A porta do 3B-12 fechou com um clac pesado. O cheiro de incenso barato, cigarro e sujeira era o ar que eu e a Cami respirávamos. Lívia, a pálida, e Nina, a sombria, estavam ali, nos encarando, prontas para um jogo que elas achavam que iriam comandar.
Lívia estava com o cinto de couro na mão. Um sorriso sutil de quem acha que tem a arma.
Eu não dei tempo.
Eu, a Puta Gorda Chefe, andei até ela. Meu corpo, vestido com a camiseta apertada e a calça jeans, era uma força da natureza perto da fragilidade gótica dela. Eu tirei o cinto das mãos dela. Rápido.
"Cinto?" eu disse, pesando o couro na mão. "Esse aqui não é o brinquedo desse quarto, querida. O brinquedo desse quarto... a gente traz. E a gente ensina a usar."
O olhar de Lívia ficou chocado. A surpresa que ela queria nos dar virou a surpresa dela.
"A gente veio aqui," eu continuei, a voz baixa, controlada. "Para relembrar o passado. E para mostrar quem são as verdadeiras donas do 3B-12. Vocês podem morar aqui. Mas a lenda... é nossa."
Eu joguei o cinto no chão. "Tira essa fantasia de rockstar. Agora."
Lívia hesitou. Por um segundo, a rebeldia dela lutou.
"Anda," eu disse. "Ou a gente rasga."
Lívia tirou a camiseta escura. E a calça. O corpo dela era pálido, quase transparente. Magro, com ossos finos.
"Você também," eu olhei para Nina, a sombra.
Nina obedeceu, devagar, sem quebrar o contato visual. O corpo dela, idêntico ao da Lívia, era um contraste frio com o meu calor.
Cami, minha namorada do caos, sorriu. Ela pegou o cinto do chão e foi até a Lívia.
"Você gosta de amarrar, né?" Cami disse, a voz cheia de malícia. "Então vamos amarrar. Mas você não vai mandar. Você vai ser o presente."
Cami usou o cinto para prender os pulsos de Lívia um ao outro, atrás das costas.
"De joelhos," Cami ordenou.
Lívia obedeceu. O rosto dela estava vermelho de vergonha, mas os olhos negros... os olhos estavam famintos.
"Você primeiro," eu disse para Nina. "A silenciosa. Você veio aqui pra usar a boca. A Cami tem o pau de borracha. Você... Hoje você só obedece."
Eu empurrei Nina para o meio do quarto. "Chupa. Chupa a Dona Beatriz."
Eu subi na cama. No colchão velho e rangente. Eu me deitei, gorda, suada, meu corpo pesado afundando nas molas. Eu abri as pernas.
Nina se ajoelhou. Ela olhou para a minha buceta gorda. Os lábios pintados de preto tremeram.
"Não," ela disse, a voz baixa. "Eu não vou chupar sua buceta suada."
"Você vai," eu disse, a voz mais baixa e mais perigosa que a dela. "Você vai chupar a porra da lenda. Você vai lamber a história desse quarto. E você vai engolir cada grito de puta que foi dado nessa cama. ANDA, PORRA!"
Nina cedeu. O rosto pálido dela mergulhou na minha buceta. Os lábios pretos, frios, foram um choque na minha carne quente.
SCHLUCK.
O cheiro de tinta, metal e fumaça misturou-se com o meu. Eu senti a língua dela. Não era fria. Era precisa. Desesperada.
"A primeira lição," eu disse, ofegante. "É que aqui... a gente obedece. A segunda... é que a gente gosta de ser suja."
Cami não perdeu tempo. Ela foi para a Lívia, que estava ajoelhada e amarrada.
"Você. Você é a falante," Cami disse, puxando o corpo de Lívia para cima. "Você vai fazer a sua namorada sentir inveja."
Cami pegou o "Negão" preto. O pau de borracha malvado.
"Abre a boca," Cami ordenou.
Lívia abriu.
Cami não enfiou. Ela esfregou a ponta do pau preto nos lábios da Lívia. Depois, ela esfregou no piercing da Cami. E voltou para a boca da Lívia.
"Gostou do sabor, gótica?" Cami zombou. "É sabor de sapatão. Agora... me chupa."
E a Cami, a minha namorada do caos, fez a Lívia chupar. Lívia, com as mãos amarradas, o corpo humilhado, obedeceu. A boca dela, antes só para teorias sombrias, agora estava ocupada com a borracha.
Eu estava sendo chupada por Nina (a sombra). Lívia estava chupando a rola de borracha da Cami (a arma).
Eu comecei a gozar. O prazer era tanto que eu não conseguia respirar. Nina, sentindo a minha contração, chupou com mais força.
"GOZA, GORDA! GOZA EM MIM! SUJA MINHA MAQUIAGEM!" ela gritava, com a boca cheia. O silêncio tinha ido para o inferno.
Eu gozei. Um grito longo, violento, que fez o colchão ranger.
Nina engoliu tudo. E lambeu os lábios, o rosto coberto pelo meu gozo gordo.
"Gostoso," ela disse, sem emoção.
"Minha vez," Cami disse, tirando o pau preto da boca da Lívia. "Eu quero a rola na carne."
"Minha vez de ditar o ritmo," Cami disse, a voz rouca, o "Negão" preto brilhando na mão dela. Ela não ia ficar só assistindo.
Nina tinha acabado de engolir meu gozo, limpando os lábios pretos com um olhar de choque.
O quarto 3B-12 tinha voltado a ser o que sempre foi: um altar de pecado e carne. A pose de góticas frias de Lívia e Nina tinha derretido sob o comando da nossa experiência. Elas achavam que o preto e o rock as tornavam donas do jogo, mas elas não conheciam a força de uma gorda safada e uma magrela doida.
"Lívia," Cami ordenou, apontando para o meio do colchão. "De quatro. Agora. Mostra pra Dona que essa sua pele branca sabe ficar vermelha de tapa."
Lívia, com os pulsos ainda presos pelo cinto atrás das costas, obedeceu. O corpo dela, magro e pálido, contrastava com a escuridão do quarto. Ela empinou a bunda pequena, os ombros tensos.
"E você, Nina," eu comandei, agarrando o cabelo preto dela. "Lá embaixo. Debaixo da sua namorada. Eu quero que você use essa sua língua de metal para servir a ela enquanto a Cami a destrói."
A formação foi um caos artístico.
Nina deitou de costas no colchão, entre as pernas da Lívia que estava de quatro por cima dela. Eu me posicionei entre as pernas de Nina, onde meu rosto dava naquela buceta magra e pálida.
Cami se posicionou atrás da Lívia. Ela não usou lubrificante. Ela usou o cuspe da Lívia que ainda estava no pau.
"Segura o grito, gótica," Cami rosnou.
E enfiou. O "Negão" entrou com tudo no cu da Lívia.
"AAAAAAAAAAHHH!" o grito da Lívia ecoou nas paredes descascadas do 3B-12.
Cami começou a foder. Sem dó. THWACK! THWACK! THWACK! O som do silicone batendo na carne pálida, o som das molas da cama rangendo em protesto. Cami fodia com ódio, com prazer, mostrando quem era a sapatão alfa daquele território.
Lá embaixo, Nina não ficou parada. Ela obedeceu à minha ordem. Enquanto a namorada dela era arrombada por trás pela Cami, Nina enterrou a língua na buceta da Lívia.
Lívia estava no meio de um sanduíche de sensações. A dor e o prazer do pau preto no cu, e a língua fria da namorada na buceta.
E eu? Eu estava chupando a buceta de Nina com toda vontade. Eu agarrei as pernas dela com força e puxei mais ainda pra enfiar minha língua nela
"Chupa! Chupa sua gorda, Nina!" gritava. Enquanto chupava a buceta da sua namorada.
Era uma mistura de corpos impossível.
Eu, com a cara na buceta dela.
Nina, deitada, chupando a buceta da Lívia ao mesmo tempo, chupando o clitóris da namorada.
Lívia, de quatro, sendo fodida brutalmente no cu pela Cami, chorando e babando de prazer.
E Cami, em pé na cama, as pernas magras e fortes, martelando a Lívia como se quisesse atravessar o corpo dela.
O 3B-12 fedia a incenso, suor, borracha e o cheiro forte de quatro bucetãs em chamas.
"ISSO! FODE ELA, CAMI! RASGA A MADAME DO ROCK!" eu gritava, sentindo o gozo da Nina escorrer na minha língua enquanto eu também a explorava.
Lívia não aguentou. O sanduíche era demais para a "Wandinha". Ela teve um espasmo violento, o cu apertando o "Negão" da Cami enquanto a Nina a fazia gozar na buceta.
"EU VOU GOZAR! EU TÔ GOZANDO! BIA! DONA!" Lívia gritava, perdendo totalmente a pose gótica, sendo reduzida a uma pilha de carne trêmula.
Cami deu as últimas estocadas, tão fundas que a cama quase quebrou. "TOMA! TOMA O LIXO QUE VOCÊ QUERIA!"
Nós quatro desabamos.
Eu caí sobre a Nina. Cami caiu sobre a Lívia. Éramos um monte de pele branca, morena, gorda e magra, todas meladas, suadas e ofegantes. O silêncio voltou, mas não era o silêncio delas. Era o nosso silêncio de vitória.
Lívia, ainda com os braços presos, chorava baixinho de puro êxtase. Nina, embaixo de mim, tinha os olhos revirados.
Eu levantei devagar, limpando o rastro de prazer do meu rosto. Olhei para as novas moradoras.
"O 3B-12 tem história, meninas," eu disse, recuperando o fôlego. "E hoje vocês acabaram de fazer parte dela. Da próxima vez que pensarem em dar um susto em alguém... lembrem-se de quem ensinou vocês a gemer."
Cami desamarrou a Lívia e me deu um beijo sujo, vitorioso. Nós saímos de lá deixando as duas góticas em transe no colchão velho. O passado tinha sido honrado, e o presente... bem, o presente era nosso.