>> Gente, eu já tinha essa história escrita no meu pc… mas nunca tinha publicado, ela é bizarra e grotesca, não leia caso seja sensível para violência e outros temas pesados e polêmicos. Ela não é uma história comum. Então continue por sua conta e risco!
## Parte 1: O Despertar
A primeira vez que Ana viu Raz foi num mercado de rua em São Paulo, e sentiu a excitação descer pela espinha como dedos úmidos. Ela estava fingindo examinar tomates quando aquele formigamento familiar - meio medo, meio tesão - percorreu sua nuca. Alguém estava observando. Não com curiosidade casual, mas com aquela atenção predatória e faminta que fazia seu corpo reagir de formas erradas.
Ela virou devagar, e quando seus olhos encontraram os dele do outro lado da barraca, sentiu o calor explodir entre as pernas. Raz era todo linhas afiadas e fome mal contida - alto, magro de um jeito perigoso, cabelo preto despenteado caindo sobre olhos escuros que a devoravam visualmente. Ana percebeu que estava apertando o tomate com tanta força que o suco escorria entre seus dedos, vermelho e viscoso.
Ela largou a fruta esmagada e caminhou ao redor da barraca, sentindo os olhos dele rastreando cada movimento do seu corpo. Quando parou na frente de Raz, tão perto que podia sentir o calor radiando dele, cheirar o suor salgado misturado com algo mais profundo, mais animalesco, ele inclinou a cabeça e ela viu sua língua passar pelos lábios.
"Você também," ele disse, a voz rouca e baixa. Não era pergunta.
"Também o quê?" Ana perguntou, embora soubesse. Ela sempre soube.
"Sente a fome. A de verdade." Os olhos de Raz caíram para o pescoço dela, depois subiram devagar. "Aposto que você imagina como seria o gosto. De tudo. De todo mundo."
O coração de Ana martelou. Seu corpo inteiro estava vibrando, uma mistura nauseante de excitação sexual e aquela outra fome, a proibida, a impossível. "Tem um café a duas quadras," ela conseguiu dizer, a voz saindo trêmula. "Quinze minutos."
No café, sentaram no canto mais escuro. Raz colocou a mão sobre a dela na mesa e Ana sentiu aquele toque como um choque elétrico que foi direto para seu clitóris. Eles conversaram em voz baixa, compartilhando confissões que nunca tinham feito para outro ser humano.
"A primeira vez," Raz murmurou, o polegar traçando círculos na palma de Ana, "eu gozei. Enquanto comia. O gosto era tão intenso, tão perfeito, que meu corpo simplesmente... reagiu."
Ana apertou as coxas juntas embaixo da mesa. "Eu também. Toda vez. É como se a fome e o tesão fossem a mesma coisa."
"São," Raz disse, seus dedos subindo pelo pulso dela, sentindo o pulso acelerado. "Pra gente, são."
Três meses depois, eles moravam juntos num apartamento espaçoso com porão. Durante o dia, mantinham fachadas perfeitas - ela trabalhava como designer, ele dava aulas de inglês. À noite, quando a fome ficava insuportável, caçavam.
Ana adorava assistir Raz trabalhar. Ele era charmoso, sabia exatamente o que dizer para ganhar confiança de suas presas. E depois, no porão, a verdadeira sedução começava. Raz nunca matava rápido. Ele gostava de tocar primeiro, de fazer a vítima se contorcer - de medo, de dor, às vezes de uma confusão perturbadora entre medo e algo mais.
A primeira vez que transaram depois de um abate, ainda com sangue fresco nas mãos, Ana pensou que ia desmaiar de prazer. Raz a fodeu contra a parede do porão, seus dedos deixando marcas vermelhas em sua pele branca, o cheiro de morte fresca deixando ambos quase delirantes de excitação.
"Você é tão linda assim," ele ofegou contra o ouvido dela, mordendo o lóbulo até sangrar. "Toda suja. Toda minha."
Durante dois anos, foi êxtase. Eles transavam e se alimentavam em ciclos, um alimentando o outro, a linha entre fome e luxúria completamente apagada. Ana nunca tinha sido tão completa.
Até Miki.
## Parte 2: A Traição
Ana notou quando Raz começou a mudar. Ele ficava duro com menos frequência quando estavam no porão. Distraído durante o sexo, os olhos vagando. A fome dele, que sempre tinha sido voraz e insaciável, diminuiu para quase nada.
"Você está transando com outra pessoa?" Ana perguntou uma noite, nua na cama deles, ainda pegajosa de sexo que tinha sido mecanicamente eficiente mas sem paixão.
Raz estava olhando o telefone. Ele o largou lentamente. "Tem alguém."
"Você está comendo ela?" As palavras tinham duplo sentido e ambos sabiam.
"Não. Nem... nem de nenhum jeito." Raz se sentou, passando as mãos pelo cabelo. "É o oposto. Quando estou com Miki, não sinto vontade de fazer nenhuma das duas coisas."
Ana sentiu como se tivesse levado uma facada. "O nome dela é Miki."
"É uma das minhas alunas. E quando olho pra ela..." Raz fez uma pausa, e Ana viu algo que nunca tinha visto antes no rosto dele. Culpa. "Não penso em rasgar. Não imagino ela sangrando ou gritando ou implorando. Só penso em... conversar com ela. Fazer ela rir."
"Você quer foder ela?" Ana perguntou cruamente.
"Não sei. Talvez. Mas não do jeito que eu fodo você." Raz a olhou. "Com você é... visceral. Animal. Com ela seria diferente. Suave. Normal."
"Normal." Ana cuspiu a palavra. Ela se levantou da cama, seu corpo nu uma acusação. "Você acha que pode ser normal? Você acha que seu pau vai funcionar com ela sem sangue? Sem morte?"
"Eu posso tentar—"
"Tenta então!" Ana gritou. "Tenta enfiar ela e vê o que acontece quando você perceber que não consegue gozar sem imaginar arrancar os olhos dela com os dentes!"
Ana saiu, dirigindo sem rumo até o amanhecer. Quando voltou, Raz tinha ido embora.
As duas semanas seguintes foram tortura. Ana se masturbou compulsivamente, assistindo vídeos das "sessões" antigas deles e de Raz no porão. Gozava pensando nele, odiando-se por isso. A fome voltou pior do que nunca, mas alimentar-se sozinha era vazio. Sem Raz, era apenas violência. Com ele, tinha sido arte. Tinha sido amor.
Ana precisava ver Miki. Precisava entender o que aquela mulher tinha que poderia substituir sangue, morte e sexo depravado.
Quando finalmente a viu - pequena, delicada, com óculos redondos e um sorriso tímido - Ana entendeu. Miki era tudo que Ana nunca poderia ser. Pura. Inocente. O tipo de mulher que Raz poderia levar para conhecer uma família que ele não tinha. O tipo de mulher com quem ele poderia fazer amor missionário com as luzes apagadas.
Ana se imaginou arrancando aquela garganta delicada com os dentes. Lambendo o sangue dos seios pequenos de Miki. Fazendo Raz assistir enquanto a devorava, peça por peça, até que ele lembrasse quem ele realmente era.
Mas primeiro, precisava falar com ela.
## Parte 3: O Encontro
Ana apareceu na porta de Miki numa quinta à noite, usando um vestido que Raz sempre tinha adorado - vermelho escuro, decote que revelava a curva dos seios, justo o suficiente para mostrar cada linha do corpo.
Quando Miki abriu a porta, Ana viu seus olhos varrerem sua figura antes de rapidamente desviarem, um rubor subindo no rosto pálido.
"Sou Ana. Ex do Raz. Precisamos conversar."
Miki hesitou, mas finalmente deixou Ana entrar. O apartamento cheirava a chá de ervas e livros velhos - completamente assexuado, completamente inofensivo. Ana quase riu.
Sentaram no sofá pequeno demais, suas coxas quase se tocando. Ana podia sentir o desconforto de Miki, o jeito que ela mantinha o corpo rigidamente afastado.
"Você é bonita," Ana disse suavemente, deixando seus olhos percorrerem o rosto de Miki devagar. "Entendo por que ele te quer."
"Eu... obrigada?" Miki segurou sua xícara de chá mais apertado. "Mas você disse que precisava me contar algo sobre Raz?"
"Você já transou com ele?"
Miki ficou vermelha. "Isso não é da sua conta."
"Aposto que não. Aposto que ele tem sido um perfeito cavalheiro." Ana se inclinou mais perto, vendo Miki encolher levemente. "Mas você quer, não quer? Você se imagina abrindo as pernas pra ele. Você se toca pensando nele."
"Pare." A voz de Miki estava trêmula.
"Você sabe o que ele gosta, Miki? Quer que eu te conte?" Ana deixou sua mão pousar levemente no joelho de Miki, sentindo a garota congelar completamente. "Ele gosta quando a mulher sangra. Gosta de morder. Gosta de machucar enquanto fode. E depois..."
Ana se aproximou ainda mais, seus lábios quase tocando o ouvido de Miki. Ela podia sentir a garota tremendo, podia cheirar o medo misturado com algo mais confuso, mais complicado.
"Depois ele come. Literalmente."
Miki se levantou de um pulo, derrubando a xícara de chá. "Saia. Agora."
Ana sorriu, levantando-se devagar. "Pergunte a ele, Miki. Pergunte sobre a fome de verdade. E quando ele te beijar? Preste atenção nos dentes."
O telefone de Ana vibrou no caminho para a porta. Raz: *"Onde você está? Estou em casa. Precisamos conversar."*
Casa. Ele tinha voltado.
## Parte 4: O Ritual
Quando Ana entrou, Raz estava sentado à mesa, a cabeça entre as mãos. Quando ele levantou o rosto, ela viu que tinha chorado.
"Beijei ela," ele disse imediatamente. "Ontem. Finalmente a beijei e..."
Ana trancou a porta. "E?"
"Quase arranquei a língua dela com os dentes. Quase." Raz estava tremendo. "Fiquei tão duro, Ana. Mais duro do que fico com você. Porque tudo que eu conseguia pensar era em quanto sangue tem numa boca. Em como seria o gosto da língua dela separada do resto."
Ana sentiu calor explodir em seu corpo. "Você voltou."
"Não consigo ficar longe do que sou." Raz se levantou, e Ana viu a ereção pressionando contra a calça dele. "Do que nós somos."
Foi quando Ana ouviu. Um gemido abafado do porão.
"Trouxe um presente," Raz disse, seus olhos escuros e famintos. "Para nós."
No porão, um homem estava amarrado à mesa - nu, amordaçado, olhos arregalados de terror. Mas o que fez Ana ofegar foi outra coisa. O homem estava parcialmente excitado, seu pênis semi-ereto num estado confuso entre medo e alguma resposta involuntária.
"Eu o preparei," Raz murmurou, suas mãos encontrando a cintura de Ana por trás, puxando-a contra ele. Ela podia sentir quanto ele estava duro. "Toquei ele. Fiz ele... reagir. Antes do verdadeiro medo começar."
Ana se virou no abraço dele, sua mão descendo para apertar seu pau por cima da calça. Raz gemeu, os quadris empurrando contra a palma dela.
"Me mostra," ela sussurrou.
Raz pegou a faca da parede e se aproximou da mesa. O homem começou a se debater violentamente, mas Ana notou que sua ereção tinha aumentado - alguma fiação cruzada de terror e excitação que ela entendia intimamente.
Raz começou pelos braços, os cortes precisos e superficiais, sangue brotando em linhas vermelhas perfeitas. E então ele fez algo que nunca tinha feito antes. Ele se inclinou e lambeu uma das linhas de sangue, seus olhos fechando em êxtase.
Ana sentiu umidade escorrendo entre suas pernas.
"Tira a roupa," Raz ordenou sem abrir os olhos.
Ela obedeceu, os dedos trêmulos. Quando estava nua, Raz apontou para a mesa. "Sobe."
Ana escalou a mesa, cuidadosamente posicionando-se sobre o corpo amarrado do homem. Ela podia ver o pânico nos olhos dele, mas também aquela confusão perturbadora quando olhava para ela - uma mulher nua, linda, perigosa.
Raz continuou cortando, agora as coxas, e com cada corte, Ana se aproximava mais do homem embaixo dela. Seu corpo nu pressionado contra o dele, seu sangue manchando a pele branca dela.
"Esfrega nele," Raz comandou, sua voz grossa de excitação.
Ana obedeceu, movendo seus quadris contra o homem, sentindo o sangue quente e pegajoso entre seus corpos. O homem gemeu - dor, medo, e aquela centelha errada de prazer que a humanidade às vezes não consegue controlar mesmo em terror absoluto.
Raz estava se masturbando agora, a faca ainda na outra mão, observando Ana se esfregar no homem sangrando. "Toca você," ele disse. "Quero ver."
Ana levou a mão entre suas pernas, começando a se masturbar ali, em cima de um homem morrendo, coberta no sangue dele, enquanto Raz assistia e se tocava. Era a coisa mais perturbadora, mais errada, mais absolutamente perfeita que ela já tinha experimentado.
Quando Raz finalmente fez o corte na garganta - rápido, profundo - o homem arqueou embaixo de Ana num espasmo final que ela sentiu contra seu clitóris. Ela gozou, gritando, seu corpo convulsionando enquanto a vida se esvaía do corpo embaixo dela.
Raz largou a faca e a puxou da mesa, virando-a e a dobrando sobre a superfície de aço agora escorregadia de sangue. Ele a penetrou com um único empurrão brutal, e Ana gritou novamente - de dor, de prazer, de alívio por tê-lo de volta.
Ele a fodeu com violência, uma mão entrelaçada no cabelo dela, puxando sua cabeça para trás, a outra deixando marcas em seu quadril. O corpo morto estava ao lado deles na mesa, ainda quente, ainda sangrando lentamente.
"Minha," Raz grunhiu, socando mais fundo. "Minha puta. Meu monstro. Minha."
"Sua," Ana ofegou. "Sempre sua."
Quando ele gozou, foi com os dentes cravados no ombro dela, forte o suficiente para desenhar sangue. Ana gozou novamente no momento em que sentiu sua própria pele se romper.
Depois, eles trabalharam juntos para preparar o corpo. As mãos de Raz escorregavam nos cortes, dedos se enfiando em carne exposta de formas que eram metade butchering, metade carícia obscena. Ana o observava, ainda nua e coberta de sangue, tocando a si mesma languidamente.
Na cozinha, enquanto a carne cozinhava, Raz a prensou contra o fogão, entrando nela por trás novamente. Eles transaram cercados pelo cheiro de carne humana cozinhando, gozaram ao som do óleo chiando, provaram sangue e suor e um ao outro.
Quando finalmente sentaram para comer, seus pratos cheios, Raz segurou a mão de Ana.
"Sinto muito. Por Miki. Por pensar que eu poderia ser outra coisa."
Ana levou um pedaço de carne à boca, mastigando devagar, saboreando. "Você não pode. Nós não podemos."
"Eu sei." Raz levou a mão dela aos lábios, beijando os nós dos dedos manchados de sangue. "E eu não quero mais."
Eles comeram em silêncio, e com cada garfada, a excitação crescia novamente. Quando terminaram, Raz a levou para a cama, e eles transaram mais uma vez - mais devagar agora, quase terno, as bocas com gosto de sua presa compartilhada.
Lá fora, São Paulo continuava viva. E dentro do apartamento, dois monstros que tinham tentado fingir humanidade aceitaram finalmente o que eram. Predadores. Amantes. Inseparáveis.
Famintos, sempre famintos, um pelo outro e pelo mundo que os cercava.
***
[FIM]