Fico olhando para o teto. A luz do abajur espalha sombras suaves pelos lençóis de linho que custam mais do que o aluguel do meu apartamento. Aqui, na casa de Rafaele, tudo é paz. Vidros duplos barram o mundo exterior, o ar-condicionado sussurra, o silêncio parece adquirido a peso de ouro.
Rafaele dorme de bruços ao meu lado. Uma perna está dobrada, como se corresse em sonhos leves, a outra fica esticada sob o lençol embolado. O braço está jogado sobre mim, como se, mesmo adormecida, precisasse marcar território com seu toque possessivo. O cabelo espalhado no travesseiro parece ouro líquido, a respiração é ritmada e profunda, o tipo de repouso que vem fácil após a satisfação. Para ela. Nunca para mim.
Ela gozou duas vezes naquela noite. Depois, o ritual de encerramento. “Te amo, amor” - a voz sonolenta, um beijo preguiçoso na bochecha e o apagão. Sempre assim. É sempre pouco para mim. Eu sinto o pau meia-bomba pulsante, insatisfeito, clamando por mais.
Deslizo para fora da cama e alongo os braços. O ar mistura o cheiro de sexo ao perfume doce de Rafaele. Admiro meu corpo bronzeado no espelho amplo, curvas moldadas por corridas e por pesos improvisados em casa. “Ela é tão feminina, essa traveca.” Palavras. Apenas palavras. Os músculos das coxas estão tensos pelo esforço. Os seios doem. O pau balança quando me mexo. “Praticamente uma mulher.” Mais palavras, cortantes. Suspiro. Por que nunca é suficiente? Por que, depois de todo o ritual - beijos, toques, penetração - eu sempre acabo com essa fome que me corrói? Rafaele é doce, carinhosa, uma namorada que posta fotos de mãos dadas no Instagram. “Minha metade louca, minha âncora no caos.” Mas, no quarto, ela é previsível como um relógio suíço. Eu quero mais. “Nunca vi traveco que gosta de mulher.” Chega de palavras alheias, ecoando, ecoando, eco.
O roupão branco está jogado na poltrona de veludo - seda, tamanho 36, presente de Amanda para Rafaele no último aniversário. Em mim, que tenho 1,75 m de altura e curvas muito mais generosas e marcantes, o roupão perde o aumentativo. Mal chega ao meio das coxas, o decote desce até o umbigo, os seios ficam quase soltos, o volume pesado marca o tecido. São 2h17 da manhã - é a hora do vazio.
Desço a escada sentindo o calor do piso subir pelas solas dos pés. A casa é um manifesto de luxo minimalista e contemporâneo. Concreto, vidro, linhas retas. Quadros abstratos de nomes impronunciáveis nas paredes - formas caóticas em vermelho e preto que interpreto como tédio - e esculturas abstratas flutuam sobre pedestais de mármore polido. Tudo impecável, frio e calculado.
Na cozinha, um retângulo de aço escovado e mármore preto, abro a geladeira e pego a garrafa de água. Bebo metade em um só gole. O líquido gelado desce pela garganta seca e irritada, espalhando alívio temporário pelo peito apertado. Mas isso não apaga a inquietação. Rafaele é tudo o que uma namorada perfeita deveria ser. Uma perfeição cansativa.
Ouço o retinir delicado, quase musical, de cristal contra cristal vindo da sala adjacente. O coração acelera num ritmo irracional. O alarme está ativo e os empregados não trabalham no período noturno. Subitamente alerta, caminho devagar pelo corredor, prendendo a respiração.
A sala se revela aos poucos, como cena em câmera lenta, as sombras longas nas paredes brancas simulam as formas dos móveis delicados. O sofá de couro está ocupado por uma presença que faz o ar congelar.
Amanda.
Ela está sentada com as pernas elegantemente cruzadas, os saltos firmes nos pés. A saia preta sobe alguns centímetros quando ela se inclina para pegar a garrafa, expondo a curva firme das coxas, esculpidas em sessões particulares de musculação e em corridas com inclinação máxima. A camisa branca tem os quatro primeiros botões abertos de forma displicente, o decote desce profundo o suficiente para revelar o vale entre seios grandes e firmes. O cabelo loiro, na altura dos ombros, está impecável. Ela segura uma taça de vinho tinto quase vazia na mão direita. O líquido rubi brilha sob a luz.
Amanda ergue os olhos verdes quando me percebe no arco da sala. Seus movimentos são lentos, analíticos, como se medisse um adversário, catalogando suas fraquezas com minúcia. Seu olhar profundo acompanha a linha dos meus cabelos bagunçados, percorre o rubor insistente nas minhas bochechas e escrutina o roupão que mal disfarça o corpo nu sob a carícia da seda.
O tempo para, preguiçoso. Sinto o roupão escorregar do ombro esquerdo, expondo mais da minha pele bronzeada e o contorno de um seio, mas não me mexo para ajustar - seria admitir desconforto, e não me disponho a ceder isso a ela. Amanda também não se move, a taça para a meio caminho dos lábios, um sorriso em vermelho escuro.
- Achei que ia pernoitar em Brasília - digo com a voz mais aguda do que pretendia.
Amanda inclina a cabeça ligeiramente, gesto elegante e calculado.
- Consegui um voo antecipado, Jasmine. Surpresas mantêm as pessoas alertas, e eu gosto de ver reações autênticas. - Ela toma um gole lento. Seus olhos verdes perseguem os meus, registrando o desalinho, a curiosidade e a surpresa. - E você está usando o roupão da minha filha. Bem… tentando usar.
Baixo o olhar. Uma fagulha de calor sobe pelo meu pescoço - não de vergonha, algo mais primal, inominável.
- Achei que a casa ficaria vazia. Não esperava sua volta.
Amanda pousa a taça na mesa com um clique delicado. Levanta-se devagar, desdobra o corpo alto, uma aura que preenche o espaço como se o ambiente se curvasse a ela. Move-se com a segurança inata de quem decide destinos antes do café da manhã, cada passo é um clique no piso de madeira, um metrônomo de poder.
- Evidentemente, não está vazia - diz com voz suave e arestas afiadas. Ela caminha até o bar, pega um copo e serve uma dose generosa de gin. Olha por cima do ombro, sobrancelha arqueada. - Aceita uma dose? Pode ajudar com sua insônia.
- Acabei de tomar água, mas… por que não? - aceito, aproximando-me o suficiente para que o perfume de Amanda me circunde, notas frescas misturadas a algo mais quente e animalesco.
Nossos dedos se tocam, porcelana contra bronze quente, choque sutil de eletricidade estática que arrepia minha nuca. Bebemos em um silêncio que se estende como ponte tênue.
- A Rafaele está dormindo?
Sustento o olhar por cima da borda do copo.
- Ela desliga rápido. Eu não. Fico com o resto da noite inteira na cabeça.
Amanda toma um gole lento, sem piscar.
- O resto da noite inteira - repete, como se provasse as palavras. - Interessante.
Amanda dá um riso curto e genuíno.
- Ela sempre dorme assim, desde pequena. Eu lia “O Pequeno Príncipe” para ela e, na página oito, ela já roncava. Eu continuava lendo, porque era o meu momento de paz no meio do caos de ser mãe solteira aos vinte e poucos.
- Não mudou muito - digo com tom leve, uma ponta de melancolia. - É fofo, de um jeito inocente.
Outro silêncio se instala, mais confortável, como se as palavras tivessem aberto frestas nas armaduras. Amanda toma outro gole, me avaliando de maneira mais suave.
- Você fala mais do que ela deixa transparecer - observa, inclinando a taça em um brinde. - Você me parecia quieta, observadora, deixando a Rafaele dominar a conversa. Eu achava que era timidez ou desconforto com a dinâmica familiar.
- Timidez? - rio com elegância. - Não, nunca foi timidez.
Amanda ergue uma sobrancelha perfeitamente arqueada, gesto felino, como se anotasse mentalmente para uso posterior.
- Então, o que é? Não gosta de falar conosco, reserva suas palavras para outras pessoas menos fúteis?
- Eu gosto de ouvir Rafaele falando, é confortável, mas previsível. Como um bom gin, sem surpresas.
Amanda caminha devagar até o encosto alto do sofá, mas não se senta. Apoia-se nele com os quadris, cruza os braços sob os seios. O movimento destaca o decote, revelando a renda preta por baixo da camisa e a curva plena da pele de porcelana. O gesto é casual, mas carregado de uma sensualidade que não passa despercebida.
- Eu sempre imaginei você como uma fase passageira na vida da Rafaele - admite, a voz mais baixa. - Uma rebeldia exótica. Achei que era temporário, algo que ela superaria quando amadurecesse para o... “normal”.
Normal. Outra palavra daquelas. Tão somente uma palavra.
- E agora? - pergunto com voz baixa, desafiadora. - Ainda sou só a “fase passageira” que você esperava que eu fosse?
Amanda sorri sem alegria.
- Talvez eu tenha subestimado a duração de algumas fases - responde, o canto da boca subindo num sorriso sem alegria, perigoso.
- Você parece mais inatingível ao longe - retruco. - Eu te via como perfeita, distante, um arquétipo de executiva. Mas aqui, com o copo de gin na mão às duas da manhã, fingindo respeitar as escolhas de sua filha, você parece mais... humana. Normal.
Amanda ri, um som rico e raro.
- Touché. Passo o dia sendo a “perfeita e distante”, mas à noite bebo sozinha e questiono o que está fora do meu controle.
Ela dá dois passos deliberados em minha direção, uma mão na cintura, o olhar descendo lentamente dos meus lábios para as pernas, provocando uma sensação de angústia e calor, inesperadamente agitando o tecido fino na altura da minha virilha.
- Você tem noção do quanto esse roupão fica ridículo em você? - pergunta com os olhos no cinto frouxo.
- Plena noção - respondo, sem me deixar intimidar. - Mas você não parece se importar.
- Obscenamente revelador - ela devolve, a voz baixando um tom.
- Revelações na madrugada são demais para você?
Amanda segura o copo com as duas mãos.
- Sou mais resiliente do que imagina. Mas você é território novo. Uma variável que eu não calculei.
- E isso é um problema?
Amanda toma o resto do gin de uma vez e coloca o copo na mesa com um estalo. Ela vence os últimos centímetros em minha direção, perto o suficiente para que o roçar da minha pulsação sob o roupão toque sua cintura.
- Definitivamente, você é um problema - murmura com o hálito quente.
- Eu sei - sussurro, o corpo me traindo.
- E eu não gosto de problemas que não consigo controlar. Perder o controle é admitir a derrota.
Amanda ergue a mão devagar, os dedos tocam o cinto frouxo do roupão, puxando-o lentamente. O tecido abre-se mais, revelando o vão entre os meus seios.
- Eu não aceito derrotas, pois nunca perco o controle. Eu sou o controle - ela afirma com uma nuvem no olhar.
Ela puxa mais um pouco o cinto e o roupão abre-se até a cintura. O meu pau salta, livre e duro, a cabeça rosada brilhando. Ela não desvia o olhar nem por um instante.
- E eu não posso controlar o que não conheço - Amanda sussurra.
- Imagino - respondo, o coração martelando, a culpa afiada como navalha.
Amanda dá um passo para trás, senta-se no braço do sofá, a saia sobe revelando a coxa clara e torneada.
- Sente-se, Jasmine - ela ordena, a voz firme.
Obedeço. O roupão aberto como uma capa. Ficamos lado a lado, os ombros quase encostados. O silêncio enche-se de possibilidades proibidas, ar antes de tempestade de verão.
- Eu não gosto de você - Amanda diz sem rodeios, olhando para o abajur como se as palavras precisassem de distância.
- Eu sei - respondo, tranquila, sentindo a picada familiar.
- Mas, talvez, eu posso te suportar. Agradeça aos seus olhos por isso.
- O que eles te dizem?
- O mesmo que a Rafa deve ouvir, uma promessa de comprometimento e uma vontade inabalável de agradar a qualquer custo - Amanda sussurra, a mão descendo para tocar meu joelho.
- E o que lhe agradaria, Amanda? – questiono, com a sensação de que ela está dentro da minha mente, catalogando meus pensamentos.
- Eu adoraria esquecer que amanhã tenho uma reunião de horas com investidores estupidamente sorridentes e burros. Ou então, esquecer que isso se repetirá vezes sem fim, reuniões, ligações e pessoas vulgares. Quero esquecer desconsiderar que minha filha está dormindo lá em cima.
Sinto meu pau latejar e crescer. O desejo irrompe, a culpa corta o peito - é a mãe dela, isso é traição em dobro -, mas o fogo sempre vence. Ela me encara como um desafio, o tiro de largada dado, avaliando se estarei disposta a entrar na pista. Pode ser um teste e, se for, tudo estará perdido. Me atrevo a caminhar no fio da navalha.
- Posso te dar muito mais - respondo, voz baixa e segura, a mão tocando o rosto de Amanda, o polegar roçando o queixo, inclinando-a para o beijo. O momento da verdade.
Amanda segura meu rosto com as duas mãos e me beija. Um começo lento, controlado. Nossos lábios se reconhecem, ganham intimidade, as bocas se abrem, línguas se enroscam, dentes roçam em mordidas leves. Seguro a nuca dela, enfio os dedos no cabelo loiro, puxo com firmeza para expor o pescoço e beijo deixando pequenas marcas. Amanda corresponde feroz, as mãos abrem mais o roupão, tocam meus seios, apertam os mamilos duros até eu gemer.
Quando nos afastamos, ofegantes, o ar pesa.
- Isso é um erro colossal - Amanda sussurra.
- O maior da sua vida impecável - respondo com o pau duro roçando na coxa dela.
Amanda abre os olhos, verdes faiscantes, com raiva, desejo e rendição.
- Você é insuportável - murmura.
Ela levanta-se com as pernas ligeiramente instáveis e começa a desabotoar o resto da camisa com movimentos lentos e deliberados, revelando o sutiã de renda preta que sustenta os seios grandes e pesados.
Deixo o roupão deslizar. Meu pau duro aponta para o alto. Amanda morde o lábio inferior, o rubor sobe pelo pescoço claro. Ela desce o zíper da saia, que cai a seus pés. A calcinha de renda é minúscula, exalando excitação misturada ao seu perfume. Ela prende os polegares e a desce, dobrando os joelhos com graça. Quando fica nua, endireita o corpo com orgulho, abdômen trincado, cintura fina, quadris largos, coxas grossas e definidas, bunda alta e dura como mármore, pernas infinitas.
Amanda aproxima-se, passos firmes e elegantes, sua aproximação me rouba o fôlego, o gingado dos quadris serpenteando o corpo sarado, o bote lento da mão ao segurar meu pau pela base - dedos gelados contra o calor latejante - passa o polegar na cabeça rosada, espalhando as gotas viscosas em círculos lentos.
Enquanto meus olhos se fecham e o corpo estremece, um misto de desespero e ardor, Amanda ajoelha-se. Primeiro, lambe a cabeça como quem degusta uma iguaria, a língua plana e quente roça a glande em lambidas longas, explorando o sabor. Respiro forte entre os dentes, minhas coxas tremem. Ela toma metade na boca, os lábios carnudos abrem-se ao redor da grossura enquanto as mãos acompanham, subindo e descendo em vaivéns lentos, a saliva escorre em fios prateados.
Seguro seu cabelo e ela me encara com olhar esmeralda. Movo a cintura devagar, sem pressa, arrepiada pela visão de seus lábios macios sorvendo com luxúria. O calor aumenta, assim como meus movimentos, que não resistem à visão de seu rosto, guio-a com gentileza, sentindo a garganta contrair na primeira tentativa profunda. Amanda se engasga, contida, mas relaxa a mandíbula com determinação e engole mais fundo, a língua pressiona por baixo em movimentos ondulados, sons molhados enchem a sala. Saliva escorre pelo canto da sua boca, pingando no tapete. Ela acelera gradualmente, a mão gira na base, os lábios escancarados.
Então vem a lembrança, inevitável como um raio em nuvem carregada, cortando o prazer como uma lâmina fria.
Meu pau estava dentro da buceta da filha dela há menos de uma hora. Ainda está coberto do cheiro doce e floral de Rafaele, do gozo pegajoso e abundante dela que escorreu até minhas bolas nas estocadas finais. E agora está enterrado até a base na boca de Amanda, sendo chupado com os sabores indissociáveis do meu gosto fundido ao de sua filha.
A culpa bate forte e imediata, um soco no estômago que aperta o peito com o peso esmagador do proibido - é a mãe dela, porra, pare agora antes que o prazer vire veneno, antes que Rafaele acorde e o mundo desabe. Mas o desejo vem junto, sujo e avassalador como uma onda negra, alimentando o fogo em vez de apagá-lo. Movo os quadris com mais intensidade, o vai e vem é ritmado e profundo. Uma mão desce instintivamente para levantar o queixo de Amanda, comparando mentalmente suas feições com as da filha. Tão parecidas. Tão diferentes. Fogo e gelo. Brisa e vendaval.
Eu a puxo para cima antes de perder o controle, meu pau sai de sua boca com um estalo úmido, fios de saliva ligam os lábios de Amanda à cabeça brilhante. Ela agarra a minha cintura e vem balançando a língua, passando pelo umbigo e se demorando sobre ele. Escorrega as mãos e aperta minha bunda com intensidade, os se dedos abrindo e fechando, tentando alcançar o máximo que lhes é possível. Passa entre meus seios e balança o rosto, transitando de um mamilo para o outro, indo e vindo, salivando sem parar. Beija meu pescoço, segura meus cabelos. Me entrega um beijo pegajoso e doce como mel.
- Gostosa – ela geme em meu ouvido.
Minha resposta vem na forma de uma leve pressão sobre os seus ombros com minhas mãos, indicando que é a vez dela, o que ela aceita sem demora.
Amanda deita-se de costas no tapete felpudo, as pernas abrem-se sem pudor ou hesitação, o corpo nu expõe-se, os seios grandes espalham-se levemente para os lados, os mamilos rosados ficam duros. Desço beijando o pescoço longo, sinto o pulso acelerado bater sob a minha língua, mordisco a clavícula. Chupo cada mamilo com devoção - primeiro o esquerdo, sugando com os lábios relaxados até que ele endureça mais, a língua circula em espirais, os dentes roçam para arrancar um gemido baixo e gutural; depois o direito, a mão dedilha o outro com pinçadas alternadas, apertando até Amanda arquear as costas contra o tapete e gemer, com as mãos cravadas em meus cabelos, puxando com urgência. Deslizo pelas formas do seu corpo, beijo a barriga definida e trincada, lambo os sulcos entre os abdominais marcados, mordo a pele sensível acima do monte pubiano depilado. Quando chego à buceta, Amanda já está encharcada, os grandes lábios inchados, o clitóris protuberante, o cheiro doce e inebriante enche meus pulmões. Lambo devagar da entrada úmida até o clitóris, a língua explora cada dobra com paciência, circulando o ponto sensível com toques leves e provocativos, depois sugo com força controlada, alternando sucções longas com toques rápidos da ponta da língua. Amanda segura minha cabeça, os quadris movem-se em ondas, os gemidos abafam-se contra o próprio antebraço dobrado, silenciando-se, o corpo inteiro contorce-se em arco.
- Assim… não para… - Amanda ofega, a voz rouca, os quadris empurram contra a minha boca.
Coloco dois dedos dentro dela, curvando-os para cima, encontro o ponto exato - aquele inchaço sensível - e massageio em ritmo sincronizado com a língua no clitóris, adicionando um terceiro dedo para preenchê-la mais. Amanda goza, as coxas grossas tremem descontroladas ao redor da minha cabeça, apertando como um torno, um gemido longo e abafado vibra no ar, o líquido quente e abundante escorre pelos meus dedos, encharcando o tapete em uma mancha escura. Lambo devagar durante todo o pico do orgasmo, prolongando as contrações com toques suaves, bebendo cada espasmo, os dedos continuam curvados dentro dela, massageando até o corpo de Amanda desabar mole e trêmulo, os olhos vidrados no teto como se vissem estrelas.
Amanda ainda treme quando abre os olhos, o peito arfa, o rosto corado como vinho derramado, o cabelo loiro fica desalinhado.
- Me fode agora - pede, a voz um sussurro rouco e urgente.
- Você quer? - pergunto com malícia, sentando-me no tapete e apoiando as costas no sofá.
Ela sorri observando meu pau brilhar, engatinha em minha direção como uma loba, beija-me com fome renovada, engolindo os gemidos. Nossas línguas enroscam-se em um frenesi molhado, o gosto dos nossos sexos reduz-se a um sabor único. Amanda escala o meu corpo, senta-se em meu colo com as coxas abertas, o pau roça a entrada da buceta molhada. Ela segura a base com a mão trêmula, posiciona com precisão e desce devagar, gemendo alto e gutural quando o volume a preenche, as paredes internas massageiam cada veia e centímetro. Sua buceta é quente, úmida, apertada. Amanda começa a cavalgar devagar, os quadris rebolam em círculos largos e provocativos, os seios volumosos balançam em meu rosto, me tentando a chupar com a língua rodopiando.
- Olha pra mim - Amanda ordena, voz trêmula, mas dominante, segurando meu rosto com ambas as mãos.
Nossos olhos se encontram - verdes selvagens nos castanhos famintos - e Amanda me beija enquanto cavalga, o ritmo acelera em estocadas fortes e profundas. Ela sobe quase deixando o pau escapar e desce com força bruta, o som molhado da buceta ritmado pelo impacto macio do seu corpo nas minhas coxas. Eu a encaro, aqueles seios saltam a cada embalo, sua boca fica levemente torcida para o lado, o queixo levantado. Gememos juntas, as respirações em compasso. Agarro sua bunda, uma escultura firme e redonda, afasto as nádegas e meu dedo roça o cu apertado, circulando o anel sensível. Ela estremece e me olha como se indagasse como eu me atrevo, sem parar de rebolar. Nossos corpos suados deslizam um no outro.
- Você é mais gostosa que ela - deixo escapar entre gemidos.
Amanda interrompe seus movimentos, os olhos faíscam em choque e excitação.
- Repete.
- Você é mais gostosa que a Rafaele - repito, o pau pulsando dentro dela.
Amanda sorri, cruel e triunfante, cavalga com raiva selvagem, a bunda bate forte nas minhas coxas, os seios pulam, o cabelo loiro voa, gemidos viram grunhidos abafados no meu pescoço. O pau entra em ângulos brutais, a base esfrega e massageia seu clitóris inchado.
- Não goza ainda - manda, desmontando com elegância.
Amanda fica de bruços, empinando a bunda perfeita e redonda com um movimento fluido, as nádegas abrem-se ligeiramente com a posição, as mãos atrevidas abrem ainda mais para expor o cu rosado, pequeno e fechado como uma flor noturna - um convite explícito que faz meu pau salivar.
É uma decisão silenciosa, pontuada apenas pelo acelerar das nossas respirações. Cuspo na mão e espalho no pau latejante, lubrificando cada centímetro da base à cabeça com movimentos longos. Levo os dedos ao cu dela, massageio o anel rosado em círculos lentos e insistentes, pressionando a entrada até o músculo ceder e engolir a ponta do polegar. Amanda solta o ar devagar, controlada, relaxando o corpo como em uma meditação forçada, a testa encostada no tapete, os dedos cravados nos fios. Pincelo o pau pelas nádegas firmes, depois pelo rego, provocando, atiçando.
Posiciono a cabeça na entrada e empurro devagar, paciente, sentindo a resistência inicial do anel apertado ceder relutante, centímetro por centímetro - dolorosamente delicioso - o calor insano envolve a glande como fogo. Amanda geme, o som abafado, o corpo ajusta-se com tremores, Ela respira fundo para relaxar e balança os quadris para trás, buscando mais.
Quando entra tudo, o pau fica enterrado até o talo no cu apertado e quente. Ficamos paradas por alguns instantes, sentindo o momento, o aperto pulsante ao redor de cada veia, o calor úmido que suga. Nossos corpos colam-se, meus seios pressionam as costas dela, arrepiados. Eu sinto cada pulsação do pau pressionado contra as paredes internas lisas, o corpo de Amanda treme levemente em ondas, os músculos de suas coxas contraem-se.
- Assim... - Amanda assente, um sussurro rouco e suplicante, olhando por cima do ombro. - Assim...
Começo devagar, embora meus instintos peçam o contrário, estocadas longas e lentas, saio quase toda, deixando só a cabeça encaixada no anel, depois entro fundo em um movimento suave e completo, sentindo cada centímetro do cu abrir e fechar em ondas de ajuste, o aperto mantendo a fricção intensa. Amanda geme a cada estocada, o corpo move-se para trás a cada avanço, encontrando o ritmo como em uma dança. A intensidade aumenta gradualmente - estocadas firmes, o som dos corpos batendo, baixo e hipnótico. Seguro sua cintura e deslizo as mãos até os quadris largos e fortes, puxando-a para um mergulho profundo, ondas de tremores acompanham cada investida.
Ela empina-se de quatro, meu pau escapa e eu sinto uma onda de calor ao ver aquela bunda perfeita se entregar sem pudores, faminta, insaciável. As curvas de porcelana esculpida, as coxas grossas de músculos salientes, as costas arqueadas e lisas, os cabelos dourados como um manto sobre a pele.
Aproximo-me devagar, levo a mão às curvas, acaricio, sinto o calor, testo a dureza com apertos suaves. Ela me olha por cima dos ombros, curiosa, e eu sorrio, inclinando-me em direção àquele rabo perfeito. Beijo o contorno do anel, sinto-o ainda aberto, pressiono meu rosto entre as carnes firmes e altivas, penetro com a ponta da língua e sinto-a ceder - um tremor que me abala, um gemido indiscreto. Continuo explorando, entro pelo buraquinho, forço a língua e ela balança, joga a bunda contra o meu rosto, gira e pressiona com força. Afasto os lábios e o cuzinho rosado está espumando com minha saliva.
Ajoelho-me por trás dela e não resisto a desferir um tapa na bunda incrível, o que a faz tremer de surpresa e indignação. Antes que possa me dizer qualquer coisa, aponto o pau e entro de uma vez, até o talo, o cu engole com facilidade, mas não sem fazê-la se contorcer e tremer, tampando a própria boca com a mão para não gritar. Agarro-a com firmeza pelos quadris e fodo com força primal, estocando fundo, testando seus limites. Ela parece congelada, recebendo as bombadas de olhos fechados, abafando suas reações, quanto mais fundo eu entro, mais ela se empina, convidativa.
Seguro seus cabelos loiros como uma rédea, monto forte, enterro-me profundamente na sua bunda, meus peitos balançando enquanto soco, obstinadamente, tentando fazê-la pedir, implorar, para que eu vá mais devagar - o que ela não faz. Com a outra mão aperto seu pescoço de leve e ela levanta o queixo, desafiadora. Eu me enfio fundo e ela inclina o corpo para a frente e retorna, acompanhando minhas investidas, seus seios enormes gingam em direções opostas.
- Pensa nela enquanto me fode - Amanda lança, sem aviso, esse golpe.
A culpa me atinge com a mesma intensidade do desejo. Puxo seu cabelo com força, enrolo-o nas minhas mãos, monto nela sem piedade, meu pau invade seu cu de cima para baixo, meu saco bate em sua buceta molhada, cravo fundo e rude, até finalmente tirar dela um grito que abafo com a mão, que desliza do pescoço para a sua boca, sentindo minha palma umedecer com a respiração molhada.
Amanda goza primeiro. O cu aperta como um torno, o corpo convulsiona em ondas violentas, as coxas musculosas tremem contra as minhas, um grito longo e abafado vibra contra a minha mão, os olhos reviram em êxtase. O orgasmo prolonga-se, o cu pulsa ao redor do pau inteiro, o mel da buceta escorre por suas coxas. Continuo fodendo durante todo o seu êxtase, prolongando prazer e dor com estocadas firmes e circulares, meus quadris girando para atingir ângulos novos dentro do aperto. Quando Amanda balança, ameaçando desabar, eu gozo com um grunhido animal, jatos quentes enchem seu cu de porra enquanto eu meto, reduzindo as investidas, sentindo meu próprio corpo desfalecer após o choque intenso de prazer.
Desabamos juntas, coladas no tapete, suadas, meu pau escorrega devagar, sem pressa, e a porra vaza do cu de Amanda e espalha-se por sua bunda. A quietude interrompida pelas respirações aceleradas.
- Eu sou uma péssima mãe.
- E eu uma péssima namorada.
- Isso foi absurdo, mas libertador.
- Muito.
- Ainda não gosto de você.
- Tudo bem, eu também nunca gostei de você.
Assim que minha respiração normaliza e volto a sentir os músculos, levanto-me. Pego o roupão de seda e o jogo sobre os ombros sem fechar. Lanço um último olhar para Amanda, que permanece relaxada no tapete, os dedos tateando a mesa em busca do copo de gin.
Subo as escadas cambaleando e deito-me com cuidado ao lado de Rafaele, exausta, culpada e, depois de muito tempo, satisfeita.