O auditório da universidade, encravado em um prédio centenário do Centro do Rio, exalava o cheiro de papel antigo e poeira úmida. Os ventiladores de teto, modelos de ferro pesados e barulhentos, giravam em um esforço inútil contra o mormaço de dezembro, projetando sombras cíclicas sobre o quadro negro.
No centro do palco, ela falava.
Sua voz era um instrumento calibrado: profunda, firme, com uma dicção que não permitia distrações. Naquela manhã, o tema era a "Vontade de Potência" e o conceito de Amor Fati. Ela usava um conjunto de linho bege, impecável, que contrastava com a desordem urbana lá fora.
A distância, ela parecia uma estátua de mármore. Mas, para quem observasse de perto — como um aluno atento ou um amante minucioso —, a idade se revelava nos detalhes que a maquiagem e a postura não podiam apagar. Quando ela segurava o giz, a pele do dorso de suas mãos denunciava uma delicadeza de papel de seda, com veias azuis desenhando caminhos sobre as manchas senis que começavam a pontilhar a pele clara. Ao sorrir de forma contida para um aluno, o "pé de galinha" ao redor dos olhos se aprofundava, sulcos esculpidos por décadas de leituras e expressões. O cabelo, um castanho-escuro homogêneo e brilhante, tinha uma perfeição artificial; a raiz era retocada com precisão militar para esconder o prateado que insistia em brotar.
— "A vida," — dizia ela, apoiando as mãos na mesa de madeira gasta, "não é para ser preservada como um objeto de museu. A liberdade só existe no instante em que nos permitimos ser estraçalhados pela própria experiência. O corpo é o único laboratório da verdade."
Enquanto ela falava, uma gota de suor solitária traçava um caminho lento da sua nuca, escondida pelas golas altas, descendo pela espinha. Ela sentiu o calafrio térmico e, por um milésimo de segundo, sua voz vacilou. Seus olhos vagaram pelas janelas altas, vendo os cabos de fibra ótica emaranhados nos postes da rua, como se fossem veias de um sistema nervoso cibernético que pulsava junto com o seu próprio desejo.
A aula terminou. Os alunos saíram, mas as palavras dela ficaram vibrando no ar abafado, como o prenúncio de uma tempestade que o Rio prometia, mas raramente entregava sem antes cobrar um preço alto.
O gabinete dela era um bunker de erudição no final de um corredor mal iluminado. Dentro da sala, o ar-condicionado de janela — uma relíquia barulhenta — lutava contra o calor, expelindo um hálito gélido que fazia as pilhas de teses e livros de capa dura cheirarem a mofo e papel frio. Ela trancou a porta com um movimento mecânico. O clique da fechadura foi o sinal para que a máscara de mestre se dissolvesse.
Atrás da mesa de jacarandá, ela se afundou na poltrona de couro. Seus olhos, antes focados em conceitos abstratos, agora buscavam a tela do computador, onde cabos coloridos e descascados se enroscavam como raízes expostas. Ela não abriu arquivos de texto ou e-mails acadêmicos. Em vez disso, deixou sua mente mergulhar em imagens que o algoritmo do desejo já havia mapeado.
Em sua imaginação, a filosofia dava lugar à física dos corpos. Ela visualizava o contraste entre a pele madura e a rigidez do metal. Imaginava braços esticados, ombros travados por correntes que tilintavam com um som elétrico, e a tensão muscular que surgia quando a liberdade era roubada por nós de corda ou algemas de aço.
Sua mão direita desceu, sentindo a textura do linho da calça.
O toque foi técnico, quase cirúrgico no início, mas logo a urgência tomou conta. Ela fechou os olhos e viu corpos anônimos — e o seu próprio — sendo submetidos à imobilidade. Imaginava o peito subindo e descendo em ondas de ansiedade, os dedos dos pés se contraindo em busca de apoio inexistente. Sob a mesa, suas pernas se esticaram, os músculos das coxas vibrando em uma contração silenciosa.
O gozo veio rápido, uma descarga elétrica que iluminou por um instante o vazio do seu gabinete. Foi um alívio agudo, mas incompleto; uma faísca que apenas confirmava que o fogo real só seria encontrado nas ruas estreitas do Centro.
Ela abriu os olhos. O gabinete continuava igual: frio, silencioso e repleto de livros que agora pareciam mudos. Ela limpou as mãos, ajeitou o conjunto de linho e retocou o batom. O verniz estava restaurado, mas por trás dele, o corpo exigia o ferro. Ela pegou sua bolsa, desligou o monitor e saiu. A noite do Rio a esperava com seu bafo quente e suas promessas de aço.
A noite no Centro do Rio não era escura; era saturada por um roxo elétrico e um laranja industrial. O bafo quente do asfalto subia, encontrando a umidade do mar, criando uma névoa densa que transformava os prédios históricos em silhuetas fantasmagóricas. Ela caminhava pela orla da Praça XV, onde a fiação aérea caía em cascatas sobre as calçadas de pedras portuguesas, lembrando as veias de uma cidade que sofria de hipertensão tecnológica.
Ela não era mais a professora. O conjunto de linho bege agora parecia uma armadura pesada demais. O suor brotava na linha do cabelo tingido, escorrendo pelas têmporas e se acumulando no sulco entre os seios, borrando a barreira entre a dignidade e o desejo. Cada passo de seus sapatos de salto baixo ecoava contra as paredes descascadas de ruelas.
Entrou em uma rua estreita, onde o cheiro de urina antiga e maresia se misturava ao ozônio de um transformador que estalava acima de sua cabeça. A iluminação vinha de neons trêmulos de lanchonetes de balcão de inox. O Rio-Punk em sua essência: o futuro chegou, mas não trouxe o conserto, apenas o desgaste.
Ela parou diante da porta.
Era uma peça de madeira pesada, escura, possivelmente carvalho do século XIX, encravada em um edifício de fachada colonial coberta por pichações. Não havia placa. Não havia campainha. Apenas a madeira bruta e uma pequena câmera de segurança.
Ela hesitou. Suas mãos, as mãos que horas antes gesticulavam sobre a moralidade de Kant, agora tremiam. O conflito entre a mulher "acima de qualquer suspeita" e a criatura que ansiava pela imobilidade travava uma batalha final. O suor escorria livremente, marcando o tecido fino de sua blusa. Ela ficou ali por minutos, respirando o ar saturado de poluição e promessas, até que a necessidade de ser subjugada venceu a vergonha.
Bateu. Três batidas secas, nervosas, que ecoaram pela rua deserta como um tiro. Houve um zumbido, o som de trincos se retraindo, e a porta cedeu, revelando um abismo de batidas graves e luzes coloridas. Ela deu o passo para dentro, deixando para trás a professora, a filosofia e o mundo da luz.
Ao cruzar a porta de madeira, o impacto foi sensorial. O ar ali dentro era pesado, uma mistura de gelo seco, suor acumulado e o cheiro metálico de eletricidade velha. O ambiente não era um salão futurista, mas um porão de pé direito alto, com tijolos aparentes e fiação exposta em conduítes de PVC cinza que serpenteavam pelas paredes.
A iluminação vinha de fitas de LED presas precariamente às vigas de ferro e alguns refletores de palco baratos que piscavam em tons de magenta e azul. No salão principal, o público era um reflexo caótico da noite carioca. De um lado, o rigor gótico: espartilhos de vinil, maquiagem pesada e botas de plataforma. Do outro, o despojamento brutal do subúrbio: rapazes de camisetas de time de futebol — Flamengo, Vasco, camisas de tecido sintético que brilhavam sob a luz negra — e garotas de short curto e blusas de alça, segurando copos de plástico com energético. A música eletrônica era um techno seco, grave, batendo contra o peito como um martelo.
Ela foi conduzida para uma sala nos fundos por uma mulher de cabelos raspados e olhos fixos no celular. Lá dentro, o cenário mudava para uma nudez industrial. No centro, uma mesa de massagem metálica, robusta e fria, com marcas de uso.
O homem que a esperava não tinha nada de especial. Era um rapaz de seus trinta anos, com a pele curtida pelo sol e o rosto comum de quem se cruza todos os dias no trem da Central. Ele não a olhou com admiração ou luxúria; apenas indicou a mesa com o queixo, enquanto conferia as horas em um smartwatch de tela riscada.
O processo de despir-se foi uma rendição silenciosa. O conjunto de linho bege, símbolo de sua autoridade acadêmica, foi dobrado e colocado sobre uma cadeira de plástico comum. Ao deitar na mesa metálica, o choque térmico do aço contra a pele quente de suas costas fez seus músculos se contraírem.
Então veio o som do metal real. O rapaz pegou algemas de aço niquelado e correias de couro com fivelas de metal. Com a praticidade de quem amarra uma carga em um caminhão, ele prendeu seus pulsos nas laterais superiores e seus tornozelos nas extremidades inferiores. O tilintar das correntes contra os pés da mesa era o único som orgânico naquela sala. Ela estava esticada, nua e imobilizada diante de um homem que não sabia quem ela era, e que agora tinha o controle absoluto sobre o seu corpo.
O silêncio das palavras foi substituído pelo som seco e rítmico dos dedos do rapaz contra a pele. Ele iniciou o ataque pelas axilas e costelas, onde a pele madura da professora — levemente menos firme, marcada por uma suavidade que o tempo esculpira — reagia com uma hipersensibilidade elétrica. As pontas dos dedos dele afundavam levemente na carne macia sob os braços, e o resultado foi um choque que percorreu toda a sua espinha.
— "HA-HA-HA-HA! HA-HA-HA-HA-HA-HA!"
Na mente dela, o caos se instalou. Onde antes reinavam conceitos de lógica e ética, agora havia apenas um curto-circuito sensorial. Ela se sentia como um texto sendo apagado e reescrito por um autor analfabeto. Era a agonia de perder o controle sobre os próprios músculos, a tortura de um estímulo que não parava, mas, acima de tudo, uma libertação selvagem. Ela não precisava mais ser a Doutora; ali, ela era apenas um organismo.
O algoz desceu para os pés. Ele apertou os calcanhares dela com força, sentindo a textura da pele mais grossa e as marcas discretas de sol. Então, começou a riscar as solas de forma agressiva, subindo para a base dos dedos e descendo para o arco do pé.
— "HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA! HI-HI-HI-HI-HI-HI-HI! HA-HA-HA-HA-HA-HA!"
O riso tornou-se mais intenso, uma cachoeira gutural de sons que ela nem sabia que era capaz de produzir. As correntes tilintavam freneticamente contra o metal da mesa — tinc-tinc-tinc-tinc — acompanhando os espasmos das suas pernas. Na sua cabeça, o prazer era uma dor doce. Ela sentia cada nervo das solas enviando mensagens de pânico e êxtase para um cérebro que já não conseguia mais processar nada além daquele toque persistente.
O suor escorria pelos sulcos de suas marcas de expressão, acumulando-se ao redor dos lábios que tremiam em gargalhadas incessantes. O corpo maduro, com suas curvas agora tensas e vibrantes, brilhava sob a luz crua. Ela não pensava em parar; ela não pensava em nada. A filósofa fora finalmente calada pelo riso.
— "HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA! HI-HI-HI-HI-HI-HI! HA-HA-HA-HA-HA!"
O rapaz continuou, metódico e implacável, até que o riso dela se tornasse apenas um fôlego ruidoso, uma entrega total à humilhação prazerosa de ser apenas carne sob o domínio de um estranho.
Após o ataque implacável dos dedos, o rapaz alcançou um frasco plástico sobre uma bancada lateral. O som do líquido viscoso sendo derramado foi abafado pela respiração entrecortada dela. Ele espalhou o óleo sobre as solas dos pés da professora, massageando o arco e o pequeno joanete com uma força que misturava cuidado técnico e dominação. A pele branca e madura brilhou instantaneamente sob a luz dicroica, tornando-se escorregadia e ainda mais sensível.
Então, ele empunhou uma escova de cerdas firmes, de madeira simples, dessas encontradas em feiras livres.
O primeiro toque das cerdas contra a pele lubrificada foi como um choque de alta voltagem. Na mente dela, qualquer resquício de filosofia ou civilidade foi varrido. Não havia Nietzsche, não havia ética, não havia o Rio de Janeiro lá fora. Havia apenas o agora puro e bruto. Sua mente era um vazio branco, ocupado inteiramente pela textura áspera da escova percorrendo o arco dos pés e o centro das solas.
— "HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA! HI-HI-HI-HI-HI-HI-HI-HI!"
O riso explodiu com toda a energia que restava em seus pulmões. Ela se contorcia com uma força que fazia as correntes de aço estalarem contra a mesa metálica. Era uma agonia física que se transformava em libertação absoluta; o riso era o som de suas correntes mentais se quebrando. Ela estava entregue a uma tortura que seu corpo, em sua sabedoria biológica, reconhecia como o mais profundo prazer. Cada nervo das solas dos pés gritava em uníssono.
— "HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA! HA-HA-HA-HA-HA!"
A gargalhada atingiu um volume que parecia impossível para uma mulher tão contida. O corpo maduro vibrava, os músculos das pernas e do abdômen retesados ao máximo, o suor escorrendo pelos sulcos do rosto e se misturando às lágrimas de riso que embaçavam sua visão.
De repente, o rapaz parou.
O silêncio caiu sobre a sala como um peso de chumbo. O som da escova cessou, e ele se afastou da mesa com a mesma indiferença com que começou.
Ela ficou ali, imóvel. O corpo estava empapado de suor, o peito subindo e descendo em espasmos ofegantes. O riso morreu na garganta, deixando apenas o som da sua respiração pesada ecoando no porão. Sua mente estava em um estado de pureza animal, sentindo apenas o formigamento residual e o calor das solas dos pés. Não havia raciocínio complexo, apenas a percepção crua de que ela ainda estava viva, e de que o ferro e o riso haviam feito o que nenhum livro jamais conseguiu.
O rapaz da regata saiu sem olhar para trás, deixando o rastro do óleo e o eco do riso desaparecendo no porão. No silêncio denso, a porta rangeu. A jovem que entrou trazia o Rio de Janeiro das ruas em sua aparência: uma camiseta de poliamida justa e um short jeans desfiado. Ela não trazia o distanciamento do algoz anterior, mas uma curiosidade prática.
Ela se aproximou da mesa metálica e, antes de qualquer movimento agressivo, inclinou-se sobre o corpo da professora. A mulher sentiu o hálito quente da jovem antes de sentir o toque. As lambidas começaram nos mamilos, lentas e úmidas, quebrando a tensão residual. O corpo maduro, ainda em choque térmico entre o suor e o metal frio, reagiu com arrepios que subiam pela nuca.
— "Relaxa, Doutora..." — a voz da jovem foi um sussurro quase inaudível sob o techno que vibrava no teto.
As mãos da jovem soltaram as travas dos tornozelos e reposicionaram as pernas da professora em ganchos laterais elevados. Com um movimento técnico, ela abriu o corpo da mulher, deixando-a em uma exposição total e vulnerável. As correntes nos pulsos foram mantidas curtas, forçando o peito da professora para cima, o que deixava seu corpo retesado contra o aço.
A jovem desceu o rastro de saliva pelo abdômen até a virilha. Ali, a língua começou um trabalho detalhado, explorando as dobras da pele branca e madura, subindo pela parte interna das coxas com lambidas longas que faziam a professora fechar os olhos e apertar as mãos nas algemas. Era a sua primeira vez com uma mulher, e a descoberta dessa nova textura de desejo era um abalo maior do que qualquer tese que já houvesse escrito.
O foco mudou para o centro de sua sensibilidade. A jovem iniciou uma sucção ritmada e intensa no clitóris, alternando com lambidas circulares que faziam as correntes tilintarem em um ritmo frenético — tinc-tinc-tinc. Simultaneamente, dois dedos da jovem penetraram-na com firmeza, buscando a tensão interna daquele corpo que ainda vibrava pelas cócegas.
O prazer não era mais o riso; era um peso dourado e elétrico. A professora sentia o metal frio contra as costas e o fogo úmido entre as pernas. Ela não era mais uma mente analisando o mundo; era um feixe de nervos em curto-circuito.
O gozo veio da estimulação direta e impiedosa do clitóris. Foi uma descarga que arqueou seu tronco para longe da mesa, esticando as correntes até o limite do metal. Ela soltou um gemido baixo, longo, que se perdeu na batida da música lá fora. As pernas, ainda presas no alto, tremiam violentamente enquanto a jovem mantinha a sucção até o último espasmo.
Quando a jovem se afastou, o silêncio retornou. As correntes foram soltas. A professora sentou-se na mesa, o óleo nas solas dos pés deixando marcas no metal. Ela estava desfeita e, ao mesmo tempo, inteira pela primeira vez.
O sol da manhã seguinte entrava pelas janelas altas do auditório, cortando o ar em feixes de luz onde a poeira dançava, indiferente ao caos da noite anterior. O mormaço carioca já começava a pesar, mas dentro da sala de aula, a ordem imperava.
Ela estava lá, de pé, atrás do púlpito de madeira. O conjunto de linho bege estava perfeitamente passado; o batom, um tom discreto de nude, desenhava uma boca que não emitia mais onomatopeias guturais, mas sentenças estruturadas e lógicas. Nada em sua aparência denunciava o tilintar das correntes ou o óleo que ainda deixava sua pele, sob a roupa, estranhamente sedosa.
— "Portanto," — ela concluiu, fechando o livro com um estalo seco que ecoou no silêncio atento dos alunos, "a subjetividade não é um conceito fixo. Ela é uma construção que desmorona sob o peso da experiência real. A verdade, como discutimos, não é encontrada nos livros, mas naquilo que o corpo é incapaz de negar."
Os alunos começaram a guardar seus cadernos e laptops, o barulho de zíperes e cadeiras arrastando preenchendo o vácuo. Alguns passavam por ela, agradecendo pela aula, lançando olhares de admiração para a "Doutora" — aquela mulher acima de qualquer suspeita, o pilar de integridade intelectual da instituição.
Ela retribuiu cada olhar com um aceno polido, um sorriso contido que apenas aprofundava levemente as marcas de expressão ao redor de seus olhos. Enquanto os observava sair, suas mãos, com as veias delicadas sob a pele de seda, apoiaram-se na mesa. Por um breve instante, ela sentiu a planta dos pés formigar dentro dos sapatos elegantes, uma memória sensorial das cerdas da escova e da mesa metálica que parecia pulsar sob o chão do auditório.
Um aluno parou à porta, hesitando.
— "A senhora está bem, professora? Parece... radiante hoje."
Ela ajeitou uma mecha do cabelo castanho perfeito, escondendo a raiz que guardava seus segredos.
— "Apenas uma excelente noite de reflexão, meu jovem. Pode ir. Nos vemos na próxima semana."
Ela ficou sozinha no auditório. O ventilador de teto continuava seu giro barulhento, projetando sombras no quadro negro. Ela respirou fundo, sentindo o cheiro de giz e poeira, e sorriu para si mesma — um sorriso que não era de uma acadêmica, mas de alguém que conhecia o exato som que o ferro faz quando encontra a carne.