Paixão e Sangue - Parte 7 - Amores que Vem e Vão

Um conto erótico de Nanda e Mark
Categoria: Heterossexual
Contém 3280 palavras
Data: 16/01/2026 15:00:18
Última revisão: 16/01/2026 15:42:07

Estou voltando.

Vou tentar postar um capítulo por semana se Deus e meu Mozão me ajudarem.

Beijão procês,

Nanda.

Para aqueles que não se lembram, esta é a história de amor de Ricardo e Bruna, um amor que desafiou barreiras e enfrentou diversos percalços. Conta a história de seu maior desafio, quando, numa exibição fechada do filme Paixão e Sangue, protagonizado por Bruna, Ricardo descobriu que vinha sendo traído pela amada. Não apenas ele, mas todos os presentes, algo que mudaria a vida deles para sempre.

[...]

Manu ficou boquiaberta. Repousou a taça sobre a mesa e ficou olhando para o nada por segundos, em silêncio. Depois, voltou a encarar o aparelho e despejou uma série de críticas, praticamente repetindo tudo o que já havia sido dito, verdadeiros puxões de orelha virtual contra Ricardo e terminou dizendo:

- Sorte sua que eu não estou aí, menino, senão eu te daria umas boas palmadas.

A Ricardo só competia concordar. Esmeralda, entretanto, perdia a amizade, mas não perdia a piada:

- Acho que a mamãe Chiquinha vai se dar melhor. A mãe Manu é muito estressada. Daqui a pouco vai ficar ranzinza igual a “Bruxa do 71”.

A mesa virou uma algazarra: Fred cutucava Memê; Memê cutucava Fred; Marcel e Chiquinha davam risada; Manu discutia com Memê, mas sempre com um sorriso no rosto; e Ricardo? Bem, Ricardo sabia que a noite seria longa, mas sabia que a sua família nunca o deixaria desamparado.

[CONTINUANDO]

Ricardo respirou fundo, ainda emocionado com as lembranças, tão distantes, mas ainda assim tão impactantes, marcantes... Ele andava a passos largos, fumaça de escapamento e sons de discussões se amontoando ao seu redor. O engarrafamento da Avenida Paulista era uma prisão de espontaneidade e conveniência, mas não para ele que pisava com força, mesmo que não soubesse para onde ir, mas como se buscasse um lugar que lhe acolhesse. Cada passo era uma tentativa de fuga, mas por mais que andasse, corresse voasse, a verdade o perseguiria implacavelmente: Bruna havia transado com outro homem. Não só transado. Havia gemido, repetido, gostado e registrado tudo na frente de uma câmera. As imagens, gravadas e guardadas por Antunes, ainda queimavam na retina de Ricardo, descoberto da pior forma possível, num telão de cinema lotado de gente que certamente agora o olharia como o corno oficial da cidade.

Ele chegou em sua casa já de madrugada. Na realidade, Ricardo nem sabia porque havia ido para sua casa. Não era esse o plano, nem de passagem.

A casa estava apagada, tomada por um breu quase sufocante. Mas havia uma luz tênue de uma luminária de canto da sala que lançava uma luz naquele cômodo. Viu então um outro flash de luz vindo do final do corredor, de seu quarto com Bruna. A porta estava entreaberta, luz amarelada vazando pela fresta como um suspiro cansado. Ele se arrastou até lá e a empurrou... devagar... lentamente... como se ela pesasse uma tonelada.

E lá estava ela.

Bruna dormia na cama, numa posição fetal, encolhida como uma criança que sabe que fez merda grande demais para ser perdoada. O olhos inchados, a face ainda úmida, lenços de papel fazendo a vez de companheiro leal. No chão, uma caixa de lenços vazia e mais lenços espalhados como pétalas mortas de um buquê que alguém ousou pisotear. O ar cheirava a limpeza e... solidão... e isso acertou Ricardo como um soco no estômago.

Ele ficou parado, prostrado sob o batente da porta, sem saber se ia ou vinha.

Como se o peso daquela amargura sufocasse a todos, Bruna acordou, dando um grito desesperado, respirando rápido, debatendo-se contra um inimigo invisível.

Talvez invisível para Ricardo, mas a culpa tem nome, e corpo, e peso, e ela vinha esmagando implacavelmente Bruna.

Instintivamente, Ricardo foi até ela e a abraçou. Ele não pensou. Só sentiu e agiu, acolhendo-a em seus braços:

- Ricardo!? Você... voltou.

A voz dela saiu rouca, quebrada. Ela se aninhou no peito dele antes que ele respondesse, rápido demais, os olhos se enchendo de lágrimas novas antes mesmo de conseguir pensar em algo:

- Você veio… Graças a Deus, você veio. Eu... eu... Senta aqui. A gente precisa conversar.

Mas Ricardo não se mexeu. Aliás, se mexeu sim, mas para desvencilhar-se dos braços dela, ficando de pé ao lado da cama:

- Não estou pronto pra conversar, Bruna.

Ela piscou, confusa, como se aquelas palavras não fizessem sentido na cabeça dela:

- Mas você veio. Isso significa alguma coisa, né? - Como ele se mantinha em silêncio, ela insistiu: - Né!?

- Significa só que eu vim pegar algumas roupas. Eu preciso sair, respirar, pensar. O ar aqui dentro tá pesado demais...

As lágrimas dela voltaram a escorrer, livres agora. Ela se levantou devagar, as pernas tremendo, o vestido amassado colado no corpo como uma segunda pele:

- Por favor… não vai embora de novo. Conversa comigo. Eu... Eusei que foi um erro, meu erro! Eu sei que foi um erro enorme, mas nosso amor é maior que isso.

Ricardo se mantinha impassível, um iglu, frio por fora, mas com temperatura suficiente para manter a vida por dentro:

- Lembra... Lembra da nossa primeira vez, no chalé? - Ricardo sorriu levemente das lembranças que ele próprio tinha revivido: - Da gravidez? A gente sempre superou tudo.

- Superamos quando a gente era honesto um com o outro. Quando você não mentia na minha cara e não abria as pernas pra outro homem enquanto eu ficava em casa achando que você tava “trabalhando”.

Ela levou a mão à boca, como se ele tivesse batido nela. Ele entendeu de imediato que havia extrapolado e baixou a cabeça, envergonhado de si mesmo:

- Viu? Eu não estou pronto. Não quero isso para a gente. Não precisamos nos ofender.

- Eu te entendo, meu amor. Juro que entendo. E você pode não acreditar, mas eu não queria te machucar. Eu só pensei… que era trabalho, crua, nua, mas arte. E que você, com sua cabeça aberta, ia entender.

- Ter cabeça aberta não me obriga a aceitar ser traído, Bruna. Você tinha que ter pedido para mim antes. Tinha que ter falado...

O silêncio caiu pesado entre eles. Ela baixou os olhos, as mãos torcendo a barra do vestido:

- Sua mãe... Sua mãe é a pessoa mais incrível que eu já conheci e sei que ela não me julgaria tanto...

- Minha mãe!? Quer ligar para ela? Acho que você não vai gostar do que ela tem para falar...

- A Manu?

- A Manu não é minha mãe, Bruna. Ela é... - Ricardo se calou por um instante e suspirou: - É. Ela é minha mãe, postiça, mas é. Talvez ela até te ouvisse, ponderasse algo a respeito, mas mamãe Chiquinha, primeiro te daria uns tapas, depois xingaria e depois talvez te ouvisse, e aconselhasse.

O silêncio voltou, opressor. Ricardo foi até o quarto de hóspedes e logo voltou com uma mala, abrindo-a sobre a cama:

- Me dá uma chance. Só uma. Só... Só... até a poeira abaixar. Não toma nenhuma decisão agora. Estou te pedindo. Por favor...

Ricardo entrou em seu closet e voltou com uma pilha de roupas, colocando-as na mala. Sem olhar para Bruna, fingindo, e bem mal, que arrumava suas roupas, disse, como se resmungasse para o destino:

- Eu não merecia, cara. Não merecia. Tava tudo bem. Bem demais. Porra! Não tem lógica. Não tem um porquê...

- Você quer que eu te conte tudo? Eu conto. Tudo. Cada detalhe. Mas não agora. Agora você está muito magoado, destruído, e isso me mata...

Ricardo suspirou profundamente. Olhou para a caixa de lenços no chão, para a cama onde tantas vezes haviam feito sexo, transado, trepado, até sua visão se desviar para uma foto de seu casamento sobre o criado mudo do lado em que Bruna dormia, os dois sorrindo, tão jovens, tão certos do que queriam, e se lembrou que ali também eles faziam amor, puro, romântico, quase casto, e isso lhe doeu:

- Eu não consigo ficar aqui agora. Não consigo olhar pra você sem ver aquelas cenas na minha cabeça. Sem ouvir os seus gemidos. Os gemidos que era só meus... - Ele a olhou nos olhos, os dele marejados: - Não consigo não imaginar o pau dele dentro de você, te fodendo, como se você fosse uma... uma pu... - Ele engoliu em seco, respirando profundamente: - Eu preciso de tempo. Muito tempo...

Bruna começou a chorar de verdade, soluços que sacudiam o corpo inteiro. As palavras dele não a machucaram, nem o xingamento que quase escapou de sua boca. Mas aquele olhar... A forma como ele a encarou, a dor que deixou escapar do fundo de sua alma, isso a atingiu. Isso a fez ver que talvez tudo havia acabado.

Ainda assim, após algum tempo, ela se recompôs. Não por orgulho, ou empoderamento, mas porque precisava ser forte, demonstrar que ela acreditava que nem tudo estava perdido, que aquilo seria passageiro:

- Quanto tempo?

- Não sei, Bruna. Dias. Semanas. Meses. Talvez mais. Eu só sei que agora, eu não consigo olhar para você sem ter vontade de te xingar. E não quero isso para nós.

Bruna enxugou o nariz com um lenço e ele resmungou:

- Vou pegar só mais umas coisas e sair. Depois volto para buscar o resto...

Ele voltou para dentro do seu closet e ela se aproximou, devagar, passando a ajeitar suas roupas em sua mala. Um pijama usado, com o cheiro dele, daquela colônia que ela havia lhe dado em seu último aniversário, trouxe proximidade e ela o encostou no rosto:

- O que você está fazendo?

Ela acordou daquele momento e olhou para a mala:

- Pelo menos me deixa te ajudar a arrumar essa mala. Está amarrotando toda a roupa...

- Não.

A palavra saiu seca, definitiva. Ela parou, como se eu tivesse tomado um tapa.

Ricardo voltou com outra mala e a encheu com mais roupas, camisas, cuecas, o notebook, alguns livros. Foi até a sala buscar uma pasta de documentos, necessários para um advogado, e voltou a quarto. Bruna agora estava encostada à cabeceira da cama, os braços abraçando os joelhos, olhando para a mala como se fosse um buraco negro, vazio, sugando aos poucos sua alma.

Ricardo pegou as duas malas e ela sentiu o vazio aumentar. Assim que ele chegou a porta, ela gritou:

- Eu te amo, Ricardo! Mesmo que você me odeie agora, eu te amo e nunca vou deixar de te amar.

Ricardo parou antes de chegar ao corredor e pensou em desistir, mas algo o impelia, talvez amor próprio. Ele se virou para ela e disse:

- A gente aprendeu a se amar. Eu espero, de coração, que a gente consiga reaprender a viver um sem o outro. Porque eu também te amo, e isso está me matando.

Bruna começou a chorar e Ricardo a caminhar, do quarto para o corredor, do corredor para a sala, da sala para o medo. Medo que o clique da fechadura somente aumentou, soando como um ponto final.

Ricardo ficou num bom hotel por três dias. O quarto cheirava a limpeza e impessoalidade, e solidão. Embora amplo, sufocava. Depois alugou um flat funcional no centro, com uma sala/escritório conjugado com cozinha americana, um quarto, um bom banheiro e uma janela para um prédio onde um outdoor lhe lembrava que a vida não lhe seria fácil. Nele, um rosto bem conhecido por ele à meia luz, quase imperceptível para estranhos, anunciava o lançamento de um filme. Daquele maldito filme.

Os dias se esticaram em semanas, depois meses. O tempo perdia forma, marcado por noites insones onde ele revivia nosso passado: a infância conservadora que nos moldou, o namoro que desafiou famílias, a primeira transa no chalé, o cheiro de lenha queimando, o corpo dela tremendo sob o meu, o gozo prematuro que nos fez rir e tentar de novo. A gravidez surpresa de Pedro, que nos forçou a crescer rápido, mas nos uniu em um amor maior.

Nesse meio tempo, a notícia se espalhou. Nem poderia ser diferente, afinal, aquele maldito programa sensacionalista havia feito alarde aos quatro ventos. Seus pais, preocupados, primeiro ligaram. Depois, fizeram chamadas de vídeo. Depois, mãe Manu surgiu. Sempre bela, imponente, decidida, querendo torcer o pescoço “daquela paspalha que fez seu filho sofrer”:

- Calma, mãe. Pensei que tivesse vindo me ajudar a pensar.

- Pensar!? É! Melhor a gente pensar onde vai enterrar o corpo dela...

- Mãe!? Se você está brava assim, fico imaginando mamãe.

- Ela? Depois de um pico de pressão, se acalmou. Mas disse que vem logo para resolver com a Bruna e você sabe o que isso significa, né? - Manu sorriu e se serviu de uma taça de vinho, trazido por ela mesma: - Eu, é claro que estou brincando, querido. Por enquanto...

Ter sua mãe postiça por perto foi um alento ao Ricardo. Ela não era do tipo doméstica, de fazer bolinho, canja, sopa, mas o fez ver que a vida ainda girava, e estava passando por ele. Começou a arrastá-lo para fora, em caminhadas, passeios, idas ao shopping para ela fazer compras. Mas era momentos icônicos, animados, ainda mais porque, ela uma autora conhecida e prestigiada, não o deixava esquecer que o meio artístico tinha o seu peso e importância em sua vida.

Foi num restaurante, após ela dar um autógrafo para uma menina que não aparentava sequer ter idade para ler um livro seu, que Ricardo disse:

- Será que a Bruna merece uma segunda chance, Manu?

Manu o encarou por sobre os óculos retangulares de acrílico preto e bebericou um drink com uma calma que contratava com a tensão de Ricardo. Por fim, repousou a taça e levantou uma sobrancelha:

- Essa pergunta somente uma pessoa pode responder, querido. Você sabe da minha história com seu pai, do erro que eu cometi com ele e de como ele me perdoou. Não há um único dia em que eu não me esforce para ser merecedora da chance que ele me deu. Então, o que posso te dizer é que, eu valorizo demais a chance que seu pai me deu. Mas a Bruna... Somente seu coração pode te responder e eu rezo, para que, se você decidir perdoá-la, que ela saiba aproveitar essa chance.

Na semana seguinte, os pais de verdade de Ricardo chegaram, não que Manu fosse de mentira, chegaram. De imediato, o pai o xingou por ele estar morando num cubículo. Ricardo tentou se justificar, mas mãe Manu e mamãe Chiquinha concordaram com ele e o obrigaram a alugar um apartamento minimamente decente.

Essa foi a parte fácil.

Difícil foi Ricardo segurar Chiquinha. Ela queria, porque queria, se encontrar com Bruna para tirar essa história a limpo. Por uma semana, Ricardo contornou aquela sanha, até ela parecer ter desistido.

Num certo dia, seu pai, Marcel, o convidou para saírem só os dois, para tomarem um chope e terem um papo de homem para homem. Marcel foi xingado de machista e enquanto sorria para suas duas, mulheres, quase foi açoitado. Entretanto, num momento, um único olhar para elas foi o suficiente para deixar claro que ele, por mais liberal e igualitário fosse, a sua palavra era lei, e a lei deveria ser respeitada.

Pai e filho saíram, e encontraram um barzinho simples, boteco mesmo, com fundo de quintal onde mesa de plástico barato sofriam na mão de truqueiros experientes e duma pista de bocha, bolaços estalavam uns nos outros, seguidos de risadas e gritos efusivos de seus atletas. Trazendo duas garrafas de cerveja e uma porção de salame, com meio limão, sentaram-se à uma mesa mais ao fundo, isolada. A terapia agora seria de choque, pensou Ricardo:

- E aí, filhão!? Já decidiu a vida que vai seguir?

- Há! Vida... - Ricardo resmungou, enquanto tentava espetar um salame: - Planejei, planilhei, sonhei e quando pensei que minha vida estava nos trilhos, veio um trem e me atropelou.

Seu pai o encarou surpreso e sorriu:

- Gostei disso. Vou usar no meu próximo conto. - Disse Marcel, sacando seu celular e repetindo para um gravador o que Ricardo havia falado.

- Você não perde uma, né?

Marcel o encarou com um sorriso sério no rosto, colocou o celular no bolso, virou um copo americano de cerveja e disse:

- Você acha que é o único que já chorou? Acha que é único que já sofreu? Pois eu te digo, não é! - Ele encheu o copo de cerveja até a metade e apontou: - Cabe a você ver se sua vida será meio cheia, ou meio vazia.

- Pai, eu já conheço essa história do copo meio cheio, meio vazio.

Seu pai então pegou a outra garrafa de cerveja, estranhamente de outra marca, e encheu o copo até o limite, e continuou, até transbordar um pouco:

- Ué!? Se ela estiver meio vazia, encha o copo. Transborde! E se for necessário, mude de marca.

Ricardo entendeu a analogia, mas a constatação lhe doeu na alma. Então, olhando para o próprio copo, resmungou:

- Divórcio, né?

- Né? - Seu pai perguntou, mas logo mudou o tom: - Ou, nééé!

- Pai, eu...

Marcel levantou uma mão, pedindo que ele aguardasse e após virar outro copo de cerveja, o encarou:

- Você a ama?

- Demais!

- O suficiente para encarar e enfrentar as pessoas que a olharem feio por causa do que ela fez?

- Nunca tive medo de cara feia! Oxi!...

Marcel sorriu com aquele “Oxi!”, mas logo sua face voltou a ficar séria:

- E ela? Você acha que ela te ama?

- Acho que sim. Não! Eu sei que sim, pai. - Ricardo virou o seu copo e logo o encheu: - A Bruna é muito... espontânea. Às vezes, parece até simplória. Não sei o que aconteceu de verdade, mas ela sempre foi apaixonada pela arte, e eu sempre a apoiei. Mas a traição...

- A traição machuca, magoa, fere, e vai doer por muito tempo, talvez o resto da sua vida. E o pior não é a dor, é o medo de tudo acontecer novamente. Sabe? A tal da quebra de confiança. Isso é o pior.

- Pois é... E como confiar novamente?

- Com o tempo. Acreditando dia a dia que ela está dando o seu melhor, e que esse melhor está sendo um tijolinho novo no relacionamento de vocês. Não existe vitória sem trabalho árduo, e nesse caso, o mais trabalhoso é acreditar que ela não irá errar novamente.

- Quer que eu feche o olho e acredite que ela não vai me trair novamente?

- Ao contrário. Quero que você abra o seu coração e mais ainda os olhos. Acreditar, não implica em aceitar tudo, nem em não vigiar. Você, se você quiser tentar novamente, entrará com a confiança, machucada, balançada, mas deixando claro que o pé está bem calçado e pronto para chutar. Se ela pisar na bola, você entra de rasteira.

Nesse momento, o celular de Marcel toca e ele ao ver quem liga, sorri e avisa que é a mãe de Ricardo. Ele a atende. Conversam rapidamente, o pai com um sorriso no rosto, algo que Ricardo tinha até tempos atrás quando conversava com Bruna, e o sorriso do pai é tão convidativo que Ricardo se vê sorrindo também enquanto os pais conversam. Assim que o pai encerra a chamada, Ricardo brinca:

- O que foi que a gente esqueceu de fazer, hein? Alguma toalha, a tampa da privada levantada?

Marcel dá uma rápida risada, bebe um belo gole de cerveja e tranquilamente responde:

- Não. Sua mãe só me avisou que ela e a Manu acabaram de chegar na casa de vocês.

- Ué!? Mas elas... tinham saído?

Ricardo sentiu um calafrio percorrer a espinha:

- Pai, elas foram... na casa... na minha casa e da Bruna!?

- Mantenha o copo cheio, rapaz. O copo cheio...

[...]

[CONTINUA]

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO E OS FATOS MENCIONADOS SÃO FICTÍCIOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL É MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DA AUTORA, SOB AS PENAS DA LEI.

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Comentários

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Que bom que retornou esse conto, o enredo é interessante, mas o tempo que demorou deu uma esfriada.

A emoção da descoberta da traição, a emoção do soco no bar, a emoção da prisão e toda vibe enfraqueceu. Precisa trazer algo emocionante para o conto.

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Muito bom! Excelente o cruzamento com o outro conto

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Que bom ver que retomaram as escritas. E seu pai, como está? Conseguiram das um desfecho para a situação?

Grande abraço ao casal.

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