancha. Agora que Carol era pesquisadora, não tinha mais nenhuma conexão com aquele mundo nem com aquelas pessoas.

Ainda assim, as duas se abraçaram efusivamente, entre gritinhos e risadas. Mal dava para reconhecer minha própria mulher — era uma regressão completa. "Bianca! Quanto tempo, menina! O que você tá fazendo aqui?", perguntou Carol.

"Vim passar o fim de ano com uns amigos!" Bianca respondeu, antes de me olhar de cima a baixo, com o sorriso mais falso que já vi, com certeza me desaprovando. Forcei um "oi" seco, apertando a mão mole dela.

A conversa fluiu solta: Bianca falando das plásticas novas, das viagens a Dubai, das festas que organizava. Carol ria, atualizando sobre a carreira e planos para viagens, quando a gente tivesse algum dinheiro sobrando. Então a amiga da minha esposa soltou: "Olha, hoje à noite a gente vai fazer um luau incrível aqui na praia! Fogueira, músico profissional, drinks liberados... Você tem que vir, Carol! Vai ser como nos velhos tempos."

Quase ri com as últimas palavras… velhos tempos. Não achava que Carol tinha saudades daquela época em que sua mãe a forçou desesperadamente a tentar caber num sonho que nunca foi dela.

Testes para comerciais, concursos de beleza, aulas de postura — tudo empilhado um em cima do outro como se disciplina pudesse fabricar vocação. Carol cresceu carregando esse projeto alheio nas costas, aprendendo cedo a sorrir quando mandavam e a calar qualquer desconforto. Talvez fossem desses “velhos tempos” que ela falava — e não achava que minha esposta tinha qualquer saudades daquela época.

Mesmo assim, Carol olhou rápido para mim, os olhos verdes brilhando de animação. "Sério? Eu nunca fui a um luau... O que acha, amor?"

"Podemos ir, se você quiser", respondi baixo, deixando claro pelo tom que eu não tinha a menor vontade de fazer aquilo. Porém, Carol ignorou meu tom e virou-se para Bianca com um sorriso radiante. "A gente vai, sim!"

Bianca bateu palminhas, como se fosse uma foca treinada, animada pra um caralho. "Perfeito! Começa no pôr do sol. Te vejo lá, amiga!" disse, dando outro abraço apertado na minha esposa, ignorando minha cara de poucos amigos, e saiu rebolando, acenando e indo em direção ao seu grupo.

"A gente não vai nessa porra, né?", perguntei assim que ela saiu, frustrado.

Carol parou de andar, plantando os pés na areia fofa e me olhou com uma mistura de impaciência e súplica. "Ai, amor... por que não? Faz anos que não vejo a Bianca, e ela é divertida. Estamos aqui para relaxar, para tentar algo diferente... Lembra quando a gente era mais jovem e fazia loucuras?"

"Ouvir conversa de gente chata e fútil… Isso parece mais tortura do que loucura." Cruzei os braços, puto só de imaginar passar a noite fingindo simpatia para aquela turma.

Carol não gostou da minha piada. Ela ficou séria, os olhos estreitados contra o sol. "Lucas, se continuarmos nessa mesmice, você sabe o que vai acontecer. Essa viagem é nossa chance. Não podemos ficar trancados no quarto o tempo todo."

As palavras dela me acertaram como um soco. Era uma ameaça velada, mesmo que ela tivesse um pouco de razão. A rotina estava nos destruindo. E eu conhecia bem a minha esposa, mesmo se eu dissesse que não queria ir, ela iria para o lual sozinha.

Suspirei, passando a mão nos cabelos ruivos dela, úmidos de suor. "Tá bom, a gente vai. Mas só por uma hora, no máximo. Se Bianca começar com aquela falsidade, ou se eu não aguentar os amigos playboys dela, a gente sai na hora."

Ela sorriu animada e me deu um beijo rápido. "Vai ser legal, amor. Prometo."

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Os próximos capítulos dessa história estão aqui: https://www.ouroerotico.com.br

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Comentários

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Espero que no finalzão seja de um marido corno

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