POR VOCÊ EU FAÇO TUDO, MEU AMOR - 02

Um conto erótico de Senhora do Lago
Categoria: Heterossexual
Contém 3950 palavras
Data: 31/12/2025 10:17:18

As palavras de Camila tinham como finalidade deixar seu marido Bruno excitado, mas nem mesmo ela esperava pela reação dele que, ao ouvir isso, andou até ela e a puxou para si com violência começando a beijar sua boca enquanto levava as mãos até a sua bunda fazendo pressão para cima. Ela não demorou para entender o que ele queria e deu um impulso com as pernas as colocando em torno da cintura dele, ficando suspensa no ar e ele, sem desfazer o beijo, começou a caminhar com ela em direção ao quarto.

Chegando lá ele a jogou na cama onde ela ficou deitada de costas com o vestido suspenso acima da sua cintura, o que deixava sua calcinha aparecendo e, como ela era transparente, foi possível perceber que o grelinho dela estava inchado e marcando a renda, mas o que prendeu a atenção de Bruno foi notar que um pouco mais pra baixo a calcinha estava totalmente molhada, o que a deixava mais transparente ainda.

Sem se conter, ele se abaixou, puxou a calcinha para o lado e passou o dedo médio ao longo da xoxota dela e depois o aproximou de seu rosto observando que seu dedo ficou ensopado. Não resistiu e o levou à boca sentindo o sublime sabor do tesão de sua querida esposa. Depois falou|:

– Nossa! Pelo jeito você ficou muito excitada.

– Você nem imagina. Só não tirei a calcinha e entreguei a ele porque achei que você poderia não gostar.

– Se você fizesse isso, ele ia querer te comer na mesma hora.

– Também acho. Mas ia ficar querendo. Não tinha a aprovação do meu maridinho.

Bruno teve um sentimento dúbio nesse momento, pois ao mesmo momento em que ficou feliz pela fidelidade mostrada por Camila, bateu uma leve frustração porque teve um vislumbre de sua querida esposa sendo fodida por um estranho no banco traseiro de um carro. Mas como ele estava sendo o mais comedido, ficou com o primeiro e falou:

– É por isso que eu te amo tanto. Você é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida.

A confissão era comovente, mas não era esse o clima que Camila queria para aquele momento e então provocou:

– Você ama quem. Sua esposinha fiel ou a putinha que mostra a xoxota para o motorista de um Uber?

Mais uma vez ela conseguiu o que queria. Camila se deu conta naquele momento do poder que tinha em manipular a excitação de seu marido. Ela ficou feliz em saber que podia fazer com que ele ficasse doido por sexo, embora não pudesse ir até o final, mas também podia fazer a excitação dele se extinguir em um segundo. Ficou até tentada a provar isso, porém, o tesão dela estava muito grande para ela deixar passar essa oportunidade e, como num passe de mágica, ela levantou as duas pernas e fez sua calcinha deslizar pelas suas pernas até que ela tirasse uma das pernas e deixasse a calcinha presa na altura do calcanhar da outra e, levando esse pé até o rosto de Bruno, falou:

– Pega amor. Pode cheirar, pode lamber, pode até mastigar. Sente o suco que a buceta da sua mulherzinha soltou. Veja como está ensopada porque eu queria ser a putinha dele. Queria agarrar aquele coroa bonito, sentar no colo dele e dar uma surra de buceta nele que ele nunca mais na vida ia esquecer.

Bruno gemeu ao ouvir isso e Camila desceu o olhar para baixo e viu um volume se formando na bermuda que ele usava e não perdeu tempo. Movendo-se rapidamente puxou o pé deixando a calcinha na mão de seu marido, ficou sentada na cama e puxou a roupa dele para baixo, descendo a bermuda e cueca de uma vez até abaixo do joelho e se deparou com o pau dele a meio caminho de uma ereção. Sem pensar duas vezes, levou sua boca até ele e o engoliu começando a fazer pressão com o lábio enquanto sua língua se movimentava explorando a glande. O gemido do homem foi quase um gemido de dor misturado com a surpresa por estar conseguido isso e ela, ao ouvir o gemido dele, levou a mão até seu saco e começou a fazer carinho ali enquanto aumentava a pressão sugando o pau com sua boca gulosa como se quisesse arrancá-lo. Não precisou de trinta segundo para que sentisse o corpo de Bruno tremendo enquanto um líquido viscoso enchia sua boca.

Não foi uma quantidade enorme de porra e também não foram jatos atingindo a sua garganta. A porra de Bruno escorreu por sua língua e foi atingindo o resto da boca e era rala como um suco, mas o sabor era o mesmo que ela já conhecia e então aconteceu algo que nenhum dos dois imaginava ser possível. Ao sentir o gosto a tanto tempo ausente em sua boquinha, o nível de excitação dela subiu às alturas e sentiu sua buceta tremer enquanto um calor que queimava suas entranhas descia por sua espinha até chegar a sua bucetinha e depois explodiu se espalhando por todo o seu corpo. Pela primeira vez em sua vida, Camila estava gozando sem que nada estivesse tocando sua bucetinha.

O prazer foi tão explosivo que ela sequer percebeu que Bruno, ao gozar, perdera o controle de suas pernas e caíra de joelhos na cama, só se dando conta disso quando o viu escalando a cama para se deitar ao seu lado. Então falou:

– Que delícia amor.

Bruno não disse nada e eles ficaram em silencio por dois minutos, cada um deles perdido em seus próprios pensamentos, até que ela falou:

– Pronto. Acho que não vamos mais precisar de outra pessoa. Conseguimos o que tanto estávamos buscando.

– Pois eu não penso assim. – Respondeu Bruno com uma voz apagada.

– Como assim? Você gozou amor! E gozou apenas comigo te chupando. E eu também gozei e foi muito intenso como há muito tempo não acontecia. Acho que encontramos a solução.

– Eu sei disso e foi muito bom. Mas agora, pense comigo. Se só com a possibilidade de acontecer algo já conseguimos isso, imagine o que não poderá acontecer se seguirmos em frente.

Ao ouvir isso, Bruna se virou de lado e apoiou a mão no braço direito cujo cotovelo se apoiava na cama e, olhando nos olhos dele, disse com um sorriso nos lábios:

– Estou ferrada mesma. Meu maridinho quer por que quer me transformar em uma putinha. Ele quer me ver espetada na pica de um estranho.

Ela disse isso em tom de brincadeira, porém, quando viu o efeito que essas palavras causaram em Bruno, percebeu que aquilo era uma verdade incontestável, pois a expressão dele era de puro tesão. Mas ela também não ficou incólume àquele clima de provocação que a excitava tanto, chegando a esfregar as pernas ao sentir sua bucetinha vibrar novamente e o néctar produzido por ela escorrer por sua coxa.

O restante daquela tarde e durante a noite, o casal não saiu da cama, exceto quando foram comer um lanche rápido preparado pelo Bruno. O tesão estava tão presente que Camila aceitou sem reclamar quando Bruno pegou o maior dos vibradores de sua coleção, um com vinte centímetros e grosso que imitava um pênis com perfeição e enfiou na sua buceta. O orgasmo foi se aproximando lentamente e ela resolveu inovar, ficando de quatro sobre a cama e, enquanto socava aquele pau grande e grosso em sua delicada bucetinha, pediu para o marido com voz tremida:

– Amor, me ajude a gozar. Chupe o meu cuzinho.

Bruno obedeceu imediatamente e bastou encostar a língua em seu botãozinho clarinho ainda com todas as preguinhas para os gemidos dela ficarem mais altos. Animado, ele segurou as nádegas dela com as duas mãos e forçou deixando o cuzinho ainda mais exposto e começou a forçar sua língua para dentro dele. Imediatamente, o corpo inteiro de Camila começou a tremer e ela alternava gritos e fungadas enquanto suas mãos agarravam o lençol da cama a desarruando por completo. Foram quase um minuto de loucura em que ela não sabia quem era e o que estava acontecendo, apenas curtindo aquela sensação gostosa de estar gozando queimando todo o seu corpo. Só parou quando suas forças se esgotaram e ela caiu prostrada na cama em mais uma cena inédita na sua vida de mulher fogosa, pois se antes gozara pela primeira vez sem sequer tocar sua bucetinha, agora, também pela primeira vez, perdera os sentidos diante da intensidade de seu orgasmo.

Depois de uma noite de sono para recompor suas energias, Camila acordou por volta as dez horas da manhã como sempre fazia e foi para a cozinha onde Bruno esperava por ela com um dejejum caprichado, o que era costumeiro, pois ela sempre acordava tarde e todos os dias recebia esse mimo do marido, porém, nesse dia, havia um plus na mesa bem arrumada. No centro dela, um ramalhete de rosas vermelhas e lírios laranjas, ambas trazendo o significado da paixão e do desejo. Ela estendeu a mão para o cartão que e leu a frase escrita com a letra perfeita do marido:

– Para a vida que me dá vida. Com amor. Bruno.

Camila não pode evitar que a emoção sentida fizesse com que seus olhos marejassem, porém, não fez nada para impedir que duas lágrimas escorressem por seu lindo rosto. Bruno, ao ver isso, se abaixou e colheu aquelas duas lágrimas com sua língua e depois beijou seus lábios carnudos como se fosse a primeira vez.

Só depois de dez minutos, depois de falarem sobre o que poderiam fazer naquele dia, pois não tinham combinado nada, ele a informou:

– Seu celular já apitou duas vezes. Não resisti e fui ver que era e adivinhe só.

– Minha mãe? – Perguntou ela com uma cara sapeca, dando a entender que já sabia quem era, mas queria provocar.

– Acho que não. Sua mãe não vai querer fazer o que o dono da mensagem quer...

Camila riu e deu um tapinha no braço dele antes de falar:

– Seu curioso. Você está lendo minhas mensagens?

– Não! Eu não faria isso nunca. Só disse olhei quem estava mandando a mensagem, mas não li o que estava escrito não.

Ela sorriu para ele sabendo que isso era uma verdade. Bruno, em situações que o deixaram muito mais curioso, jamais bisbilhotou seu celular para ver o que tinha nele e ela, em troca, sempre fez questão que ele soubesse a sequência do padrão de desbloqueio, coisa que ela não podia dizer a seu respeito, pois de vez em quando gostava de verificar o que seu maridinho andava fazendo e nunca encontrou nada que despertasse sua desconfiança.

Por outro lado, Camila não deu nenhuma demonstração de que estava curiosa em saber o que o motorista do Uber tinha mandando em suas mensagens e continuou ao lado do marido degustando aquele café da manhã, fato esse que não deixou de ser notado por Bruno que ficou feliz ao ver que a esposa não estava tão eufórica assim para dar aquele próximo passo em relação ao casamento deles.

Quando finalmente foi em busca do seu celular, fez questão de voltar para o lado do marido e abrir as mensagens do lado dele e ambos concordaram em que a mensagem, a princípio, não tinha nada de extraordinário e ambas falavam a mesma coisa. O motorista dizia que estava próximo ao local onde a deixara no dia anterior e perguntava se ela queria que ele lhe entregasse o seu documento. Ela leu e depois deixou o celular de lado, ao que o Bruno perguntou:

– Você não vai responder?

– Não. Vamos deixar o cara mais ansioso.

Esse foi um plano que não deu resultado e o motivo disso estava em algo que Camila não sabia a respeito do motorista.

Paulo Renato era um homem de cinquenta anos que praticava esportes e não aparentava essa idade. Tinha um corpo quase perfeito, com pernas e braços musculosos, mas sem exagero e ombros largos. Apesar da idade, ele era do tipo que a genética favorecia em vários detalhes e todos eles agradavam à Camila. Seus cabelos eram fartos e não apresentavam nenhum sinal de que um dia ele ficaria calvo, seu rosto era másculo e harmonioso, com olhos pretos penetrantes e sobrancelhas grossas. Sua boca era um caso a parte, pois seus lábios grossos lhe davam uma aparência exótica, algo que Camila definiu entre o exótico e o pornográfico. O único detalhe que depunha contra ele foi citado por Bruno quando ela o descreveu:

– Poxa vida. Já estava até com inveja do cara. Ele tinha que ter uma barriga de cerveja?

– Eu disse que ele tinha uma barriguinha de cerveja. Nada exagerado. Além disso, você não vive dizendo que homem que não tem barriga é porque não tem história? – Brincou ela lembrando ao Bruno que ele também não carregava nenhum tanquinho no seu abdômen.

Depois riram disso e se prepararam para sair. Bruno tinha que ir ao banco para decidir sobre o que fazer com o dinheiro de um investimento que estava para ser resgatado e resolveu levar a esposa com ele. Aquela decisão acabou por ser o gatilho de uma mudança drástica na vida do casal. Ao pararem em um semáforo, receberam um panfleto anunciando casas térreas em um condomínio. Camila olhou sem grande interesse para a casa e comentou ao verificar que os imóveis em ofertas variavam em tamanho, mas não em luxo. Todos eles tinham área de lazer com piscina, churrasqueira e sauna. Então comentou:

– Olha só que legal. Estão oferecendo imóveis para casais sem filhos, poucos cômodos para limpar, mas sem retirar as outras vantagens como uma bela área de lazer.

Bruno apenas olhou para ela, porém, quando eles pararam em um restaurante para almoçar, depois de resolverem o assunto no Banco, ele pegou o panfleto e levou consigo e, quando o examinou enquanto esperava pelo pedido que fizeram, falou com interesse:

– Interessante isso. A gente podia ir dar uma olhada. – Sugeriu.

– Olhar pra que? Já temos nosso apartamento que é bem localizado.

– Sim, temos. Mas você vive reclamando que ele é muito grande para duas pessoas e também foi você que elogiou o fato de estarem construindo casas menores.

– Mas fica um pouco longe, querido. Nem fica em São Paulo. – Camila queria dizer com isso que a localização do empreendimento era no Município de Arujá. Distante alguns quilômetros do centro de São Paulo.

– E daí? A gente não precisa se deslocar todos os dias! Não vejo problema.

– Tá bom então seu curioso. Vamos lá ver. Eu já sei que você não vai querer comprar porque é você que aprecia morar perto de tudo.

– Mentira sua. A única coisa que eu aprecio é morar perto de você.

Camila sorriu e se inclinou para dar um selinho no marido ao ouvir essa declaração.

Saindo do restaurante foram visitar o empreendimento e, ao contrário do que parecia, quem ficou realmente empolgada com a casa foi Camila. Tudo tinha sido construído com uma praticidade fora do comum, sem falar que o lugar era lindo. A vista da piscina era um espetáculo a parte, com as montanhas verdejantes da Serra da Cantareira emoldurando um céu límpido e azul. Ao ver o entusiasmo dela, Bruno não pensou duas vezes e já fechou negócio, pois dinheiro era algo que não lhe faltava e um investimento desses não afetaria em nada suas economias.

No exato momento em que voltaram para o carro, com Camila felicíssima e falando sem parar em como iria decorar a casa, o celular dela vibrou. Ela já imaginava que era o Paulo Renato e resolveu ver, já imaginando que haveria ali muitas mensagens dele. Ficou até decepcionada quando viu que era sua mãe. Em vez de responder, fez a ligação de voz e falou com ela por menos de dois minutos por não se tratar de nada importante, sendo apenas a mãe reclamando de seu pai, como sempre. E também como sempre, durante a conversa toda ela sequer perguntou de seu genro, a quem ela nunca perdoara por ter tirado a filha de outro homem praticamente do altar. Mas isso era uma coisa que não afetava ao Bruno de jeito nenhum.

No princípio ele ainda ficou preocupado que aquela postura dos pais de Camila pudesse influenciar a ela e prejudicar o relacionamento dos dois, mas quando sua esposa deu sinais que isso não aconteceria e administrava essa situação sem recorrer a ele, deixou de lado e nunca reclamou.

Depois de encerrar a conversa com a mãe, Camila comentou:

– O Paulo não mandou mais nenhuma mensagem.

– Quem é esse Paulo? – Perguntou Bruno sem entender.

– O Paulo Renato, querido. Você sabe quem é.

– Não sei não. Nunca ouvi falar. – Disse ele sério para deixar claro que estava falando a verdade.

– É o motorista do Uber, seu bobo.

– Ah! Quer dizer que você já sabe até o nome dele? – Perguntou ele, dessa vez provocando.

– Lógico que sei. Está no cartão. Ahhhh. – Esse resmungo no final foi acompanhado por um gesto dela que, fechando a mão, bateu com o punho na testa, num gesto que ele ensinara a ela e que se referia a uma pessoa que tinha dificuldade em entender as coisas que eram chamadas de ‘sorvetão’.

Bruno riu dela e depois a ouvir dizendo:

– Acho que ele é duro na queda. Não mandou mais nenhuma mensagem.

– Ou talvez ele pense que está te incomodando e não quer fazer isso.

– Você pensa mesmo que é isso?

– Não penso nada. Pode ser um milhão de coisas. Só saberemos se você perguntar para ele.

– Ah tá! E como vou perguntar isso para ele? Se eu mandar mensagem perguntando porque ele não mandou mais nenhuma, vai ficar esquisito porque eu não respondi a nenhuma das anteriores.

– Isso é verdade. E quando é que você vai responder.

Camila ficou pensativa por alguns segundos e depois falou:

– Agora mesmo.

Uma das comodidades que o dinheiro de Bruno oferecia a eles era que ele foi um dos primeiros a usar o Starlink no Brasil. Então, em qualquer lugar onde estivessem, o acesso à internet estava garantido e Camila já estava digitando em seu aparelho:

“Oi... Boa tarde. Tudo bem?”

A resposta não demorou:

“Oi. Boa tarde. Você não me respondeu e não quis insistir para não te incomodar.”

Dirigindo-se ao Bruno ela falou

– Acho que você acertou. Ele achou que estava me importunando. Ponto pra você.

– Ponto pra ele! – Respondeu Bruno enquanto Camila voltava a digitar:

“Desculpe. Eu acordei tarde e depois saí com meu marido. Você está aonde?”

“Vixi! Agora estou longe de seu bairro.”

Camila não respondeu e logo veio outra mensagem:

“Mas se você quiser eu vou até aí assim que deixar o passageiro.”

“Não precisa. Eu também estou muito longe de lá.”

“Quando você vai estar lá. Preciso devolver seu documento.”

Camila viu naquilo uma oportunidade e mandou:

“Nossa! Um pedacinho de papel te incomoda tanto assim? Deve ser a feiura na foto da dona do documento!”

“Imagine. Se fosse pela foto eu não devolvia nunca. Parece até uma atriz!”

“Seu mentiroso! Que atriz?”

“Aquela loira da cruzada da perna. Ah! Lembrei. O nome dela é Sharon Stone.”

Camila riu alto e depois exclamou para Bruno ouvir:

– Que exagerado. Olha só querido. Me comparou com a Sharon Stone.

– Deve ser por causa da cruzada de pernas.

Camila voltou a rir, porém, tomou uma decisão. Ela tinha planejado ficar conversando com o Paulo e ir esquentando as coisas aos poucos. Mas aquele comentário do marido fez com que ela ficasse excitada, pois havia muito de verdade naquilo. Então ela resolveu dar uma cutucada e digitou exatamente o que o marido acabara de falar:

“Deve ser por causa da cruzada de pernas”.

Em resposta veio um emoji de vergonha e ela voltou a provocar:

“Só que foi diferente. A Sharon não usava calcinha. Rss”.

Dessa vez dois emojis apareceram, o primeiro de susto e o segundo uma repetição do de vergonha. Depois veio a mensagem escrita:

“Não faz assim comigo, por favor.”

“Eu não estou fazendo nada! Você que começou!”

Isso era uma desvalada mentira. O homem só comparara a beleza de Camila com a da atriz. Quem tocou no assunto da cruzada de pernas em uma das cenas mais repetidas e congeladas da história da internet foi ela e não o Paulo. Mas ele não era do tipo grosseiro para lembrar disso e ficou sem responder nada até que ela, cansada de esperar, voltou ao ataque:

“O que aconteceu? Não está podendo digitar? O rato roeu seus dedinhos?”

“Não. Posso sim. E os meus dedos estão todos intactos”.

“Ufa! Que alívio! Pensei que isso ia ser um problema!”

“Problema porque? Não entendi.”

“O mesmo problema que seria se o gato comer sua língua. Um homem precisa de uma língua e onze dedos, sempre.”

“Onze? Eu só tenho dez. Cinco em cada mão.”

“Não brinca? Só esses mesmos? Tem certeza que não tem mais um ‘dedão’ por aí?”

Agora não foi apenas um, mas uma quantidade que preencheu duas linhas do celular de Camila todos com o mesmo emoji de vergonha. Camila não perdoou:

“Para vai! Você não é tão tímido assim!”

“Acho que sou sim. Quer dizer. Pelo menos não estava preparado pra isso”.

“Olha quem fala. Deve traçar pelo menos uma cliente por dia.”

“Nada disso. Olha, bem que eu percebo quando uma mulher está querendo alguma coisa, mas eu me faço de desentendido porque não quero problemas.”

“Eu vi mesmo o quanto você se fez de desentendido ontem.”

“Touche! Você me pegou agora. Mas eu tenho uma desculpa. Nunca tive uma mulher tão linda no meu carro. Linda e gostosa.”

“Como você sabe que eu sou gostosa? Você nunca experimentou!”

“Meu Deus mulher. Assim você me mata. Se não tivesse estacionado para essa conversa já teria batido esse carro.”

“Que bom que você parou. Não quero que nada ruim te aconteça. Eu me sentiria culpada.”

“Nem sei o que dizer. Obrigado pela preocupação.”

“Tudo bem. A gente vai se falando então. Quando foi a hora...” Nesse ponto Camila retrocedeu e apagou o trecho ‘a hora’ e continuou: “... o caso, a gente combina um encontro.”

O significado que podia ser dado à palavra ‘encontro’ atingiu em cheio ao Paulo Renato, pois ele demorou para responder, mas mandou apenas um ‘OK’ e Camila resolveu encerrar a conversa.

Bruno acompanhou toda a conversa em tempo real. Tudo o que Camila leu ou escreveu ela lia em voz alta para ele e com isso seu grau de excitação subiu tanto que ele estava tendo dificuldade em prestar atenção no trânsito e, cauteloso como era, ao atingirem a marginal ele entrou no primeiro motel que encontrou. Camila apenas comentou:

– O que foi querido? O meu corninho ficou com tesão?

– Muito tesão.

A urgência era tanta que eles mal entraram no quarto e o Bruno já foi arrancando as roupas de Camila e a atirou na cama e, quando se deitou entre as pernas aberta dela e lambeu sua buceta, fez uma pausa e perguntou:

– O que eu sou seu?

– Você é o amor de minha vida. Meu marido e meu tudo.

– Não isso. O que você disse no carro quando eu entrei no motel?

– Ah! Você é tudo isso e também é o meu corninho. Ainda não ganhou chifre, mas logo vou cuidar de enfeitar bastante sua cabeça.

Ao ouvir isso, Bruno estremeceu e quando ele se moveu para ficar deitado ao lado de Camila, ela olhou para onde ele estava e viu uma mancha no lençol. Não disse nada, mas ficou pesarosa ao descobrir que tinha perdido a porra que seu marido expeliu ao gozar apenas ouvindo isso. Então se consolou com a ideia de que agora tinha descoberto o caminho das pedras e poderia fazer com que aquilo se repetisse mais vezes.

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Foto de perfil genéricaSenhora do LagoContos: 9Seguidores: 17Seguindo: 0Mensagem Escrevo fantasias.

Comentários

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excelente parece que a curo do Bruno esta por vir

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Depois que começamos a frequentar mais a CCE, a cada dia descobrimos um talento novo. No mais, Brunão está necessitado de uns chifres bem gostosos e a esposinha já entendeu o jogo e como brincar com os sentidos do corninho.

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Aguardando os desdobramentos desta excitante história!

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