A chama que nunca se apaga
Meu nome é Renan, 41 anos, casado com Beatriz há quase quinze. Casamos porque o fogo entre nós era grande demais para ficar só na vontade. Como Paulo escreveu, melhor casar do que abrasar. E a gente ainda abrasa. Bea tem 38, corpo firme de quem cuida da casa e da igreja, com seios pesados que eu aperto com gosto enquanto oro baixinho no ouvido dela depois do culto. Há anos ela sonha com um segundo filho depois do Eduardo. O médico já disse que a chance é pequena, mas a gente acredita que Deus ainda pode abrir o caminho.
Quando o culto é forte, chegamos em casa calados, mas com os olhos brilhando. Fechamos a porta do quarto, ajoelhamos na beira da cama, oramos de mãos dadas. Quando digo “amém”, Bea já está tirando o vestido, dizendo: “hoje vai ser, Renan, eu senti. Você sentiu a palavra?”. Monto nela com força, batendo fundo, a cama rangendo como se fosse desabar. Gozo gritando o nome dela, enchendo até escorrer pelas coxas. Depois ela fica de pernas para o alto, como o médico ensinou, para a gravidade ajudar o sêmen a descer, e eu fico ali acariciando a barriga lisa, acreditando que um dia ela vai inchar de verdade.
Quando a casa ganhou outro perfume
A rotina era essa, mas tudo começou a mudar devagar, quase sem eu perceber. Eduardo, meu enteado de 21 anos, trazia a namorada Mariana quase todo dia depois da faculdade. Namoravam desde o ensino médio. Ela era educada, sorria tímida, dizendo “boa noite, Seu Renan”, “obrigada, Dona Bea”. Mas eu comecei a reparar em coisas que antes passavam batido.
Primeiro foi o perfume. Um cheiro doce de baunilha com um fundo quente, quase animal, que ficava impregnado no sofá depois que ela ia embora. Eu sentava ali para ver televisão, e aquele aroma subia, me dando uma coceira estranha na nuca.
Depois foram as camisinhas do Du. Um dia arrumei o quarto dele e vi uma caixa nova na gaveta da cômoda. Duas semanas depois, quando passei lá de novo, tinham sumido quatro. Eu contava porque nas noites de quarta e domingo, quando eu e Bea íamos para o culto, eles ficavam em casa “estudando”. Eu não falava nada, mas já sabia: esperavam a gente sair para meter.
A noite em que eu vi tudo
A curiosidade não me deixou em paz. Uma quarta-feira inventei uma indisposição forte. Deixei Bea na porta da igreja, dizendo que “vou voltar para casa deitar, amor”. Ela ficou preocupada, mas entrou. Dei a volta, estacionei duas quadras depois, entrei pelos fundos em silêncio absoluto.
O quarto do Du ficava no fim do corredor. Deixei a porta entreaberta dois dedinhos, só o suficiente.
Mariana estava de bruços na cama do meu filho, o vestido levantado até a cintura, com a calcinha branca jogada no chão. Du socava com força, puxando aquele cabelo castanho-claro, batendo na bunda branquinha que ficava vermelha a cada tapa. Ela gemia alto, com a voz doce e suja ao mesmo tempo: “isso, amor… mais fundo… me arromba…”. Quando Du tirou a camisinha e gozou tudo nas costas dela, jatos grossos escorrendo pela curva daquela bunda perfeita, eu precisei abrir o zíper e segurar o pau latejando. Punhetei devagar, acompanhando o ritmo deles, mordendo o lábio para não gemer. Quando terminaram, saí de fininho, voltei para o portão e entrei fazendo barulho, como se tivesse acabado de chegar.
Naquela noite comi Bea com uma raiva que ela achou graça: “tá virando touro, marido?”. Eu só sorria, mas na minha cabeça era o corpo da Mariana que eu estava marcando.
Pequenos incêndios que ninguém via
Depois daquela noite, tudo parecia conspirar.
Uma manhã na cozinha: eu pegando o café, ela se abaixando para pegar a forma no armário baixo. O decote do vestidinho abriu, os peitos quase escapando, biquinhos rosados marcando o tecido fino. Fiquei parado, a xícara tremendo na mão. Ela demorou demais para se levantar, como se soubesse que eu olhava.
Outra tarde, Du saiu “comprar peça para o carro”. Ficamos só nós dois na sala. Ela sentou do meu lado no sofá, pernas cruzadas, com o vestido subindo nas coxas grossas. Silêncio pesado. “Seu Renan, o senhor já pensou como seria ter uma filha mulher?”, perguntou de repente, olhando para o chão. Respondi qualquer coisa, mas a garganta estava seca.
Uma noite, esbarrei nela no corredor estreito. Ela vinha do banheiro, cabelo molhado, cheiro de xampu misturado com aquele perfume doce. Nossos corpos se colaram por um segundo inteiro. Senti o peito dela encostar no meu, o bico duro roçando minha camisa. “Desculpa, Seu Renan”, sussurrou, mas não se afastou logo. Quando passou, a mão dela roçou de leve na frente da minha calça. Acidental? Não parecia.
Comecei a inventar desculpas para ficar em casa nas noites de culto. Dizia que estava cansado, trancava a porta do quarto, ajoelhava e pedia força a Deus. Orava com o pau duro, lembrando do cheiro, da voz, da bunda vermelha.
O dia em que ela resolveu tudo
Uma sexta-feira levei Bea para o culto, mas eu precisava relaxar e disse que não ia ficar. Voltei pensando em deitar. Abri a porta da sala e encontrei Mariana sentada no sofá, abraçando os próprios joelhos, olhos vermelhos.
“Cadê o Du, filha?”
“Sumiu de novo, Seu Renan… acho que tem outra…”, e desabou chorando no meu peito. Abracei por instinto. O perfume dela me invadiu, aquele doce quente que já vivia na minha cabeça há semanas. As lágrimas caíram na camisa, depois no colo da calça. Ela percebeu a mancha úmida, sorriu entre as lágrimas: “tô sujando o senhor”, e levou a mão instintivamente para limpar. A mão parou em cima do volume rígido. Hesitou um segundo, mas não tirou. Apertou de leve, quase disfarçando, mas não colou.
Eu congelei. A cabeça gritava “pecado, afaste ela agora”, mas o corpo não obedecia.
Ela ergueu o rosto, olhos verdes brilhando, e colou a boca na minha. A língua entrou quente, doce, procurando a minha com urgência. Tentei recuar um centímetro, mas ela segurou minha nuca: “me beija, Seu Renan… só um pouquinho…”. As mãos dela já abriam meu cinto, tiravam meu pau latejando. Ajoelhou no chão da sala, engoliu tudo de uma vez. A boca era um forno molhado, mais quente que qualquer lembrança que eu tinha. Chupava olhando para cima, olhos fixos nos meus, gemendo abafado enquanto engolia até o talo. Nem pensávamos que o Du podia aparecer a qualquer momento.
“Me leva para o quarto, Seu Renan… por favor…”, sussurrou, já tirando o vestido por cima da cabeça. Os peitos saltaram, grandes, firmes, bicos rosados duros de tesão. Pegou minha mão e colocou no peito esquerdo: “sente como está batendo por você”. Apertei sem querer. Ela gemeu alto.
Deitou na nossa cama, abriu as coxas grossas, branquinhas: “vem… me come… eu preciso tanto…”. Eu tremia. Ela segurou meu pau, esfregou na entrada encharcada: “só entra… eu quero você desde a primeira vez que me olhou daquele jeito…”. Quando a cabeça entrou, ela puxou minha bunda com força e me engoliu inteiro. Era tão apertada, tão quente, tão diferente da Bea, que soltei um gemido rouco que nem parecia meu.
Ela comandou tudo. Rebolava embaixo de mim, depois virou de quatro sozinha, empinou aquela bunda perfeita: “agora soca, Seu Renan… me fode como se eu fosse uma meretriz…”. Bati. Bati com força, sentindo a carne bater na carne, o suor dela no meu peito. Ela pedia mais, puxava meu quadril: “mais fundo… me abre toda…”. Colocou as pernas no meu ombro porque quis, cavalgou em cima de mim porque precisava, os peitos balançando na minha cara, me mandando chupar.
Eu fodia a namorada do meu enteado na cama onde orava com minha esposa e pensava “Deus me perdoa, Deus me perdoa”, mas a culpa só fazia o prazer dobrar. Quando ela cravou as unhas nas minhas costas e gritou “goza dentro, Seu Renan… enche minha bucetinha… faz um filho em mim… a criança tem que vir dentro de casa…”, eu perdi a última resistência. Gozei tão fundo que senti as bolas doerem, jatos grossos, quentes, enchendo aquele corpo jovem que pulsava me sugando até a última gota. Ela gozou junto, tremendo inteira, me abraçando forte: “obrigada, Seu Renan… obrigada…”.
Depois, quando fui buscar Bea na igreja, ela veio sorrindo: “a revelação está perto de se cumprir, amor. Eu senti”.
O segredo que virou vício
Dias depois Du chegou arrependido, prometeu parar de usar camisinha, disse que queria ser pai logo. Bea sorriu: “Deus escreve certo por linhas tortas”.
Duas semanas depois, no banheiro, Mariana me mostrou o teste positivo e sussurrou: “pode ser seu, Seu Renan… pode ser dele… a gente nunca vai saber de verdade”. Sorriu aquele sorriso safado que agora eu conhecia de cor.
Naquela noite fiz amor com Bea com uma calma estranha. Beijei a barriga dela, pedi perdão em silêncio, mas também agradeci. Porque a promessa se cumpriu.
A criança veio. Dentro de casa. Do jeito de Deus.
E quase toda noite, quando Bea dorme pesado depois do remédio, Mariana entra no nosso quarto de fininho, ajoelha do lado da cama e sussurra: “preciso de mais bênção, Seu Renan…”. Tira o pijama, sobe em cima de mim devagar, rebola gostoso enquanto eu tapo a boca dela para não acordar minha esposa do lado.
Eu oro todo dia. Luto todo dia. E cedo toda noite.
Porque o Senhor age de formas misteriosas. E algumas bênçãos vêm embrulhadas em pecado. E são as mais doces de todas.